Autor: redação

  • Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Crescimento do consumo, expansão imobiliária, turismo e fortalecimento industrial consolidam a região como um dos principais motores do setor moveleiro brasileiro

    O mercado moveleiro nordestino atravessa um dos momentos mais relevantes de sua história recente. Sustentada pelo crescimento da construção civil, pela expansão do turismo, pela valorização imobiliária e por uma mudança demográfica que vem atraindo novos moradores para a região, a indústria de móveis passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na economia nordestina. Os números ajudam a dimensionar essa transformação.

    Segundo levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a Paraíba registrou crescimento de 205% na produção de móveis entre 2019 e 2024, o maior avanço do Nordeste e um índice mais de 13 vezes superior à média regional, que ficou em 15,7% no período. O estado também liderou o crescimento nacional no consumo de móveis e colchões, com alta de 11,2%, enquanto a média brasileira foi de 5,8%.

    Para Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, os dados macroeconômicos e as pesquisas setoriais mais recentes comprovam esse fenômeno de descentralização e amadurecimento comercial.

    “O Nordeste vem apresentando uma evolução consistente tanto no consumo quanto na produção de móveis. O que observamos é uma combinação de crescimento econômico regional, expansão imobiliária e fortalecimento da capacidade produtiva local. Estados como a Paraíba passaram a desempenhar um papel cada vez mais relevante dentro da cadeia moveleira nacional”.

    Ao mesmo tempo, a população continua crescendo. De acordo com o IBGE, João Pessoa alcançou 833.932 habitantes no Censo de 2022, crescimento de 15,26% em relação a 2010, tornando-se a capital nordestina que mais cresceu proporcionalmente no período. A estimativa para 2025 apontou uma população próxima de 898 mil habitantes. Em todo o estado, a população paraibana chegou a 4,16 milhões de pessoas.

    O avanço populacional impulsiona o mercado imobiliário local. Dados agregados do Índice Creci 360° apontam uma alta acumulada de 87,5% no número de unidades vendidas em João Pessoa e Cabedelo ao longo de 2025.

    Na avaliação de Marcelo Prado, o crescimento da população, o ritmo forte das construtoras e a chegada de novos moradores com maior renda criam um cenário ideal e lucrativo para os fabricantes de móveis e decoração.

    “João Pessoa é um caso particularmente interessante porque reúne diversos fatores que impactam diretamente o setor. Existe crescimento populacional acima da média, forte expansão imobiliária, aumento da atração de moradores de outras regiões e uma busca crescente por qualidade de vida. Tudo isso gera demanda por novos imóveis e, consequentemente, por mobiliário”.

    Vetor local e atração de investimentos

    Para Adeilton Pereira, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e sócio-diretor do Grupo OFFICINA, o salto produtivo das indústrias moveleiras locais reflete uma engrenagem econômica muito mais robusta.

    “O que explica esse crescimento tão significativo da produção de móveis na Paraíba é o desenvolvimento das indústrias locais, puxado pelo desenvolvimento do turismo e da construção civil no estado como um todo, mas principalmente em João Pessoa”, avalia.

    Segundo ele, a quebra de antigos estigmas geográficos abriu espaço para uma leitura realista sobre a competitividade regional, o que atraiu olhares de investidores atentos à diversificação econômica e à sustentabilidade de novos projetos comerciais.

    “Hoje, percebemos exatamente o oposto do passado: pessoas dos grandes centros buscando qualidade de vida no Nordeste. Muitos vêm em fase de aposentadoria, outros procuram mais tranquilidade, e há também os nômades digitais, que conseguem atuar em grandes mercados.”

    Construção civil, turismo e novos investimentos ampliam demanda

    A expansão do mercado imobiliário paraibano ocorre paralelamente a um ciclo histórico de investimentos turísticos. Dados da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) posicionam o Polo Turístico Cabo Branco como o hub de uma transformação sem precedentes, concentrando alguns dos projetos de maior relevância em desenvolvimento no Brasil.

