Ministério do Turismo e IFPR abrem inscrições para capacitação de guias em atrativos culturais

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Qualificação é direcionada aos profissionais do Sul do país e terá a duração de 4 meses

Guias de turismo que atuam nos estados do Sul do país podem se inscrever até o dia 15 de setembro no curso de especialização em atrativos culturais. Promovido pelo Ministério do Turismo e pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR), a capacitação terá como foco os atrativos culturais, patrimônio e a sustentabilidade dos destinos turísticos. A iniciativa tem o objetivo de aprimorar competências destes profissionais, neste momento de retomada, e proporcionar experiências ainda mais ricas aos turistas que buscam conhecer a cultura brasileira.

Ao todo, são disponibilizadas 100 vagas. Para participar, os interessados deverão ter registro de “Guia Regional” no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). Além disso, o candidato deverá ter no mínimo 18 anos de idade, ensino médio concluído, curso técnico em turismo concluído e ter acesso a um computador (desktop ou notebook) com internet, uma vez que não será possível acessar o conteúdo apenas com o aparelho celular.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destacou a importância de se especializar neste momento em que o país vive o retorno das viagens. “Somos um país rico em cultura e a região Sul é uma parte importante desse contexto. Então, precisamos qualificar estes profissionais para que eles possam contribuir para proporcionar ao turista uma experiência única e conhecer bem as histórias, costumes e os patrimônios dessa região tão singular”, destacou.

O curso faz parte de uma série de capacitações que estão sendo realizadas neste ano em atrativos culturais e naturais brasileiros. Para isso, o Ministério do Turismo firmou parceria com quatro institutos federais de ensino: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (Nordeste), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Sudeste), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (Sul) e Universidade Federal do Tocantins (Norte e Centro-Oeste).

Atualmente, há mais de 21 mil Guias de Turismo regionais em todo o país, que realizam a recepção, translado, acompanhamento e prestam informações e assistência turística em itinerários ou roteiros locais ou intermunicipais, dentro de um mesmo estado, para visita a atrativos turísticos. Na prática, estes profissionais realizam uma mediação cultural, interpretam atrativos e são determinantes para garantir experiências únicas aos turistas.

Por Victor Maciel – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Foto: Renato Soares/MTur

Covid: spray nasal feito no Brasil pode estar disponível até 2022

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Uma vacina em forma de spray nasal contra a covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo, proteger contra variantes e bloquear o novo vírus ainda no nariz. A expectativa é que ela esteja disponível até o fim de 2022.

“Você já começa a induzir resposta no epitélio nasal e induzir a produção de um anticorpo que é muito importante nas mucosas, que são as IgAs [Imunoglobulina A] secretórias”, explica o coordenador do estudo, Jorge Elias Kalil Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.

Além de inovar na forma de inoculação do vírus, com aplicação pelo nariz e não por via intramuscular, o imunizante também se diferencia no antígeno. “Em vez de usarmos a Spike do vírus de Wuhan, nós vamos utilizar só a RBD [domínio receptor obrigatório, pela sigla em inglês] das quatro variantes de preocupação”, diz Kalil Filho. De acordo com a Fiocruz, a proteína Spike é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células humanas e é um dos principais alvos dos anticorpos neutralizantes produzidos pelo organismo para bloquear o vírus.

O pesquisador explica ainda que o antígeno vai conter pedaços de proteínas que estimulem a resposta celular mais duradoura do que aquela mediada pelos anticorpos neutralizantes. “Nós estudamos 220 pessoas que tiveram a doença, estudamos também por informática todo o genoma do vírus e selecionamos fragmentos que teoricamente induzem uma boa resposta celular”, acrescenta.

O imunizante, portanto, deve incluir fragmentos que são capazes de matar a célula, caso ela seja infectada. “Se o vírus entrar na célula, a única coisa que você pode fazer é usar as células chamadas CD8 citotóxicas, que matam a célula infectada”, afirma Kalil Filho. O spray deve incluir, portanto, os chamados linfócitos T CD8+ citotóxicos, que matam células doentes, e os linfócitos T CD4+, que auxiliam na produção de anticorpos e nas respostas citotóxicas.

Outra inovação do produto é a criação de um tipo de nanopartícula que adere à mucosa do nariz. “A mucosa tem muitos cílios que não deixam nada aderir, mas desenvolvemos um jeito de colocar uma formulação específica em que a gente induz uma resposta de mucosa importante”, acrescenta o médico.

