Categoria: Brasil

  • Abrajet promove reunião do Conselho Nacional em Piranhas-AL: confira programação completa

    Abrajet promove reunião do Conselho Nacional em Piranhas-AL: confira programação completa

    Evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio e conta com uma programação imersiva nos encantos da região

    No fim de maio, os jornalistas de turismo têm um encontro marcado com uma pepita do sertão. Piranhas, em Alagoas, receberá a primeira reunião de 2026 do Conselho Nacional da Abrajet composto por Diretoria Executiva, os diretores regionais, os presidentes de seccionais e dos ex-presidentes nacionais (conselheiros natos).

    Entre proposições, aprovações de projetos e confraternizações, os convidados terão oportunidade de conhecer uma cidade à beira-rio que conserva sua história, valoriza sua cultura e, atualmente, vive um boom turístico com amplos investimentos e destaque na mídia.

    “Esperamos que o encontro ocorra em clima de harmonia e com aprovação de projetos importantes para o fortalecimento da entidade, que é de grande importância para promoção da indústria do turismo, através da comunicação”, afirma Luiz Pires, presidente da Abrajet Nacional.

    Já o presidente da seccional da Abrajet em Alagoas, declarou sua satisfação com a realização da reunião do Conselho Nacional da Abrajet no estado.  “Como presidente (da seccional) fico muito feliz com a certeza de trazer mais brilho para o nosso estado com a Abrajet Nacional vindo para cá. Com a reunião do Conselho Nacional vamos poder destacar, dessa vez, não só Maceió, que vai ser a porta de entrada de todos os conselheiros em nosso estado – onde ficarão hospedados nas praias da Pajuçara, da Ponta Verde, da Jatiúca. Posteriormente seguirão para nossa encantadora Piranhas, conhecida como a “Lapinha do Sertão”, onde temos muitos atrativos a serem explorados por todos. E o Brasil, mais uma vez, vai ter a certeza de que Alagoas é linda do litoral ao sertão”, destacou.

    O secretário de Cultura e Turismo de Piranhas, Eduardo Clemente, disse: “será uma honra mostrar aos conselheiros da Abrajet Nacional nossa cultura, nossa história e a força da economia criativa de nossa “Lapinha do Sertão”. Somos a única cidade do bioma caatinga tombada pelo IPHAN. Tombamento paisagístico e arquitetônico desde 2003. Piranhas é considerada pela Folha de São Paulo, o principal destino de água doce do nordeste e é uma das cidades mais visitadas do estado de Alagoas. Repito: será uma honra receber todos vocês”.

    Conheça Piranhas – AL, a “Lapinha do Sertão”

    Piranhas é uma pequena cidade localizada no baixo São Francisco. Sua origem data do século XVII, elevada à unidade autônoma no século XIX e, desde a década de 40, mantém a divisão administrativa que tem hoje: cidade de Piranhas e vila de Entremontes.

    Sua história é marcada por eventos que tiveram grande influência na região. Entre eles podemos citar a construção da linha ferroviária entre Piranhas e Jatobá e a exposição das cabeças de Lampião e Maria Bonita na escadaria do Palácio Dom Pedro II.

    Enquanto a exposição dos cangaceiros marcou o fim de um capítulo da história nacional, a ferrovia levou desenvolvimento para a região – efeito que se quer reconstituído no setor turístico com o Projeto Trem do Imperador.

    A economia de Piranhas baseia-se na administração pública, na agropecuária e, cada vez mais, no turismo. Influência direta de seu tombamento como sítio histórico e paisagístico pelo Iphan em 2004 e de investimentos direcionados à exploração da sua cultura.

    Foi esse crescimento, aliás, que motivou a escolha da cidade como sede da reunião do Conselho Nacional da Abrajet. Segundo o presidente  Luiz Pires, “Piranhas foi escolhida por ser um destino em ascensão em Alagoas, com acessibilidade, meios de hospedagem e gastronômicos adequados”.

