Categoria: Colunistas

  • Anywhere Office a revolução dos nômades digitais e seu impacto no turismo

    Anywhere Office a revolução dos nômades digitais e seu impacto no turismo

    A evolução tecnológica e a flexibilização das relações de trabalho estão transformando completamente como vemos o turismo e o mercado de trabalho. O Anywhere Office é uma dessas revoluções, permitindo que profissionais desempenhem suas atividades de qualquer lugar do mundo, desde que tenham uma conexão estável com a internet. Esse modelo não apenas redefine a relação das pessoas com o trabalho, mas também tem impulsionado significativamente o setor do turismo.

    O conceito de trabalhar de qualquer lugar pode parecer um sonho distante, mas é uma realidade cada vez mais consolidada. A pandemia acelerou a aceitação do trabalho remoto, provando que muitas atividades podem ser executadas fora do ambiente corporativo tradicional. Com isso, muitos profissionais passaram a combinar trabalho e lazer de forma mais equilibrada, sem a necessidade de esperar pelas férias para viajar.

    Uma pesquisa da Global Rescue revelou que 59% dos entrevistados acreditam que a flexibilidade no trabalho incentiva não apenas os profissionais, mas também seus familiares a viajarem mais. Esse dado evidencia a conexão direta entre o trabalho remoto e o crescimento do turismo. Além disso, um levantamento do Airbnb apontou que 83% dos entrevistados preferem trabalhar remotamente em acomodações fora de suas residências, refletindo a busca por experiências mais dinâmicas e enriquecedoras.

    O Turismo está se beneficiando diretamente desse novo estilo de vida. Destinos que oferecem infraestrutura de qualidade, internet rápida e espaços de coworking estão se tornando os preferidos dos nômades digitais. Ao viajar e trabalhar simultaneamente, muitos profissionais optam por locais que aliam qualidade de vida, cultura rica e boas opções de lazer.

    Com essa tendência, hotéis e plataformas de hospedagem estão se adaptando para atrair esse público. Resorts têm investido na criação de espaços de trabalho e destinos turísticos passaram a focar em infraestrutura para atender às novas demandas. Recentemente, li sobre um resort em Florianópolis que implementou salas de aula para crianças acompanhadas por pedagogos, permitindo que os pais trabalhem remotamente enquanto seus filhos estudam. Isso demonstra como o turismo está evoluindo para acompanhar essa nova realidade.

    Empresas que adotam o Anywhere Office não apenas se tornam mais atrativas para talentos globais, mas também aumentam a satisfação e a produtividade de suas equipes. Esse modelo de trabalho proporciona um equilíbrio maior entre vida pessoal e profissional, reduzindo o estresse e melhorando significativamente a qualidade de vida dos colaboradores.

    A Maverik 360, por exemplo, sempre priorizou a liberdade geográfica, inclusive porque é 100% digital. Sua sócia-diretora, Fabíola Cottet, trabalha atualmente da Romênia e coordena toda a operação da empresa no Brasil. Histórias como essa mostram como a tecnologia permite novas formas de organização empresarial, eliminando barreiras geográficas e ampliando as possibilidades de trabalho remoto.

    Apesar de todas as vantagens, o Anywhere Office também apresenta desafios. A infraestrutura tecnológica precisa ser robusta, a segurança da informação deve ser levada a sério e a autogestão se torna essencial para manter a produtividade. Nem todos os profissionais conseguem se adaptar à falta de uma rotina fixa, o que pode impactar o desempenho de alguns.

    Ainda assim, acredito que essa tendência veio para ficar. A integração entre turismo e trabalho remoto já é uma realidade, e destinos que souberem se adaptar às necessidades desse novo público terão uma vantagem competitiva imensa. O Anywhere Office é mais do que uma mudança na dinâmica do trabalho; é uma revolução na forma como vivemos e trabalhamos. E eu, sem dúvidas, estou acompanhando de perto essa transformação.

    Ana Macêdo

  • Como dados conduzem decisões estratégicas para o turismo

    Como dados conduzem decisões estratégicas para o turismo

    Vivemos em uma era digital onde os dados se tornaram um dos ativos mais valiosos para qualquer setor econômico, e eu vejo o turismo como um dos mais impactados por essa revolução. O conceito de Big Data, que envolve a coleta e a análise de um volume imenso de informações, está transformando como tomamos decisões no turismo. Com a Inteligência Artificial (IA) e o aprendizado de máquina ganhando espaço, eu percebo que temos a oportunidade de oferecer serviços mais personalizados, melhorar a experiência do viajante e tornar as estratégias mais eficientes e sustentáveis.

