Iata pede que governos usem dados para gerenciar riscos

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A Iata está estimulando os governos a tomarem decisões baseadas em dados para gerenciar os riscos da covid-19 ao reabrir fronteiras para viagens internacionais. Segundo a entidade, estratégias sem medidas de quarentena podem permitir o reinício de deslocamentos internacionais com baixo risco de disseminação da doença no destino em questão.

Os dados podem e devem orientar políticas para reiniciar viagens globais que gerenciam os riscos da covid-19 para proteger as populações, reviver meios de subsistência e impulsionar as economias. Convocamos os governos do G7 para chegar a um acordo sobre o uso de dados para planejar e coordenar com segurança o retorno da liberdade de viajar, que é tão importante para as pessoas, meios de subsistência e negócios”, diz o diretor geral da associação, Willie Walsh.

VIAJANTES VACINADOS

As evidências continuam a mostrar que a vacinação protege os viajantes de doenças graves e morte e traz um baixo risco de introdução do vírus nos países de destino:

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) emitiu orientações provisórias sobre os benefícios da vacinação completa, afirmando que “a probabilidade de uma pessoa vacinada infectada transmitir a doença é atualmente avaliada como muito baixa a baixa”

Os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) declararam que “com uma vacina 90% eficaz, o teste pré-viagem, pós e a auto-quarentena de 7 dias fornecem um benefício adicional mínimo”

O Painel Consultivo Canadense de Especialistas em Testes e Triagens recomenda que os viajantes vacinados não precisem ser colocados em quarentena

Um estudo da Public Health England concluiu que duas doses das vacinas contra a covid-19 são altamente eficazes contra as variantes preocupantes

TESTE PARA NÃO VACINADOS

Um desafio é o potencial de barreiras para viajar para pessoas não vacinadas, o que criaria uma exclusão inaceitável. Dados do NHS do Reino Unido sobre viajantes internacionais que chegam ao Reino Unido (sem referência ao status de vacinação) mostram que a maioria dos passageiros não apresenta risco de introdução de casos após a chegada.

Entre 25 de fevereiro e 5 de maio, 365.895 testes foram realizados na chegada de passageiros ao Reino Unido. Estes foram PCR negativos antes da viagem. Apenas 2,2% testaram positivo durante as medidas de quarentena universal após a chegada. Destes, mais da metade eram de países da “lista vermelha”, que foram considerados de risco muito alto. Retirá-los das estatísticas resultaria em uma positividade do teste de 1,46%
Das 103.473 chegadas da UE (excluindo a Irlanda), 1,35% tiveram resultado positivo. Três países, Bulgária, Polônia e Romênia, foram responsáveis por 60% dos casos positivos

Nenhuma ação governamental isolada pode levar à recuperação das viagens internacionais. Os ministros do Turismo do G20 endossaram uma abordagem baseada em dados para reabrir as fronteiras. A indústria da aviação está encorajando o G7 a assumir a liderança, concordando em trabalhar juntos para usar a enorme quantidade de dados coletados desde o início da covid-19 para impulsionar um esforço de recuperação. Isso deve restaurar a liberdade de viajar para pessoas testadas ou vacinadas, evitando medidas de quarentena para a grande maioria dos viajantes.

Por Beatrice Teizen – Panrotas

Novo decreto sugere o fechamento de praias, parques, praças e demais espaços públicos destinados a lazer

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Diário Oficial do Estado (DOE) publica, em edição suplementar, nesta quarta-feira (2), o decreto que disciplina as atividades na Paraíba entre os dias 3 e 18 de junho. As novas diretrizes levam em consideração os dados da 26ª avaliação do Plano Novo Normal que classificou 95% dos municípios em bandeiras laranjas e 5% em bandeiras vermelhas, bem como apontou o aumento da transmissibilidade do novo coronavírus, o que tem provocado o aumento de internações diárias e a ocupação de mais de 80% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mesmo diante da ampliação do atendimento hospitalar em todas as regiões do estado.