    “O Polo Turístico Cabo Branco é um produto diferente no Nordeste. Além de sol e mar, o complexo está cercado pela maior reserva de Mata Atlântica da Paraíba. O Centro de Convenções é o maior do Nordeste e já temos 15 mil leitos e quatro parques temáticos contratados”, afirma Rômulo Polari, presidente da Cinep, durante o Sindepat Summit 2026, realizado em Lisboa.

    Esse movimento amplia a demanda por mobiliário e fortalece a indústria moveleira regional, que passa a atender uma parcela cada vez maior dos empreendimentos residenciais, hoteleiros e corporativos em desenvolvimento no Nordeste.

    Para a diretora-executiva da ABIMÓVEL, Cândida Cervieri, o fortalecimento dos centros regionais é um movimento estratégico para reduzir custos logísticos, otimizar operações e aumentar a competitividade das empresas nordestinas.

    “Móveis e colchões são produtos de grande volume físico, com custo logístico relevante. Por isso, a presença de polos regionais no Nordeste ajuda a explicar o desenvolvimento da região e amplia sua competitividade dentro do mercado brasileiro.”

    Consumidor busca personalização, funcionalidade e identidade

    O crescimento econômico vem sendo acompanhado por mudanças importantes no comportamento de consumo. Para Cândida Cervieri, a reconfiguração dos lares modernos após a consolidação de modelos de trabalho híbridos alterou profundamente a relação emocional e prática dos indivíduos com o mobiliário.

    “Em ambientes menores, mais integrados ou que precisam cumprir muitas funções, o mobiliário assume o protagonismo e passa a organizar a vida dentro de casa. Isso desloca parte da decisão de compra de uma lógica puramente transacional para uma lógica de projeto, valor e experiência”.

    Para ela, a valorização da identidade local tornou-se uma das principais características do design brasileiro contemporâneo. “Hoje existe uma percepção mais madura de que a identidade regional pode ser contemporânea, elegante, funcional e competitiva. O repertório nordestino conversa muito bem com a agenda contemporânea do design porque nasce do território, do clima, da cultura e da vida cotidiana”.

    Indústria regional amplia escala e capacidade produtiva

    O fortalecimento da indústria paraibana também vem sendo acompanhado por investimentos em tecnologia, automação e profissionalização dos processos produtivos.
    Adeilton Pereira destaca que o estreitamento dos laços comerciais entre as grandes construtoras e o chão de fábrica local eliminou a antiga dependência de fretes distantes e aumentou a velocidade de entrega dos projetos.

    “Hoje, temos uma cadeia de produção sob medida na própria região, voltada diretamente para atender às demandas de grandes construtoras e incorporadoras. Antes, eles precisavam buscar fornecedores no Sul do país e tinham pouco contato com as indústrias. Agora existe proximidade, troca constante e capacidade de adaptação muito mais rápida”, afirma.

    Esse cenário tem favorecido a expansão de indústrias especializadas em móveis sob medida e com capacidade para atender diferentes frentes do mercado. É o caso da ESSANTO, fabricante nordestina que desenvolve soluções para lojas parceiras, construtoras, incorporadoras, hotéis, hospitais e empreendimentos corporativos, levando escala industrial, tecnologia e personalização para diferentes perfis de clientes.

    “A ESSANTO nasceu na Paraíba, mas já atua em oito estados da região Nordeste e pretende fechar os nove estados em breve. Nossa atuação acontece tanto por meio de parceiros comerciais que levam nossos produtos ao consumidor quanto no atendimento direto a grandes empreendimentos. Temos experiência, tecnologia, capacidade produtiva e uma logística facilitada por estarmos na própria região. Precisamos apenas que o mercado conheça mais essa capacidade produtiva do Nordeste”.

    Expansão e tendências industriais

    O avanço fabril e comercial ganha respaldo com indicadores sólidos de mercado. Guilherme Brito, diretor administrativo da Móveis São Carlos, empresa sediada em Pernambuco, detalha esse cenário de atração de novos investimentos e descentralização econômica, que gera empregos e altera dinâmicas sociais históricas.

