PBTur e trade turístico realizam capacitações online para agentes de viagens

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A Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) e o trade realizam, no próximo dia 22 (quinta-feira), uma capacitação online para agentes de viagens da Operadora CVC, de São Paulo. Mesmo durante a pandemia da Covid-19, o setor do Turismo paraibano busca alternativas para manter a divulgação dos principais roteiros turísticos junto às maiores operadoras e agências de viagens do Brasil. A presidente da PBTur, Ruth Avelino, explica que essa estratégia visa manter o Destino Paraíba em evidência, neste momento difícil pelo qual passa o setor, e mostrar uma alternativa aos turistas quando a pandemia for controlada.

“As capacitações online tiveram início nesta semana com o pessoal da Azul Viagens e da CVC, na próxima semana. É importante frisar que essa iniciativa é do pessoal do trade, no caso a rede hoteleira e das empresas de receptivos. Nós, do Governo do Estado, das prefeituras, estamos oferecendo apoio para essas ações. A divulgação não pode parar”, explicou.

A executiva paraibana informou que nas capacitações são destacadas as potencialidades naturais dos roteiros, além de toda a infraestrutura hoteleira e de serviços. A próximo capacitação vai ficar sob responsabilidade da empresa Luck Receptivos e está confirmada para o mês de junho e julho.

“Sempre informamos aos agentes que a Paraíba vem obedecendo a todos os protocolos sanitários determinados pela Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde”. Avelino ainda disse que a Paraíba é um dos estados brasileiros que vem conseguindo reduzir o número de óbitos pelo Covid-19 e se mantém estável no registro de novos casos da doença. “É uma prova que o Governo do Estado e as prefeituras cumprem com o seu papel de vacinar a população e evitar o surgimento de novos casos e isso vai repercutir positivamente no Turismo. Não tenho dúvidas”, declarou.

Secom-PB

Liderança do Turismo prevê meses críticos e prejuízos acumulados

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Com as medidas restritivas impostas nos estados brasileiros, em razão da covid-19, vários setores foram prejudicados com a falta de circulação da população. Apesar das perdas, o segmento voltado a serviços conseguiu se recuperar e retomou o volume de receitas com nível de atividades pré-pandemia, registrando crescimento de 3,7% na passagem de janeiro para fevereiro de 2021. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na última quinta-feira (15).

A notícia foi recebida de forma positiva pelos empresários, contudo, chamou atenção para o trade turístico que, por sua vez, enfrenta déficits acumulativos há mais de um ano. Para Alexandre Sampaio, presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), a situação é crítica e pede medidas urgentes para minimizar o impacto em hotéis, bares, restaurantes e similares, que sofrem com a falta de clientes para manter as portas de seus negócios abertas.

“Acumulamos perdas de R$ 312 bilhões. Os próximos meses não serão diferentes em relação ao faturamento. Dependemos da ampliação da vacinação para que o setor volte a respirar. Até esse momento chegar, se fazem necessárias medidas auxiliares, promovidas pelo governo, que amortizem esses prejuízos. Os empresários brasileiros estão assustados e com medo do dia de amanhã. Diante de outras atividades econômicas, o nosso segmento ainda vive uma realidade complexa em relação à retomada”, informa Sampaio.

De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o volume de receitas do Turismo brasileiro encolheu 36,6% em 2020, quando comparado ao ano anterior. Entretanto, a expectativa da vacinação traz a projeção de um avanço de 18,8%. Ainda assim, a recuperação para o segmento é esperada apenas no final de 2022.

“Teremos uma melhora nas taxas, mas ainda assim permaneceremos em um quadro delicado. Estamos dentro de um cenário inédito. Nunca vivenciamos perdas tão expressivas como a que a pandemia nos trouxe. Nesse momento, lutando pela preservação dos empregos e da continuidade de nossos empreendimentos. Precisamos dar um passo de cada vez. Dessa forma, conseguiremos reestruturar o turismo brasileiro dentro da economia”, pontua o presidente da federação.

Por Filip Calixto – Panrotas
Foto: Christina Bocayuva

Braztoa: com R$ 4 bilhões, faturamento das operadoras cai 66,78% em 2020

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A Braztoa divulga neste momento os dados do seu anuário referente a 2020. No ano passado, o setor sofreu por conta da pandemia da Covid-19 que derrubou as viagens no mundo todo. As associadas Braztoa registraram uma queda de 66,78% em relação a 2019, o que representa R$ 4 bilhões. A maior parte do movimento veio do doméstico, que representou 77% do total, ou seja, R$ 3,09 bilhões.

“Começamos 2020, janeiro e fevereiro, com expectativa muito grande. Quero lembrar que houve, inclusive, Carnaval, diferente deste ano. Sem dúvida, os números ficaram longe do ideal, mas temos que mostrar a realidade”, disse o presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu. “Me orgulho muito em dizer que mesmo em uma época de crise, tivemos um faturamos R$ 4 bilhões, o que mostra o grande poder de negociação e de vendas das operadoras. Isso mostra a relevância do Turismo e, ao mesmo tempo, temos uma demanda reprimida muito grande”, complementou.