Sobre o custo, Kalil Filho diz que deve ficar em torno de US$ 5, mas que ainda são necessárias outras análises relacionadas ao rendimento. “Nós temos alguns laboratórios que produzem proteínas recombinantes, mas ainda está muito no início, então estamos tratando com as empresas farmacêuticas pra ver se a gente acha alguma que consiga produzir com boa quantidade”.

A vacina spray nasal pode funcionar como um reforço para as doses já existentes e aplicadas por via intramuscular. “Provavelmente, quando o spray estiver pronto, boa parte da população mundial vai estar vacinada. Eu acredito que ele vai ser, sobretudo, como uma dose de reforço”, afirmou o médico.

Fonte: Agência Brasil

Imagem de Thorsten Frenzel por Pixabay

Entenda por que ainda é importante usar máscara para se proteger da covid-19

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Petrúcio Sarmento, diretor da Unimed João Pessoa, alerta que medidas sanitárias devem ser mantidas até que se atinja o percentual desejável da população vacinada

A vacinação contra a covid-19 tem avançado em todo o Brasil e, com a redução das internações e mortes, aumenta a sensação de segurança das pessoas, que começam a relaxar em relação às medidas de proteção. O diretor de Provimento da Saúde da Unimed João Pessoa, Petrúcio Abrantes Sarmento, alerta que ainda não é o momento de abandonar os protocolos sanitários. “O uso de máscaras, álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento continuam necessários até que se atinja um percentual desejável da população vacinada”, orienta. Essa porcentagem já foi estimada em 70%, porém com as variantes deve ser de, pelo menos, 90%.

Estudo publicado na revista “Lancet”, em janeiro deste ano, comprova que o uso de máscara diminui muito a possibilidade de transmissão do vírus. De acordo com a publicação, 10% de aumento no uso do item está associado a uma probabilidade de mais de três vezes nas chances de manter a taxa de transmissão (Rt) abaixo de 1. Essa taxa serve como uma estimativa de como a doença se espalha entre a população. Quando esse número é menor ou igual a 1, espera-se queda no número de casos; quando maior que 1, que haja aumento.

Já a revista “Science” publicou em junho que a eficácia da máscara depende da sua capacidade de filtração, mas também da quantidade de coronavírus presente no ambiente em que a pessoa está inserida. Os resultados mostram, ainda, que a proteção é maior quando todos usam o item, menor quando só infectados utilizam e é mais baixa ainda quando apenas não infectados estão protegidos.

Vacinados – Petrúcio Sarmento lembra que, no Brasil, nem todas as pessoas aptas a receber os imunizantes estão com o esquema vacinal completo. Desta forma, a máscara deve ser utilizada até que haja a chamada imunidade de rebanho da população. “Não temos, sequer, a complementação com a segunda dose e se cogita a aplicação da terceira. Por isso, a máscara tem um papel fundamental. Mesmo na população vacinada pode haver uma circulação alta de vírus nas vias aéreas e garganta, o que possibilita a contaminação dos demais”, explica.

Na Paraíba, cerca de 70% da população adulta já tomou ao menos uma dose de imunizante, e a ocupação total de leitos de UTI também tem caído, chegando a 15%. Contudo, o descuido das medidas de segurança pode mudar essa realidade, principalmente com a chegada de variantes mais transmissíveis.

Outro fator que pode contribuir para a contaminação é o uso inadequado das máscaras, como quando se cobre apenas o queixo ou a boca e o nariz fica exposto. “Não faz sentido, não dá segurança e ainda passa a falsa sensação de proteção, o que é ainda pior. Dessa forma, a pessoa vai relaxar das outras medidas e aumentar a chance de se autocontaminar”, alerta.

Quanto ao tipo de máscara, estudos apontam que todos os tipos oferecem alguma proteção. O médico ressalta que as cirúrgicas (descartáveis) possuem filtro e são mais recomendadas ao público em geral. “Já o modelo N95 deve ser utilizado por profissionais de saúde que lidam com aerossóis – partículas suspensas no ar – e pacientes com covid”, esclarece.

Prevenção – Petrúcio Sarmento reforça que o papel da vacina é evitar os casos mais graves e hospitalizações. “A vacina não vai impedir 100% da transmissão. Assim como na gripe, pode haver a necessidade de ter a população imunizada anualmente no início do inverno, para reduzir os casos graves”, explica.