    O turismo sempre foi um setor orientado por informações sobre demanda, tendências e comportamento dos consumidores. Mas agora, com a revolução digital, estamos lidando com um volume de dados sem precedentes. Eu vejo postagens em redes sociais, pesquisas no Google, avaliações em sites como TripAdvisor e reservas em plataformas como Airbnb gerando um rastro digital que pode nos ajudar a entender melhor os viajantes e antecipar suas necessidades.

    O Google aponta que 90% dos viajantes iniciam sua busca por serviços turísticos em plataformas digitais. Se uma empresa ou destino não estiver presente nessa etapa, dificilmente será considerada. Ao analisar esses dados, consigo identificar tendências, prever comportamentos e personalizar ofertas, tornando a experiência do turista muito mais rica.

    Gosto muito do conceito de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), que vem ganhando espaço nos últimos anos. Dentre os nove eixos do DTI, a tecnologia se destaca como uma ferramenta essencial para os destinos turísticos, otimizando a gestão e ampliando a satisfação dos visitantes. Eu conheço iniciativas onde sensores são usados para monitorar fluxos de turistas e assistentes virtuais ajudam na recomendação personalizada de roteiros, algo que facilita muito a vida dos viajantes.

    Um exemplo interessante é o trabalho da Telefónica Tech AI of Things, que analisa deslocamento dos turistas, tempo de permanência em determinadas regiões e picos de demanda. Com esses dados, percebo como é possível otimizar infraestrutura, marketing e logística para oferecer experiências mais agradáveis e bem planejadas.

    Ao observar grandes empresas do turismo, vejo que elas já utilizam Big Data de maneira estratégica. Alguns exemplos que me chamam a atenção são:

    • Airbnb: A plataforma analisa tendências de busca e comportamento dos usuários para sugerir preços dinâmicos, ajudando anfitriões a maximizarem ganhos e preenchendo acomodações ociosas.
    • Google Travel: A IA e o Big Data são usados para prever quais destinos terão maior demanda em determinadas épocas do ano, auxiliando os viajantes no planejamento.
    • Companhias Aéreas: Empresas como Delta Airlines e United utilizam análise preditiva para otimizar manutenções, evitando cancelamentos e atrasos.
    • Destinos Inteligentes: Barcelona e Amsterdã já adotam tecnologias para redirecionar turistas e reduzir o impacto do turismo de massa.


    Apesar de tantos benefícios, sei que a utilização do Big Data no turismo também traz desafios. Um dos principais é a privacidade de dados. Com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) no Brasil e o GDPR (General Data Protection Regulation) na Europa, as empresas precisam garantir o uso ético das informações coletadas, respeitando a segurança e o consentimento dos usuários.

    Além disso, percebo que muitas empresas ainda não estão preparadas para lidar com esse volume de informações. A implementação do Big Data exige investimentos em tecnologia e capacitação profissional. Para se destacar, é essencial contar com especialistas em análise de dados e sistemas modernos de monitoramento.

    Olhando para o futuro, acredito que veremos o Big Data cada vez mais integrado à Inteligência Artificial e ao aprendizado de máquina, tornando as previsões e as análises ainda mais precisas. Essa evolução permitirá compreender melhor os viajantes, otimizar serviços e tomar decisões mais inteligentes, aumentando a competitividade no mercado global. Destinos que souberem utilizar esses recursos de forma estratégica vão se diferenciar, atraindo turistas de forma mais eficiente e proporcionando experiências personalizadas.

    Diante desse cenário, acredito que gestores públicos e privados precisam investir em tecnologias de análise de dados para garantir não apenas a sobrevivência de seus negócios, mas também a inovação e excelência nos serviços turísticos. No fim, quem souber aproveitar o poder dos dados terá uma vantagem competitiva imensurável na indústria do turismo. E eu, sem dúvidas, estarei acompanhando e aprendendo com essa revolução.

    Ana Macêdo

  • As principais tendências para o turismo em 2025

    As principais tendências para o turismo em 2025

    O turismo, uma das atividades mais dinâmicas do mundo, continua a se reinventar diante das transformações sociais, econômicas e ambientais. Em 2025, algumas tendências despontam como fundamentais para atender às expectativas dos viajantes e promover experiências significativas. Por isso resolvi iniciar o ano escrevendo sobre as principais tendências que estão moldando o setor e por que não dizer, que irão mapear o turismo este ano.

    A primeira é a sustentabilidade. O turismo sustentável deixou de ser uma opção para se tornar uma exigência. Viajantes estão cada vez mais conscientes do impacto ambiental de suas escolhas e buscam experiências que respeitem o meio ambiente. Destinos que investem em práticas sustentáveis, como neutralização de carbono, preservação de ecossistemas e apoio às comunidades locais, ganham destaque. Essa é uma prática que está sendo incluída em editais de fomento as pequenas empresas, maioria no turismo. Eu diria que muito mais do que sustentabilidade, as práticas de ESG Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), será critério decisivo na escolha de destinos e serviços.