    Seus atrativos ecoturísticos e de vivência únicos no país também pesaram na escolha do lugar. Os Cânions do Rio São Francisco e a Rota do Cangaço, por exemplo, fazem parte do itinerário montado pela Prefeitura Municipal de Piranhas em parceria com a seccional de Alagoas. O objetivo é mostrar um pouco das diversas atrações no pequeno prazo do evento.

    Principais atrativos da cidade de Piranhas

    Em meio a mudanças no turismo sertanejo, com direito a investimentos pesados em empreendimentos em Piranhas, algumas atrações mantém lugar de destaque e são imperdíveis durante visitas à região:

    • Cânions do São Francisco: também conhecido como Cânion do Xingó, um dos maiores cânions navegáveis do mundo, convida a um passeio de catamarã por entre seus paredões rochosos.
    • Centro Histórico: às margens do São Francisco, as diversas casas e casarões seculares protegidos pelo Iphan colorem a paisagem e encantam os turistas.
    • Mirante Secular: do lado oposto ao Mirante da Igreja e junto ao obelisco, fica este mirante do século XIX que proporciona uma visão panorâmica privilegiada do rio e seus cânions.
    • Museu do Sertão/Museu do Cangaço: localizado no Centro Histórico, conta um pouco da história da cidade e região. Lá, além de objetos de Lampião, está o registro fotográfico do fim do rei do cangaço.
    • Rota do Cangaço: realizada pelo rio com catamarã/lancha e por trilha, a Rota do Cangaço abrange as cidades de Canindé do São Francisco e Piranhas em um total de 10 quilômetros. O passeio segue o trajeto da polícia que prendeu Lampião e seu bando e oferece, além de história, boa gastronomia típica e um mergulho na paisagem sertaneja.
    • Vila de Entremontes:  apesar de ser parte da Rota do Cangaço, é outro atributo que se destaca na vila: o bordado. Conhecida como a Capital do Bordado, Entremontes tem casas coloniais que preservam a história da passagem de Dom Pedro II pela região, além da habilidade com o Redendê e o Ponto Cruz, tipos de bordado que são patrimônios imateriais do estado.

    Gastronomia típica: quando o rio encontra o sertão

    A gastronomia típica de Piranhas combina elementos da culinária sertaneja e insumos do Velho Chico em pratos com sabores marcantes. Diversos peixes protagonizam os menus da região, como tilápia, piau e lagostim (pitus), mas há espaço para todos os tipos de carne.

    Entre as comidas típicas da região, podemos mencionar:

    • Peixada com pirão
    • Carne de sol com macaxeira
    • Galinha de capoeira (galinha caipira com pirão)
    • Sarapatel
    • Baião de dois

    Cultura local: a dança que ajuda a contar a história

    A cultura de Piranhas se estende por sua arquitetura conservada, pelo bordado de sua vila, pela gastronomia típica e inevitavelmente pela relação com o cangaço.

    Apesar do forró pé de serra ser o ritmo popular da região, devido ao cangaço, o xaxado adquire importância histórica e contextual: Lampião colaborou para a disseminação do ritmo por todo o nordeste.

    A princípio, o xaxado se tratava de uma dança militar, para celebrar as conquistas dos cangaceiros. Com os deslocamentos do bando pela região, a dança conquistou adeptos em toda parte. Mesmo sendo reconhecida como dança por si só, atualmente sua execução também ajuda a contar a história em Piranhas.

    Na cidade, há mais de um grupo de xaxado. Em 2025, participaram da Mostra Alagoana de Música ao menos dois: Grupo de Xaxado Estrelas do Sertão e o Grupo de Xaxado Cangaceiros do Capiá.

    Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Abrajet

    Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo) é uma entidade criada em 1957 e responsável pela promoção da atividade de jornalismo turístico no país. Presente em 20 estados e com aproximadamente 200 associados, a Abrajet realiza duas vezes ao ano a reunião do Conselho Nacional.

