A multipropriedade, também conhecida como time-sharing, está redefinindo o conceito de condomínio ao permitir que um imóvel seja compartilhado por diversos proprietários, cada um com direito a uma fração de tempo anual para uso exclusivo. Essa modalidade, popular em destinos de lazer como praias e campos, proporciona uma relação jurídica de aproveitamento econômico onde vários titulares usufruem do bem de maneira alternada e perpétua.
O mercado de multipropriedade está em plena expansão no Brasil. Entre 2022 e 2023, o Valor Geral de Vendas (VGV) dessa modalidade cresceu 33%, alcançando um valor impressionante de R$ 79 bilhões, segundo estudo da Caio Calfat Real Estate Consulting. Esse crescimento reflete o aumento da popularidade e viabilidade econômica da multipropriedade no país. Além disso, a lei nº 13.777/18 veio para regulamentar a multipropriedade no Brasil e introduziu os artigos 1.358-B a 1.358-U no Código Civil.
Para quem ainda tem dúvidas sobre a eficácia desse modelo, compartilho algumas das vantagens da multipropriedade no Brasil. Primeiramente, há o desenvolvimento do destino turístico, pois a comercialização de frações de propriedade impulsiona o turismo na região, garantindo ocupação durante todo o ano, inclusive na baixa temporada. Isso promove um fluxo constante de visitantes, beneficiando a economia local.
A multipropriedade também otimiza o uso do espaço, permitindo que os imóveis sejam utilizados em todos os períodos do ano. Para os empreendimentos, isso diversifica a base de clientes, amplia a visibilidade dos destinos e aumenta as receitas. É importante observar que, quando os clientes se tornam proprietários, desenvolvem um senso de pertencimento em relação ao destino a propriedade passa a ser mais do que uma hospedagem, tornando-se um vínculo afetivo.
Na multipropriedade, os custos de manutenção, gestão e operação são distribuídos entre os diversos proprietários. Cada fração de propriedade contribui proporcionalmente para os custos operacionais, aliviando o ônus financeiro sobre o empreendimento como um todo.
Apesar das vantagens, é importante também elencar algumas desvantagens que devem ser consideradas. A flexibilidade é limitada, por exemplo: os proprietários têm um período específico para utilizar o imóvel, o que pode não coincidir com suas férias ou disponibilidade. Isso limita o período de uso. Embora os custos operacionais sejam divididos, os proprietários ainda são responsáveis por despesas de manutenção e reparos, que podem ser significativos.
A revenda de frações de multipropriedade pode ser mais difícil e menos lucrativa comparada a imóveis tradicionais, devido ao mercado restrito e à especificidade do modelo. A gestão compartilhada pode gerar conflitos entre os proprietários, especialmente sobre o uso do imóvel, manutenção e outras questões administrativas.
Contudo, a multipropriedade está se consolidando como uma alternativa viável e atraente no mercado imobiliário e turístico brasileiro. Porém, é essencial considerar a sua motivação antes de decidir investir.
A Trilha ‘Do Barro à Chita’ é uma jornada de turismo, cultura, gastronomia e experiências únicas
Como parte das ações realizadas pelos agentes de roteiros turísticos do Sebrae Paraíba, neste domingo (14), aconteceu em Dona Inês, no Brejo paraibano, um Fantour com um propósito e tanto: revelar aos emissores do RN o frescor do novo roteiro “Trilha Quilombola: Do Barro à Chita”. Na programação, cultura, gastronomia, vivências e experiências se entrelaçaram, desenhando um novo horizonte para a região que promete despontar como um polo turístico na Paraíba. O evento foi realizado pela Prefeitura de Dona Inês, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, pelo Sebrae Paraíba em parceria com empresários locais, Dandara Turismo e PBTur
O principal Estado emissor de turistas para o Brejo Paraibano é a própria Paraíba, seguido pelo Rio Grande do Norte e por Pernambuco. Estes estados, estão próximos geograficamente e têm uma relação histórica e cultural forte com a região do Brejo Paraibano. Os turistas buscam as belezas naturais, o clima agradável, a gastronomia típica e os atrativos culturais, contribuindo significativamente para o fluxo econômico na região. Além disso, turistas de estados mais distantes, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também visitam o Brejo.