    A inovação tecnológica continua a ser tendência este ano, pois transformar significativamente a experiência do viajante. Ferramentas de realidade virtual e aumentada permitem explorar destinos antes mesmo de sair de casa, enquanto aplicações de inteligência artificial oferecem itinerários personalizados. Além disso, a digitalização de serviços, como check-ins sem contato e pagamento via blockchain, estão redefinindo a praticidade e a segurança no turismo, sem exclusão do profissional do turismo que se beneficia de aplicativos, plataformas de marketplace onde ele pode ofertar seus serviços e aumentar sua renda.

    Experiências que criem memorias! Os viajantes estão em busca de conexões autênticas em vez de simples visitas a pontos turísticos. Essa prática tende a se consolidar neste e nos próximos anos, pois as pessoas desejam vivenciar a cultura local, participar de eventos tradicionais, degustar aquela comida que ele só pode encontrar se inserido no ambiente da cidade. Eles querem conhecer a história e as estórias e ser participantes, mesmo que por um momento, para aquela “foto de milhões” no Instagram do cotidiano únicos de cada lugar. É muito importante considerar essa tendência, pois valorizar a identidade e o pertencimento e oferecer experiências que transcendam o turismo convencional.

    Todos sabem que a pandemia trouxe uma nova perspectiva sobre o bem-estar físico e mental, e o turismo, talvez por ser diretamente afetado, não ficou alheio a isso. O turismo de bem-estar, ou wellness conceito está ligado às perspectivas contemporâneas sobre saúde e segundo a OMS, é descrito como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social”, tem ganhado espaço. Em 2025, acredito que essa tendência continuará em alta, com viajantes priorizando destinos que proporcionem relaxamento e revitalização. Esse tipo de turismo já é bem conhecido na Europa, principalmente para o público 60+, pois inclui retiros de meditação, spas naturais e práticas de yoga em destinos paradisíacos, entre outros.

    Portanto, as práticas de ESG, o avanço da tecnologia, a personalização de experiências turísticas e o bem-estar são a grande tendências não apenas para este ano, mas para os próximos. Diariamente os perfis de viajantes são analisados e inteligências humanas e artificiais criam roteiros que atendam às preferências individuais, colocando o viajante no centro do planejamento, e assim aumentando a satisfação e a fidelidade aos serviços oferecidos. O turismo em 2025 já está marcado por buscas mais conscientes e personalizadas. Entender essas tendências é essencial para atender às demandas de um setor em constante evolução.

    Ana Macêdo

  • A importância do Salão do Artesanato Paraibano para a cultura e o turismo

    A importância do Salão do Artesanato Paraibano para a cultura e o turismo

    A Paraíba, com sua riqueza cultural e artesanal, tem no Salão de Artesanato Paraibano uma das principais vitrines de sua identidade. Na sua 39ª edição, o evento reafirma a sua relevância para os artesãos locais e para a cadeia produtiva do turismo, sendo muito mais do que uma simples feira de artesanato: trata-se de um símbolo da economia criativa e da preservação cultural.

    Este ano, o tema “Qual o seu papel?” coloca o papel como protagonista, destacando sua nobreza como matéria-prima e levantando reflexões sobre o papel individual e coletivo na valorização do patrimônio cultural. A escolha ressalta o compromisso com a sustentabilidade, um aspecto cada vez mais essencial na produção artesanal.

    O local escolhido para o evento, o estacionamento do icônico Hotel Tambaú, em João Pessoa, não poderia ser mais estratégico. Acontecendo em pleno verão, o salão coincide com o período de maior fluxo turístico na cidade, atraindo visitantes. A estimativa de mais de 100 mil pessoas e uma movimentação financeira superior a R$ 4 milhões evidencia o impacto positivo do evento tanto na geração de renda quanto no fortalecimento da economia local.

    Para os artesãos, o salão representa mais do que uma oportunidade comercial; é um palco de valorização e reconhecimento, que lhes possibilita a chance de estabelecer contatos, expandir mercados e fortalecer a autoestima ao ver suas obras apreciadas por públicos diversos. É também uma forma de perpetuar tradições e técnicas que contam a história do estado.

    Além de ser uma vitrine de artesanato, o evento integra gastronomia, música e outras manifestações culturais. A presença de estandes como a da Cachaça Paraibana e apresentações artísticas complementam a experiência dos visitantes, reforçando a imagem da Paraíba como um destino completo para o turismo cultural.

    Do ponto de vista do turismo, o Salão de Artesanato é um verdadeiro atrativo. Ele complementa a oferta tradicional de sol e mar, atraindo turistas que buscam conhecer as raízes culturais da região. Eventos desse tipo são fundamentais para diversificar o público visitante e promover um turismo sustentável, que respeita e valoriza a comunidade local.