    Programação da reunião do Conselho Nacional da ABRAJET

    Dia 28

    Chegada dos participantes

    Jantar de boas vindas

    Dia 29

    9h – Reunião do Conselho Nacional Abrajet

    12h – Almoço

    14h – Passeio dos Cânions do São Francisco

    17h – Pôr do Sol

    20h – Jantar Centro Histórico

    Dia 30

    08h30 – Saída para Rota do Cangaço/ Visita à Vila de Entremontes (Nossa Capital do Bordado)

    12h – Almoço

    15h30 – Visita ao Centro de Artesanato/Centro Histórico

    19h30 – Jantar Centro Histórico/Show de Xaxado

    Dia 31

    Retorno à origem

    Serviço

    O quê: Reunião do Conselho Nacional da ABRAJET

    Onde: Piranhas – Alagoas

    Quando: de 28 a 31 de maio

    Contato: contato@abrajetnacional.com.br

    Abrajet Nacional

  • Tauá lança administradora hoteleira e amplia atuação para gestão de ativos de terceiros

    Tauá lança administradora hoteleira e amplia atuação para gestão de ativos de terceiros

    O Grupo Tauá, rede brasileira especializada em resorts, hotéis de lazer e eventos, está ampliando seu modelo de negócios e passa a atuar também na gestão de ativos hoteleiros de terceiros. A companhia lançou neste mês a Tauá Administradora Hoteleira, nova frente voltada à administração de empreendimentos turísticos em diferentes regiões do país.

    A iniciativa marca um novo estágio na trajetória da empresa, que completa 40 anos em 2026, e ocorre em um momento de consolidação financeira do grupo. Em 2025, o Tauá registrou faturamento bruto de R$ 769 milhões, crescimento de 14% em relação aos R$ 672 milhões registrados em 2024. Desde 2021, quando a receita era de R$ 270 milhões, o grupo triplicou seu faturamento.

    Segundo Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá, o lançamento da administradora reflete a maturidade da operação e a consolidação de um modelo de gestão estruturado ao longo das últimas décadas. “Construímos uma operação robusta, com governança corporativa, conselho independente, disciplina financeira, aliada a preservação patrimonial. A administradora nasce justamente para levar essa expertise adquirida nesses 40 anos a investidores e proprietários de hotéis que buscam gestão profissional, geração consistente de resultados com valorização de seu ativo”, afirma.

    A nova operação do grupo atuará na gestão de resorts e hotéis de lazer e eventos pertencentes a terceiros, atendendo proprietários de empreendimentos turísticos, incorporadoras e desenvolvedores de novos projetos hoteleiros.

    Para a CEO, a criação da administradora também faz parte da estratégia de expansão e nacionalização do Tauá. “Acreditamos muito no potencial de crescimento do turismo no Brasil nos próximos anos. Por isso, queremos ampliar a presença da marca no país, contribuindo para o desenvolvimento do setor”, comenta.

    Especialização em turismo de lazer e eventos

    A aposta da companhia está baseada na especialização em um segmento ainda pouco explorado por administradoras nacionais: a hotelaria de lazer com foco em entretenimento e eventos.

    Segundo a executiva, o Tauá é hoje o único grupo hoteleiro nacional especializado em resorts e hotéis de lazer e eventos que também passa a oferecer o serviço de administradora hoteleira, com abrangência no país.

    “A hotelaria de lazer tem uma lógica operacional e distribuição própria, com forte integração entre entretenimento, experiência do hóspede e gestão de grandes estruturas de serviços. Desenvolvemos esse know-how ao longo de décadas operando resorts e acreditamos que há espaço para aplicar esse modelo em outros empreendimentos”, diz Lizete.

    Além da gestão de novos projetos, a administradora também pretende atuar em hotéis já existentes que buscam reposicionamento de marca ou troca de bandeira.

    Crescimento e eficiência operacional

    O lançamento da nova frente de negócios ocorre em meio a um ciclo de expansão da companhia. Em 2025, o grupo recebeu mais de 1 milhão de hóspedes, crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

    O nível de satisfação dos clientes também avançou. O Net Promoter Score (NPS) da rede atingiu 82,3 pontos, indicador considerado de excelência global e que mede o grau de recomendação espontânea dos hóspedes.

