Perdas mundiais do turismo em 2021 devem chegar a US$ 2 trilhões

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O setor turístico mundial deve voltar a registrar perdas de 2 trilhões de dólares este ano, devido às restrições relativas à pandemia de covid-19, anunciou nesta segunda-feira (domingo, 28, em Brasília) a Organização Mundial do Turismo (OMT), que considera a recuperação “lenta” e “frágil”.

Enquanto isso, a Europa está sofrendo uma nova onda particularmente virulenta da covid-19 e a detecção de uma nova variante, chamada omicron, na África do Sul, levou vários países a suspenderem voos com origem no sul da África.

Os últimos acontecimentos mostram que “a situação é totalmente imprevisível” e que o setor do turismo não está a salvo de riscos que podem provocar “enormes danos” econômicos, reconheceu à AFP o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

De acordo com a agência da ONU, que realizará sua assembleia geral em Madri entre terça e sexta-feira, as chegadas de turistas internacionais devem continuar “70 a 75% menores” neste ano em relação aos níveis pré-pandemia.

O setor de turismo, um dos mais atingidos pela emergência sanitária, deve registrar mais uma vez perdas gigantescas em 2021, estimadas em cerca de 2 trilhões de dólares. Um número quase idêntico ao de 2020.

“A crise no setor do turismo é histórica, mas o turismo tem possibilidade de se recuperar rapidamente”, ressaltou Pololikashvili, mostrando esperança de que “2022 será um ano muito melhor do que 2021”.

  • Resultados “desiguais” –

Segundo os indicadores divulgados pela OMT, as chegadas de turistas internacionais realmente experimentaram uma recuperação “durante a temporada de verão no hemisfério norte”, sugerindo uma melhora após um primeiro semestre “fraco”, graças ao “forte avanço da vacinação”.

Mas “os resultados continuam desiguais nas diferentes regiões do mundo”, afirma o comunicado da OMT, que atribui essa situação heterogênea “às diferenças nas restrições de mobilidade, nas taxas de vacinação e na confiança do viajante”.

De acordo com a entidade, 46 países permanecem totalmente fechados aos turistas, o que equivale a um destino em cada cinco, e 55 estão parcialmente fechados. Por outro lado, quatro nações já retiraram todas as restrições: Colômbia, Costa Rica, México e República Dominicana.

Devido às persistentes incertezas sobre a evolução da pandemia, a OMT não oferece estimativas sobre o número de turistas que poderão viajar para o exterior em 2022, mas prevê uma recuperação “lenta” e “frágil”.

“As taxas de vacinação desiguais e as novas cepas de covid-19”, como a omicron, “podem afetar a recuperação”, alerta a organização, que também teme os efeitos do “recente aumento nos preços do petróleo” nas viagens.

Diante desses obstáculos, somente “uma resposta coordenada entre os países” permitirá “restaurar a confiança dos consumidores”, conclui a OMT, que pretende debater o tema em sua assembleia geral em Madri.

O encontro, do qual participarão os 159 Estados membros, deveria ocorrer no Marrocos, mas o país desistiu de sediá-lo devido a um ressurgimento da covid-19.

Fonte: Valentin BONTEMPS, Mathieu GORSE – AFP
Foto: Pexels

Ministério do Turismo lança websérie Rotas Criativas do Brasil

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O Ministério do Turismo iniciou, na quinta-feira (25.11), uma viagem guiada pelas experiências e sensações das cidades brasileiras reconhecidas internacionalmente como Criativas. A ideia é revelar lugares e vivências de destaque no país, tornando conhecidos os elementos culturais e típicos de cada região. E, desta forma, estimular o turismo nestes locais, favorecendo o reaquecimento do setor no país. O primeiro episódio da “Websérie – Rotas Criativas do Brasil” retrata a gastronomia de Belém (PA), com sabores únicos.

Para assistir, clique AQUI. Os demais filmes também serão publicados no canal do Ministério do Turismo no YouTube. Todos os materiais foram formulados em parceria com representantes das cidades.

A websérie aponta alguns dos principais pratos e ingredientes da culinária paraense, como pato no tucupi, maniçoba, açaí, tapioca molhada e cachaça de jambu. Em visita ao estado, o viajante pode conferir desde pratos tradicionais a releituras ou mesmo sabores ainda pouco conhecidos.