Para o secretário de Turismo de Dona Inês, Josenildo da Silva, o Famtour revela a responsabilidade do trabalho do Sebrae em relação ao Município. “A articulação feita pela agente de roteiros turísticos que atende ao nosso município junto às agências foi fundamental para que o nosso roteiro fosse apresentado e comercializado”, disse Josenildo. Além disso, o Rio Grande do Norte é um dos principais emissores de turistas para a região do Brejo.
Segundo a agente de roteiros turísticos do Sebrae Paraíba, Alessandra Lontra, o Famtour é o resultado final de um dedicado trabalho de seis meses, feito diretamente por aqueles que têm a missão de vendê-lo e divulgá-lo. Esse trabalho visa à validação do roteiro “Trilha Quilombola: Do Barro à Chita”, em Dona Inês. “O feedback positivo recebido pelos agentes reafirma a eficácia do nosso trabalho, sinalizando que estamos no caminho certo para colher resultados positivos”, declarou Lontra.
A empresária Rosangela da Costa, da Dandara Turismo, Agência de Viagens especializada em roteiros diferenciados, avaliou o roteiro e disse que superou as suas expectativas. “A Dandara possui uma característica marcante para o seu cliente; ela trabalha o turismo diferenciado e personalizado. Nós buscamos esse tipo de roteiro, que inclui vivência e experiência”, disse. Sobre a formatação do roteiro, ela revelou que “emoção e cultura, agregadas a um trabalho de aprofundamento do povo da região, da comunidade local bem como sua simplicidade e acolhimento são os diferenciais do roteiro. Estou emocionada!”, concluiu a empresária.
No contexto brasileiro, o “famtour” é uma atividade turística voltada para agentes de viagens, quando eles visitam diversos locais relacionados à cadeia produtiva do turismo, como hotéis, roteiros turísticos, restaurantes, centros culturais, praias, etc. O objetivo é conhecer esses locais para, posteriormente, apresentar e vender esses roteiros e produtos turísticos aos turistas, compartilhando suas impressões e experiências.
A artista, bioconstrutora e permacultora Leslhie Medeiros estava em Dona Inês para concluir a segunda etapa do curso de “Arte e Bioconstrução”, ocasião em que pôde mostrar a técnica utilizada aos agentes de viagens e jornalistas de Natal. O curso contou com a participação da comunidade quilombola e de empreendedores locais que aprenderam a desenvolver as técnicas da construção com barro, acabamentos, revestimentos e tintas naturais. “A própria comunidade já domina um pouco as técnicas utilizadas na bioconstrução, e isso facilitou o trabalho. Tivemos apenas que ajustar os horários e dias das aulas”, explicou. Leslhie disse, ainda, que o projeto da Trilha Quilombola prevê a construção de duas estruturas que irão beneficiar diretamente o roteiro: uma para receber o café quilombola e a outra, para abrigar o artesanato. Essas duas estruturas proporcionarão uma fonte de renda significativa para a comunidade quilombola.
Roteiro do Barro à Chita
Café da manhã no Restaurante da Cícera / Ana Minuto Turismo
Café da manhã no Restaurante da Cícera
O autêntico café da manhã brejeiro é uma verdadeira festa de sabores e aromas: cuscuz, bolos, incluindo o “baeta”, queijos, sucos de frutas tropicais, pães, leite e derivados, uma variedade de sabores e de pratos típicos que refletem a rica culinária da região.
Visita ao Memorial / Ana Minuto Turismo
Visita ao Memorial
O Espaço da Memória oferece uma experiência única em um ambiente com natureza e que funciona como um museu, repleto de equipamentos que retratam a cultura e os ciclos econômicos do município. Destaque para o Memorial Casa de Farinha, representando uma antiga casa de farinha com equipamentos históricos, contando a história do ciclo da mandioca em Dona Inês. Destaque também para o Memorial Homem do Campo, uma casa de taipa no estilo antigo, com mobília preservada e objetos utilizados e utensílios da época.
A secretaria de Cultura e Turismo está localizada nesse espaço, que ainda funciona como um Centro de Atendimento ao Turista (CAT), sendo muito bem conservado e que oferece visitas guiadas pelos condutores locais. Além de tudo, o local conta com o Memorial do Sisal, localizado num pequeno galpão dentro do Espaço da Memória, onde exibe equipamentos usados para o beneficiamento do sisal e produtos artesanais feitos com a fibra.