No caso do doméstico a redução em comparação com 2019 foi de 65,6%. Os principais destinos foram Salvador, Maceió, Natal, Rio de Janeiro e São Paulo. Se a redução foi geral, houve empresas que avançaram: 16% delas registrou um aumento na movimentação em viagens nacionais. O ticket médio foi de R$ 978,87, 35,6% menos que no ano anterior.

A proporção do doméstico foi maior, uma vez que historicamente o nacional ficava entre 60% e 70% do faturamento global. “O câmbio teve um aumento de 30,69% em um ano, o que é muito relevante”, justificou Nedelciu. Os dados também mostram que diversas empresas ampliaram a oferta do mercado doméstica e, diante das restrições, adaptaram de forma rápida o seu portifólio de produtos e conseguiram atender seus clientes com viagens nacionais.

Já as viagens para o exterior – segmento que enfrentou muitos desafios, como fechamento de fronteiras, diminuição da oferta e a variação cambial – atingiram a marca de R$ 909 milhões de faturamento (23%). Neste tema, vale lembrar outro fato que encareceu o preço de viagens internacionais: o aumento do Imposto de Renda sobre remessas para pagamento de serviços turísticos no exterior (IRRF), de 6% para 25%.

“O internacional teve apenas 4% do embarque”, disse Nedelciu. “As viagens internacionais foram as que mais sofreram, com 85% da redução do faturamento em relação a 2019. Foram 143 mil passageiros embarcados, mantendo um ticket médio elevado de R$ 6.330. Maldivas, Orlando e Cancun, por terem facilitado a entrada de brasileiros, foram os mais procurados”, complementou o vice-presidente da entidade, Frederico Levy.

HISTÓRICO
Em 2009, quando o Anuário Braztoa foi lançado, o setor tinha um faturamento de R$ 6,2 bilhões e saltou para R$ 15,1 bilhões em 2019. É um crescimento de 143% em dez anos. “Em 2020, por todo o contexto, tivemos números abaixo de 2009”, reiterou Nedelciu, lembrando que há hoje uma demanda reprimida grande.

Por Anderson Masetto – Mercado & Eventos

Ministro do Turismo celebra resultados de campanha da Embratur

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Iniciativa da agência, que contou com inserções em vários veículos de mídia e na internet, buscou incentivar a retomada do setor no pós-pandemia

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, participou nesta terça-feira (20.04), em Brasília (DF), da apresentação dos resultados da campanha “Ser brasileiro é estar sempre perto de um destino incrível”, promovida pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A iniciativa, que envolveu inserções em televisão, rádio, internet e mídia exterior, e gerou milhões de visualizações teve como objetivo incentivar a retomada do setor no período pós-pandemia.

Gilson Machado Neto elogiou o trabalho da Embratur e enfatizou o empenho para estimular a realização de viagens de brasileiros no próprio país. “O Ministério do Turismo e a Embratur trabalham para que cada vez mais tenhamos uma percepção melhor do nosso país pelo próprio brasileiro. Temos que fidelizar os brasileiros que viajam pelo Brasil. Que eles voltem aos nossos destinos e não queiram mais sair do nosso país”, comentou o ministro.

Machado Neto também reforçou o potencial do Brasil, especialmente em ecoturismo, e agradeceu o apoio do presidente Jair Bolsonaro. “Todos sabem que o Brasil tem o maior potencial no mundo no turismo de natureza. Mas somos mais que isso. Temos os nossos eventos, nossa cultura, nossa gastronomia. Trabalhamos junto com o presidente Bolsonaro, que acredita no nosso trabalho”, disse, destacando esforços federais pelo avanço da vacinação contra a Covid.

Já o presidente da Embratur enalteceu o alinhamento entre a agência e o MTur. Carlos Brito ressaltou a importância da campanha e defendeu o trabalho voltado à promoção dos destinos nacionais. “Conseguimos dar oportunidade que os brasileiros pudessem conhecer realmente o nosso país. Se a gente valorizar cada vez mais os nossos destinos, tenho certeza que, no pós-pandemia, não teremos uma retomada, mas a retomada, como diz o ministro Gilson”, declarou.

O diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação da Embratur, Silvio Nascimento, por sua vez, observou que, além de incentivar o turismo interno, a campanha buscou ajudar o setor a manter empregos. “É óbvio que a gente tem uma preocupação gigantesca com vidas, tanto que toda a campanha é baseada nos protocolos de segurança. Mas a gente pensa também muito em empregos, na dignidade de cada uma das famílias do trade turístico”, enfatizou.

RESULTADOS – Primeira campanha promovida pela Embratur desde que foi transformada em agência, a ação, desenvolvida entre novembro de 2020 e março de 2021, rendeu 31 milhões de impactos na televisão, 4 mil inserções em rádios e 136 milhões de exposições do banner oficial na internet. Também houve 817 mil cliques nos links relativos ao material de divulgação e 23 milhões de visualizações do vídeo institucional, entre outros resultados.

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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