Braztoa: com R$ 4 bilhões, faturamento das operadoras cai 66,78% em 2020

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A Braztoa divulga neste momento os dados do seu anuário referente a 2020. No ano passado, o setor sofreu por conta da pandemia da Covid-19 que derrubou as viagens no mundo todo. As associadas Braztoa registraram uma queda de 66,78% em relação a 2019, o que representa R$ 4 bilhões. A maior parte do movimento veio do doméstico, que representou 77% do total, ou seja, R$ 3,09 bilhões.

“Começamos 2020, janeiro e fevereiro, com expectativa muito grande. Quero lembrar que houve, inclusive, Carnaval, diferente deste ano. Sem dúvida, os números ficaram longe do ideal, mas temos que mostrar a realidade”, disse o presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu. “Me orgulho muito em dizer que mesmo em uma época de crise, tivemos um faturamos R$ 4 bilhões, o que mostra o grande poder de negociação e de vendas das operadoras. Isso mostra a relevância do Turismo e, ao mesmo tempo, temos uma demanda reprimida muito grande”, complementou.

No caso do doméstico a redução em comparação com 2019 foi de 65,6%. Os principais destinos foram Salvador, Maceió, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo. Se a redução foi geral, houve empresas que avançaram: 16% delas registrou um aumento na movimentação em viagens nacionais. O ticket médio foi de R$ 978,87, 35,6% menos que no ano anterior.

A proporção do doméstico foi maior, uma vez que historicamente o nacional ficava entre 60% e 70% do faturamento global. “O câmbio teve um aumento de 30,69% em um ano, o que é muito relevante”, justificou Nedelciu. Os dados também mostram que diversas empresas ampliaram a oferta do mercado doméstica e, diante das restrições, adaptaram de forma rápida o seu portifólio de produtos e conseguiram atender seus clientes com viagens nacionais.

Já as viagens para o exterior – segmento que enfrentou muitos desafios, como fechamento de fronteiras, diminuição da oferta e a variação cambial – atingiram a marca de R$ 909 milhões de faturamento (23%). Neste tema, vale lembrar outro fato que encareceu o preço de viagens internacionais: o aumento do Imposto de Renda sobre remessas para pagamento de serviços turísticos no exterior (IRRF), de 6% para 25%.

“O internacional teve apenas 4% do embarque”, disse Nedelciu. “As viagens internacionais foram as que mais sofreram, com 85% da redução do faturamento em relação a 2019. Foram 143 mil passageiros embarcados, mantendo um ticket médio elevado de R$ 6.330. Maldivas, Orlando e Cancun, por terem facilitado a entrada de brasileiros, foram os mais procurados”, complementou o vice-presidente da entidade, Frederico Levy.

HISTÓRICO
Em 2009, quando o Anuário Braztoa foi lançado, o setor tinha um faturamento de R$ 6,2 bilhões e saltou para R$ 15,1 bilhões em 2019. É um crescimento de 143% em dez anos. “Em 2020, por todo o contexto, tivemos números abaixo de 2009”, reiterou Nedelciu, lembrando que há hoje uma demanda reprimida grande.

Por Anderson Masetto – Mercado & Eventos

Ministro do Turismo celebra resultados de campanha da Embratur

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Iniciativa da agência, que contou com inserções em vários veículos de mídia e na internet, buscou incentivar a retomada do setor no pós-pandemia

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, participou nesta terça-feira (20.04), em Brasília (DF), da apresentação dos resultados da campanha “Ser brasileiro é estar sempre perto de um destino incrível”, promovida pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A iniciativa, que envolveu inserções em televisão, rádio, internet e mídia exterior, e gerou milhões de visualizações teve como objetivo incentivar a retomada do setor no período pós-pandemia.

