Mero lança jantar “Saborium” inspirado  na culinária espanhola

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Experiência harmonizada acontece dia 18 de setembro, no restaurante do HCM Hotel

Com o objetivo de traduzir o sabor da Espanha em uma noite repleta de tapas e vinhos, o restaurante Mero, localizado no HCM Hotel, na orla de Manaíra, promove no dia 18 de setembro, às 19h30, o jantar “Saborium”. A experiência contempla um menu de seis tempos de tapas, assinado pelo chefe Vinícius Silva e harmonizado com vinhos também espanhóis, em um ambiente sofisticado embalado por ritmos hispânicos.

Inspirado na cozinha de vanguarda, o cardápio é harmonizado com uma seleção de quatro rótulos escolhidos pela sommelier Rachel Ruiz. O jantar, que será aberto ao público, é servido ao valor de R$ 290 por pessoa.

O menu em 6 tempos de tapas, sendo um a um explicado pelo chefe e harmonizado com vinhos também espanhóis, conta com o bao de Gambas al ajillo com maçã verde e coentro; mexilhão em conserva com esfera de tomate defumado; polvo com batatas bravas e pó de azeitona; churros salgado com crocante de salame e aioli de páprica, e a pescada com espuma de batata e chutney de pimentão. Para a sobremesa, crema catalana, feita com crumble de nuts e confit de morango. 

Vinícius Silva conta que unir criatividade e tradicionalidade foi o foco na construção do cardápio. “A culinária espanhola é bastante complexa e ao mesmo tempo bem familiar. Tem pratos que são muito parecidos com os nossos, como a fabada que lembra muito a feijoada. Mas tem os seus desafios, principalmente no que diz respeito aos diferentes insumos, ingredientes que precisam ser frescos e são difíceis de encontrar por aqui, mas que é interessante desconstruir e trabalhar”, afirma Vinícius.

Todos os vinhos selecionados para acompanhar o menu são espanhóis, complementando uma experiência combinada que promete desafiar o paladar dos clientes. “Meu desejo é que se permitam provar o diferente e que realmente venham para desfrutar e para construir memória através do prato. O nosso objetivo é que todos saiam e se lembrem exatamente do sabor que foi ofertado”, espera o chef.

Para participar do jantar é necessário consultar a disponibilidade. As reservas serão confirmadas mediante pagamento antecipado do valor pelo telefone/Whatsapp: (83) 99361-5260.

Sobre o Hotel HCM –   Intimista, conceitual e arrojado, o HCM Hotel abriu as portas em 2023 e figura como hotel-boutique e o primeiro de lifestyle lançado pelo Grupo LPN hotéis, detentor das marcas HCM Hotel, Hotel Corais de Tambaú e Hotel Pousada Tamandaré, na orla de João Pessoa. Com 68 suítes de alto padrão, o HCM conta com o Restaurante Mero,  que traz  uma fusão do contemporâneo com o regional,  Uçá Rooftop – primeiro listen bar de João Pessoa e um dos grandes atrativos do hotel – , coworking e academia, além de ser pet friendly. O projeto dos ambientes é assinado pela premiada arquiteta Bethania Tejo e a curadoria de obras de artistas nordestinos conferem um charme único ao hotel. O HCM Hotel fica localizado na Av. João Maurício, 1497, em Manaíra. Para reservas e mais informações, acesse o Instagram @hcmhotel ou entre em contato pelo WhatsApp (83) 99100-0255. O site é o https://www.lpnhoteis.com.br/hoteis/hcm-hotel.

Startups que estão reinventando o turismo

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O turismo está diante de um ponto de virada. A forma de viajar mudou, e com ela surge um novo ecossistema de soluções digitais que vai muito além de hospedagem e passagens. Eu tenho dito que são as startups que estão reinventando o turismo, conectando experiências, qualificando profissionais e trazendo inovação para um setor que ainda convive com práticas tradicionais.

Nos últimos anos, o mercado internacional já deu sinais claros dessa transformação. Plataformas como Klook, onde se encontra ofertas de planejamento de viagens e reservas, que recentemente captou US$ 100 milhões para expandir operações fora da Ásia, mostram que as atividades e experiências locais são hoje um dos setores mais atrativos para investidores. O mesmo acontece com o Airbnb, que vem ampliando seu portfólio de experiências exclusivas e curadas. Esses movimentos confirmam que o futuro do turismo está cada vez mais ligado ao conteúdo cultural, à personalização e à tecnologia aplicada às vivências.

