Dois em cada três brasileiros devem viajar até o fim do ano, aponta pesquisa

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Gramado (RS), Fortaleza (CE) e Balneário Camboriú (SC) foram os destinos mais planejados para os próximos meses, de acordo com a Booking.com

A ampliação da vacinação e a utilização de protocolos de biossegurança pelos destinos turísticos tem aumentado a confiança dos brasileiros na volta das viagens domésticas. Isso porque, dados da plataforma Booking.com, divulgados nesta quinta-feira (09.09), apontaram que dois em cada três brasileiros estão planejando viagens para os próximos seis meses. Entre os destinos preferidos por eles estão Gramado (RS), Fortaleza (CE), Balneário Camboriú (SC), Florianópolis (SC) e Arraial do Cabo (RJ).

Quando observado regionalmente, a pesquisa trouxe um interesse maior em viajar até o final do ano dos turistas do Sudeste e do Sul (71%), seguido pelos do Centro-Oeste (66%). No que diz respeito aos itens reservados por estes viajantes, 78% responderam que já garantiram sua reserva em acomodações e 75% já compraram suas passagens aéreas, rodoviárias, entre outros.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o levantamento veio para corroborar a alta expectativa do setor, que vem registrando mês a mês bons índices de recuperação. “Temos pela frente, pelo menos, mais três feriados nacionais, fora o Natal e o Ano Novo, que devem ampliar os números já registrados no 7 de setembro e nas férias de julho, até então, o melhor mês para alguns setores desde o início da pandemia. Volto a afirmar que o Brasil está preparado para que os turistas internos possam conhecer e/ou redescobrir o nosso país, de forma segura e responsável”, destacou.

A pesquisa questionou ainda os destinos preferidos pelos turistas de cada região. No Norte e Nordeste, Fortaleza (CE) e Gramado (RS) foram as cidades mais pontuadas. Já os do Centro-Oeste elegeram Caldas Novas (GO), evidenciamos o turismo de proximidade. No Sul, Florianópolis (SC), Balneário Camboriú (SC) e Gramado (RS) foram os preferidos. Por fim, os viajantes da região Sudeste trouxeram Arraial do Cabo (RJ) e Campos do Jordão (SP) para o topo da lista.

SELO TURISMO RESPONSÁVEL – Uma das grandes tendências para a retomada das atividades turísticas é a busca por empreendimentos turísticos considerados seguros do ponto de vista sanitário, em razão da pandemia de coronavírus. Nesse sentido, o Ministério do Turismo lançou, em junho de 2020, o Selo Turismo Responsável colocando o Brasil entre os 10 primeiros países do mundo a implementar protocolos sanitários para o turismo. Iniciativa elogiada pelas maiores organizações internacionais do setor, a OMT e a WTTC. Atualmente, o selo já conta com a adesão de mais de 29,6 mil estabelecimentos do país.

Por Victor Maciel – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Foto: Jade Queiroz/MTur

Abav da Paraíba abre inscrições para a ‘caravana BTM’ para participar do Brazil Travel Market, em Fortaleza

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A Abav – Associação Brasileira de Agências de Viagens, seccional Paraíba – está com inscrições abertas para caravana BTM, que levará os profissionais da área para Fortaleza, onde será realizado a 10° edição do Brazil Travel Market, nos dias 22 e 23 de outubro, no Centro de Convenções do Ceará.

O valor da caravana é de R$ 150 (por pessoa), com direito a uma diária em apartamento duplo – no Garbos Trade Hotel Mossoró, transporte (ida e volta) para o Centro de Convenções, e seguro Coris. Para ter acesso, o agente de viagem precisa estar inscrito no evento.

Os interessados devem procurar Jean Farias, secretário da Abav-PB no número (83) 98719 4253. As Caravanas BTM serão realizadas com os ônibus da Expresso Guanabara, transportadora terrestre oficial do evento.

Fonte: Fábio Cardoso – Portal Turismo em Foco

Conheça o Engenho São Paulo, maior produtor de cachaça de alambique do Brasil

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Localizada há 28 km de João Pessoa, na Paraíba, propriedade tem 112 anos de existência e já se encontra na quarta geração familiar

Bebida originária, típica e consagrada como patrimônio cultural do Brasil, a cachaça, ao longo dos anos, foi ganhando variações em seus modos de produção, armazenamento e consumo. Na Paraíba, é a produção artesanal feita em alambiques de cobre – equipamento de destilação que produz a cachaça e a deixa refinada e rica em sabores e aromas – é que ganha destaque. Cerca de 90% de seus engenhos produzem esse tipo de cachaça. Porém, o Engenho São Paulo, localizado em Cruz do Espírito Santo, há 28 km de João Pessoa, tem uma capacidade instalada de produção anual de 6 milhões de litros da bebida, e de estoque de até 5 milhões de litros, o que o torna o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil.