Gilson Machado Neto elogiou o trabalho da Embratur e enfatizou o empenho para estimular a realização de viagens de brasileiros no próprio país. “O Ministério do Turismo e a Embratur trabalham para que cada vez mais tenhamos uma percepção melhor do nosso país pelo próprio brasileiro. Temos que fidelizar os brasileiros que viajam pelo Brasil. Que eles voltem aos nossos destinos e não queiram mais sair do nosso país”, comentou o ministro.

Machado Neto também reforçou o potencial do Brasil, especialmente em ecoturismo, e agradeceu o apoio do presidente Jair Bolsonaro. “Todos sabem que o Brasil tem o maior potencial no mundo no turismo de natureza. Mas somos mais que isso. Temos os nossos eventos, nossa cultura, nossa gastronomia. Trabalhamos junto com o presidente Bolsonaro, que acredita no nosso trabalho”, disse, destacando esforços federais pelo avanço da vacinação contra a Covid.

Já o presidente da Embratur enalteceu o alinhamento entre a agência e o MTur. Carlos Brito ressaltou a importância da campanha e defendeu o trabalho voltado à promoção dos destinos nacionais. “Conseguimos dar oportunidade que os brasileiros pudessem conhecer realmente o nosso país. Se a gente valorizar cada vez mais os nossos destinos, tenho certeza que, no pós-pandemia, não teremos uma retomada, mas a retomada, como diz o ministro Gilson”, declarou.

O diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação da Embratur, Silvio Nascimento, por sua vez, observou que, além de incentivar o turismo interno, a campanha buscou ajudar o setor a manter empregos. “É óbvio que a gente tem uma preocupação gigantesca com vidas, tanto que toda a campanha é baseada nos protocolos de segurança. Mas a gente pensa também muito em empregos, na dignidade de cada uma das famílias do trade turístico”, enfatizou.

RESULTADOS – Primeira campanha promovida pela Embratur desde que foi transformada em agência, a ação, desenvolvida entre novembro de 2020 e março de 2021, rendeu 31 milhões de impactos na televisão, 4 mil inserções em rádios e 136 milhões de exposições do banner oficial na internet. Também houve 817 mil cliques nos links relativos ao material de divulgação e 23 milhões de visualizações do vídeo institucional, entre outros resultados.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Califórnia já permite shows e eventos indoor com 75% de capacidade

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Lockdown, vacinação, queda dos casos e das internações. Não tem outra fórmula e a Califórnia sempre soube disso. Um dos Estados americanos mais rigorosos com as restrições durante a pandemia, a Califórnia está no meio da reabertura de sua economia e já permite eventos e shows em ambientes fechados, com capacidade de 75% do local. Ainda não é em todo o Estado, e sim em alguns condados, pois a liberação depende da categoria de cada região no plano de recuperação do governo. Los Angeles, por exemplo, que está na categoria Laranja, pode promover eventos com até 50% da capacidade. As cidades na fase Amarela sobem para 75%.

Para participar de eventos em ambientes fechados os moradores da Califórnia devem apresentar a carteira de vacinação, com a prova de que foi vacinado completamente.

Segundo o Visit California, o Estado estará completamente reaberto em 15 de junho e 83% da população atualmente reside em áreas pelo menos na categoria Laranja. E de acordo com pesquisa do órgão, 75% dos californianos dizem que estão prontos para voltar a viajar, começando pelo próprio Estado.

FLÓRIDA À FRENTE
A Califórnia tem de lutar, porém, contra a imagem que ficou na pandemia. Em recente pesquisa com consumidores americanos, 40% deles veem a Flórida como um Estado pronto para receber turistas e apenas 25% têm a mesma percepção da Califórnia.

Também segundo o Visit California, até 4 de abril o Estado registrou mais incêndios do que no mesmo período de 2020, indicando que a temporada de incêndios poderá ser mais intensa, dificultando a retomada de atividades.

No próximo dia 30, depois de mais de um ano fechada, a Disneyland será reaberta, com grande expectativa e como símbolo de que o Estado está pronto e seguro para a volta dos viajantes.

