Catálogo digital trilíngue sobre Sivuca é lançado em Campina Grande após projeto integrador da UNIFACISA

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A turma pioneira do curso de Design Gráfico Digital da UNIFACISA lançou na noite de terça-feira (18) o catálogo multimídia “Sivuca Digital”. O lançamento aconteceu às 19h no Cinema UNIFACISA, em Campina Grande. O projeto, coordenado pelo professor Daniel Leite e orientado pelo jornalista Romero Rodrigues, vice-presidente da Abrajet-PB, produziu catálogo digital e vídeo sobre o Espaço Cultural Sivuca de Itabaiana. A iniciativa contou com apoio da Prefeitura de Itabaiana, da Secretaria de Cultura municipal, do Inovalab e da Abrajet-PB. O catálogo está disponível em três idiomas: português, inglês e espanhol, com acesso via QR Code.

O desenvolvimento começou em setembro, quando o prefeito Dr. Cláudio Neto, o secretário de Cultura Fábio Rodrigues e Vilma de Oliveira, sobrinha de Sivuca, participaram da apresentação do projeto em sala de aula. Em outubro, a jornalista Rosa Aguiar, da Abrajet-PB, que produziu documentário com Sivuca nos anos 1990 em Campo Grande, Itabaiana, foi convidada pelos alunos. “Acredito que é importante que as pessoas saibam quem foi esse gênio e como conseguiu chegar tão longe, com o seu talento. Então, essas informações são fundamentais”, declarou Rosa Aguiar. Ela apresentou exemplos de museus digitais como Anne Frank e Ipiranga.

José Vieira Neto, presidente da Abrajet-PB, destacou o caráter histórico do projeto. “O que vemos diante de nós não é apenas um catálogo multimídia. É um gesto vanguardista, histórico, que honra a memória de um dos maiores artistas que a Paraíba já deu ao mundo: Sivuca”, afirmou. O presidente reconheceu o trabalho do professor Romero Rodrigues. “Há projetos que nascem grandes, este aqui nasceu gigante”, declarou. Ele também destacou o papel da Prefeitura de Itabaiana. “É assim que se faz política cultural: unindo universidade, poder público e comunidade”, afirmou. A Abrajet-PB completa 40 anos em 2026.

O secretário municipal destacou a importância do projeto para a economia, inovação tecnológica, cultura e turismo de Itabaiana. Romero Rodrigues também coordenou projeto pioneiro do Casarão Zé Rufino em Areia. O QR Code será disponibilizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Espaço Cultural Sivuca), Secretaria de Cultura de Itabaiana, Prefeitura e outros órgãos públicos. Sivuca foi músico e instrumentista paraibano de Itabaiana com reconhecimento internacional.

Quando o guia educa, o destino respira melhor

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Num mundo em que o turismo já responde por cerca de 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, cada escolha de viagem deixa uma pegada maior do que parece. Transportes, hospedagem, alimentação e até as lembranças compradas em uma viagem entram nessa conta. Ao mesmo tempo, estudos apontam que milhões de espécies já sofrem pressão direta das atividades de turismo e recreação em áreas naturais, em especial nas zonas costeiras.

Diante desse cenário, não basta vender um passeio bonito. É necessário orientar o turista sobre condutas ambientais. Isso deixou de ser um “diferencial” e se tornou uma responsabilidade ética de todo profissional do turismo, em especial, guias e condutores.

O Ministério do Turismo define o turismo sustentável e responsável como aquele que atende às necessidades dos visitantes e das comunidades receptoras, ao mesmo tempo que preserva o patrimônio cultural, os ambientes naturais e a biodiversidade para as futuras gerações.

O Sebrae fortalece essa ideia ao falar em turismo responsável como uma mudança de mentalidade. Não é só ter um hotel “verde” ou um atrativo com selo. É fazer com que turistas, empresários, comunidades e poder público assumam a responsabilidade pelos impactos sociais, culturais e ambientais da atividade. Na prática, isso só ganha força quando alguém traduz conceitos em atitudes simples e repetidas.

É aqui que entra o papel do guia de turismo. Ele é a voz que conecta o discurso da sustentabilidade ao comportamento de quem está, literalmente, pisando no território. E é também aqui que entra a importância de capacitar esses profissionais para poderem atuar de forma plena e consciente. A We Guide, por exemplo, é uma plataforma que tem como propósito, por meio do seu Academy, capacitar guias e condutores de turismo em profissionais, preparados não apenas para conduzir roteiros, mas para aplicar os princípios de ESG (ambiental, social e de governança) em sua prática diária.