Com aproximadamente 620 hectares, o Engenho São Paulo foi fundado em 1909 e suas atividades, na época, eram voltadas principalmente para a produção de açúcar mascavo, mel e rapadura, às várzeas do Rio Paraíba. Na região, predomina o solo tipo massapê, ideal para o plantio de cana de açúcar, cujo cultivo é uma tradição há quase 500 anos. A partir do final da década de 1930, com a queda no consumo destes produtos, o engenho direcionou sua produção para a cachaça de alambique e desde então foi crescendo e conquistando mercado. Na década de 1940, começou a engarrafar suas primeiras cachaças de alambique, criando as marcas São Paulo e Cigana. A tradição atravessou gerações e atualmente o Engenho São Paulo agrega filhos e netos, que mantém a originalidade e o sabor característicos da bebida em safras anuais, de acordo com os períodos de moagem, fermentação, destilação e armazenamento até chegar ao engarrafamento.

O nome São Paulo – Um fato interessante sobre a origem do nome do engenho é que antigamente, todas as terras da zona rural de Cruz do Espírito Santo eram chamadas com nomes de santos católicos. O santo Paulo foi escolhido para batizar a propriedade da família, que se mantém até hoje pelos herdeiros, pela tradição e pela religiosidade. Ao lado do engenho São Paulo, por exemplo, estão localizadas as usinas Santa Helena e a São João.

Da branquinha às misturinhas – A Cachaça Cigana, uma de suas marcas, foi a primeira a ser exportada e registrada nos Estados Unidos, na década de 1980. Em meados de 1990, os sócios do engenho passaram a estudar, pesquisar, viajar e participar de feiras buscando maneiras de evoluir e aumentar a produção. Introduziram o envelhecimento em barris de carvalho e criaram a Cachaça Cigana Carvalho. Hoje, além da Cigana, o Engenho São Paulo conta com outras marcas – Cachaça São Paulo, que em sua linha de produtos possui quatros tipos: Original, Cristal, Amburana e Carvalho e a marca Caipira, com Cachaça Caipira e Caipira Amburana. O Engenho São Paulo é detentor também da bebida mista FlyOne. Cada marca possui sua singularidade e público específico. A Cachaça Cigana é a linha premium do seu portfólio, e a São Paulo é sempre lembrada como a marca tradicional do Engenho. A Cachaça Caipira tem um excelente custo-benefício para quem quer conferir uma bebida de ótima qualidade e com preço acessível. Já quem prefere um sabor mais suave e de grau alcoólico menor, a FlyOne é uma ótima escolha, com diversos sabores como frutas vermelhas, tangerina com pimenta e limão com gengibre. “Unimos tradição com tecnologia para proporcionar aos clientes bebidas da mais alta qualidade”, conta Múcio Fernandes, diretor do engenho.

Múcio conta que, além de seguir as novas tendências de mercado, tornando os produtos mais atrativos, é necessário entender que o público e os hábitos de consumo da cachaça mudaram bastante ao longo dos tempos. “Há alguns anos, a cachaça tinha acidez muito alta, por conta da falta de controle de qualidade na fermentação. Era tomada em um único gole. Como se tratava de uma bebida muito barata, era consumida apenas pelos públicos C, D e E e sofria muita discriminação dentro das outras classes. Com a evolução da qualidade no seu processo produtivo e por consequência, com a acidez controlada, as cachaças se tornaram muito saborosas. Com isso, os públicos A e B passaram a apreciar a bebida e a consumi-la também. Percebemos um crescimento, inclusive, entre as mulheres”, comenta.

Qualidade no processo e nos produtos – A cachaça possui grande importância econômica no Brasil, pois é muito apreciada e corresponde ao terceiro destilado mais consumido do mundo. Diante dessa demanda, torna-se um produto competitivo e marcado pela qualidade e segurança alimentar. No Engenho São Paulo, para elaborar a produção com total cuidado, o local mantém um laboratório de microbiologia próprio. Luciana Fernandes, engenheira responsável pelo laboratório, conta que, além da qualidade dos produtos, também desenvolve pesquisas de novos produtos e o controle de todo o processo de fabricação . “Sempre investimos em pesquisas para melhorar continuamente nossa produção. Um exemplo disso é a levedura usada na fermentação. Ela foi selecionada por uma pesquisa onde estudamos qual seria a cepa de levedura ideal para nosso processo, para assim mantermos o nosso padrão de qualidade no decorrer das safras. Por sermos uma cachaça de alambique, somos classificados como processo artesanal, mas isso não quer dizer que não tenhamos todo o controle de qualidade e tecnologia aplicada ao processo. Nosso laboratório controla rigorosamente todas as etapas de produção”, explica Luciana.