Trilha Quilombola (Gravatassu)
Prepare-se para uma aventura incrível em uma trilha que combina a beleza da vegetação de caatinga com um visual deslumbrante do alto de uma pedra. A trilha tem cerca de 1 km, é de baixo impacto e contemplativa. Ao chegar à pedra, aproveite para contemplar a vista deslumbrante ao seu redor, mas lembre-se de respeitar a natureza, não deixando lixo para trás e preservando o ambiente para que outros também possam desfrutar dessa experiência única. Ao redor da pedra, é possível observar pedras mais baixas que formam furnas, onde no passado, as antigas lavadeiras da comunidade costumavam lavar suas roupas.
Antes de iniciar a trilha, certifique-se de estar preparado: calce tênis confortável e apropriado para trilhas, leve água suficiente para se manter hidratado, protetor solar para se proteger dos raios solares intensos, além de um repelente para afastar possíveis insetos. Durante a trilha, mantenha-se atento às marcações e trilhas estabelecidas, evitando se perder.
Capela Cruz da Menina
Segundo os relatos dos mais velhos, por volta de 1877, uma família de retirantes atravessava o sertão e chegou a uma localidade onde uma criança chamada Dulce sentiu sede. Sem encontrar água disponível, eles cavaram ao lado de uma pedra e descobriram uma fonte. Apesar de saciar sua sede, a criança faleceu logo em seguida. Os donos de uma fazenda próxima souberam do ocorrido e providenciaram o enterro da criança. No entanto, no dia seguinte, a mortalha que a envolvera foi encontrada na porta da fazenda.
A notícia do acontecimento espalhou-se pelos sítios e lugarejos, e a população começou a atribuir milagres à menina Dulce, o que atraiu visitantes para rezar na sua cova. Por isso, anualmente, no dia primeiro de novembro, uma procissão parte da paróquia de Dona Inês, em direção à Cruz da Menina, como é conhecido o local hoje. A procissão tem início na madrugada, seguida de uma missa ao nascer do sol. Durante o dia, a capela permanece aberta para receber romeiros de várias cidades, que vêm pagar suas promessas, acender velas e deixar ex-votos, o que torna o local sagrado para moradores e visitantes.
O almoço no Brejo Paraibano costuma ser uma refeição farta e saborosa, que reflete a rica tradição culinária da região. Assim é servido o almoço no Quilombo: com muita tradição e sensibilidade. Os pratos são os mais variados e todos que provam essas iguarias saem satisfeitos.
Oficina de Argila
A oficina de argila é uma experiência única que permite aos participantes explorar sua criatividade enquanto trabalham com um material versátil e fascinante. Durante a oficina, os participantes têm a oportunidade de aprender sobre as propriedades da argila e as técnicas básicas de modelagem.
Caracterização com Tranças
A caracterização com tranças afro é uma prática ancestral que ganhou destaque na cultura quilombola e se tornou uma expressão de identidade e de estilo. As tranças afro são um penteado tradicionalmente conhecido por sua beleza e versatilidade. Além de serem visualmente impressionantes, as tranças também têm um significado cultural profundo. Elas são uma forma de celebrar a textura natural do cabelo afro.
Ritual da “Rezadeira” / Ana Minuto Turismo
Ritual da “Rezadeira”
O ritual da rezadeira ou benzedeira, no Nordeste brasileiro, é uma prática tradicional que combina elementos da fé católica com tradições indígenas e africanas. A rezadeira, também conhecida como uma figura respeitada na comunidade, é reconhecida por suas habilidades de cura e proteção espiritual. Embora a prática de benzer tenha sido muitas vezes marginalizada ou desvalorizada, ela continua a ser uma parte importante da vida espiritual e cultural do nordestino, representando a resiliência e a diversidade das tradições locais.
Visita ao Atelier do Artista Plástico Sérgio Teófilo / Ana Minuto Turismo
Visita ao Atelier do Artista Plástico Sérgio Teófilo
Imagine entrar em um mundo de magia e habilidade artística, onde a madeira ganha vida nas mãos de um talentoso escultor quilombola. Sérgio Teófilo é um escultor, um mestre de sua arte; no atelier, ele explica o processo de criação, desde a escolha da madeira até os detalhes finais da escultura. Ele compartilha sua paixão pelos pássaros e pela escultura em madeira, revelando como cada peça é única, assim como os próprios pássaros na natureza. Após a visita ao atelier, você leva na memória, não apenas a visão das belas esculturas, mas também a certeza de que as belezas de grandes obras de artes podem ser encontradas na simplicidade da natureza.