“A nossa cultura alimentar hoje passa por um processo de valorização do ingrediente, dessa busca por sabores novos. Talvez a Amazônia seja o último grande celeiro de sabores desconhecidos do mundo”, afirma o cozinheiro Felipe Gemaque, da Casa do Saulo das Onze Janelas.

Já a caboca cozinheira Prazeres Quaresma, da Saldosa Maloca, destaca o tradicionalismo da culinária local. “O turista que vem para Belém encontra os sabores que eles dizem exóticos, que para nós são sabores maravilhosos, são sabores que nós estamos acostumados desde que nascemos”, conta.

O restauranteiro Caio Guimarães, do restaurante Manjar das Garças, aponta como diferencial da culinária paraense a riqueza da biodiversidade regional. “Temos o maior quintal do mundo, que é a Amazônia. Então, o que temos de biodiversidade, frutas, peixes, principalmente, ervas, raízes, você só encontra aqui”, diz.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destaca que o turismo gastronômico tem motivado cada vez viagens e atraído a atenção de países ao redor do mundo. “Somos um país com sabores e temperos únicos. Temos um potencial enorme para nos destacar no cenário mundial e é para isso que temos trabalhado, unindo esforços com outros atores e elaborando projetos que consigam transformar todo esse potencial em realidade”, completa Machado Neto.

CIDADES CRIATIVAS – A Rede de Cidades Criativas, criada em 2004, é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que reconhece esforços de localidades para colocar a economia criativa, por meio de projetos turísticos e culturais, no centro de planos de desenvolvimento urbano.

Dez cidades brasileiras já integravam essa seleta lista e serão retratadas na Websérie – Rotas Criativas do Brasil”. São elas: Belém (PA), Florianópolis (SC), Paraty (RJ) e Belo Horizonte (MG), no campo da gastronomia; Brasília (DF), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), em design; João Pessoa (PB), em artesanato e artes populares; Salvador (BA), na música, e Santos (SP), no cinema.

Neste mês, outros dois municípios brasileiros passaram a fazer parte da Rede de Cidades Criativas da Unesco: Campina Grande (PB), reconhecida em Artes Midiáticas – única localidade brasileira com o título nesta categoria – e Recife (PE), na Música.

A rede da Unesco conta com 295 cidades em 90 países, que investem em cultura e criatividade – artesanato e arte popular, design, cinema, gastronomia, literatura, artes midiáticas e música.

Por Amanda Costa – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Influencer britânico situa João Pessoa entre as dez melhores cidades para se viver na América do Sul

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João Pessoa apareceu na lista das dez melhores cidades para se viver na América do Sul elaborada pelo influencer britânico Skerry Harry. Em seu canal no YouTube (https://youtu.be/dGm1X2l-144), Harry fala para um público de diversos países tendo como foco principal avaliação de cidades e países para turismo ou habitação.

A Capital paraibana foi a única cidade brasileira a entrar para a lista que inclui cinco capitais: Buenos Aires (Argentina), Quito (Equador), Lima (Peru), Montevidéo (Uruguai) e Santiago (Chile).

Harry destaca que a maioria do seu público provavelmente nunca ouviu falar da cidade, mas que se trata um dos melhores lugares pra se viver na América do Sul. As razões apontadas é o custo de vida mais barato que no resto do País e o fato de ela ser menos congestionada, com bons índices de segurança, ar puro e infraestrutura moderna bem estabelecida, além, é claro, de todas as belezas naturais.

O influenciador avalia que viver na América do Sul pode ser uma boa oportunidade não apenas pelos aspectos culturais. “Estas cidades oferecem tudo o que se precisa para ser bem sucedido, não importando se você está trabalhando ou aposentado”, afirmou.

O top 10 ainda inclui as cidades de Cusco (Peru), Santa Marta (Colômbia), Salinas (Equador) e Medellín (Colômbia).

Texto: Arthur Araújo
Edição: Andrea Alves
Fotografia: Fabiano Vidal

Primeira-dama visita artesãs homenageadas no 33º Salão do Artesanato Paraibano

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A primeira-dama do Estado, Ana Maria Lins, e a gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodriguez, visitaram, nesta quinta-feira (18), artesãs homenageadas no 33º Salão do Artesanato Paraibano, que acontece de 12 de janeiro a 6 de fevereiro do próximo ano, na orla do Cabo Branco, em João Pessoa. Com o tema “Toda arte que vem do mar”, o Salão valoriza e enaltece o trabalho de artesãs que fazem peças com mariscos, conchas, escamas e outros itens relacionados ao mar.