Com o novo decreto em vigor a partir desta quinta-feira (03), os bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de conveniência poderão funcionar das 6h às 16h, com ocupação de 30% da capacidade do local. Após esse horário, ficarão liberados os serviços de delivery e de retirada do produto em loja. Além disso, nos dias 05, 06, 12 e 13 de junho, os estabelecimentos só poderão atender por takeaway ou entrega. Também foi recomendado aos municípios que decretem o fechamento de praias, parques, praças e demais espaços públicos destinados a lazer, ficando proibido o funcionamento de cinemas, museus, teatros, circos, casas de festas, centros de convenções, salas de espetáculos, bem como a realização de eventos sociais, congressos, seminários, conferências, shows e feiras comerciais em todo o território estadual.

Nos próximos dois finais de semana, somente poderão funcionar as atividades que constam no decreto, a exemplo de supermercados, estabelecimentos médicos e veterinários, distribuidoras e comercialização de combustíveis, oficinas automotivas e feiras livres, desde que observadas as boas práticas de operação padronizadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca. As prefeituras também deverão ampliar as áreas destinadas às feiras livres, possibilitando o maior distanciamento entre as bancas e ampliação dos corredores de circulação de pessoas.

A realização de missas, cultos e quaisquer cerimônias religiosas presenciais poderão ocorrer com ocupação de 30% da capacidade do local. Nos dias 05, 06, 12 e 13 de junho, as cerimônias poderão ocorrer de forma virtual, mantendo-se as atividades de preparação, gravação e transmissão, além das ações de assistência social e espiritual.

Os estabelecimentos do setor de serviços e o comércio poderão funcionar até dez horas contínuas por dia, sem aglomeração de pessoas nas suas dependências e as atividades da construção civil poderão ocorrer das 6h30 às 16h30. Os shoppings centers e centros comerciais deverão obedecer ao horário de funcionamento das 10h às 22h, ficando limitado o atendimento presencial dos bares e restaurantes das 6h às 16h, com ocupação de 30% da capacidade do local. Já as lanchonetes poderão atender até às 22h, ficando vedada a comercialização de bebidas alcóolicas a partir das 16h. Nos dias 05, 06, 12 e 13, o funcionamento destes estabelecimentos ocorrerá apenas por delivery.

Seguem liberados para funcionamento nos dias da semana salões de beleza; instalações de acolhimento de crianças, a exemplo de creches; hotéis; pousadas; call centers; e indústrias observando todos os protocolos elaborados pela Secretaria Estadual de Saúde e pelas Secretarias Municipais de Saúde.

Em relação às atividades escolares, seguem liberadas as aulas práticas dos cursos superiores e a realização das atividades presenciais para os alunos com transtorno do espectro autista (TEA) e para pessoas com deficiência. As escolas e instituições privadas dos ensinos infantil e fundamental poderão funcionar através do sistema híbrido. Já as aulas para os alunos dos ensinos médio e superior das instituições privadas, assim como para os estudantes das redes públicas estadual e municipais se mantêm em modelo remoto.

As atividades presenciais nos órgãos e entidades vinculadas ao Poder Executivo Estadual ficarão suspensas no período de vigência do decreto, à exceção das Secretarias de Saúde, Segurança e Defesa Social, Administração Penitenciária, Desenvolvimento Humano, Fazenda, Secretaria de Comunicação, Secretaria da Mulher, Cagepa, Fundac, Detran, Codata, Docas e PBGÁS.

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) e os órgãos de vigilância sanitária municipais, as forças policiais estaduais, os Procons estadual e municipais e as guardas municipais ficarão responsáveis pela fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas no decreto. O descumprimento sujeitará o estabelecimento à aplicação de multa e poderá implicar no fechamento em caso de reincidência, que pode compreender períodos de sete a catorze dias, e na aplicação de multas que podem chegar a R$ 50 mil.

Uso de máscaras – Permanece obrigatória no estado a utilização das máscaras nos espaços de acesso aberto ao público, incluídos os bens de uso comum da população, vias públicas, no interior dos órgãos públicos, nos estabelecimentos privados e nos veículos públicos e particulares, inclusive ônibus e táxis, cabendo aos órgãos públicos, aos estabelecimentos privados e aos condutores e operadores de veículos a exigência do item.

