Morte de praticante experiente durante rapel reacende debate sobre segurança em esportes de aventura no Brasil

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A morte de Daiane Marques, de 36 anos, durante uma atividade de rapel em Minas Gerais, levantou preocupações sobre a segurança nas práticas de esportes de aventura no país. Servidora pública e experiente alpinista, Daiane sofreu uma queda de aproximadamente 93 metros no último sábado (5), na região da Pedra do Elefante, em Andradas, Sul de Minas Gerais.

Natural de Cordeirópolis (SP), Daiane era reconhecida por seu envolvimento com atividades ao ar livre e possuía amplo conhecimento técnico em escalada e rapel. Segundo relatos, ela participava de uma descida com dois outros praticantes, quando, por razões ainda não esclarecidas, caiu logo após iniciar a atividade. A ausência de testemunhas diretas no momento exato da queda dificultou a apuração imediata.

As investigações estão em curso e buscam esclarecer se houve falha de equipamento, erro humano ou rompimento de ancoragem. O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou o óbito no local. A Polícia Civil de Minas Gerais analisa os materiais recolhidos e os depoimentos dos sobreviventes.

A tragédia repercutiu entre colegas de trabalho, amigos e a comunidade esportiva. A Prefeitura de Cordeirópolis decretou luto oficial de três dias em homenagem à servidora, que atuava na Secretaria de Meio Ambiente há mais de dez anos.

Especialistas destacam que, mesmo entre praticantes experientes, a segurança deve ser constantemente revisada. Equipamentos certificados, ancoragens redundantes, checagens cruzadas e avaliação de condições ambientais são medidas essenciais. Segundo a Federação de Montanhismo do Brasil, cerca de 30% dos acidentes em atividades verticais estão ligados a falhas de ancoragem ou uso incorreto de equipamentos.

O caso reacende o debate sobre protocolos de segurança em áreas turísticas de acesso livre, como a Pedra do Elefante, que atrai visitantes sem a obrigatoriedade de acompanhamento técnico. A tragédia chama atenção para a importância da prevenção e do preparo mesmo entre atletas experientes.

Redação
Foto de Min An / Pexels

Como a gamificação no turismo pode melhorar a experiência do viajante

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A busca por oferecer aos turistas e viajantes experiências mais interativas e memoráveis tem impulsionado uma transformação importante no setor de turismo: a gamificação. Ao incorporar elementos de jogos ao planejamento, execução e vivência das viagens, esta dinâmica promove um novo nível de envolvimento com o destino, incentivando as descobertas culturais, as práticas sustentáveis e a valorização do patrimônio local.

A estratégia é simples, mas poderosa. Por meio de desafios, recompensas, rankings, missões e narrativas envolventes, o visitante é convidado a explorar o destino de forma ativa. Em vez de apenas visitar um ponto turístico, ele pode participar de um quiz sobre o local, resolver enigmas históricos ou coletar selos digitais a cada nova parada. Essa interação transforma a jornada em um verdadeiro jogo, tornando a viagem mais divertida, educativa e engajadora.

Nas feiras de turismo, a gamificação já é uma ferramenta presente. Os estandes de operadores turísticos vêm apostando em experiências imersivas com realidade aumentada e jogos interativos que simulam visitas a atrativos culturais, trilhas e até mergulhos com tartarugas marinhas. Inclusive vivenciei o mergulho durante a Femptur em Natal este ano e acredito que estas vivências, além de entreter, enriquecem o portfólio de quem está conhecendo o destino pela primeira vez.

Em Porto, Portugal, o aplicativo “TravelPlot Porto” convida os turistas a completarem missões culturais para desbloquear histórias da cidade. No Brasil, o projeto “Ilha Grande Mix” oferece uma jornada interativa por meio de realidade aumentada, permitindo que o visitante descubra curiosidades, desafios e recompensas ao explorar o local.