O foco está em desenvolver competências que unam conhecimento técnico, sensibilidade humana e compromisso com a sustentabilidade, tornando cada guia um verdadeiro agente de transformação no turismo brasileiro.

Pesquisas na área já apontaram que a educação ambiental é a base para um turismo responsável. Portanto, ao sensibilizar visitantes e trabalhadores do setor sobre os impactos positivos e negativos da atividade, abre-se espaço para um comportamento mais consciente. Documentos do Ministério do Meio Ambiente sobre ecoturismo e condução ambiental confirmam essa perspectiva, mostrando que o condutor é peça-chave na mediação entre visitante e ambiente, explicando regras, limites, fragilidades e potencialidades dos atrativos.

Quando o guia interrompe a trilha para mostrar um ninho, explicar o ciclo de uma nascente ou pedir que o grupo fale mais baixo para não estressar a fauna, ele não está “atrasando o passeio”. Está ensinando um novo modo de estar e de se comportar naquele ambiente, ainda que por algumas horas.

Eu tenho cerca de 20 anos de experiência no turismo, fui agente de viagens, guia de turismo e vivi de perto a rotina de quem faz o turismo acontecer. E é justamente por isso que afirmo: essa dimensão educativa não é um detalhe, é a base de tudo. Quando falta orientação, o impacto aparece rápido, seja com lixo espalhado, trilhas degradadas, desperdício de água e energia, natureza em desequilíbrio e, principalmente, com a perda da autenticidade cultural, que é justamente o que torna o destino diferenciado e encantador. Educar o turista é cuidar do lugar. É garantir que o turismo continue sendo uma força positiva, que gera pertencimento, sustento e orgulho para quem vive dele e para quem o visita.

Nos últimos anos, campanhas da ONU e do MTur vêm mostrando caminhos concretos para um turismo mais responsável. A mensagem é simples, e diz que, cada viajante precisa entender que o lixo que ele gera é sua responsabilidade, e que estar na natureza é observar, não interferir. Que cuidar da água e da energia também faz parte da experiência. Afinal, cada gesto conta para preservar. Que valorizar o comércio local, respeitar as comunidades e seguir as regras dos parques e atrativos são atitudes que garantem um turismo mais consciente, sustentável e significativo.

Alguns destinos já produzem manuais específicos do “turista consciente”, com orientações claras sobre usos de praias, áreas urbanas, unidades de conservação e patrimônio histórico. Esses materiais funcionam como base, mas é o guia quem traduz esse conteúdo para a realidade do grupo, considerando idade, interesses, limitações físicas e até o clima do dia. Essas recomendações também podem estar em placas, sites e cartilhas, mas o que faz diferença é alguém olhar no olho do turista e explicar o sentido de cada uma delas.

Na minha opinião, o guia que assume a pauta ambiental como eixo do seu trabalho melhora a qualidade da experiência do turista, protege o próprio trabalho, fortalece a imagem do trade local e contribui diretamente para as metas globais de sustentabilidade, alinhando o turismo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente os relacionados ao consumo responsável e à vida terrestre e marinha.

A boa notícia é que a mudança começa em gestos simples, como incluir ações ambientais em todos os roteiros e transformar cada trilha, atividade, city tour ou visita guiada em uma oportunidade de educação ambiental. Quando o turista entende que pisar em uma trilha, entrar no mar ou visitar um centro histórico é um privilégio, e não um direito ilimitado, algo muda. Ele passa a se perceber como parte da solução, não apenas do problema. Eu costumo dizer que essa é a verdadeira importância de orientar o turista sobre condutas ambientais e responsáveis, pois é assim que formamos viajantes conscientes, capazes de manter vivos os destinos que amamos.

Ana Macêdo

Fonte do Tambiá aguarda autorização judicial para início das obras de restauração em João Pessoa

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A restauração da histórica Fonte do Tambiá, em João Pessoa, aguarda apenas a autorização judicial para que as obras sejam iniciadas. O monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1941 está escorado por estacas de madeira desde 2011, quando sofreu um desabamento parcial.

Em agosto de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) participou de audiência de conciliação no Parque Zoobotânico Arruda Câmara que resultou em acordo para a restauração do patrimônio. O encontro contou com representantes do Iphan, da Prefeitura de João Pessoa, do Ministério Público Federal e do advogado Vandilo de Farias Brito Sobrinho, autor da Ação Popular pela restauração.