Projeto social – Em 2012, o Engenho São Paulo fundou a escolinha de futebol “São Paulo Crystal”, que treina crianças de 6 até 18 anos. No início, acolhia filhos de trabalhadores e moradores do engenho, e hoje, inclui também crianças da cidade e da zona rural de Cruz do Espírito Santo, o que totaliza uma média de 200 alunos.

Além de incentivar a prática do esporte, ensinando futebol, o projeto funciona em parceria com a prefeitura e acompanha o rendimento escolar dos alunos, avaliando desde notas até comportamento e frequência escolar. Para Múcio Fernandes, a escolinha de futebol é um investimento para o futuro. “Além de proporcionar um ambiente e uma vida saudável, o esporte desenvolve valores como comprometimento, foco e disciplina. Investimos nesse projeto porque se não formarmos bons atletas, pelo menos estaremos formando bons cidadãos”, comenta.

A escolinha está em fase de expansão e futuramente terá filiais em João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Sapé, Patos e na zona urbana de Cruz do Espírito Santo.

A São Paulo em campo – Com o sucesso da escolinha, que passou a revelar diversos talentos, em 2017 foi fundado o time profissional de futebol, o “São Paulo Crystal” – com direito a alojamento, centro de treinamento, mascote e torcida. Desde a fundação, o São Paulo Crystal já reúne diversas conquistas. Foi vice-campeão no estadual sub 19 em 2017. Em 2019, foi campeão estadual do sub 15 e vice-campeão no sub 17 além de ser campeão da Copa Paraíba no sub 17. Em 2020, a equipe fez bonito e subiu para a primeira divisão do campeonato paraibano e finalizou sua participação no estadual figurando entre os quatro finalistas da competição.

Para conhecer mais sobre a história e os produtos, o site é engenhosaopaulo.com.br/

Confira também os perfis:
@engsaopaulo
@cachaca.saopaulo
@cachacacaipira
@saopaulocrystalfc

Por Kamyla Mesquita – Vivass Comunicação

Conselho Municipal discute papel da segurança pública nas áreas de maior fluxo de turistas

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A Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur) promoveu, nesta quarta-feira (25), a quinta reunião do ano do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), desta vez, para discutir o papel da segurança pública no turismo na Capital “Evolução, desempenho e resultados”. De acordo com Daniel Rodrigues, secretário de Turismo – que abriu o encontro ao lado do secretário executivo, Ferdinando Lucena -, João Pessoa é tradicionalmente conhecida como uma cidade tranquila, por isso, nesse sentido, é preciso estar permanentemente trabalhando para que esse status continue sendo um diferencial para atrair mais turistas.

Daniel Rodrigues destacou a parceria com os poderes municipal e estadual em todos os âmbitos da administração pública para melhorar os serviços e o atendimento aos turistas, em especial, nas áreas de maior concentração como na orla e no Centro Histórico. “João Pessoa tem fama de ter um turismo qualitativo, familiar, e não pode perder essa condição”, pontuou o secretário.

Durante a reunião, representantes do trade turístico relataram incidentes isolados na orla e enfatizaram a necessidade de as forças de segurança agirem, utilizando o setor de inteligência como forma de prevenção. O presidente da Associação Brasileira de Bares Restaurantes e Similares (Abrasel-PB), Arthur Lira, destacou a importância do tema e afirmou que, pela primeira vez, teve a oportunidade de discutir com os comandos da força de segurança.

Os representantes da força de segurança do Estado e do Município enfatizaram que têm trabalhado incansavelmente para garantir segurança não apenas para os turistas, mas para toda a sociedade paraibana. A Paraíba, como destacou a presidente da PBTur, Ruth Avelino, é um dos poucos estados brasileiros que conta com um Batalhão Especializado em Policiamento Turístico, com equipes atuando nos pontos de maior fluxo de turistas, a exemplo da orla marítima.

A reunião conta com as presenças do Coronel Júlio César; Major Bruno; Comandante Araújo do Corpo de Bombeiros; delegado André Rabelo; Maysa Ribeiro, da 1ª Superintendência da Polícia Civil; Tarcísio Jardim (vereador), representante da Câmara Municipal de João Pessoa; José William Montenegro, secretário de Planejamento de João Pessoa; Ruth Avelino e Luciano Lapa, presidente e diretor de Marketing da PBTur.

Texto: Fábio Cardoso
Edição: Katiana Ramos
Fotografia: Pedro Ivo

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