    Para manter a relevância no mercado, a flexibilidade fabril para absorver as transformações rápidas de design e comportamento torna-se essencial. Guilherme aponta que acompanhar essa evolução estética é o caminho para suprir as novas demandas do público e fortalecer a própria indústria regional.

    “Nós observamos, dentro do nosso leque de produtos, quais necessidades do consumidor estamos deixando de suprir para eliminar esses gaps. As tendências vão e vem de uma forma interessante: o consumidor adquire móveis muito retos, agora vemos mais formas arredondadas. Participar da evolução da nossa região é formidável, o Nordeste é peça fundamental para o futuro da indústria nacional”, ressalta.

    Design regional enfrenta gargalos mas ganha espaço

    O fortalecimento da criação nordestina ocorre em paralelo a um severo choque de realidade estrutural. Representando a operação baiana da Tidelli Outdoor Living, a sócia Roberta Mandelli detalha que o setor enfrenta uma complexidade operacional considerável no ambiente atual da região, o que exige resiliência por parte das empresas locais.

    “Apesar dos entraves, o Nordeste tem apresentado um design regional que está ganhando espaço, tanto no Brasil como fora. A região se autoconsome, devido ao crescimento das cidades e do turismo, e a demanda aumenta proporcionalmente ao crescimento imobiliário.”

    A empresária identifica uma forte guinada no comportamento do público comprador, que passa a valorizar a ancestralidade e a exclusividade na composição dos ambientes. Para atender a essa exigência por refinamento técnico e customização, o monitoramento de mercado precisa ser rigoroso e contínuo.

    “A grande trend da decoração atual é o resgate de valores, de tradição, memórias afetivas, e isto acaba gerando um consumo regional maior, uma valorização do feito à mão, de materiais naturais, o que aumenta o consumo por uma produção artesanal. A pesquisa de comportamento é constante, tendências mundiais e nacionais sempre são observadas, pois nós valorizamos design, qualidade e tendência”, comenta Roberta.

    O desafio é fortalecer a percepção de mercado

    Embora o setor reconheça os avanços conquistados, ainda existe o desafio de estabelecer nacionalmente a percepção sobre a capacidade industrial nordestina. Adeilton Pereira avalia que o nível de automação, os selos de qualidade e o padrão de acabamento das fábricas nordestinas atuais não possuem qualquer desvantagem técnica em relação aos centros tradicionais localizados nas regiões Sul e Sudeste.

    “O Nordeste sempre teve uma identidade muito forte. O que mudou foi que começamos a expor essa identidade ao mundo. Levamos um pedacinho da Paraíba para eventos internacionais e mostramos que somos capazes tanto quanto qualquer outro polo produtor.”

    Para o executivo, as marcas que pretendem liderar as próximas décadas precisam adotar posturas corporativas humanizadas, focadas na governança socioambiental e no bem-estar de toda a sua rede de profissionais, parceiros e clientes.

    “Nosso papel é evoluir continuamente para atender às novas exigências e superar as expectativas dos clientes com entregas de alto padrão ”, afirma.

    Na avaliação de Adeilton, a superação de visões defasadas sobre o mercado e a ampla divulgação da maturidade fabril do Nordeste são fundamentais para o atual momento do setor. “A capacidade produtiva nós já temos. O que precisamos agora é que o mercado perceba que o Nordeste mudou e que hoje possui estrutura, tecnologia e competitividade para atender sua própria demanda com excelência”, defende Adeilton.

  • ABRAJET Nacional promove workshop para jornalistas em João Pessoa

    ABRAJET Nacional promove workshop para jornalistas em João Pessoa

    Jornalistas, assessores de imprensa e produtores de conteúdo participaram, nesta segunda-feira 1º de junho, em João Pessoa, do workshop “A Nova Rota do Jornalismo de Turismo: Visibilidade Online, Tecnologia e Influência Digital”. Realizado no Hotel Cabo Branco Atlântico, o encontro apresentou estratégias para ampliar a visibilidade e a autoridade de comunicadores em um cenário cada vez mais impactado pela tecnologia.

