MTur discute parceria com a China, incluindo isenção de visto

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O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, reuniram-se na última semana para debater ações de parceria para o fortalecimento do Turismo nos dois países com foco na ampliação do fluxo turístico. Na ocasião, algumas medidas e estratégias específicas foram discutidas. Entre elas: a promoção de ações de qualificação para melhor receber os turistas, a isenção de vistos para turistas chineses e, também, a abertura de um escritório da Embratur no país asiático e de um escritório de promoção da China no Brasil, que será instalado em São Paulo. O presidente da Embratur, Carlos Brito, participou do encontro virtual.

Segundo o embaixador chinês, apesar de o país ser responsável pela emissão de 150 milhões de turistas para o mundo, apenas 60 mil escolhem o Brasil que, apesar do número ainda pequeno, é o principal destino dos chineses na América Latina. Por outro lado, 90 mil brasileiros visitam a China por ano, número também aquém do potencial brasileiro.

Para ampliar esse número já no momento pós-pandemia, o ministro do Turismo reforçou a necessidade do aumento de conectividade aérea entre Brasil e China logo na retomada das atividades, além da isenção de vistos de entrada no Brasil para os turistas chineses. O ministro anunciou, ainda, que a China foi o país escolhido para sediar a representação da Embratur no continente asiático auxiliando, assim, a promoção do Brasil em toda a região.

“Temos na China um grande e importante parceiro em todos os setores e tenho certeza de que, no momento pós-pandemia, teremos plenas condições de receber um número crescente de viajantes chineses. Esse potencial foi confirmado pela revista Voyage que afirmou que o Brasil é o melhor destino para os chineses”, comentou Neto.

Ao longo da reunião, o ministro ainda agradeceu a parceria do governo chinês e propôs a criação de um grupo de trabalho para otimização do fluxo de turistas.

“O Brasil é parceiro estratégico da China não só na América Latina como no mundo e aprofundar a cooperação no setor turístico. A distância geográfica não impede o intercâmbio entre os nossos povos que têm contribuído para o crescimento dos dois países”, afirmou Yang Wanming.

WEBNÁRIO
Está previsto para o próximo dia 15 de abril o 1º Webinário – Turismo Internacional da China: Potencial do Mercado com foco na capacitação para agências de turismo brasileiras interessadas em atuar no receptivo de turistas chineses que será realizada pela Pasta e pela Embratur.

Por Filip Calixto – Panrotas

Turismo global perde US$ 4,5 trilhões e mais de 62 milhões de empregos em 2020

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O World Travel & Tourism Council (WTTC) revelou o impacto devastador da Covid-19 no setor global de viagens e turismo no ano de 2020, com um prejuízo astronômico de quase US$ 4,5 trilhões. Em seu Relatório de Impacto Econômico (EIR) anual, que representa o setor privado de viagens e turismo, o WTTC mostrou que a contribuição do setor para o PIB caiu 49,1%, em comparação com a economia global geral, que caiu apenas 3,7%.

Ao todo, a contribuição do setor para o PIB global despencou para US$ 4,7 trilhões em 2020 (5,5% da economia global), de quase US$ 9,2 trilhões no ano anterior (10,4%). O relatório também revela uma perda grande nos gastos com viagens internacionais, que caíram 69,4% em relação ao ano anterior. Os gastos com viagens domésticas caíram 45%, um declínio menor devido a algumas viagens internas em vários países.

No ano passado, quando a pandemia atingiu o centro de Viagens e Turismo, mais de 62 milhões de empregos foram perdidos, representando uma queda de 18,5%, deixando apenas 272 milhões empregados em toda a indústria globalmente.

Em 2019, quando as viagens e turismo globais estavam prosperando e gerando um em cada quatro de todos os novos empregos em todo o mundo, o setor contribuiu com 10,6% (334 milhões) de empregos globalmente. No entanto, no ano passado, quando a pandemia atingiu o centro de Viagens e Turismo, mais de 62 milhões de empregos foram perdidos, representando uma queda de 18,5%, deixando apenas 272 milhões empregados em toda a indústria globalmente.

No entanto, a ameaça persiste, pois muitos desses empregos são atualmente apoiados por políticas momentâneas de governo e redução de carga horária, que sem uma recuperação completa do setor poderiam ser perdidos.

“Devemos elogiar a ação imediata dos governos em todo o mundo por salvar tantos empregos e meios de subsistência em risco, graças a várias decisões, sem as quais os números de hoje seriam muito piores”, disse Gloria Guevara, CEO do WTTC. “No entanto, o Relatório de Impacto Econômico anual do WTTC mostra toda a extensão da dor que nosso setor teve de suportar nos últimos 12 meses, que devastou tantas vidas e negócios, grandes e pequenos”.

