Categoria: Colunistas

  • Bode reinou na festa de Cabaceiras

    Bode reinou na festa de Cabaceiras

    A Roliúde Nordestina fica no município de Cabaceiras, região do Cariri paraibano. A terra onde o bode é o rei, é cenário de mais de 50 produções, entre documentários e longas nacionais, dentre elas o Auto da Compadecida e Onde Nascem os Fortes. Um grande letreiro com o nome “Roliúde Nordestina”, fica instalado logo na estrada que dá acesso ao município, ideia do falecido jornalista Wills Leal, por conta do projeto turístico-cinematográfico implantado por ele no município.

    Mas é o Bode Rei, apresentando a majestade da caprinovinocultura como responsável pela cadeia produtiva do município. Todos os anos a tradicional Festa do Bode Rei atrai milhares de pessoas ao município durante três dias de realização no mês de junho. Nacionalmente conhecida, ela evidencia a produção caprina pela gastronomia e cultura, realizando exposições e feiras de animais, mostras de artesanato, apresentação de danças folclóricas, competições, palestras e cursos, além de shows.

     No último sábado (03), o Governo do Estado, através da Empresa Paraibana de Turismo – PBTur, realizou um Fampress com um grupo de jornalistas e digital influencers para vivenciar a 24ª Edição da Festa do Bode Rei, com objetivo de divulgar o destino Cabaceiras e sua famosa festa, que une muita cultura, forró e alegria. Os visitantes conheceram o município, seus aspectos socioculturais e principais pontos de visitação turística, e também um pouco da tradicional festa, a exemplo da feirinha com artesanatos feito com couro de bode, a degustação da cachaça Xixi de Cabrita, e a visitação aos principais lugares que foram gravadas cenas do filme “O Auto da Compadecida”.

    Foto: Evandro Pereira

    O criador da Roliúde Nordestina também criou, em parceria com a Prefeitura de Cabaceiras, um pequeno museu na cidade (com imagens de duas dezenas de filmes lá realizados). Agregado à iniciativa, está o turismo rural, cultural e ecológico, com foco no Lajedo de Pai Matheus, formação rochosa de 1,5 quilômetro quadrado, que se assemelha a um prato fundo virado para baixo, há mais de 100 pedras. Cada uma chega a pesar 45 toneladas. Esses blocos arredondados de granito são marcas do clima e guardam rastros do homem no Sertão do Cariri, na Paraíba.

    De acordo com o vice-prefeito Ricardo Aires, cerca de 150 mil pessoas passaram pela festa que gerou 950 empregos diretos e indiretos nos dias de realização da festa. Cabaceiras conta atualmente com mais de 500 leitos e, no período da festa eles se esgotam. Os cuidados e o carinho com os animais também fazem um diferencial na festa, “existe uma liminar sobre as competições com os animais e nós acatamos, então, nós sempre tivemos esse cuidado é tanto que dentro do nosso regulamento existe uma determinação para que os competidores não toquem nos animais; por exemplo a competição Pega o Bode, que é a mais divertida e tradicional, nós escondemos um bode de plástico ou madeira para o competidor achar”, informou Ricardo Aires.

    No ano de 2019 Cabaceiras foi premiada pelo Ministério do Turismo, ficando com o terceiro lugar pela realização da Festa do Bode Rei. A cadeia produtiva do Bode Rei também está presente na Artesa – Curtume Coletivo Miguel de Souza Meira, no Distrito da Ribeira, que é referência na qualidade no processo de curtimento do semiacabado de couro do bode e do boi. Foi com a formação da Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro Ribeira Cabaceiras, através de um trabalho de pesquisa e estudo para eliminar o mau cheiro das peles dos animais tratadas e transformadas em peças de artesanato, que os levou a ser reconhecido nacionalmente pela qualidade do produto.

    Saiba Mais:

    Onde fica: Cabaceiras fica a 180 km da capital João Pessoa e 70 km de Campina Grande.

