Comissão eleitoral da Abrajet-PB comunica mudança

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PORTARIA 02/22

A Presidente em exercício da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba – Abrajet-PB, no uso de suas atribuições legais, e, nos termos do Estatuto e Regimento Interno da entidade e,

Considerando o cumprimento dos prazos regimentais, visando a realização das eleições da Abrajet-PB para o Biênio 2022/2024,

Considerando as disposições previstas no Regimento Interno, em seu artigo 21, referente à Comissão condutora do processo eleitoral até a apuração dos votos,

Considerando a renúncia do presidente da Comissão, e consequentemente, a necessidade de se restabelecer a normalidade do processo eleitoral,

RESOLVE:

1) Nomear a Jornalista Thereza Maria Madalena de Lira Braga Vieira para compor a Comissão Eleitoral, constituída ainda pelos membros Georgina Rodrigues Luna de Almeida e Thomas Bruno Oliveira.

3) A Comissão nomeada para os fins previstos deverá observar fielmente as disposições contidas no Estatuto e Regimento Interno da Abrajet-PB, pertinentes às eleições.

4) A Diretoria Executiva fornecerá todos os meios necessários para que a Comissão possa desempenhar suas funções, conforme as prescrições legais.

Cumpra-se. João Pessoa, 31 de agosto de 2022

Tereza Cristina Marinho Duarte

Vice-Presidente da Abrajet-PB em exercício

Abrajet Paraíba convoca associados para eleição

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Convocação de Eleição

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE JORNALISTAS DE TURISMO DA PARAÍBA

Convocação Convite

A Presidente em exercício da Abrajet-PB convoca a todos os associados para a eleição da nova Diretoria Executiva e dos Conselhos de Ética e Fiscal da ABRAJET/PB, biênio 2022/2024, conforme estabelecido no item (a), do Artigo 9º do Regimento Interno da Entidade, em atendimento ao Edital publicado nos termos das disposições previstas no Parágrafo Único do artigo 6º.

 A eleição realizar-se-á em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada, especialmente para esse fim, no dia 05 de Setembro do corrente ano, das 18h00 às 19h30 na sede da PBTur no Bairro de Tambaú, conforme aprovado na última reunião ordinária. Estarão aptos a votar todos os que compuserem o quadro de Associados, em pleno gozo dos seus direitos e deveres, conforme as disposições estabelecidas no Estatuto da entidade.

João Pessoa, 30 de Agosto de 2022.

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Tereza Duarte

Vice-Presidente da Abrajet-PB em exercício

Turismo Criativo e Sustentabilidade

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Desde que foram conceituadas, a economia criativa e a produção associada ao turismo andam de mãos dadas e juntas fazem muito pelo turismo criativo, especialmente aqui na Paraíba, um estado que é referência no assunto. Primeiro, pelo número expressivo de produtos criados para o setor e segundo por duas cidades, João Pessoa e Campina Grande, que foram incluídas na Rede de Cidades Criativas da Unesco.

Para quem não sabe, a capital Joao Pessoa tem o título de Cidade Criativa desde 2017 pelo conjunto; Artesanato e Artes Populares. Já Campina Grande, que é referência em tecnologia e abriga o Polo Internacional Tecnológico, em 2021, recebeu o título, na categoria Artes Midiáticas.

Dessa forma, não é necessário ir muito longe para esbarrar em um produto do Turismo Criativo. No litoral, encontramos o Shopping Rural. Sua idealizadora, Nevinha Silva, mudou a realidade, da família e da comunidade local, unindo, no mesmo lugar, um espaço de assentamento, na rota da praia: o artesanato, a gastronomia e a agricultura familiar. O local tornou-se parada obrigatória para os turistas que, levados por “bugueiros” e transportes de turismo, não saem de lá de mãos vazias.

Outro empreendimento que é referência no Turismo Criativo é o Engenho Triunfo, em Areia, na Região do Brejo. Com uma história belíssima de superação e de muito trabalho, Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho mudaram o cenário da produção da cachaça, transformando o engenho num local atraente para visitação de turistas que não saem de lá apenas com suvenires e a excelente cachaça Triunfo, mas com um exemplo de sustentabilidade e uma historia de vida e superação para ser contada.

Sem dúvida, o Turismo Criativo articula e promove experiências relacionais, para que os turistas possam interagir, no território visitado, com os atores locais e seus fazeres e saberes. Em consequência disso, conexões reais são produzidas e ficam para sempre na memória afetiva do visitante, fazendo com que o local jamais seja esquecido.

Em 2006, a Unesco assumiu o Turismo Criativo, como “Uma Nova Geração do Turismo”, conceituando-o como uma experiência engajada e autêntica, com aprendizagem participativa nas artes, no património ou no caráter especial de um lugar, propiciando uma conexão com aqueles que residem no lugar criando, assim, essa cultura viva.

Em suma, esse é um jeito de fazer Turismo, ou seja, de empreender de forma positiva no Turismo, promovendo o desenvolvimento sustentável local: socialmente, economicamente e, respeitando o meio ambiente, de forma a promover encantamento ao visitante. Entretanto, é importante perguntar: Vale mesmo a pena por em prática o Turismo Criativo em qualquer território? As outras vertentes do Turismo, podem se articular para desenvolver o Turismo Criativo?

No meu ponto de vista, a resposta é sim, devido a pluralidade do setor que movimenta cerca de 571 atividades da economia, direta e indiretamente, dados que pontualmente contribuem para o alcance de muitos dos ODS da ONU para 2030, o que pode tornar as cidades e territórios, mais inclusivos e sustentáveis. Como o Turismo é uma atividade eminentemente privada, ele pode, sim, atrair empresas e empreendedores convencionais para um Turismo mais criativo e sustentável.