As primeiras visitas ocorreram no Centro Cultural Casarão do Padre e na Associação de Marisqueiras, em Cabedelo, onde a primeira-dama teve a oportunidade de ver de perto a arte das Ondinas e Marisqueiras. Em seguida, Ana Lins fez uma visita às Sereias da Penha, em João Pessoa. “Apesar da pandemia, o Governo do Estado continuou desenvolvendo ações na área do artesanato. Foram feitas diversas feiras em lojas e shoppings e agora está sendo preparado o Salão do Artesanato, que vai acontecer entre janeiro e fevereiro. Hoje pude conhecer um pouco mais sobre o artesanato que vem do mar. O Artesanato é cultura e o Governo vai continuar apoiando e preservando essa arte”, garantiu Ana Lins.

A gestora do PAP, Marielza Rodriguez, reforçou que o mar será a grande inspiração para o este Salão do Artesanato e falou sobre a expectativa para o evento. “Será uma linda homenagem a todas as artesãs do marisco, das escamas, de toda arte que vem do mar. Por isso, estamos visitando as artesãs junto com a primeira-dama e alguns arquitetos parceiros, para dar orientações e buscar inspiração para a decoração do 33º Salão. São três municípios homenageados com suas artesãs: João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu”, falou.

A secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Cabedelo, Priscila Rezende, comentou que a cidade de Cabedelo tem o projeto das Ondinas, composto por artesãs que trabalham com a escama e a pele do peixe. “A secretaria dá apoio a este projeto, que abrange cerca de 10 artesãs que farão parte do Salão de Artesanato Paraibano. Todos os anos a prefeitura realiza cursos de artesanato em várias ramificações de produtos artesanais. E devido ao Salão, também estamos fazendo um mini-curso sobre a escama do peixe para que as artesãs possam fabricar esses produtos especificamente para o evento”, explicou.

“Comecei há mais de 15 anos trabalhando com conchas do mar e depois veio a escama que hoje é nossa pérola. O artesanato é minha fonte de renda, inclusive já dei aulas em cursos para outras mulheres aprenderem essa arte e ficarem independentes. Faço colares, brincos, artigos de decoração e outros. Tudo o que vem do mar é prazeroso de trabalhar”, frisou a artesã Francis da Silva.

Teresa Júlio, que também é artesã de Cabedelo, recordou que, antigamente, o artesanato vindo do mar não era valorizado, mas a realidade mudou. “Nossa arte feita com escama do peixe era vista como algo pobre, sujo. Ninguém valorizava, mas felizmente isso mudou. Com o apoio do Programa do Artesanato e outros órgãos e com capacitações, nosso trabalho passou a ser reconhecido. Hoje podemos ver a arte da escama do peixe chegando a todos os lugares. E saber que o Salão do Artesanato vai ter esta temática do mar foi maravilhoso. Agradeço a todos por este reconhecimento”, comentou.

A artesã e marisqueira Rosilene Mariano trabalha com artesanato há 20 anos e disse que a arte trouxe mais alegria para a vida dela. “Eu amo o artesanato e aqui temos bastante matéria-prima, e o melhor, de graça. As artesãs da associação fazem jarros de mariscos, biojoias, flores, artigos de decoração e outras peças. Era um grande sonho nosso sermos homenageadas nesse Salão”, enfatizou.

Já a artesã Aurizete Santos, conhecida como Preta, faz parte das Sereias da Penha. Ela falou sobre a alegria de ver o artesanato do mar como tema do Salão do Artesanato Paraibano. “Na pandemia foi muito difícil para os artesãos, mas estamos aqui firmes e nos reerguendo. Só tenho a agradecer pela escolha desse tema, fiquei muito feliz quando soube. Que possamos nos unir e trabalhar com dedicação para mostrarmos nossa arte no próximo Salão do Artesanato”, comemorou.

O projeto Sereias da Penha possibilita a inclusão social com a apropriação da cultura local na comunidade da Praia da Penha. As artesãs produzem biojoias e peças com escamas e couro de peixe, como colares, brincos, blusas, cintos e outros artefatos.

Fonte: Secom-PB
Foto: André Lúcio

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