    No início de 2026, os indicadores operacionais continuaram positivos. Em janeiro, o grupo registrou 43,5% de margem de lucro operacional bruto (GOP), refletindo ganhos de eficiência na gestão de custos e na ocupação dos resorts.

    Parte desse desempenho está associado ao Sistema de Gestão Integrado Tauá, modelo que conecta cultura organizacional, padrões operacionais, ESG, Tech e Inovação, além dos indicadores de satisfação do cliente e gestão de performance. A estrutura reúne quatro frentes: talento e cultura, padrões e processos, qualidade e satisfação do cliente e eficiência operacional, acompanhadas por métricas contínuas que orientam melhorias nas operações.

    “Esses resultados reforçam a consistência do nosso sistema de gestão integrado. Um investidor que busca uma administradora hoteleira procura exatamente isso: governança sólida, eficiência operacional e capacidade comprovada de geração de receita”, afirma a CEO.

    Expansão geográfica

    Atualmente, o Grupo Tauá opera empreendimentos no Sudeste e Centro-Oeste, incluindo os resorts Tauá Caeté (MG), Tauá Atibaia (SP) e Tauá Alexânia (GO), além do Alegro Hotel, no interior paulista, e da administração do Grande Hotel Termas de Araxá (MG).

    Entre as unidades em desenvolvimento está o Tauá Resort João Pessoa, na Paraíba, empreendimento que ampliará a presença do grupo no Nordeste. O projeto prevê investimento de cerca de R$ 700 milhões e será o maior resort da companhia. A abertura para o público está prevista para 1º de julho.

    Com a nova vertical de negócios, o grupo passa a combinar expansão própria com a gestão de ativos de terceiros, movimento que amplia a escala de atuação da companhia no país. A estratégia reforça o posicionamento do Tauá como operador especializado em hotelaria de lazer e eventos, segmento que ganha relevância diante do crescimento do turismo doméstico e da demanda por experiências completas de entretenimento e hospitalidade.

  • João Pessoa acompanha alta do mercado imobiliário de bem-estar no Brasil

    João Pessoa acompanha alta do mercado imobiliário de bem-estar no Brasil

    Tendência impulsionada no pós-pandemia já influencia novos empreendimentos na capital paraibana

    Durante décadas, fatores como localização, metragem e padrão construtivo foram os principais critérios para definir o valor de um imóvel. Esse cenário, no entanto, passa por uma transformação notável nos últimos anos. O chamado Mercado Imobiliário de Bem-Estar, um conceito que integra saúde física, mental e emocional à forma de morar, tem ganhado espaço no mundo, e no Brasil.

    Impulsionado principalmente no período pós-pandemia, esse modelo prioriza projetos que vão além da funcionalidade, com elementos que promovem qualidade de vida no dia a dia. Entre as características mais valorizadas estão o contato com a natureza, iluminação natural, ventilação cruzada, conforto térmico e acústico, além de espaços voltados ao descanso, movimento e convivência.

    Crescimento acelerado no cenário global

    Dados do relatório de 2025 do Global Wellness Institute (GWI) mostram que o segmento imobiliário lidera o crescimento dentro da economia do bem-estar. A expectativa é que o setor mantenha uma taxa média de expansão de 15,2% ao ano, alcançando a marca de US$ 1,1 trilhão até 2029.

    Atualmente, os empreendimentos classificados nesse nicho já representam 3,3% da produção global da construção civil. Entre 2019 e 2024, o avanço foi de 19,5% ao ano, um desempenho superior ao da construção convencional, que registrou crescimento médio de 5,5% no mesmo período.

    O levantamento também aponta a América Latina como a região com maior expansão do Mercado Imobiliário de Bem-Estar, com crescimento de 24%, tendo o Brasil como principal destaque.