Além disso, empresas como a Gamefic vêm desenvolvendo soluções específicas para o setor de turismo, utilizando a gamificação como ferramenta de treinamento para guias, capacitação de equipes e melhoria da experiência do cliente. Aplicativos como “Goosechase” e “Scavify” também ganham destaque internacionalmente por permitirem a criação de caças ao tesouro personalizadas em destinos turísticos, incentivando a visitação a atrações menos conhecidas e a interação com a comunidade local.

Outro exemplo é o aplicativo “Visit Dubai” que oferece desafios culturais e experiências interativas para turistas que desejam conhecer melhor a cidade, acumulando pontos que podem ser convertidos em descontos e benefícios.

Contudo, a gamificação vai além do entretenimento e um de seus principais impactos está na promoção do turismo sustentável. Ao recompensar o uso de transporte público, o consumo consciente ou a visita a negócios locais, a estratégia estimula boas práticas entre os viajantes. Aplicativos como “JouleBug” e “GreenApes” promovem exatamente esse tipo de engajamento, incentivando escolhas ecológicas com recompensas e reconhecimento.

É importante lembrar, no entanto, que a gamificação deve ser usada com responsabilidade. O uso excessivo de rankings competitivos pode gerar efeitos negativos como a ansiedade ou a frustração. É essencial que as experiências “gamificadas” sejam projetadas de forma ética, respeitando o perfil dos turistas e os valores do destino.

A verdade é que vivemos em uma era onde o turista deseja ser protagonista da sua própria jornada, exatamente por isso a gamificação é um forte aliado ao turismo gerando autonomia, envolvimento e propósito. Ao combinar tecnologia, criatividade e cultura local, a atividade se consolida como uma ferramenta essencial para destinos que desejam se destacar no cenário turístico atual e futuro.

Ana Macêdo

O Boticário celebra um ano de funcionamento no Parahyba Mall, em João Pessoa

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Loja fortalece a presença da marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* na Paraíba

O Boticário do Parahyba Mall acaba de comemorar o seu primeiro ano de abertura. A loja contempla todo o portfólio da marca e atendimento personalizado, que facilita a escolha de presentes para todas as ocasiões — desde datas comemorativas até gestos de carinho no dia a dia.

Segundo Sabrina Gonzalez, gerente de operações do Boticário em João Pessoa, a unidade tem alcançado bons resultados e fidelizado o público da região. “É uma alegria celebrar esse primeiro ano da loja no Parahyba Mall. O shopping atrai um público exigente, e nós estamos preparados para atendê-los da melhor forma. Estamos muito felizes em fazer parte da rotina de beleza dos paraibanos e seguimos comprometidos em surpreender ainda mais nos próximos anos”, destaca Sabrina.

Dia do Amor

O Boticário, a marca eleita a melhor para presentear quem se ama*, esse ano celebra o 12 de junho com mais de 20 opções de kits e combos presenteáveis pensados especialmente para o período. Os presenteáveis especiais contam ainda com a ativação Mais Presente: QR Code que dá acesso a um site exclusivo, em que o consumidor presenteado poderá escolher um benefício extra, recebendo um voucher para resgatá-lo. Essa também é uma ótima opção para demonstrar ainda mais amor, com sessões de massagem, ingressos para o cinema, itens personalizados, entre outros benefícios. As opções presenteáveis são encontradas em todas as lojas físicas e no e-commerce da marca, no link, além do aplicativo Boticário, disponível para as versões Android e iOS.

A loja fica no térreo do Parahyba Mall, na Rua Bacharel José de Oliveira Curchatuz, 850, Jardim Oceania. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 22h. Para acompanhar as novidades da marca, basta seguir @oboticario e @boticario__joaopessoa nas redes sociais.

Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos e marca primogênita do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem a maior rede franqueada** de Beleza e Bem-estar do Brasil com pontos de venda em 1.650 cidades brasileiras e presença em 15 países. O Boticário conta com um amplo portfólio composto por itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais e está presente nos canais de loja, venda direta e e-commerce. Comprometida com as pessoas e o planeta, a marca possui o maior programa de logística reversa em pontos de coleta do Brasil, o Boti Recicla, além de fazer parte do movimento Diversa Beleza – um compromisso com a beleza livre de estereótipos – e não realizar testes em animais.

*Kantar, LinkQ On-line, maio de 2022

**Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

Por que o guia de turismo deve ser protagonista nas práticas ESG

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Nos últimos anos, a adoção de práticas ESG, sigla para Ambiental, Social e Governança, tornou-se um imperativo para empresas e profissionais de diversas áreas. No setor do turismo, essa tendência não apenas se consolidou, como se tornou indispensável para a sustentabilidade da atividade. É nesse contexto que o guia de turismo assume um papel central, sendo não apenas o mediador das experiências dos visitantes, mas também um agente ativo na promoção de práticas responsáveis e éticas.

Penso que, mais do que nunca, cabe ao guia de turismo liderar, na prática, ações que contribuam para a preservação ambiental, o respeito social e a governança ética nas atividades turísticas. Afinal, é ele quem está na linha de frente, orientando grupos, mediando as relações com as comunidades locais e conduzindo as experiências em ambientes naturais e culturais.

Do ponto de vista ambiental, o guia deve fomentar práticas como o descarte correto de resíduos, a valorização de atrativos naturais e a sensibilização dos turistas para a importância da conservação ambiental. Pesquisas da Organização Mundial do Turismo (OMT) apontam que mais de 70% dos turistas preferem serviços que demonstram compromisso ambiental, o que reforça a relevância dessas práticas.

No aspecto social, a atuação do guia também é estratégica. Ele pode e deve promover o respeito às culturas locais, favorecer o comércio justo e contribuir para o desenvolvimento das comunidades visitadas. É importante lembrar que o turismo responsável não se limita a uma experiência agradável para o visitante, mas deve gerar benefícios reais e duradouros para os moradores locais.

Quanto à governança, o guia de turismo deve atuar de forma ética e transparente, respeitando legislações, normas de conduta e princípios que garantam uma operação turística segura e justa. A adoção de condutas que assegurem a integridade e o bem-estar dos turistas, assim como a valorização da profissão de guia, são essenciais nesse processo.

Embora haja quem veja a aplicação de práticas ESG no turismo como um modismo ou uma obrigação burocrática, considero que ela representa, na verdade, um diferencial competitivo e um compromisso ético não apenas com o presente, mas com as gerações futuras. Guias que se posicionam como líderes dessas práticas tendem a ser mais valorizados e a ampliar seu mercado de atuação, além de contribuir para transformar o turismo em uma força positiva para o planeta.

Um exemplo notável é o projeto “Estrelas do Mar”, desenvolvido pelo Instituto Ilhas do Brasil. Essa iniciativa de turismo de base comunitária promove o protagonismo juvenil em comunidades costeiras, capacitando jovens como guias de turismo e agentes de conservação ambiental. O projeto foi reconhecido como um caso de sucesso no Fórum de Turismo Sustentável em Porto Alegre, destacando-se por integrar práticas ESG no turismo local.

Assim, o guia de turismo, ao conduzir visitantes por destinos diversos, tem a oportunidade de educar e sensibilizar sobre a importância da preservação ambiental, do respeito às culturas locais e da adoção de práticas éticas. Ao incorporar esses princípios em sua atuação, ele contribui para a construção de um turismo mais responsável e benéfico para todos os envolvidos.

Portanto, o guia de turismo não deve ser visto apenas como um condutor de passeios, mas como um agente essencial na implementação das práticas ESG. Sua atuação consciente pode transformar experiências turísticas em ações concretas de preservação, inclusão social e desenvolvimento ético. Logo, investir na formação de guias preparados para esse desafio é, sem dúvida, um caminho necessário para fortalecer o setor e garantir sua sustentabilidade.

Ana Macêdo

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