Turismo norte-americano perde US$ 766 bilhões em 2020, diz WTTC

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Novos dados do WTTC (World Travel & Tourism Council) sugerem que a indústria de viagens e turismo nos Estados Unidos sofreu uma perda de US$ 766 bilhões em 2020 devido à pandemia. O impacto do setor no produto interno bruto (PIB) dos EUA no ano passado caiu 41% dos quase US$ 1,9 trilhão totalizados em 2019.

Também de acordo com o Relatório Anual de Impacto Econômico (EIR), o número de empregos gerados no segmento caiu de 16,5 milhões, em 2019, para 11,1 milhões em 2020, queda de 33,2%. Já o gastos dos visitantes internacionais caíram de US$ 181,2 bilhões em 2019 para apenas US$ 42,2 bilhões em 2020.

“Viagens e turismo desempenham um papel fundamental nos empregos e ganhos financeiros para a economia geral dos EUA”, disse a presidente do WTTC, Gloria Guevara. “O declínio da indústria devido à pandemia foi sentido por famílias em todo o país, proprietários de negócios e operadoras de turismo que dependem de um setor próspero para sua subsistência”, completou.

O WTTC, por outro lado, acredita que os US$ 14 bilhões alocados às companhias aéreas pelo governo e o ritmo rápido dos lançamentos de vacinas “apresentam oportunidades para as empresas do setor recuperarem as perdas e restabelecerem os empregos em toda a indústria”.

“O reinício das viagens internacionais criará mais oportunidades de emprego e possibilitará o ressurgimento da economia do país”, continuou Guevara. “Nossa pesquisa mostra que se a mobilidade e as viagens internacionais forem retomadas até o verão deste ano, a contribuição do setor para o PIB global de viagens e turismo poderá aumentar drasticamente em 2021″.

Fonte: TravelPulse
Foto de Aaron Kittredge no Pexels

Brasil assina Convenção Internacional do Trabalho Marítimo

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Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro passa a valer em 07 de maio

O Brasil acaba de entrar para a lista de países signatários da Convenção do Trabalho Marítimo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada na 94ª Conferência Internacional do Trabalho, em 2006. O documento estabelece direitos e condições de trabalho em diversas áreas do setor, além de consolidar normas e recomendações atualizadas relativas ao trabalho a bordo. A entrada do Brasil na convenção aumenta a segurança jurídica de todos que estão envolvidos no trabalho marítimo e representa a solução de um gargalo apontado como um dos entraves para o crescimento do setor de cruzeiros no País.

A adesão foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2019 e contou agora com a promulgação pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, por meio do Decreto nº 10.671, de 9 de abril de 2021. As medidas previstas passam a valer no país no próximo dia 07 de maio. A Convenção abrange definições relacionadas à segurança, saúde, idade mínima, recrutamento, jornada de trabalho e repouso, condições de alojamento, alimentação, instalações de lazer, bem-estar e proteção social, entre outros.

“Essa é uma conquista histórica para o turismo nacional e representa um novo capítulo para o desenvolvimento do setor de cruzeiros aqui no nosso país. Não tenho dúvida de que será um setor que contribuirá significativamente para que tenhamos a maior retomada já vista. E mostra mais uma vez o apoio do presidente Bolsonaro a nossa atividade”, defendeu o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

O texto consolida e atualiza 68 convenções e recomendações para o setor marítimo adotadas ao longo dos 90 anos de existência da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com os estudos anuais da Cruise Lines International Association – Clia Brasil, realizados pela Fundação Getúlio Vargas, a ausência do Brasil na Convenção de 2006 gerava insegurança jurídica na regulação dos direitos e deveres dos trabalhadores marítimos brasileiros e representava um entrave para o setor.

Por Lívia Nascimento – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Foto: Danilo Borges/MTur

A Paraíba na Rota da Qualificação Nacional em Turismo

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Um dos grandes desafios que ora se apresenta no cenário global do turismo em decorrência da pandemia do coronavírus diz respeito ao mundo do trabalho. A atividade turística foi duramente afetada, uma vez que depende de deslocamentos e estes representam um dos meios mais eficazes de transmissão do vírus. Trabalhadores vêm perdendo seus empregos à medida que as empresas fecham ou reduzem seu quadro de funcionários, o que torna premente discutir políticas públicas que busquem confrontar tal problema, com alternativas para manter empregos e ampliar o acesso à cadeia produtiva do turismo.

Com o objetivo de qualificar jovens e adultos por realidade territorial e fortalecer as políticas públicas no turismo, a UNB em parceria com o MTur, vem desenvolvendo em todo o território nacional o Plano Nacional de Qualificação no Turismo (PNQT), que hoje se encontra em sua segunda fase. Assim, foi estabelecida, em forma de Rede, a Pesquisa Aplicada: Concepção de Referenciais Metodológicos para os Planos Territoriais, Programas e Projetos de Qualificação no Turismo Nacional.

Para executar o programa e planos estabelecidos pela Política Nacional de Qualificação, a UnB reestabeleceu e ampliou a Rede Nacional de Pesquisadores de Base Territorial, efetivando um recorte para os que trabalham com as rotas turísticas definidas pelo Investe Turismo. Assim, ao longo do trabalho, foram envolvidas 24 instituições federais de ensino superior e 93 pesquisadores, entre professores, doutorandos, mestrandos e graduandos do Brasil.