    A capacitação foi conduzida pela jornalista Vânia Monteiro, diretora nacional de Mídias Digitais da ABRAJET Nacional, que compartilhou conhecimentos sobre mecanismos de busca, inteligência artificial, produção de conteúdo, posicionamento online e o comportamento das plataformas. Com linguagem prática e exemplos aplicáveis ao cotidiano, a palestrante promoveu reflexões sobre as transformações que vêm redefinindo a forma de produzir, distribuir e consumir informação.

    A atividade integra uma agenda nacional voltada à qualificação dos comunicadores e ao fortalecimento do jornalismo de turismo, contribuindo para que os participantes ampliem seu alcance, relevância e capacidade de adaptação às novas demandas do setor.

    Redação

  • Grupo OFFICINA aposta em formação profissional e crescimento interno para atrair e reter talentos em João Pessoa 

    Grupo OFFICINA aposta em formação profissional e crescimento interno para atrair e reter talentos em João Pessoa 

    Com programas de capacitação, parcerias sociais e incentivo ao desenvolvimento de carreira, empresa fortalece cultura de valorização das pessoas e amplia oportunidades de primeiro emprego

    Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, atrair e reter talentos se tornou um dos principais desafios das empresas brasileiras. Planos de carreira, benefícios e programas de desenvolvimento profissional estão entre as estratégias mais adotadas pelas organizações para fortalecer equipes e reduzir a rotatividade. Em João Pessoa, o Grupo OFFICINA tem investido justamente nesse caminho: formar profissionais, criar oportunidades e desenvolver talentos dentro de casa.

    Somente este ano, o grupo já fechou mais de 40 vagas por meio de iniciativas voltadas à empregabilidade e inclusão profissional. Entre elas estão parcerias com o Projeto Soldado Cidadão, do Exército Brasileiro, o SINE-PB e instituições sociais apoiadas pela empresa, como o CEFEC.

    Uma das ações de maior impacto é o Curso Profissional em Marcenaria, desenvolvido desde 2012 em parceria com o Centro de Formação Educativo Comunitário (CEFEC). Ao longo dos últimos anos, o projeto já formou mais de 470 marceneiros e alcançou retenção empregatícia superior a 40% entre os participantes. O reflexo desse investimento pode ser visto diretamente na equipe da ESSANTO, marca do grupo especializada em fabricação de móveis planejados, onde cerca de 48% dos colaboradores vieram do CEFEC. 

    Ainda em parceria com o Centro, o Grupo OFFICINA implantou o curso de Montagem de Móveis. A turma piloto contou com cinco alunos e dois deles já foram absorvidos pela empresa.

    Além da formação técnica, a companhia também tem apostado em oportunidades de primeiro emprego e programas de estágio em diferentes áreas. Um dos exemplos é o de Davi Waller, atualmente revisor técnico do grupo. Ele entrou na empresa em 2017 como estagiário e construiu sua trajetória profissional internamente.

    “Eu entrei como estagiário e fui crescendo. Passei pelo setor comercial, fui me entendendo como designer de interiores, que é a minha profissão, e percebendo os nichos que eu poderia ocupar. Atualmente, como revisor técnico, consigo unir tanto a parte estética quanto a técnica”, relata.

    Segundo Davi, um dos diferenciais do grupo está justamente no incentivo ao crescimento profissional dos colaboradores. “A empresa aposta no funcionário. Existem diversos programas de treinamento, tanto na indústria quanto nas lojas OFFICINA e VIVA, que fazem com que o colaborador aprenda na prática, mesmo sem ter tanto embasamento teórico inicialmente”, ressalta.

    Entre os programas internos estão o Performe, voltado para estagiários e novos profissionais, e o OFFICINA Capacita, uma iniciativa de capacitação contínua que atende colaboradores de diferentes áreas e níveis da empresa A proposta é preparar os colaboradores para os desafios do dia a dia, promovendo aprendizado frequente e desenvolvimento de carreira.