    Em suma, o Salão do Artesanato Paraibano é muito mais do que um evento. É um movimento que impulsiona a economia criativa, preserva a cultura popular e fortalece a identidade paraibana. Ao visitar o salão, estamos não apenas apreciando as obras de arte, mas também contribuindo para a construção de um futuro mais justo e sustentável para o nosso estado.

    Fabiano Vidal é Turismólogo, Jornalista de Turismo, Doutor em Ciência da Informação e ex-presidente da ABRAJET-PB (2020-2022)
    Foto: Walter Rafael – Arquivo Secom-PB

  • O Turismo de João Pessoa: Da promessa dos anos 90 à realidade de hoje

    O Turismo de João Pessoa: Da promessa dos anos 90 à realidade de hoje

    No final dos anos 1990, João Pessoa era considerada a “bola da vez” no turismo nacional. Foi nesse período que surgiram os primeiros cursos técnicos e superiores, como o I Curso Especial de Técnico em Turismo da Escola Técnica Federal da Paraíba (depois CEFET e atualmente IFPB) e os cursos de Turismo da IESP Faculdades (atual UNIESP) e da Universidade Federal da Paraíba. Embora houvesse otimismo, os anos passaram e a “bola da vez” nunca despontou, apesar de toda sua potencialidade turística, o que causava grande frustração entre empresários do setor e o poder público municipal. Este realizava campanhas de promoção turística que exaltavam a tranquilidade da cidade, o custo de vida acessível e, claro, as belezas naturais ímpares de praias como Tambaú, Cabo Branco e a Ponta do Seixas, “onde o sol nasce primeiro nas Américas”.

    Apesar de toda a desconfiança, os investimentos no setor nunca cessaram, e João Pessoa ganhou novos hotéis e restaurantes, além de empreendimentos voltados para atender bem à população e aos turistas, quase sempre oriundos de Recife e Natal. Pela proximidade entre as cidades, esses visitantes procuravam a capital paraibana, que se destacava pela tranquilidade, apresentando-se como um destino ideal para quem buscava fugir da agitação das grandes capitais. Os turistas, em sua maioria, eram casais e famílias que valorizavam um ritmo mais lento, algo que João Pessoa oferecia com maestria.

    Com o passar dos anos, João Pessoa ganhou força em um setor que, até então, não tinha relevância: o turismo de eventos. A chegada do João Pessoa Convention & Visitors Bureau, da Estação Ciência Cabo Branco e do Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima permitiu não apenas combater a sazonalidade do setor, mas também colocar João Pessoa em destaque nesse mercado. Isso manteve o turismo aquecido mesmo após o fim do período de férias dos turistas de lazer, possibilitando o crescimento de empresas e novos investimentos no turismo.

    A retomada do Polo Turístico Cabo Branco, com a instalação de novos hotéis que prometem dobrar a capacidade hoteleira de João Pessoa, recolocou, por assim dizer, a capital no mapa turístico brasileiro, destacando-a como um dos principais destinos turísticos do Nordeste. O fluxo de turistas cresceu exponencialmente, com visitantes de diversas partes do Brasil e do mundo desembarcando à procura de suas praias deslumbrantes, gastronomia singular e experiências culturais autênticas.

    No entanto, é importante frisar que, se agora João Pessoa é uma realidade no cenário turístico brasileiro, cresce, junto com o número de turistas, a responsabilidade do trade turístico, da Prefeitura, do Governo do Estado e da sociedade civil de debater o planejamento do turismo para as próximas décadas. Isso é essencial para que esta atividade, que tantos benefícios traz para o desenvolvimento da economia, gerando empregos diretos e indiretos, não se torne predatória, vítima de um turismo de massa que pode, por exemplo, impactar negativamente atrativos naturais como Picãozinho.

    Nesse sentido, o turismo deve ser compreendido como uma política pública, planejada no presente com vistas ao futuro, para que seja uma atividade sustentável e um dos pilares da economia local. Com essa finalidade em mente, é fundamental que as autoridades invistam em soluções que harmonizem os interesses de turistas e moradores. Medidas como o controle da especulação imobiliária e a promoção de um turismo inclusivo e sustentável podem ser o caminho para evitar que o crescimento do setor se torne um fardo para a população.

    João Pessoa já provou que pode ser mais do que uma promessa; hoje, é uma realidade no mapa turístico nacional. Resta agora encontrar o equilíbrio entre o progresso e a preservação do que a torna tão especial: sua combinação única de beleza, acolhimento e qualidade de vida.

    Fabiano Vidal é Turismólogo, Jornalista de Turismo, Doutor em Ciência da Informação e ex-presidente da ABRAJET-PB (2020-2022)
    Foto: Alexandre Saraiva Carniato (Pexels)