Pôr do Sol na Cruz da Menina / Ana minuto Turismo
Pôr do Sol na Cruz da Menina
No fim de tarde, contemplar o pôr do sol, aos pés da Cruz da Menina, lugar onde o céu se tinge de tons dourados e alaranjados, é um espetáculo à parte e, ao fundo, no horizonte, uma visão panorâmica da região completa a beleza natural do local. Tudo isso acompanhado pelo som da banda de pífano quilombola, que toca músicas regionais, e cria uma atmosfera envolvente e cheia de energia. Enquanto tudo isso acontece, você também pode desfrutar do “Café Quilombola”, com tapioca, bolos, geleias, café e chá.
A Trilha Quilombola “Do Barro à Chita” já está sendo comercializada pela Agência Criativa Turismo (PB), especializada em roteiros criativos; pela Ambiental Turismo (SP), especializada em viagens em ambientes naturais, além de roteiros nacionais e internacionais sob medida, com guias especializados e; pela Andarilhos da Luz (MG), agência especializada em Caminhadas Ecológicas Terapêuticas. A G7 e a Foco Operadora da Paraíba, estão em negociação.
Formatação do Roteiro
Desde agosto do ano passado, o Roteiro tem sido preparado. Foram realizadas diversas atividades, desde reuniões com a gestão do município, encontros com a iniciativa privada, oficinas com a comunidade local, até o reconhecimento do território e uma análise detalhada do destino e das suas potencialidades, concluindo o processo em março deste ano. “A partir de agora, com a realização do Famtour, estamos validando o roteiro diretamente com aqueles que têm a missão de vendê-lo e divulgá-lo”, enfatizou Alessandra Lontra.
Ainda segundo Lontra, a missão do agente é fortalecer a governança regional, o desenvolvimento e a melhoria dos produtos e/ou roteiros. “O nosso papel enquanto agente é formatar novos roteiros e/ou acompanhar um já existente na região. Esse trabalho consiste em seguir a metodologia da Lab Turismo, contratada pelo Sebrae Nacional”, declarou.
Além disso, Alessandra ressalta que esse projeto é um testemunho do que pode ser alcançado quando gestores dedicados como Regina Amorim, gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae, coordenadora-geral do Programa na Paraíba, se unem com a comunidade para criar experiências turísticas e culturais memoráveis. “Sem o apoio, o incentivo, a constante troca e a confiança da Regina, nosso trabalho não alcançaria o objetivo estipulado”, assegurou.
Dentre os três roteiros que foram formatados no Brejo Paraibano, o da Trilha Quilombola: Do Barro à Chita foi o primeiro a ser concluído, devido à facilidade de dialogar com o município e com a Associação Quilombola Cruz da Menina, afirmou Lontra. “Tanto o secretário, Josenildo da Silva, quanto o prefeito Antônio Justino e a presidente da Associação Quilombola Cruz da Menina, Bianca Quilombola foram bastante receptivos e o trabalho fluiu rapidamente. Além disso, participei junto com o Sebrae, de duas rodadas de negócios, onde apresentei o Roteiro; a do G7 Trade Show em João Pessoa e a da19ª Ruraltur em Campo Grande (MS) ”, concluiu.
Se você aprecia a natureza e busca vivenciar experiências genuínas, a Pousada do Lago em Areia, no coração do Brejo paraibano, é a escolha perfeita para os seus próximos dias de descanso. Localizada a apenas cinco minutos do centro da encantadora Areia, considerada a “Terra da Cultura” da Paraíba, a Pousada oferece um cenário de sonhos para os amantes da natureza e da gastronomia brejeira.
A harmonia perfeita entre o verde abundante e a serenidade dos pássaros permite aos amantes da natureza a oportunidade de desfrutar da emocionante prática de birdwatching, também conhecida como observação de aves. Com sua localização privilegiada às margens de uma lagoa e nas proximidades de uma rica biodiversidade, a Pousada oferece um ambiente propício para a observação de diversas espécies de aves. Além disso, o aroma fresco do mato e a atmosfera rural transformam cada dia na Pousada do Lago em um capítulo de uma novela romântica. Lá, a ambiência e a arte do acolhimento desempenham o papel principal, enquanto os hóspedes se tornam espectadores privilegiados, prontos para vivenciar experiências inusitadas.