O caminho para a recuperação pode ser rápido

Embora 2020 e o inverno boreal de 2021 tenham sido desastrosos para Viagens e Turismo, a pesquisa do WTTC mostra que se a mobilidade internacional e as viagens forem retomadas até junho deste ano, aumentará significativamente o PIB global e nacional – e empregos.

De acordo com a pesquisa, a contribuição do setor para o PIB global pode aumentar acentuadamente este ano, até 48,5% no comparativo anual. A pesquisa mostra ainda que sua contribuição poderá quase atingir os mesmos níveis de 2019 em 2022, com um novo aumento ano-a-ano de 25,3%.

Se o lançamento global da vacina continuar em ritmo acelerado e as restrições às viagens forem relaxadas pouco antes da temporada de verão, os 62 milhões de empregos perdidos em 2020 podem retornar até 2022

O WTTC também prevê que, se o lançamento global da vacina continuar em ritmo acelerado e as restrições às viagens forem relaxadas pouco antes da temporada de verão, os 62 milhões de empregos perdidos em 2020 podem retornar até 2022.

O WTTC defende fortemente a retomada de viagens internacionais seguras em junho deste ano, se os governos seguirem seus quatro princípios de recuperação, que incluem um regime de teste internacional coordenado abrangente na partida para todos os viajantes não vacinados, para eliminar a quarentena.

Também inclui protocolos aprimorados de saúde e higiene e uso obrigatório de máscara; mudança para avaliações de risco de viajantes individuais em vez de avaliações de risco-país; e apoio continuado ao setor, incluindo fiscal, liquidez e proteção ao trabalhador. O WTTC diz que a introdução de passes de saúde digitais, como o recentemente anunciado “Digital Green Certificate”, apoiará a recuperação do setor.

Por Pedro Menezes – Mercado & Eventos

Instituições financeiras apresentam linhas de crédito para empresas de Turismo

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Empresários que atuam no segmento turístico da Paraíba tiveram a oportunidade de conhecer na sexta-feira (26) algumas das principais linhas de financiamentos de oito instituições financeiras, durante o webinário promovido pela Secretaria de Turismo de João Pessoa. A ação faz parte do projeto “O Turismo precisa respirar”, que pretende ajudar o empresariado no momento mais duro da pandemia da covid-19 e, ao mesmo tempo, prepará-los para a retomada da economia no pós-pandemia.

Durante duas horas, quase 80 empresários tiveram a oportunidade de dialogar com executivos dos bancos, que apresentaram linhas de crédito diversas, com juros e taxas menores, a maioria delas, exclusivas para empresas que atuam no Turismo. Tiveram acesso a informações sobre modelos de parceria e até mecanismos que permitem investimento de ampliação de seus negócios.

O secretário municipal de Turismo, Daniel Rodrigues, afirmou que o poder público precisa se fazer presente nesse momento e que a prefeitura tem desenvolvido uma série de medidas em todas as áreas para minimizar os efeitos da crise provocada pela covid-19. “O projeto também irá efetivar PPP (Parcerias Pública Privada), promover capacitações e treinamentos com as principais operadoras de turismo do Brasil, viabilizar estudo de política fiscal para atrair mais voos, desenvolver o Polo Gastronômico na capital paraibana, entre outras ações”, destacou.

O secretário executivo de Turismo, Ferdinando Lucena, lembrou ainda, que “o projeto pretende aproximar as empresas do sistema do Turismo das instituições financeiras, apoiar e facilitar o crédito para as empresas e apresentar editais de inovação para as empresas”, disse.

Os empresários presentes manifestaram agradecimento à iniciativa da secretaria. Linton Barros, ex-gerente geral do Hotel Tambaú, enfatizou que o projeto é uma “excelente oportunidade para nosso turismo tentar recuperar as perdas e voltar a crescer o mais rápido possível”. Por outro lado, ele criticou ‘o excesso de burocracia’ e disse que “as exigências de garantia são um empecilho para conseguir crédito. Como facilitar estas barreiras?”, questionou. Já a professora da Universidade Federal da Paraíba, Ana Valéria Endres, afirmou que “sem fomento, o turismo não vive. O tema é extremamente importante neste momento”, observou.

Os presidentes da Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagens, seccional Paraíba), Breno Mesquita e do Convention Bureau de João Pessoa, Marcus Abrantes, participaram do webinário e devem repassar as informações para os associados das respectivas entidades.

O webinário foi mediado pela chefe da Divisão de Projetos Especiais da Setur, Denise Gadelha, e teve a participação dos superintendentes do Banco do Nordeste do Brasil, João Nilton; do Banco do Brasil, Ulisses Rocha; da Caixa Econômica, Paulo Nery; Evaldo Cruz, da Sudene; Viviane Cardoso, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Arquelau Ayres, diretor financeiro da SICCOB; Ana Paula Marquito, gerente de Desenvolvimento de Negócios do SICREDI; Paulo Azevedo, gerente Nordeste da Financiadora de Estudos e Pesquisa (Finep).