Na Paraíba, os trabalhos se iniciaram em maio/junho de 2020, portanto, em plena pandemia. O Programa ficou sob a coordenação da Professora do Departamento de Turismo e Hotelaria da UFPB, Rosalma Diniz Araújo, Doutora em Turismo na área de desenvolvimento e gestão, junto aos coordenadores Adjuntos, André Gustavo da Silva, Doutorando e Professor de Administração do IFCE, e da turismóloga e Doutora em Geografia, Fabiane Nagabe, professora do Curso de Turismo da UFPB.

Inicialmente, o Investe Turismo apresentava João Pessoa, Cabedelo e Conde (recorte Litoral), como cidades a serem trabalhadas pelo Programa na Paraíba. No entanto, os coordenadores da pesquisa no Estado, decidiram acrescentar a este recorte a região do Brejo Paraibano, trazendo para o projeto os municípios de Areia e Alagoa Grande, pelo potencial que vêm demonstrando em relação ao fomento e pelas instâncias turísticas que vêm se desenvolvendo nessas localidades. A Professora Rosalma salienta que o interior da Paraíba tem riquezas paisagísticas e culturais em suas diversas regiões, do cariri ao sertão, mas que neste primeiro momento, teve que ser feito uma escolha, e o critério escolhido foi a existência de comunidades tradicionais com potencial turístico nessas áreas.

Foram feitos estudos de demanda e oferta de qualificação (envolvendo entrevistas online, pesquisas com grupos focais com atores do turismo paraibano e visitas às comunidades tradicionais), para posterior diagnóstico e proposição do “produto” do programa: um curso de qualificação voltado às comunidades tradicionais das localidades pertencentes ao recorte territorial. Para que tal curso (remoto) fosse modelado seguindo os preceitos da metodologia construtivista, que preza pela construção participativa, foi constituída uma Rede, denominada “Rede Rota Turismo de Inclusão”, onde vários atores do sistema produtivo do turismo foram convidados a compor, baseados no interesse pelo propósito inicial da Rede, qual seja: agregar ao já existente do turismo de “sol e mar”, uma oferta que possa viabilizar e visibilizar o potencial da cultura paraibana representada pelas comunidades tradicionais (ricas em paisagem, gastronomia, dança, histórias, tradições, etc.), fortalecendo o sistema produtivo local e gerando renda para comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas, por meio do turismo.

Entrevistas nas comunidades

Para melhor compreender as comunidades em suas histórias, necessidades e anseios, foram feitas entrevistas nas próprias comunidades, respeitando todos os protocolos de segurança em virtude da pandemia.

O Curso que será ofertado trabalhará com a metodologia “Dragon Dreaming” para a construção de projetos participativos junto às comunidades, e será ministrado pelos professores Vivian Maitê Castro, Gabriel Moura, Gérson Abrantes e Rafaela Pereira, especialistas no método.

O Chefe de Departamento do Curso de Turismo e Hotelaria da UFPB, Professor Esdras Matheus, e a Vice-chefe, Professora Ilana Kiyotani, incentivadores da Pesquisa, ressaltam a importância da expertise do Curso de Turismo à frente do Projeto junto ao Instituto Federal, destacando ainda que a aproximação da academia com instituições ligadas ao desenvolvimento sustentável do turismo promovidas pelo Projeto, traduz as preocupações e filosofia do Curso.

Assessoria de Imprensa
Foto de thiago japyassu no Pexels

Prefeitura de João Pessoa aposta em tecnologia para ampliar informações turísticas

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A Prefeitura de João Pessoa vai desenvolver uma série de projetos para incrementar a interação dos turistas aos principais pontos turísticos da capital paraibana. A intenção é apostar na tecnologia para criar um marco de cidade inteligente. Um dos primeiros projetos será a criação de um aplicativo para que os turistas possam navegar pela cidade, obtendo todas as informações sobre os locais onde ele se encontra.

Nesta quarta-feira (07), os secretários de Turismo, Daniel Rodrigues, e de Ciência e Tecnologia, Margareth Diniz, se reuniram para traçar estratégias para desenvolver o chamado Projeto TI – Turismo Inteligente. Nele, será construído um sistema com base sobre o turismo, disponibilizando totens com internet grátis nos roteiros consolidados da cidade. O turista poderá ter acesso às informações, inclusive, bilíngue, via QR Code.

“O objetivo da parceria entre a Setur e a Secitec é a construção de um modelo que permita transformar a cidade de João Pessoa em um destino turístico inteligente com vistas à melhoria da nossa competitividade turística. Os turistas estão cada vez mais exigentes e interativos. As ações da Prefeitura de João Pessoa objetivam potencializar o desenvolvimento tecnológico, possibilitando experiências inovadoras e apresentando a capital paraibana bem mais atraente e inovadora, tanto para os visitantes como para os residentes”, destacou Daniel Rodrigues.

De acordo com Danyele Raposo, secretária Executiva de Ciência e Tecnologia, as ações das duas secretarias buscarão soluções digitais para que o turista que chega em João Pessoa possa ter uma experiência incrível em toda a sua jornada de permanência na cidade. “Então, será envolvida toda a cadeia do turismo de João Pessoa. Através de um aplicativo ou de uma solução tecnológica, de uma plataforma, será possível fornecer todas as informações de hospedagem, de passeios, de restaurantes, de eventos para que possa subsidiar o turista na sua permanência em nossa cidade”, disse.

Outra ação importante destacada pelo secretário executivo de Turismo, Ferdinando Lucena, será a participação da Secretaria de Tecnologia no desenvolvimento do Observatório de Inteligência Turística, que permitirá que sejam produzidos dados para que as futuras ações tenham como elementos indicadores sobre as atividades ligadas ao turismo. Será criada a construção de sistema de base de dados sobre o turismo.

Fonte: Fábio Cardoso – Setur/JP

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