    “Mais do que contratar, nós buscamos desenvolver pessoas e construir trajetórias dentro da empresa. Acreditamos que quando oferecemos oportunidade, capacitação e acompanhamento, conseguimos formar profissionais mais preparados e engajados. Esse investimento nas pessoas impacta diretamente a cultura da empresa e fortalece nossas equipes”, afirma Soni Cassiano, sócia-diretora do Grupo OFFICINA. 

    Os interessados em fazer parte do time do Grupo OFFICINA podem acompanhar as oportunidades disponíveis e cadastrar currículo por meio da plataforma oficial de recrutamento da empresa. As vagas contemplam diferentes áreas de atuação, desde oportunidades para primeiro emprego, estágio e cargos técnicos. Mais informações estão disponíveis por meio do link https://grupoofficina.vagas.solides.com.br/.

  • Aquário Paraíba fortalece turismo educativo com experiências de conscientização ambiental

    Escolas podem agendar visitas guiadas com atividades voltadas à educação ambiental e preservação da vida marinha

    Referência em turismo educativo na Paraíba, o Aquário Paraíba vem se consolidando como um importante espaço de lazer, aprendizado e conscientização ambiental. Localizado na Praia do Seixas, em João Pessoa, o equipamento recebe, a cada ano, um número crescente de estudantes e professores de escolas da capital e de diversas cidades da região, atraídos pelas experiências educativas voltadas à preservação da vida marinha.

    As visitas guiadas permitem que os alunos conheçam de perto a diversidade da fauna existente no local, que atualmente reúne mais de 100 espécies. Por meio das atividades extraclasse, as escolas têm a oportunidade de trabalhar a conscientização ambiental de forma lúdica e interativa, mostrando que educação e diversão podem caminhar juntas.

    As visitações têm duração aproximada de uma hora e meia. Durante esse período, os estudantes participam de uma experiência interativa conduzida por uma equipe multidisciplinar formada por educador ambiental, bióloga, médico veterinário e técnica veterinária.

    O engenheiro ambiental e diretor do Aquário Paraíba, Emmanuel Lopes, explica que o projeto contempla diferentes faixas etárias e é adaptado conforme a idade do público participante. Segundo ele, a proposta é promover consciência ambiental de maneira acessível, dinâmica e educativa. “Os temas apresentados durante as visitas abordam a responsabilidade da preservação ambiental, incluindo questões como a poluição causada por resíduos e outros agentes poluentes. O conteúdo das palestras e vídeos é adaptado de acordo com a faixa etária das crianças e adolescentes. A experiência começa no auditório e segue para a visita aos animais, onde apresentamos os biomas e os impactos causados pelo ser humano”, explica Emmanuel Lopes.

    Para agendar as visitas, escolas e demais interessados podem entrar em contato com o Aquário Paraíba pelo (83) 98620-1422, ou pelo Instagram @aquarioparaiba,  onde também são divulgadas informações sobre projetos, atividades e a programação educativa do espaço. Além disso, instituições de ensino contam com condições especiais para visitas agendadas.

  • Abrajet promove reunião do Conselho Nacional em Piranhas-AL: confira programação completa

    Abrajet promove reunião do Conselho Nacional em Piranhas-AL: confira programação completa

    Evento acontece entre os dias 28 e 31 de maio e conta com uma programação imersiva nos encantos da região

    No fim de maio, os jornalistas de turismo têm um encontro marcado com uma pepita do sertão. Piranhas, em Alagoas, receberá a primeira reunião de 2026 do Conselho Nacional da Abrajet composto por Diretoria Executiva, os diretores regionais, os presidentes de seccionais e dos ex-presidentes nacionais (conselheiros natos).

    Entre proposições, aprovações de projetos e confraternizações, os convidados terão oportunidade de conhecer uma cidade à beira-rio que conserva sua história, valoriza sua cultura e, atualmente, vive um boom turístico com amplos investimentos e destaque na mídia.