Por Fábio Cardoso – Setur João Pessoa

Ministro do Turismo sugere passaporte sanitário, para retomada pós-pandemia

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O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, propôs nesta segunda-feira (29) a criação de um passaporte sanitário, ao afirmar para deputados da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados que aposta em uma forte retomada da atividade turística no País no período pós-pandemia. Segundo ele, a expectativa se deve ao aumento do interesse mundial pelo turismo de natureza, após vários meses de isolamento social.

Após destacar que nenhum país terá uma retomada igual à do Brasil, pelo potencial do país, pela busca do turismo por natureza e pela estrutura já erguida, Machado Neto destacou que a ampla recuperação do setor de turismo depende da criação de um documento que associe a identificação do viajante à vacinação e a testes de Covid-19 – uma espécie de passaporte sanitário ou passaporte verde.

“Nós vamos fazer o passaporte para o turismo. E esse passaporte tem que ser nos moldes que o mundo está fazendo. Vários países já estão correndo com essa normalização. Já temos um aplicativo [Conecte SUS] com vários dados inseridos pelo Ministério da Saúde à nossa disposição. É preciso que a gente coloque, junto com o Congresso, uma lei sobre isso para que a gente possa trabalhar”, disse Machado Neto, que precisou se ausentar mais cedo por motivo de agenda.

A vinda do ministro do Turismo à Câmara foi proposta pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), que concordou com a ideia de criação do passaporte com informações sobre a vacinação para viabilizar viagens nacionais e internacionais. “Nós, da Comissão de Turismo, podemos ajudar a tramitar um projeto de lei que atenda a todos”, afirmou.

Também otimista com o potencial de recuperação do turismo brasileiro no pós-pandemia, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Carlos Brito, destacou a necessidade ampliar a divulgação dos destinos nacionais no exterior. Segundo ele, a Embratur trabalha neste momento na captação de imagens desses destinos.

Ex-ministro do Turismo, o deputado Marcelo Alvaro Antonio (PSL-MG) comentou que a Embratur deveria ter, no mínimo, R$ 1 bilhão para ações desse tipo. Já o deputado Newton Cardoso Jr (MDB-MG) acrescentou que a agência deveria dispor de recursos extras por meio do adicional da tarifa de embarque internacional. “Esses valores superam R$ 600 milhões por ano”. disse.

Investe Turismo
Originalmente, a reunião foi proposta para debater o Investe Turismo, programa criado em 2019 para aumentar a qualidade e a competitividade de 30 rotas turísticas estratégicas do Brasil, beneficiando, principalmente, pequenas e médias empresas do setor. O programa é uma parceria entre o Ministério do Turismo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Sobre esse ponto, Bismark questionou o ministro sobre a inclusão de novas rotas no programa, como a rota das falésias, no Ceará. “O foco seria a inclusão de novas rotas e utilizar esse programa para que a gente possa fazer uma retomada pós-pandemia”, disse.

Na ausência do ministro, o secretário de Desenvolvimento e Competitividade da pasta, Willian França, esclareceu que, das 30 rotas do Investe Turismo, 22 rotas, em 158 municípios, já receberam recursos que somam R$ 28,7 milhões via Fungetur – linha de crédito de capital de giro de R$ 5 bilhões destinada a empresas do setor do turismo.

Ele acrescentou que, como o acordo entre ministério, Sebrae e Embratur venceu no ano passado, um novo acordo em torno do Investe Turismo está sendo negociado e poderá resultar na inclusão de novas rotas, a depender dos critérios adotados e do volume de recursos disponíveis.

Perdas
Diretor-presidente Sebrae, Carlos Melles, destacou o papel do turismo na economia brasileira, sendo responsável, em 2019, segundo ele, por 7,7% do PIB do País e pela geração de 7,5 milhões de empregos. Melles, no entanto, ressaltou que a pandemia atingiu em cheio o setor, com perdas estimadas em R$ 160 bilhões no dieno 2020-2021.

Apesar de tudo, ele também se mostrou otimista. “Todo mundo quer comer fora de casa, todo mundo que passear, todo mundo quer sair com a família, quer tomar outros ares. E com segurança, o setor vai ter uma explosão boa em termos de expansão”, espera Melles. “É um setor essencial para reerguer o País, juntamente com as micro e pequenas empresas”, acrescentou o presidente da Comissão, deputado Bacelar (Pode-BA).

Fonte: Murilo Souza – Agência Câmara de Notícias

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