Autor: redação

  • Aquário Paraíba abriga cinco aves migratórias que percorrem o continente antes de chegar ao Nordeste

    Aquário Paraíba abriga cinco aves migratórias que percorrem o continente antes de chegar ao Nordeste

    De gaivotas a pinguins, a diversidade de espécies em trânsito pelo litoral sul-americano pode ser conhecida de perto em João Pessoa

    O mar que banha o litoral nordestino guarda histórias de viagem que vão muito além do horizonte. No Aquário Paraíba, em João Pessoa, cinco espécies de aves migratórias revelam ao visitante um dos fenômenos mais fascinantes da natureza: o deslocamento de animais por milhares de quilômetros em busca de alimento, clima favorável e locais de reprodução. Do Atlântico Sul às costas tropicais, cada uma carrega uma trajetória singular.

    Gaivota-de-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus)

    Comum em lagoas, estuários e faixas litorâneas, a gaivota-de-cabeça-cinza circula entre o sul da América do Sul e as regiões tropicais do continente, acompanhando as estações e a disponibilidade de alimento. No inverno, forma grandes bandos ao longo da costa, um espetáculo de coordenação coletiva que impressiona pela escala. Sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes litorâneos faz dela uma das espécies mais versáteis entre as aves marinhas.

    Atobá-grande (Sula dactylatra)

    O atobá-grande é um especialista em mergulho. Ao avistar um cardume, lança-se em alta velocidade do ar em direção à água, usando visão subaquática de precisão excepcional para capturar as presas. A espécie transita entre ilhas e zonas costeiras ricas em peixe no Atlântico e no Pacífico, cobrindo rotas oceânicas de grande extensão. No Aquário Paraíba, o visitante pode observar de perto essa ave que une elegância e eficiência.

    Atobá-pardo (Sula leucogaster)

    Parente próximo do atobá-grande, o atobá-pardo também é mergulhador de alta performance, conhecido pela velocidade com que entra na água para capturar peixes. A espécie realiza movimentos migratórios entre ilhas oceânicas e costas tropicais, reunindo-se em grandes colônias durante a reprodução. No Brasil, sua presença é registrada ao longo de boa parte do litoral, uma espécie familiar para quem frequenta praias e costões rochosos do Nordeste.

    Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus)

    O pinguim-de-Magalhães parte das colônias reprodutoras da Argentina e do Chile e percorre milhares de quilômetros pelo litoral atlântico até alcançar o Brasil nos meses mais frios. Muitos chegam ao Nordeste encalhando nas praias paraibanas em estado de exaustão, o que mobiliza, todo ano, equipes de resgate e reabilitação. No Aquário Paraíba, a espécie pode ser vista em condições adequadas de cuidado, oferecendo uma rara oportunidade de contato com um dos maiores viajantes do reino animal.

    Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)

    Ao contrário das espécies oceânicas, o sanhaço-cinzento é ave de matas, quintais e jardins. Seu padrão migratório é mais discreto: realiza deslocamentos sazonais pela América do Sul e se adapta com facilidade a ambientes urbanos e periurbanos. Muito comum no Brasil, é frequentemente avistado em árvores frutíferas e parques. No Aquário Paraíba, representa a biodiversidade das aves de interior e contrasta com as demais pelo vínculo cotidiano com os brasileiros.

    O Aquário Paraíba fica na Rua das Lagostas, 140, Praia do Seixas, João Pessoa. Funciona de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h. Informações: (83) 98620-1422. Instagram: @aquarioparaiba.

  • Imóveis usados ganham força e viram alternativa para quem busca apartamentos maiores em João Pessoa

    Imóveis usados ganham força e viram alternativa para quem busca apartamentos maiores em João Pessoa

    Procura por imóveis acima de 100m² e prontos para morar impulsiona mercado na capital paraibana

    A busca por imóveis usados tem ganhado espaço no mercado imobiliário de João Pessoa, impulsionada principalmente por famílias que procuram apartamentos maiores, bem localizados e prontos para morar. O cenário acompanha uma tendência nacional. Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica aponta que 49% das famílias brasileiras pretendem adquirir um imóvel em 2026, maior patamar registrado no último ano.

    Na capital paraibana, o cenário tem sido puxado por um perfil específico de comprador: quem busca metragem mais generosa, em bairros mais próximos da orla, características menos comuns entre os lançamentos mais recentes.

    Foi o caso de uma cliente atendida pela corretora de imóveis Thaís Galan, da Núcleo Consultoria Imobiliária, referência no setor no Nordeste. Vinda do Rio de Janeiro, a cliente procurava um apartamento bem localizado e com espaço kids para a família. A decisão foi imediata. “Na primeira visita, ela bateu o martelo. Era exatamente o que procurava: mais espaço e uma estrutura pronta para atender à rotina da família”, relata Thaís.

    Segundo a corretora de imóveis, esse tipo de procura tem se tornado cada vez mais frequente em João Pessoa, especialmente diante da escassez de novos empreendimentos com metragens amplas.