Com acomodações aconchegantes, todos os quartos foram cuidadosamente projetados para proporcionar conforto e relaxamento, fazendo com que você se sinta verdadeiramente em casa. A Pousada dispõe de quartos quádruplos, triplos e duplos de casal, todos equipados com ar-condicionado, televisão e amenidades. Além disso, a vista de tirar o fôlego e o clima agradavelmente fresco do Brejo Paraibano, mesmo durante o verão, garantem noites revigorantes e memoráveis. A pousada também dispõe de um tranquilo redário e espaçosos jardins que convidam ao descanso, a meditação e a contemplação.
O restaurante, aberto ao público, oferece uma seleção de pratos regionais preparados com ingredientes da terra, de qualidade e saborosos. Além disso, o restaurante serve um delicioso café da manhã, com destaque para o cuscuz, na Pousada carinhosamente chamado “Cucuz da Nalda”, prato típico local cuidadosamente cozido com o recheio da sua preferência. Servido bem quentinho, este prato é acompanhado por manteiga da terra e café preto coado, criando uma combinação irresistível, completando a experiencia da manhã e proporcionando aos hospedes e clientes um início de dia autenticamente brejeiro e tradicional.
Deseja fazer uma trilha de contemplação e baixo impacto, ainda com visita à universidade e ao museu? A Pousada oferece essa trilha. Peça informações na recepção.
A Pousada do Lago está estrategicamente localizada próxima aos principais pontos turísticos de Areia, garantindo uma excelente oportunidade para explorar não apenas a encantadora cidade de Pedro Américo, mas também seu conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN. Além disso, os hóspedes podem aproveitar para visitar os diversos museus da região, incluindo o histórico Teatro Minerva, o primeiro da Paraíba.
Essa experiência cultural se estende à descoberta dos engenhos de cachaça locais, imersão nas ricas matas da região e participação nos emocionantes circuitos de aventura disponíveis. As inúmeras trilhas oferecem uma oportunidade única para os amantes da natureza e da aventura explorarem a beleza natural do Brejo Paraibano.
Nalda Silva e a Pousada do Lago
Nalda, orgulhosa areiense, é filha de pais humildes, porém, bem-conceituados e caracterizados por valores sólidos e amizades sinceras. Esses princípios foram fundamentais para proporcionar uma boa educação e honestidade à família. Sua trajetória no turismo teve início como recepcionista na Pousada Villa Real, onde teve a oportunidade de trabalhar sob a supervisão do professor Leonaldo Andrade. Ela conta que ele lhe abriu as portas para o setor do turismo e despertou sua paixão por essa área, que ela entende como fascinante.
A empresária também conta que recebeu uma proposta para trabalhar com hotelaria em Natal no Rio Grande do Norte. Alguns dias depois, já pensando em aceitar o convite, caminhando pela zona rural de Areia, deparou-se com uma casa que despertou seu interesse, resultando na concretização de uma parceria com a proprietária e no nascimento da Pousada Casa do Lago, que apesar de existir há cinco anos, somente nos últimos dois, assumiu a administração de forma independente.
Seja para uma escapada romântica, férias em família ou retiro tranquilo, a Pousada Casa do Lago oferece um refúgio encantador, onde cada detalhe é pensado para garantir uma estadia verdadeiramente memorável e enriquecedora. Se você é um entusiasta da observação de aves, das trilhas e do turismo de aventura, da gastronomia brejeira e da cultura, a Pousada Casa do Lago tem a hospedagem ideal. Prepare-se para experiências memoráveis durante sua estadia e vivencie o melhor do Brejo Paraibano.
A Pousada Casa do Lago está localizada no Sítio Lava Pés, Zona Rural, Areia, Paraíba, 58397-000, Brasil. Para reservas, acesse https://pousadacasadolagopb.com.br/, ligue para (83) 98892-6027 ou envie um e-mail para pousadacasadolagopb@gmail.com. Siga a Pousada Casa do Lago no Instagram @pousadacasadolagopb
Vejas fotos:
Pousada Casa do Lago Minuto Turismo por Ana Célia Macêdo
A programação do Fest Verão Paraíba 2024 foi lançada nesta terça (31), numa noite de festa no roof top do Ocena Hotel, no Bessa em João Pessoa. O lançamento contou com a presença de empresários, gestores públicos, produtores, jornalistas e influenciadores digitais. A venda dos passaportes terá início na quinta-feira, dia (02).
A edição 2024 do Fest Verão acontecerá em três datas: 06, 13 e 20 de janeiro. Os organizadores estimam que mais de 150 mil pessoas participarão do evento ao longo dessas três semanas. A arena será montada na praia do Poço, em Cabedelo, no litoral Norte da Paraíba.