    “Esperamos que o encontro ocorra em clima de harmonia e com aprovação de projetos importantes para o fortalecimento da entidade, que é de grande importância para promoção da indústria do turismo, através da comunicação”, afirma Luiz Pires, presidente da Abrajet Nacional.

    Já o presidente da seccional da Abrajet em Alagoas, declarou sua satisfação com a realização da reunião do Conselho Nacional da Abrajet no estado.  “Como presidente (da seccional) fico muito feliz com a certeza de trazer mais brilho para o nosso estado com a Abrajet Nacional vindo para cá. Com a reunião do Conselho Nacional vamos poder destacar, dessa vez, não só Maceió, que vai ser a porta de entrada de todos os conselheiros em nosso estado – onde ficarão hospedados nas praias da Pajuçara, da Ponta Verde, da Jatiúca. Posteriormente seguirão para nossa encantadora Piranhas, conhecida como a “Lapinha do Sertão”, onde temos muitos atrativos a serem explorados por todos. E o Brasil, mais uma vez, vai ter a certeza de que Alagoas é linda do litoral ao sertão”, destacou.

    O secretário de Cultura e Turismo de Piranhas, Eduardo Clemente, disse: “será uma honra mostrar aos conselheiros da Abrajet Nacional nossa cultura, nossa história e a força da economia criativa de nossa “Lapinha do Sertão”. Somos a única cidade do bioma caatinga tombada pelo IPHAN. Tombamento paisagístico e arquitetônico desde 2003. Piranhas é considerada pela Folha de São Paulo, o principal destino de água doce do nordeste e é uma das cidades mais visitadas do estado de Alagoas. Repito: será uma honra receber todos vocês”.

    Conheça Piranhas – AL, a “Lapinha do Sertão”

    Piranhas é uma pequena cidade localizada no baixo São Francisco. Sua origem data do século XVII, elevada à unidade autônoma no século XIX e, desde a década de 40, mantém a divisão administrativa que tem hoje: cidade de Piranhas e vila de Entremontes.

    Sua história é marcada por eventos que tiveram grande influência na região. Entre eles podemos citar a construção da linha ferroviária entre Piranhas e Jatobá e a exposição das cabeças de Lampião e Maria Bonita na escadaria do Palácio Dom Pedro II.

    Enquanto a exposição dos cangaceiros marcou o fim de um capítulo da história nacional, a ferrovia levou desenvolvimento para a região – efeito que se quer reconstituído no setor turístico com o Projeto Trem do Imperador.

    A economia de Piranhas baseia-se na administração pública, na agropecuária e, cada vez mais, no turismo. Influência direta de seu tombamento como sítio histórico e paisagístico pelo Iphan em 2004 e de investimentos direcionados à exploração da sua cultura.

    Foi esse crescimento, aliás, que motivou a escolha da cidade como sede da reunião do Conselho Nacional da Abrajet. Segundo o presidente  Luiz Pires, “Piranhas foi escolhida por ser um destino em ascensão em Alagoas, com acessibilidade, meios de hospedagem e gastronômicos adequados”.

    Seus atrativos ecoturísticos e de vivência únicos no país também pesaram na escolha do lugar. Os Cânions do Rio São Francisco e a Rota do Cangaço, por exemplo, fazem parte do itinerário montado pela Prefeitura Municipal de Piranhas em parceria com a seccional de Alagoas. O objetivo é mostrar um pouco das diversas atrações no pequeno prazo do evento.