    Teresa Duarte

  • A cachaça como produto da economia criativa é case de sucesso na Paraíba

    A cachaça como produto da economia criativa é case de sucesso na Paraíba

    A produção de cachaça envolve uma série de processos criativos, desde a seleção da cana-de-açúcar até a elaboração de diferentes tipos da bebida, que podem ter sabores e aromas distintos. Além disso, ela está intimamente ligada à cultura, sendo uma das bebidas mais consumidas no país, principalmente, no Nordeste, e especialmente na Paraíba, onde a cachaça representa um importante símbolo cultural.

    Dessa forma, a produção de cachaça pode ser vista como uma atividade da economia criativa, porque contribui para o desenvolvimento econômico e cultural das regiões produtoras, por meio da valorização da cultura local, da geração de emprego e renda e do estímulo à inovação e à criatividade. Justamente por causa deste entendimento algumas feiras, simpósios e fóruns são realizados no estado da Paraíba, a fim de promover e valorizar a “cultura cachaceira”.

    Tradicionalmente brasileira, a cachaça tem sido produzida e consumida em todo o país há séculos e, ao longo dos anos, foi estigmatizada como de baixa qualidade e associada à uma imagem pejorativa e de baixo custo. Por esse motivo, era vista como uma bebida inferior em comparação com outras destiladas, como as internacionais uísque e tequila. Essa discriminação era, na maioria dos casos, ampliada pelo preconceito socioeconômico, que, frequentemente, à associava as classes mais baixas da sociedade.

    Ainda, é comum o equívoco em relação a diferença entre “cachaça” e “aguardente”. Ambas são bebidas alcoólicas produzidas a partir da fermentação e da destilação do caldo de cana-de-açúcar. A desigualdade entre as duas está na forma como são produzidas e na sua regulamentação.

    A cachaça é produzida a partir da fermentação e posterior destilação. De acordo com a legislação brasileira, a cachaça deve ser produzida no Brasil, com teor alcoólico entre 38% e 48%, e deve passar por um processo de envelhecimento em barris de madeira. Além disso, a cachaça tem uma denominação de origem protegida, ou seja, só pode ser chamada de cachaça se for produzida no Brasil.

    Já a aguardente é uma bebida produzida em vários países, incluindo o Brasil, a partir da destilação de resíduos da produção de açúcar, como o melaço. A aguardente não tem regulamentação específica no Brasil e pode ser produzida com diferentes teores alcoólicos e sem passar por um processo de envelhecimento em barris de madeira.

    Todavia, para quem aprecia a bebida, a discriminação e o equívoco, ficaram num passado longínquo, pois a valorização da cachaça e principalmente de alta qualidade têm crescido nos últimos anos, impulsionando sua produção. Algumas marcas têm investido nesses processos mais elaborados, como o envelhecimento em barris de madeira, de carvalho europeu e de madeiras brasileiras, a fim de criar cachaças mais complexas e refinadas, com blends, aromas e sabores mais sutis. Essas cachaças de alta qualidade são comercializadas como um produto Premium, com preços mais elevados e uma apresentação mais sofisticada.

    Além disso, a cachaça tem ganhado mais visibilidade em eventos gastronômicos e em restaurantes e bares especializados, onde é apreciada por consumidores exigentes e conhecedores de bebidas destiladas. Essa valorização da cachaça de qualidade tem contribuído para que a ela seja considerada um artigo da classe A, embora ainda haja muito a ser feito para combater o estigma social em torno da bebida e promover sua real e merecida valorização em todo o país.

    É exatamente nesse contexto de promoção e de venda da bebida que a economia criativa e a produção associadas ao turismo tem espaço garantido. Um exemplo disso é o Engenho Triunfo em Areia, a Capital Paraibana da Cachaça, um empreendimento que se destaca no âmbito do Turismo Criativo. A história de vida e superação do casal Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho e dos seus quatro filhos é contada por ela com muita emoção durante a visita dos turistas ao engenho. A família enfrentou desafios e trabalhou arduamente, transformando o lugar em um espaço interessante para visitação. No Engenho Triunfo, além de se ouvir a belíssima e inspiradora história de vida do casal, pode-se, também, adquirir souvenires, apreciar a excelente cachaça Triunfo e aprender sobre sustentabilidade.