    João Pessoa acompanha tendência e se destaca no setor

    A cidade de João Pessoa, que teve a segunda maior valorização imobiliária entre as capitais em 2025, segundo o Índice FipeZap, não fica de fora do movimento. Os novos empreendimentos em construção na cidade ganham contornos cada vez mais alinhados à tendência.

    Entre os exemplos, o OMNI Life & Health, tem previsão de entrega para 2027 e já nasce com este conceito no bairro de Manaíra, um dos mais pulsantes da capital. Com uma imponente estrutura que alcançará cerca de 120 metros de altura e 67 mil metros quadrados de área construída, o OMNI será referência em bem-estar, saúde e acessibilidade. O empreendimento une os segmentos comercial, médico e residencial em uma só torre.

    A estrutura conta ainda com o Healing Garden, primeiro jardim de cura da cidade, e o Átrio, área de convivência ao ar livre que prioriza vegetação, iluminação e ventilação naturais. A proposta é oferecer um refúgio onde pacientes, profissionais de saúde e acompanhantes possam se conectar com a tranquilidade e a sensação de cura proporcionadas pela natureza.

    Qualidade de vida como fator decisivo

    De acordo com Lucas Silveira, gestor comercial e de Marketing da Massai, que lidera a construção do empreendimento, o conceito tem sido bem recebido pelo público local.

    “O cliente busca imóveis que traduzem a qualidade de vida que ele deseja. Desde a arquitetura até a localização, tudo se torna decisivo em cidades cada vez mais adensadas. Essa proximidade com o bem-estar não é uma tendência passageira. Os investidores já entendem como esses elementos impactam positivamente a rotina”, afirma.

    Segundo ele, a tendência deve se consolidar nos próximos lançamentos da construtora. “Nosso propósito é entregar desenvolvimento urbano aliado à experiência e à qualidade de vida. Esse é o caminho para evoluir com consistência e responsabilidade”, completa.

    Para conhecer melhor a Massai e suas atividades, o site é https://www.massai.com.br. Outras informações podem ser conferidas no perfil do Instagram @massaioficial ou pelo (83) 3044-7881.

  • Fórum Costa das Falésias vence Prêmio Nacional do Turismo 2025

    Fórum Costa das Falésias vence Prêmio Nacional do Turismo 2025

    Iniciativa destaque conquistou o 3º lugar na categoria Governança e Gestão do Turismo

    O Fórum Regional de Turismo Sustentável Costa das Falésias conquistou o 3º lugar do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Governança e Gestão do Turismo”, principal reconhecimento público do país às iniciativas que transformam o turismo em vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

    A distinção, concedida pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com o Conselho Nacional do Turismo (CNT), reconhece o modelo de governança regional que articula poder público, empreendedores e comunidades dos municípios de Conde, Pitimbu e Caaporã, no litoral sul da Paraíba, e que se consolidou como referência nacional em gestão colaborativa do turismo.

    O que é o Prêmio Nacional do Turismo

    Criado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Conselho Nacional do Turismo, o Prêmio Nacional do Turismo é um tributo às iniciativas inovadoras, à excelência na gestão e ao impacto positivo de projetos e profissionais que fortalecem o setor em todo o país. Segundo o MTur, a premiação busca reconhecer quem faz o turismo brasileiro crescer, gerar emprego e renda, ao mesmo tempo em que promove inclusão social e sustentabilidade ambiental.

    Na categoria Governança e Gestão do Turismo, o Fórum Costa das Falésias concorreu ao lado da Grande Reserva Mata Atlânticae do Programa de Turismo no Espaço Rural Caminhos do Campo, o que reforça o peso do reconhecimento para a governança paraibana.

    Governança regional com base em participação e sustentabilidade

    O Fórum Regional de Turismo Sustentável Costa das Falésias é uma instância de governança regional criada a partir da articulação entre gestores públicos, empreendedores, associações comunitárias e representantes do trade turístico dos três municípios em uma parceria com o Sebrae Paraíba e Governo do Estado da Paraíba, por meio da consultoria do Programa Agentes de Roteiros Turísticos.