Outro aspecto que deve ser considerado é que a ideia de Turismo Criativo, por assim dizer, estimula a preservação do patrimônio material e imaterial, pois cria o senso de pertencimento à comunidade local, ou seja, aos que moram no território. Ao mesmo tempo, empodera os envolvidos pois ambos, visitantes e visitados, constroem simultaneamente um legado cultural que pode ser acessado por meio de uma experiência sensorial relevante, quando as duas partes exercem seu lado criativo. E isso faz toda a diferença na viagem.

Alguns fatores ainda são preocupantes, especialmente, quando se trata de Turismo Criativo. Exemplo disso é o impacto negativo gerado por algumas atividades com a acumulação de resíduos sólidos ou o lixo comum, em vários locais. Contudo, essa é uma realidade presente em todos os vieses do Turismo e, felizmente, é motivo de discussão em mesas de debate ao redor do mundo, conscientizando e fomentando informações sobre o assunto.

Tudo isso nos leva a refletir sobre a atividade Turística como um todo e, assim, buscar sempre as melhores práticas. Aquelas que aproximam profissionais e turistas, que fortalecem a identidade e a cultura local, que impactam a economia, que impedem o êxodo de jovens para as grandes cidades, e que aproveitam o potencial humano local para a manutenção dos fazeres e saberes tradicionais.

Ana Macêdo

Brasil registra 12,3 milhões de viagens em 2021, com R$ 9,8 bilhões injetados na economia

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Com a pandemia, viagens no país registraram queda de 41% entre 2019 e 2021

Uma parceria entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mapeou as viagens realizadas por brasileiros nos últimos anos. Em 2021, foram registradas 12,3 milhões de viagens, sendo que 99,3% ocorreram dentro do país. Os gastos totais das viagens nacionais com pernoite somaram R$ 9,8 bilhões.

A hospedagem foi responsável pela maior parte dos gastos realizados em viagem. Em média, o gasto foi de R$ 1.292, enquanto o de alimentação foi de R$ 501 e o de transporte chegou a R$442.

A tendência de turismo de proximidade, em que os viajantes percorrem curtas distâncias principalmente de carro, está refletida nos dados. Cerca de 57,2% das viagens, realizadas em 2021, foram em carro particular ou de empresas, 12,5% em ônibus de linha e 10,2% de avião.

A maior parte das viagens foi motivada por questões pessoais (85,4%), seguida de motivos profissionais (14,6%). Os principais motivos pessoais de viagem são lazer (35,7%), visitas a parentes ou amigos (32,5%) e tratamento de saúde (19,6%), onde estão incluídos os trajetos feitos para consultas médicas, internações ou cirurgias e atendimento psicológico.

Em relação à motivação das viagens à lazer, em 2021, destinos de sol e praia perderam espaço para destinos de natureza, ecoturismo ou aventura, que são apontadas também como tendência para o cenário pós-pandemia. No ano passado, 48,7% destas viagens foram motivadas pela busca de destinos de sol e praia, enquanto em 2020 este percentual havia sido de 55,6%. Já em relação ao turismo de natureza, em 2021, a modalidade alcançou a preferência de 25,6% dos viajantes – índice superior ao registrado em 2020 (20,5%).

Já a viagem motivada por cultura e gastronomia, com acesso a patrimônio histórico e cultural, também registrou aumento e aparece em terceiro lugar tanto em 2021 (16%) como em 2020 (15,5%).

Quanto ao perfil econômico dos viajantes, a maioria das viagens realizadas no ano passado (33,1%) ocorreu em domicílios com renda per capita de quatro ou mais salários mínimos. Já entre aqueles com renda per capita abaixo de meio salário mínimo, esse percentual foi de 7,7% no mesmo ano.

Outro achado da pesquisa é de que uma em cada cinco viagens (20,6%) teve São Paulo como destino, o mais procurado do país. Minas Gerais (11,4%) e Bahia (9,5%) aparecem, respectivamente, na segunda e terceira colocação. Os dados são da PNAD Contínua Turismo 2020-2021, divulgada nesta quarta-feira (6.7).

PANDEMIA – Os dados demonstram ainda o impacto da pandemia de Covid-19 nas viagens realizadas no país: queda de 41% em dois anos. Isso porque o registro de viagens no país passou de 20,9 milhões em 2019, para 12,3 milhões em 2021. Já em 2020, foram registradas 13,6 milhões de viagens.

A proporção de domicílios em que algum morador viajou também caiu de 21,8%, em 2019, para 13,9%, em 2020, e para 12,7%, em 2021. A queda foi registrada ainda em relação aos gastos com viagens, que passou de R$ 11 bilhões em 2020 para R$ 9,8 bilhões em 2021.

São Paulo respondeu por 18,2% de todo o gasto com turismo no país no ano passado, totalizando R$ 1,8 bilhão, seguido pela Bahia (R$ 1,1 bilhão) e Rio de Janeiro (R$ 1 bilhão).

A proporção de viagens internacionais caiu de 3,8% em 2019 para 0,7% em 2021. Dos 12,3 milhões de viagens analisadas no ano passado, 99,3% tiveram trajeto nacional. Em 2020, as viagens dentro do país representaram 98,0% dos 13,6 milhões de viagens detalhadas pela pesquisa.

Por Amanda Costa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo com informações do IBGE
Foto: Divulgação MTur

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