    Em outras palavras, é isso que visa essa junção de turismo com criatividade: proporcionar experiências enriquecedoras para os turistas, permitindo que eles se encantem e interajam com os moradores locais, aprendam sobre seus ofícios e conhecimentos. Essas conexões genuínas criam memórias afetivas duradouras e fazem com que o local visitado e as experiências vividas nunca sejam esquecidos.

    A produção de cachaça tem ganhado cada vez mais destaque na Paraíba e possui um grande potencial para o desenvolvimento de atividades econômicas criativas. Junto ao turismo a atividade tem mais capacidade de gerar desenvolvimento de forma sustentável, valorizando a cultura, os recursos locais, fortalecendo as comunidades e preservando o patrimônio cultural da região.

    Ana Célia Macêdo

  • Ser guia de turismo na Paraíba é um bom negócio?

    Ser guia de turismo na Paraíba é um bom negócio?

    Sim, pode ser uma ótima oportunidade de negócio. A Paraíba é um estado com vários destinos turísticos, como as famosas praias de Tambaú, Jacumã, Coqueirinho, Baía da Traição, Barra de Camaratuba, bem como as cidades históricas de João Pessoa, Areia, Cabedelo e Campina Grande. Além disso, existem 12 regiões turísticas na Paraíba com atrativos naturais como parques e sítios arqueológicos, que encantam turistas de todo o país e do mundo.

    É sempre válido lembrar que a pandemia afetou diretamente a atividade de guia de turismo pois, com a proibição de viagens, eventos e aglomerações, o setor ficou paralisado. Durante o período mais crítico, alguns guias se reinventaram e ofereceram serviços online, como tours virtuais, visitas guiadas por vídeo e sessões de Q&A, que são simplesmente respostas rápidas a perguntas, neste caso com a utilização das redes sociais.

    Outros guias se adaptaram e “startaram” o turismo regional ou local oferecendo seus serviços das mais diversas formas, como passeios guiados, a pé e de bicicleta, de barco e até mesmo atraindo os turistas para vivenciarem experiências gastronômicas. Além disso, com esse impulso, muitos também estão se esforçando para usar as redes sociais com o intuito de se fazerem conhecidos.

    Mas, afinal de contas, hoje, após a pandemia, com o retorno das atividades turísticas em todo o mundo, vale a pena ser guia de turismo? Quanto ganha um guia de turismo no Brasil, mais precisamente na Paraíba? A resposta é: vale, sim. Vale a pena ser guia de turismo! O salário de um guia de turismo depende da experiência, do local onde a pessoa trabalha, do perfil da empresa contratante e das habilidades específicas do profissional. De modo geral, o salário de um guia, varia entre R$1.200,00 a R$ 3.500,00, podendo aumentar de acordo com as habilidades e capacitações que agregam conhecimento e, consequentemente, destaque profissional.

    O perfil do turista que vem à Paraíba, em geral, costuma ser de um viajante consciente interessado pelo turismo cultural, natureza e lazer e que está à procura de experiências autênticas, onde e pode apreciar a diversidade dos ecossistemas, da gastronomia, da música e da arte. Com esse perfil, muitos turistas buscam guias cadastrados e especializados, que tenham informações confiáveis e acesso a serviços de qualidade, pois estão dispostos a pagar um pouco mais por esse serviço, uma vez que acreditam que a experiência turística é mais segura com um guia qualificado.

    Nesse caso, como se deve fazer para ser um guia de turismo? A resposta é simples; Faça um curso técnico em guia de turismo. Procure cursos oferecidos por universidades e escolas de turismo reconhecidas pelo MEC, que oferecem conhecimento básico e avançado na área. Aprender a falar línguas estrangeiras como o inglês é básico e poucos tem esse diferencial. Depois, com o diploma em mãos, cadastre-se no Ministério do Turismo como “guia” e obtenha certificado e carteira de guia de turismo com registro no Cadastur. Você também pode e deve se associar a entidades de classe como associações ou sindicato de guias.