    Estruturado como organização da sociedade civil, o Fórum opera como espaço permanente de planejamento conjunto, cooperação intermunicipal e fortalecimento da identidade turística da Costa das Falésias.

    A governança é sustentada por uma base associativa que reúne mais de 70 empreendimentos formais de hospedagem, alimentação, agências e guias de turismo, além de produtores culturais, artesãos e organizações comunitárias. Essa rede se articula com parceiros como Sebrae Paraíba, Governo do Estado, Banco do Nordeste, UFPB, PBTUR e prefeituras municipais, alinhando a atuação do território ao Programa de Regionalização do Turismoe ao Plano Nacional de Turismo.

    Nos últimos anos, o Fórum consolidou um conjunto de entregas estruturantes: criação de identidade visual integrada, site e redes sociais do destino, assinatura de termos de parceria com as prefeituras de Conde, Pitimbu e Caaporã, apoio à formalização de negócios, qualificação em ESG, empreendedorismo feminino, marketing, linhas de crédito e Cadastur, inserção dos municípios no Mapa do Turismo Brasileiro e apoio na criação e fortalecimento dos Conselhos Municipais de Turismo.

    Entre os resultados para o mercado e para as comunidades está o roteiro integrado “Raízes da Cultura”, que diversifica a oferta turística, valoriza comunidades tradicionais e gera novas oportunidades de renda, além da participação em feiras, rodadas de negócios e roadshows que ampliaram o fluxo de visitantes e a visibilidade da Costa das Falésias em âmbito nacional

    Para Marília Melo, presidente do Fórum Costa das Falésias, o prêmio consolida um ciclo de amadurecimento institucional do território:

    O Fórum construiu, passo a passo, um trabalho de governança e roteirização que começa ouvindo as comunidades e empreendedores, organiza a oferta em produtos integrados, como o roteiro ‘Raízes da Cultura’, e só depois vai para o mercado. Esse troféu pertence às comunidades tradicionais, aos artesãos, aos guias, às pousadas, restaurantes e a todos que acreditaram que a Costa das Falésias podia se organizar como destino e falar com uma só voz”, afirma Marília Melo.

    Parceiro histórico do Fórum, o Sebrae Paraíba foi decisivo na estruturação da governança e na modelagem dos roteiros turísticos integrados. Para Regina Amorim, gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae-PB, o prêmio confirma a potência da combinação entre regionalização e economia criativa:

    “A Costa das Falésias mostra que é possível articular governança regional, economia criativa e turismo de base comunitária num mesmo arranjo. O Sebrae apostou em um processo continuado de consultoria, qualificação e design de experiências para pequenos negócios, e o resultado aparece agora, com um destino mais competitivo, mais diverso e com forte identidade cultural. Esse prêmio reforça que modelos como esse são replicáveis em outros territórios da Paraíba e do Brasil”, destaca Regina Amorim.

    A estratégia de organização da oferta e das experiências turísticas da Costa das Falésias foi desenvolvida pelo Programa Agentes de Roteiros Turísticos (ART), do Sebrae-PB, através do consultor Danylo Aguiar, consultor de turismo responsável pelo trabalho na Costa das Falésias. Ele ressalta o papel do desenho de experiências e da governança na conquista:

    “Sermos reconhecidos nacionalmente numa categoria que olha para governança e gestão mostra que o que construímos aqui não é apenas um projeto pontual, mas uma política regional de turismo. É o reconhecimento de uma construção coletiva, que envolve empreendedores, lideranças comunitárias, prefeituras e parceiros técnicos. O Prêmio Nacional do Turismo reconhece justamente essa coerência entre planejamento, participação social e resultado em fluxo turístico, geração de renda e fortalecimento da identidade territorial. A Costa das Falésias prova que governança não é reunião em ata: é método, escuta e entrega concreta”.