Segundo informações do superintendente do Iphan, Emanuel Braga, o acordo prevê dupla responsabilidade financeira: a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa (SEMAM/PMJP) e a empresa Al Empreendimentos Paraíba, antiga Alphaville PB, deverão disponibilizar 50% cada uma do valor necessário para execução do restauro através de depósitos judiciais.

A empresa foi incluída no processo devido ao descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2016, que previa a execução da obra de restauração da fonte. O acordo foi homologado pela Justiça Federal na Paraíba em agosto de 2025.

“Agora está na dependência do juiz bater o martelo para que os depósitos judiciais possam ser efetivados”, explicou Emanuel Braga sobre o atual estágio do processo.

O acordo também estabelece que a Prefeitura de João Pessoa deverá executar medidas emergenciais para conter a degradação do monumento, incluindo revisão das contenções estruturais, estabilização de áreas com risco de desabamento, controle de infiltrações, remoção da vegetação invasiva e instalação de placas de sinalização, todas sob supervisão do Iphan.

A Fonte do Tambiá foi construída em 1782 por ordem da Provedoria da Fazenda Real e reconstruída em 1889. Segundo a lenda indígena, a fonte nasceu das lágrimas de Aipré, filha de um cacique Tabajara que foi designada para cuidar do guerreiro cariri Tambiá, capturado em combate. Durante o convívio, Aipré se apaixonou pelo prisioneiro, mas não conseguiu evitar sua morte ordenada pelo pai. Inconsolável pela perda do amado, a jovem chorou durante cinquenta luas, dando origem à nascente de água.

Durante mais de um século, suas três bicas de bronze garantiram o abastecimento de água para grande parte da população da capital paraibana, sendo substituída pelo sistema de água encanada apenas na década de 1920.

O monumento está localizado no Parque Arruda Câmara, criado em 1921 em homenagem ao botânico paraibano Manuel Arruda Câmara. Atualmente, a fonte encontra-se desativada e parcialmente soterrada, aguardando a decisão judicial final para que os recursos sejam liberados e as obras de restauração possam ser iniciadas.

Milagre Sertão realiza Oficina de Corte e Costura Criativa em Algodão Jandaíra

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Capacitação ensina à população técnicas básicas de costura, modelagem e artesanato

No último domingo (5), o projeto Milagre Sertão promoveu mais uma aula da Oficina de Corte e Costura direcionada aos moradores da comunidade Serrote Baixo, no município de Algodão de Jandaíra, na Paraíba. A aula, ministrada pelas professoras Maria José, Djane de Lucena e Áurea Celene, contou com a participação de 17 alunas entre 19 e 47 anos, fortalecendo a cultura do empreendedorismo na comunidade.

Na ocasião, as aprendizes confeccionaram uma bolsa customizada com técnicas do bordado, método apresentado às participantes em aulas anteriores. As alunas também puderam aprender diferentes técnicas de forragem de botões e aplicação de zíperes. O cronograma geral do curso envolve conhecimentos básicos da máquina de costura, modelagem, costura criativa e artesanato. 

Segundo Maria José, coordenadora da oficina e professora de artesanato, o objetivo maior é a independência econômica da população através da comercialização da produção. “A oferta de mão-de-obra já é uma realidade na comunidade. Reparos e consertos têm sido um grande destaque entre as praticantes, e tudo isso acaba refletindo na valorização pessoal das alunas”, afirma a coordenadora.

A oficina já acontece efetivamente há 18 meses, sendo alternada de 15 em 15 dias com outras aulas ofertadas pelo Projeto Milagre Sertão.

Sobre o Projeto Milagre Sertão – Criado em 2013 para atender famílias desassistidas do interior paraibano, o Projeto Milagre Sertão atende famílias sem recursos no interior nordestino e promove soluções sustentáveis contra os efeitos da seca. A implantação de cisternas e a realização de cursos de capacitação para melhor aproveitamento de recursos naturais, doações de alimentos, roupas, brinquedos, atendimento médico e odontológico, produtos de necessidades básicas, recreação e oficinas de artesanato são algumas das ações do projeto nas comunidades atendidas. Realizado por voluntários de diversas áreas, o projeto já atendeu mais de 20 cidades e mais de cinco mil pessoas. Para mais informações, o site é https://milagresertao.org , o e-mail milagresertao@gmail.com e no Instagram @milagresertao e @lojinhadomilagre .

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