Há uma semana, estive na BTM (Brazil Travel Marketing), que aconteceu em Fortaleza. Parti de João Pessoa na caravana formada pela Abav (Associação Brasileira de Agentes de Viagens). Na volta, a coordenadora do grupo resolveu fazer um momento de integração, já dentro do ônibus, o que resultou em muito networking, com vistas a futuros negócios e parcerias. Todavia, durante as apresentações, uma fala me chamou a atenção, no que diz respeito à venda de passeios turísticos por guias de turismo. A afirmação era: “Quem vende passeio é a agência; o guia apenas faz o guiamento do turista durante o passeio.” Em virtude dessa afirmação, resolvi “pôr os pingos nos is” no que diz respeito aos papéis do guia de turismo e da agência de viagens em relação à venda de passeios turísticos.
No Brasil, tanto guias de turismo quanto agências de viagens desempenham papéis importantes na cadeia produtiva do turismo, e a venda de passeios turísticos é regulamentada de forma distinta e depende das leis e regulamentos específicos em cada região. Entretanto, a pergunta que não quer calar é: O que impede um guia de turismo de vender passeios? Ou o que impede a agência de viagens de guiar seus turistas por conta própria? A resposta é simples: são os CNAEs, ou seja, a classificação das atividades econômicas que você habilita quando dá entrada no seu CNPJ.
Dessa forma, todo guia de turismo cadastrado no Cadastur (Cadastro de Turismo do Brasil) e que tem CNPJ, ou seja, trabalha como Pessoa Jurídica e tem CNAE de agência de viagens, pode e deve vender seus passeios turísticos. De outro modo, a agência de viagens que também é cadastrada no Cadastur pode e deve vender seus passeios; entretanto, deve contratar um guia de turismo legal para realizar seus guiamentos. Agora nos deparamos com outro problema! Se é assim, os guias estão concorrendo diretamente com as agências?
De acordo com o Cadastur, os guias de turismo são a segunda categoria com o maior número de cadastros, atrás apenas das agências de viagens. Hoje existem, no Brasil, cerca de 30.000 guias de turismo, distribuídos pelas 27 unidades da federação. E de acordo com o Sebrae, há cerca de 32.211 agências de viagens em todo o Brasil. A maioria está concentrada na região Sudeste (51,76%), enquanto o Nordeste conta com 19,28%, o Sul com 15,83%, o Centro-Oeste com 8,25% e o Norte com 4,88% desse total. Em relação ao porte, cerca de 99,5% das empresas são pequenos negócios.
Se juntarmos esses números, teremos em média cerca de 60 mil prestadores de serviços turísticos no Brasil, que são potenciais vendedores de passeios, num país com uma demanda de turistas na marca de, segundo a Embratur, 365 mil turistas internacionais que desembarcaram no Brasil, somente em agosto de 2023. Nem irei buscar mais números, porque esses por si só já nos mostram que existe pouco prestador para muitos turistas. Por isso, diante dessa realidade, a preocupação sobre quem deve ou não vender passeios turísticos se torna irrelevante. Claro, não estou aqui incentivando a informalidade, mas a livre escolha do produto a ser vendido conforme a sua legalidade.
Inclusive, para alguém se tornar guia de turismo, é necessário ter diplomação de nível técnico, no curso técnico em guia de turismo com duração mínima de 800 horas. O curso inclui duas categorias de formação: Regional e Excursão Nacional e também a América do Sul. Por isso, quem atuar como guia de turismo sem o registro profissional comete crime de exercício ilegal da profissão, descrito no Artigo 47 do Código Penal.
Já para abrir uma agência de viagens, o requerente deve procurar um escritório de contabilidade, para orientação de como constituir uma empresa, ou ir direto na Junta Comercial. O empresário, portanto, deve ficar esperto na elaboração do ato constitutivo e na escolha dos CNAEs. Também é de suma importância observar a Lei das Agências de Turismo nº 12.974/2014. Depois disso, ele deve buscar capacitações na área, o que irá facilitar a sua prestação de serviço.
Posto isso, tanto guias de turismo quanto agências de viagens têm a oportunidade de realizar seu trabalho de venda de passeios turísticos, inclusive em parceria e dentro da legalidade da sua região, cooperando com a economia, a geração de emprego e renda, e divulgando também suas potencialidades, uma vez que o turismo é entendido como uma prestação de serviços e faz parte de um segmento no qual a sociedade atual tem se apropriado principalmente por meio da internet e das redes sociais.