    Na leitura de Claudio Soares, gerente da agência Sebrae Sul, a conquista reforça o papel do Fórum como articulador de políticas públicas e negócios:

    “Do ponto de vista do desenvolvimento regional, o que mais impressiona na Costa das Falésias é a capacidade de transformar um território em marca, produto e oportunidade de negócio. O Fórum articula prefeitura, iniciativa privada e comunidades para que as ações de qualificação, acesso a crédito, inovação e ESG cheguem na ponta. Quando o Ministério do Turismo reconhece essa governança, está reconhecendo também o trabalho em rede, com protagonismo local e visão de longo prazo.”

    Próximos passos: do reconhecimento à consolidação de um destino inteligente

    Com o reconhecimento nacional, o desafio do Fórum Costa das Falésias será transformar o prêmio em alavanca de consolidação do destino: ampliar a rede de associados, aprofundar a qualificação em sustentabilidade e inovação, fortalecer o monitoramento de indicadores (fluxo turístico, geração de renda, formalização de negócios) e avançar na integração com políticas públicas estaduais e federais.

    A expectativa dos parceiros é que a premiação contribua para atrair novos investimentos, ampliar a presença do destino em feiras e campanhas nacionais e acelerar o processo de consolidação da Costa das Falésias como destino turístico inteligente, capaz de combinar governança sólida, economia criativa, inclusão social e preservação ambiental.

    Assessoria

  • Fonte do Tambiá aguarda autorização judicial para início das obras de restauração em João Pessoa

    Fonte do Tambiá aguarda autorização judicial para início das obras de restauração em João Pessoa

    A restauração da histórica Fonte do Tambiá, em João Pessoa, aguarda apenas a autorização judicial para que as obras sejam iniciadas. O monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1941 está escorado por estacas de madeira desde 2011, quando sofreu um desabamento parcial.

    Em agosto de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) participou de audiência de conciliação no Parque Zoobotânico Arruda Câmara que resultou em acordo para a restauração do patrimônio. O encontro contou com representantes do Iphan, da Prefeitura de João Pessoa, do Ministério Público Federal e do advogado Vandilo de Farias Brito Sobrinho, autor da Ação Popular pela restauração.

    Segundo informações do superintendente do Iphan, Emanuel Braga, o acordo prevê dupla responsabilidade financeira: a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa (SEMAM/PMJP) e a empresa Al Empreendimentos Paraíba, antiga Alphaville PB, deverão disponibilizar 50% cada uma do valor necessário para execução do restauro através de depósitos judiciais.

    A empresa foi incluída no processo devido ao descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2016, que previa a execução da obra de restauração da fonte. O acordo foi homologado pela Justiça Federal na Paraíba em agosto de 2025.

    “Agora está na dependência do juiz bater o martelo para que os depósitos judiciais possam ser efetivados”, explicou Emanuel Braga sobre o atual estágio do processo.

    O acordo também estabelece que a Prefeitura de João Pessoa deverá executar medidas emergenciais para conter a degradação do monumento, incluindo revisão das contenções estruturais, estabilização de áreas com risco de desabamento, controle de infiltrações, remoção da vegetação invasiva e instalação de placas de sinalização, todas sob supervisão do Iphan.

    A Fonte do Tambiá foi construída em 1782 por ordem da Provedoria da Fazenda Real e reconstruída em 1889. Segundo a lenda indígena, a fonte nasceu das lágrimas de Aipré, filha de um cacique Tabajara que foi designada para cuidar do guerreiro cariri Tambiá, capturado em combate. Durante o convívio, Aipré se apaixonou pelo prisioneiro, mas não conseguiu evitar sua morte ordenada pelo pai. Inconsolável pela perda do amado, a jovem chorou durante cinquenta luas, dando origem à nascente de água.

    Durante mais de um século, suas três bicas de bronze garantiram o abastecimento de água para grande parte da população da capital paraibana, sendo substituída pelo sistema de água encanada apenas na década de 1920.

    O monumento está localizado no Parque Arruda Câmara, criado em 1921 em homenagem ao botânico paraibano Manuel Arruda Câmara. Atualmente, a fonte encontra-se desativada e parcialmente soterrada, aguardando a decisão judicial final para que os recursos sejam liberados e as obras de restauração possam ser iniciadas.