    Diante de tudo isso cabe refletir sobre a importância da profissão de guia de turismo na atividade turística na Paraíba, no Brasil e no mundo.  Por isso quem almeja ser um guia e ter reconhecido seu trabalho como relevante nunca deve parar de estudar. A cada dia novas modalidades de turismo estão despontando no mercado, por isso cabe muito bem estudo continuo e qualificação.

  • Cinco razões para contratar um Guia de Turismo na sua próxima viagem

    Cinco razões para contratar um Guia de Turismo na sua próxima viagem

    Contratar um guia de turismo pode ser muito vantajoso para sua viagem, especialmente se você deseja ter uma experiência mais enriquecedora e completa. Pensado nisso, eu resolvi apresentar cinco razões pelas quais você deve considerar contratar um Guia de Turismo para na sua próxima viagem de férias.

    1- O Guia de Turismo tem conhecimento especializado: os guias de turismo são profissionais treinados e experientes que conhecem muito bem o destino, suas histórias, cultura e tradições. Eles podem fornecer informações úteis e detalhadas sobre as atrações turísticas, ajudando você a entender melhor o que está vendo.

    2- O Guia de Turismo lhe ajuda a economizar tempo: com a ajuda de um Guia de Turismo, você pode economizar tempo e evitar a frustração de tentar navegar sozinho em um destino desconhecido. Eles sabem os melhores caminhos, os horários de funcionamento das atrações e podem ajudá-lo a evitar multidões e filas.

    3- O Guia de Turismo lhe proporciona segurança: um Guia de Turismo conhece a região e pode ajudá-lo a evitar áreas perigosas ou situações arriscadas. Eles também podem fornecer informações úteis sobre o clima local, as condições das estradas e sobre outros fatores que possam contribuir para a sua segurança.

    4- O Guia de Turismo também lhe proporciona Flexibilidade: um Guia de Turismo pode personalizar o seu itinerário de acordo com suas preferências e interesses. Eles podem recomendar lugares para fazer refeições, compras e explorar o destino, de acordo com o seu estilo de viagem.

    5- Só o Guia de Turismo local lhe garante experiência cultural: um Guia de Turismo pode ajudá-lo a entender a cultura local e se comunicar com os moradores locais. Eles podem ajudá-lo a experimentar especialidades da gastronomia local, e também a participar de eventos culturais e aprender sobre as tradições do lugar.

    Entendeu agora por que um Guia de Turismo faz toda a diferença na sua viagem? Essa pode ser uma escolha inteligente para quem quer explorar um destino de forma mais segura, eficiente e enriquecedora. Porém, há um detalhe importantíssimo: só contrate guias cadastrados no Ministério do Turismo (Cadastur). Depois disso, aproveite o destino!

    Ana Célia Macêdo

  • Abrajet Paraíba faz reunião de planejamento para 2023

    Abrajet Paraíba faz reunião de planejamento para 2023

    Após a posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo seccional Paraíba, que aconteceu no inicio do mês, a entidade se reuniu pela primeira vez, nesta terça (21), no Hotel Litoral, a beira mar da Capital paraibana, para o planejamento das atividades e ações que serão realizadas este ano. Na pauta, eventos que abordarão discussões atuais serão realizados e contarão com a participação do trade turístico e de autoridades municipais e estaduais. A Academia também será convidada à participar do cenário do jornalismo de turismo, com ações e eventos. A entrada de novos membros também foi discutida, bem como a tradicional entrega do Troféu Waldemar Duarte “Os Melhores do Turismo”, que foi alinhada para que aconteça no final do ano. De acordo com o presidente, o jornalista Abelardo Jurema, sua posse trouxe um novo momento, para a Associação. “A Abrajet é respeitada no Brasil inteiro”, disse o presidente durante a reunião.

    Ana Célia Macêdo