No Brasil, esse movimento ganha força com iniciativas alinhadas às pautas globais de inovação, sustentabilidade e impacto social. Programas como o EmbraturLAB, o Sebrae Startups e desafios internacionais lançados pela UN Tourism mostram que há espaço para escalar ideias que tragam soluções para problemas reais: desde a gestão do fluxo de visitantes até a redução da pegada de carbono.

É nesse contexto que surge a We Guide, exemplo nacional de como uma startup pode transformar o setor. Criada inicialmente como projeto Guia de Turismo em Rede, a startup hoje está sendo validada como plataforma que conecta guias e condutores de turismo diretamente a clientes. O diferencial está na visão de longo prazo: além de aproximar profissionais e turistas, a We Guide oferece a We Guide Academy, espaço de microaprendizagem contínua em áreas como comunicação, marketing, línguas, segurança, personalização de roteiros, sustentabilidade e ESG. O objetivo é claro: fortalecer a carreira desses profissionais e elevar a qualidade da oferta turística no país.

A inovação da We Guide não está apenas no uso da tecnologia, mas na forma como valoriza o capital humano do turismo. Em um mercado muitas vezes marcado pela intermediação excessiva, a startup aposta em dar voz e protagonismo ao guia, transformando-o em criador de experiências autorais. Isso aproxima o Brasil de tendências globais e, ao mesmo tempo, atende às demandas locais por inclusão produtiva, valorização da cultura e impacto social positivo.

Entretanto, é preciso reconhecer que ainda há um abismo entre o discurso e a prática. Muitos destinos turísticos de massa pouco falam em sustentabilidade ou em qualificação da experiência cultural. Nesse cenário, startups como a We Guide cumprem um papel de ruptura, mostrando que é possível inovar sem perder o foco na essência: o encontro entre pessoas, culturas e histórias.

Por isso reafirmo minha posição: são as startups que estão reinventando o turismo, porque conseguem enxergar onde estão os gargalos e propor soluções ágeis, escaláveis e de impacto. O futuro do setor não será construído apenas por grandes players globais, mas também por iniciativas locais que dão visibilidade a profissionais, comunidades e destinos. Cabe a nós decidirmos se vamos assistir à mudança de longe ou vamos participar ativamente dessa transformação.

Ana Macêdo

O guia de turismo e a missão de conectar pessoas de diferentes culturas

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Desde sempre, viajar significa mais do que conhecer lugares. É um encontro com o outro. Nessa jornada, o guia de turismo assume um papel essencial, atuando como ponte entre culturas. Defendo que, hoje, mais do que nunca, o guia é um agente de conexão, capaz de transformar turismo em uma experiência intercultural. Ele não é apenas em observador superficial.

Pesquisadores apontam que o guia desempenha a função de mediador e de educador cultural, facilitando o entendimento do visitante sobre tradições, história e identidade dos destinos. Ele não apenas apresenta pontos turísticos; ele interpreta, contextualiza e gera empatia. Um estudo publicado pelo Instituto Federal de Sergipe mostra que o guia “é elemento fundamental na formação de experiências culturais significativas, funcionando como tradutor simbólico entre visitantes e comunidades”.

Pesquisas internacionais também reforçam essa tese. Em Cappadocia, na Turquia, visitantes que reconheceram a competência cultural dos guias relataram níveis significativamente maiores de satisfação geral, intenção de recomendar e vontade de retornar. O estudo, publicado na Tourism Management, principal revista acadêmica com foco na gestão, incluindo planejamento e políticas, de viagens e turismo, concluiu que “a qualidade da mediação cultural influencia diretamente a experiência turística”.

No Brasil, há exemplos que materializam essa visão. Em Paraty RJ e Ubatuba SP, comunidades indígenas e quilombolas criaram iniciativas de turismo de base comunitária, nas quais os próprios guias locais compartilham histórias, saberes tradicionais, música e práticas agroecológicas. A Rede Nhandereko, que promove nos territórios um turismo valoriza e protagoniza o modo de vida tradicional, mostra como indígenas e afrodescendentes podem narrar sua própria história para visitantes, gerando empoderamento cultural e renda. Como destacou o jornal El País, “o turismo ancestral na costa brasileira é ferramenta para que indígenas e afros contem sua própria história”.