Por Artur Luiz Andrade – Panrotas

Ministro do Turismo exalta perspectivas positivas do Brasil no pós-pandemia

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Convidado de uma série de debates promovida pela BandNews e o The New York Times, Gilson Machado Neto também destacou medidas do governo federal para apoiar o setor

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, foi um dos convidados especiais da abertura, nesta segunda-feira (19.04), do Conexão BandNews com The New York Times. Trata-se de uma série de conferências promovida pela emissora de televisão e rádio brasileira e o jornal norte-americano que reúne representantes nacionais e internacionais dos setores público e privado para discutir as expectativas quanto ao cenário mundial no pós-pandemia.

Durante um painel sobre turismo e meio ambiente, Machado Neto reforçou as perspectivas de que o Brasil vai protagonizar a recuperação do turismo. “O mundo todo vai procurar um turismo de natureza, onde se tenha liberdade, e nisso ninguém se iguala à gente. O Brasil tem sol, praia, montanha, o que você quiser”, alegou, citando esforços federais pela preservação ambiental e o melhor aproveitamento de parques nacionais, a partir de concessões à iniciativa privada.

O ministro do Turismo também elencou medidas adotadas pelo governo federal para socorrer o setor. Gilson Machado Neto citou a regulamentação da remarcação de serviços e a disponibilização de R$ 5 bilhões em crédito por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e garantiu empenho no sentido de preservar empregos. “O nosso país foi um dos que menos teve demissão no setor de turismo. A gente está fazendo tudo para que as empresas mantenham empregos”, frisou.

Machado Neto apontou ainda o avanço da vacinação contra a Covid no país e defendeu esforços pela melhoria da percepção de segurança para turistas no Brasil, com o incremento da divulgação do país no exterior. “94% dos turistas estrangeiros que vêm ao Brasil querem voltar. Nos nossos cases turísticos, como Porto de Galinhas, Foz do Iguaçu, o Pantanal, Maragogi e Jericoacoara, temos índices de segurança praticamente iguais aos de países europeus”, argumentou.

O painel também contou com a participação de Todd Chapman, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que comemorou a previsão de que o presidente Jair Bolsonaro acompanhará a cúpula mundial do clima nesta semana. “Estamos muito felizes que o presidente aceitou o convite. Na semana passada, o presidente Bolsonaro mandou uma carta muito positiva e construtiva sobre os compromissos que o Brasil quer fazer em relação ao meio ambiente”, comentou.

Já o CEO do Banco Santander, Sérgio Rial, frisou a importância da questão ambiental. “É um tema que hoje é negócio”, observou. Marcelo Thomé, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, por sua vez, destacou a atenção ao desenvolvimento sustentável e elogiou a atuação federal. “O governo tem feito muito esforço, com o apoio dos governos estaduais e dos municípios amazônicos, buscando diminuir agressões ao bioma”, declarou.

Em um vídeo gravado transmitido durante o painel, Fabien Custeau, primeiro neto do famoso oceanógrafo Jacques Custeau, apontou a redução da poluição de oceanos durante a pandemia e sugeriu que o resultado sirva de aprendizado.

DEBATES – O Conexão BandNews com The New York Times tem um modelo híbrido, reunindo participações presenciais e virtuais, que segue até esta terça-feira (20.04), das 18h às 21h. O encontro, uma comemoração aos 20 anos da emissora brasileira, tem o seu formato inspirado no “Turning Points”, idealizado pelo jornal norte-americano, uma das maiores empresas de comunicação do mundo, responsável pela curadoria do evento.

Os painéis podem ser conferidos ao vivo em todas as plataformas digitais do BandNews TV, assim como na própria televisão, em flashes ao vivo, além de entradas no “Jornal da Band” e de reportagens nas rádios Bandeirantes e BandNews FM. A mediação dos debates está a cargo dos jornalistas Marcello D’Angelo e Eduardo Castro, do Grupo Bandeirantes. Clique aqui para assistir o debate sobre turismo e meio ambiente desta segunda-feira.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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