Secom Paraíba

Brasil e Índia discutem parcerias para o turismo

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Grupo de trabalho irá debater um plano de ações com foco na promoção dos dois destinos

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, recebeu, nesta segunda-feira (31/05), a visita do embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy. Na pauta a possibilidade de um trabalho integrado para o desenvolvimento dos dois destinos com foco no turismo.

Uma das ações já definidas é a criação de um grupo de trabalho com técnicos do Ministério, da Embratur e da embaixada. Esta equipe ficará responsável por definir outras atividades que serão implantadas nos dois países. Vale lembrar que antes da pandemia, em 2019, o Brasil recebeu a visita de cerca de sete mil indianos. Entre os destinos preferidos estiveram o Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Foz do Iguaçu (PR) e Fernando de Noronha (PE).

Gilson Machado Neto acredita que o potencial do Brasil pode ser um diferencial para atrair cada vez mais indianos. “Nós somos o país mais rico do mundo. Temos qualquer paisagem que o turista tenha interesse. Temos praia, sol, turismo de natureza e muitos outros atrativos. E a Índia, sem dúvidas, pode se tornar um parceiro cada vez mais importante”, afirmou.

O embaixador Suresh Reddy também fez questão de ressaltar que a Índia também está de portas abertas para os brasileiros. “Temos o compromisso de promover laços entre os povos. Agradeço ao ministro pela oportunidade e tenho certeza de que vamos fortalecer este trabalho”.

CULTURA – Além do turismo, a possibilidade de parcerias entre os dois países no setor cultural foi discutida, com foco especialmente nas produções cinematográficas. A Índia é um dos principais produtores do mundo com mais de 900 títulos lançados por ano e o Brasil quer fortalecer este setor no país. A Secretaria Especial da Cultura, ligada ao Ministério, também irá participar deste debate.

Por Lucas Nicolau – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Nova pesquisa da Abrasel aponta endividamento do setor

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A consulta foi realizada entre os dias 4 e 10 de maio em todo o país

Pressionados pela queda no faturamento nos primeiros meses do ano em função do fechamento para conter o avanço da pandemia na maioria dos estados, bares e restaurantes acumulam dívidas. A reabertura gradual ainda traz pouco alívio, revela pesquisa nacional da Abrasel, realizada no começo de maio em todo o Brasil.

No Rio Grande do Norte, quase metade dos empresários do setor apontam ter débitos vencidos. Destes, 79% estão em atraso no pagamento do Simples ou outros impostos federais (como IR e INSS). Mas não é só. Outros 43% dizem também ter problemas com impostos estaduais e municipais (como IPTU), 40% devem aluguel e 38% têm débitos vencidos de água/luz/gás.

Para o presidente da entidade no Rio Grande do Norte, Paolo Passariello, a flexibilização do decreto, permitindo a ampliação do horário, especialmente à noite, trouxe um alento para o setor. No entanto, segundo ele, os tempos ainda estão muito difíceis.

“A situação dos que trabalham com o almoço, no dia a dia, está mais tranquila, mas os estabelecimentos que têm foco no jantar do turismo, no jantar do lazer, da comemoração, e dos bares que trabalham com foco na noite, esses ainda vivem uma situação muito difícil. Os demais, apesar desse alento, ainda sofrem com o que ficou pra trás”, declara Passarielo.

O alto endividamento e a luta para se manter respirando fazem com que a necessidade de crédito emergencial barato seja grande. Não à toa, 3 em cada 4 empresários recorreriam ao Pronampe (programa de crédito emergencial com juros mais baixos e condições mais favoráveis) neste momento.

“Nós precisamos efetivamente, ainda, de auxílio do Governo. O Pronampe, por exemplo, ainda não foi regulamentado, as medidas de auxílio do Governo do Estado precisam ser mais enfáticas, e precisamos especialmente de auxílio da Prefeitura do Natal que ainda não assinou nenhuma medida que pudesse beneficiar o setor”, conclui Passariello.

Fonte: Portal Turismo por Cristina Lira

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