De acordo com o médico, quando a pandemia for controlada, a covid deverá ocorrer de forma cíclica e se tornar endêmica em algum período do ano, assim como a influenza e o H1N1. “A principal diferença, que traz preocupação, é que existem as variantes, como a Delta, que transmitem com muita rapidez”, destaca, reforçando a necessidade de manter os cuidados básicos de higiene, uso de máscara e distanciamento social.

Sobre a Unimed JP – Com 49 anos de tradição, a Unimed João Pessoa é uma cooperativa de trabalhos médicos que se consolidou como a melhor e maior operadora de planos de saúde da Paraíba. Além de mais de 1,8 mil médicos cooperados, possui a mais completa rede de assistência médico-hospitalar privada do Estado. São diversos hospitais credenciados, sendo dois próprios – um deles referência em alta complexidade -, além de clínicas, prontos-socorros e laboratórios à disposição de 150 mil clientes. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso garante à Unimed JP a liderança absoluta no segmento de saúde suplementar no mercado paraibano. Acesse www.unimedjp.com.br.

Outras informações:
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Por Kamyla Mesquita – Vivass Comunicação

Imagem de Juraj Varga por Pixabay

Cachaça paraibana é premiada em um dos concursos mais importantes do país

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A Paraíba é um dos principais produtores de cachaça no Nordeste e está entre os dez estados brasileiros que mais produzem a bebida.

A cachaça paraibana Pai Vovô foi premiada no 10º Concurso Anual e Nacional da Cachaça na categoria blends de madeira. O concurso, que é considerado um dos mais importantes do país, é promovido pela Expocachaça. O anúncio da premiação aconteceu no último dia 20, durante uma live da organização. A degustação às cegas do concurso avaliou as virtudes do blend como cor, viscosidade, aroma e sabor e concedeu destaque sensorial para a Cachaça Pai Vovô Ouro, que é uma bebida do puro caldo de cana-de-açúcar. O blend é envelhecido em barris de amburana, carvalho francês e americano. “Nós fomos um dos primeiros alambiques do Brasil a ter um controle de temperatura de dornas constante, o que dá uma diferenciação no sabor. Além disso, a cana usada na bebida é totalmente orgânica. A cachaça é feita com o caldo da cana puro, o que nos torna uma referência no mercado”, diz Daniel Sarmento, um dos fundadores do alambique.

Apesar de ter sido lançada no mercado há quatro anos, a cachaça Pai Vovô já possui conquistas significativas. A marca foi premiada, entre outras competições, no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, no Superior Taste Award (Bruxelas) e também possui certificação orgânica do Instituto Bio Dinâmico de Certificações (IBD). A premiação da cachaça paraibana confirma a relevância do estado no mercado de destilados. Segundo dados de 2021 do Ministério da Agricultura, a Paraíba é um dos principais produtores de cachaça no Nordeste e está entre os dez estados brasileiros que mais produzem a bebida. Atualmente, a Paraíba possui 197 marcas de cachaças registradas no estado.

Cachaça é produzida com cana orgânica no Sertão

A cachaça Pai Vovô é produzida na Fazenda Aliança, na zona rural do município de São Domingos, situado no Sertão.

A cana cultivada na fazenda é da variedade RB 92-579, que tem como característica sua alta produtividade e resistência à seca. Os fundadores do alambique ressaltam que, no plantio, não é usado nenhum tipo de insumo ou agrotóxico. Eles revelam que o segredo para uma boa cachaça é “usar uma cana de boa qualidade, cortada e utilizada no mesmo dia, além de leveduras especiais”. O alambique também tem compromisso com o meio ambiente e produz sua própria energia através de painéis solares.

Concebida a partir de um sonho familiar de criar bebidas artesanais, o alambique foi fundado em 2018 por José Vicente de Abrantes Gadelha e os filhos Daniel e Danilo. A escolha do nome da marca, “Pai Vovô”, é uma homenagem ao avô de José, que era considerado uma pessoa muito alegre e extrovertida pelos familiares. Pai Vovô é feita em escala artesanal em alambiques de cobre, sendo comercializada nas versões ouro, prata e amburana. A produção é orientada pelo renomado consultor Leandro Marelli.

A capacidade logística da marca conta com o apoio do Grupo Vó Ita – do qual a bebida faz parte – e atende restaurantes, bares e mercados da Paraíba.

Fonte: Fapesq
Com Ascom
Foto: Jones Siqueira e Gleison Dias

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