O valor dessa abordagem vai além da estadia, porque constrói memória, pertencimento e compreensão. Um guia que narra sua própria cultura ou que, com sensibilidade, interpreta a cultura alheia, atua como mediador entre mundos distintos. Esse papel fortalece a construção de um turismo respeitoso, educativo e transformador.

No entanto, a conexão cultural continua longe de ser padrão nos roteiros de massa. Vivemos uma dissonância entre o discurso colorido sobre turismo cultural e a realidade de itinerários rápidos e superficiais. A pergunta que deixo aqui é direta: estamos valorizando esse papel do guia como elo entre culturas ou persistimos num formato que padroniza experiências, mas enfraquece identidades?

Concluo este artigo reafirmando minha convicção: o guia de turismo é um agente cultural com poder de transformação social. Ele pode, e deve, ser protagonista na promoção do respeito, da diversidade e da troca cultural. Um guia de turismo que valoriza essa mediação constrói pontes entre povos. E essa, sem dúvida, é a sua maior missão.

Ana Macêdo

Tecnologias de baixo impacto para preservar o turismo sustentável

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A sobrevivência do turismo depende da forma como lidamos com a natureza. Se a atividade não se alinhar às práticas sustentáveis, atrativos que hoje encantam podem desaparecer. O que estou tratando aqui é simples: são as tecnologias de baixo impacto que podem assegurar o futuro do turismo sustentável, combinando conservação ambiental e experiência de qualidade para o visitante.

É preciso reconhecer que a sustentabilidade no turismo não está apenas em discursos, mas em ações práticas. E essas ações passam por soluções acessíveis, replicáveis e eficientes. O Brasil já acumula exemplos valiosos. Em Bonito no Mato Grosso do Sul, o controle por meio de vouchers digitais limita o número de visitantes em rios e cavernas, garantindo a integridade dos ecossistemas. Em Fernando de Noronha, o agendamento online para trilhas e piscinas naturais regula a entrada de turistas em áreas sensíveis. São tecnologias simples, mas que fazem diferença na preservação.

Outro campo fundamental é a infraestrutura leve. Passarelas elevadas, decks de observação e trilhas sinalizadas reduzem erosão e protegem a vegetação. É a prova de que não é necessário transformar a paisagem com grandes obras para oferecer segurança e conforto ao visitante. Da mesma forma, o transporte interno em parques pode migrar para modelos limpos. O Parque Nacional do Iguaçu já opera ônibus híbridos e vem testando veículos elétricos, um avanço que reduz ruídos e emissões de carbono em um dos destinos mais visitados do país.

Na hospedagem, multiplicam-se soluções inspiradoras. Hotéis Lodges como o Juma Amazon na Floresta Amazônica e o Cristalino no Mato Grosso utilizam energia solar, biodigestores e sistemas de reaproveitamento de água, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e evitando a contaminação de rios. Além disso, destinos como Fernando de Noronha proibiram plásticos descartáveis, uma medida que exige adaptação de visitantes e comerciantes, mas que elimina toneladas de resíduos ao longo dos anos. Nos ambientes costeiros, iniciativas como as boias de amarração em Abrolhos mostram que pequenas intervenções podem evitar danos irreversíveis aos corais.

Esses exemplos revelam que o turismo sustentável não precisa de megainvestimentos, mas de visão e planejamento. As tecnologias de baixo impacto têm a vantagem de serem replicáveis em diferentes realidades, desde destinos de ecoturismo até cidades históricas. No entanto, surge a indagação: o que estamos, de fato, fazendo para que o turismo minimize seus impactos? Muito se fala em sustentabilidade, os discursos são inspiradores, mas, na prática, em destinos turísticos de massa raramente esse tema ocupa o centro das decisões. Falta vontade política, engajamento do trade e coragem para transformar boas práticas em regra, e não em exceção.

Concluo reforçando que o turismo só será verdadeiramente sustentável quando gestores, empresários e turistas compreenderem que preservar não é custo, mas investimento. As tecnologias de baixo impacto já provaram sua eficiência e devem ser adotadas como regra, não como exceção. Afinal, um destino só se mantém atrativo se conservar a sua essência. O desafio não é técnico, mas de decisão: escolher entre o imediatismo ou a permanência de um turismo que resista ao tempo.

Ana Macêdo

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