    Principais atrativos da cidade de Piranhas

    Em meio a mudanças no turismo sertanejo, com direito a investimentos pesados em empreendimentos em Piranhas, algumas atrações mantém lugar de destaque e são imperdíveis durante visitas à região:

    • Cânions do São Francisco: também conhecido como Cânion do Xingó, um dos maiores cânions navegáveis do mundo, convida a um passeio de catamarã por entre seus paredões rochosos.
    • Centro Histórico: às margens do São Francisco, as diversas casas e casarões seculares protegidos pelo Iphan colorem a paisagem e encantam os turistas.
    • Mirante Secular: do lado oposto ao Mirante da Igreja e junto ao obelisco, fica este mirante do século XIX que proporciona uma visão panorâmica privilegiada do rio e seus cânions.
    • Museu do Sertão/Museu do Cangaço: localizado no Centro Histórico, conta um pouco da história da cidade e região. Lá, além de objetos de Lampião, está o registro fotográfico do fim do rei do cangaço.
    • Rota do Cangaço: realizada pelo rio com catamarã/lancha e por trilha, a Rota do Cangaço abrange as cidades de Canindé do São Francisco e Piranhas em um total de 10 quilômetros. O passeio segue o trajeto da polícia que prendeu Lampião e seu bando e oferece, além de história, boa gastronomia típica e um mergulho na paisagem sertaneja.
    • Vila de Entremontes:  apesar de ser parte da Rota do Cangaço, é outro atributo que se destaca na vila: o bordado. Conhecida como a Capital do Bordado, Entremontes tem casas coloniais que preservam a história da passagem de Dom Pedro II pela região, além da habilidade com o Redendê e o Ponto Cruz, tipos de bordado que são patrimônios imateriais do estado.

    Gastronomia típica: quando o rio encontra o sertão

    A gastronomia típica de Piranhas combina elementos da culinária sertaneja e insumos do Velho Chico em pratos com sabores marcantes. Diversos peixes protagonizam os menus da região, como tilápia, piau e lagostim (pitus), mas há espaço para todos os tipos de carne.

    Entre as comidas típicas da região, podemos mencionar:

    • Peixada com pirão
    • Carne de sol com macaxeira
    • Galinha de capoeira (galinha caipira com pirão)
    • Sarapatel
    • Baião de dois

    Cultura local: a dança que ajuda a contar a história

    A cultura de Piranhas se estende por sua arquitetura conservada, pelo bordado de sua vila, pela gastronomia típica e inevitavelmente pela relação com o cangaço.

    Apesar do forró pé de serra ser o ritmo popular da região, devido ao cangaço, o xaxado adquire importância histórica e contextual: Lampião colaborou para a disseminação do ritmo por todo o nordeste.

    A princípio, o xaxado se tratava de uma dança militar, para celebrar as conquistas dos cangaceiros. Com os deslocamentos do bando pela região, a dança conquistou adeptos em toda parte. Mesmo sendo reconhecida como dança por si só, atualmente sua execução também ajuda a contar a história em Piranhas.

    Na cidade, há mais de um grupo de xaxado. Em 2025, participaram da Mostra Alagoana de Música ao menos dois: Grupo de Xaxado Estrelas do Sertão e o Grupo de Xaxado Cangaceiros do Capiá.

    Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Abrajet

    Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo) é uma entidade criada em 1957 e responsável pela promoção da atividade de jornalismo turístico no país. Presente em 20 estados e com aproximadamente 200 associados, a Abrajet realiza duas vezes ao ano a reunião do Conselho Nacional.

    Programação da reunião do Conselho Nacional da ABRAJET

    Dia 28

    Chegada dos participantes

    Jantar de boas vindas

    Dia 29

    9h – Reunião do Conselho Nacional Abrajet

    12h – Almoço

    14h – Passeio dos Cânions do São Francisco

    17h – Pôr do Sol

    20h – Jantar Centro Histórico

    Dia 30

    08h30 – Saída para Rota do Cangaço/ Visita à Vila de Entremontes (Nossa Capital do Bordado)

    12h – Almoço

    15h30 – Visita ao Centro de Artesanato/Centro Histórico

    19h30 – Jantar Centro Histórico/Show de Xaxado

    Dia 31

    Retorno à origem

    Serviço

    O quê: Reunião do Conselho Nacional da ABRAJET

    Onde: Piranhas – Alagoas

    Quando: de 28 a 31 de maio

    Contato: contato@abrajetnacional.com.br

    Abrajet Nacional