    “Em João Pessoa, embora algumas construtoras estejam voltando a apostar em imóveis maiores, as unidades acima de 150 metros quadrados ainda são, em sua maioria, imóveis usados. São apartamentos amplos, geralmente com três ou quatro quartos e boa estrutura de lazer. Além do público investidor, temos recebido muitas pessoas em busca de imóveis para moradia, e os usados atendem muito bem a essa demanda”, explica.

    O que explica o crescimento do mercado imobiliário de segunda mão?

    Segundo o especialista Ivan Rocha, sócio da Núcleo Consultoria Imobiliária, o mercado de João Pessoa segue bem aquecido, tanto para imóveis usados quanto para lançamentos. Mas explica que a predominância de empreendimentos compactos nos últimos anos abriu espaço para a valorização dos imóveis de segunda mão. “O imóvel pronto atende uma necessidade imediata daquele cliente que não pode esperar o prazo de uma obra”, pontua Ivan.

    Outro diferencial está no preço. “Normalmente, o valor do metro quadrado desses imóveis costuma ser mais baixo quando comparado ao de prédios recém-entregues, o que torna a negociação bastante atrativa”, explica.

    O que avaliar antes de comprar um imóvel usado em João Pessoa?

    Apesar das vantagens, a aquisição exige atenção redobrada. Ivan alerta que a análise deve ir além da aparência do imóvel.

    Entre os principais pontos de atenção estão:

    posição solar
    quantidade e regularidade das vagas de garagem
    valor do condomínio
    previsão de taxas extras
    estado de conservação da edificação
    situação jurídica da unidade e do condomínio

    “Às vezes, o comprador adquire um imóvel e descobre depois que o condomínio está prestes a executar uma obra de fachada, por exemplo, o que gera um custo elevado por um longo período”, explica.

    Ele lembra ainda que o contrato de compra e venda é irrevogável e irretratável. “É fundamental esclarecer todas as dúvidas antes da assinatura e entender como está a gestão condominial, a documentação da unidade e a situação jurídica do edifício”, alerta o sócio da Núcleo.

    Financiamento e FGTS ampliam possibilidades

    Ao contrário do que muitos compradores imaginam, imóveis usados também podem ser financiados e, em muitos casos, permitem uso do FGTS. Segundo Ivan, as condições variam conforme a instituição financeira. Alguns bancos oferecem taxas menores para imóveis novos; outros analisam exclusivamente a capacidade de crédito do cliente.

    Além do financiamento tradicional, ele salienta o consórcio como alternativa viável para a aquisição.“Também existe a possibilidade de compra via consórcio. É uma modalidade que pode fazer sentido dependendo do planejamento financeiro do comprador”.

    Para quem deseja usar o Fundo de Garantia, a resposta é positiva. “Muitos clientes têm dúvida sobre isso, mas é possível, sim, utilizar o FGTS na compra de imóvel usado, desde que sejam atendidos os critérios exigidos”, retifica

  • Espaço Arte Brasil abre nova exposição com Bonecos de Pilão, em João Pessoa

    Espaço Arte Brasil abre nova exposição com Bonecos de Pilão, em João Pessoa

    Mostra reúne obras em argila de Ricardo Francisco e Marcos Torres e apresenta ao público um recorte da arte popular e contemporânea de Pernambuco

    A produção em argila dos artistas pernambucanos Ricardo Francisco e Marcos Torres, conhecidos pelo projeto Bonecos de Pilão, será o foco da próxima exposição do Espaço Arte Brasil, com abertura marcada para terça-feira (19). A mostra reúne obras que partem da tradição da cerâmica popular nordestina e dialogam com repertórios simbólicos do cotidiano e da memória afetiva.

    O trabalho da dupla constrói narrativas visuais a partir de elementos recorrentes do imaginário brasileiro, como cactos, cajus, sanfonas, figuras humanas, igrejas históricas e os chamados “anjos sanfoneiros”. As peças articulam referências da cultura popular com uma leitura contemporânea da forma e do volume, preservando a materialidade do barro como linguagem central.

    Com trajetória vinculada à arte popular pernambucana, Ricardo Francisco e Marcos Torres consolidaram, por meio dos Bonecos de Pilão, uma pesquisa estética que investiga pertencimento, identidade e memória. A exposição em João Pessoa amplia esse percurso e aproxima o público paraibano de uma produção que reafirma a força da cerâmica nordestina no circuito da arte brasileira.

    A abertura acontece no dia 19 de maio, no Espaço Arte Brasil, com visitação aberta ao público e horário de funcionamento do Liv Mall, de segunda a sábado, das 09h às 21h e domingos, das 13h às 21h. Mais informações podem ser obtidas pelo Instagram @espacoartebrasil

  • Sea Rooftop se destaca como espaço versátil para eventos com vista panorâmica de João Pessoa

    Sea Rooftop se destaca como espaço versátil para eventos com vista panorâmica de João Pessoa

    O Sea Rooftop consolida-se como um dos endereços mais belos e versáteis para eventos sociais e corporativos em João Pessoa. O espaço reúne estrutura, flexibilidade operacional e uma das vistas mais exuberantes do litoral paraibano.
    Com capacidade para até 200 pessoas, o Sea Rooftop recebe casamentos, aniversários, eventos de empresas e celebrações de maior porte. O local pode ser reservado de forma integral e permite definir o layout conforme o perfil do contratante, seja em formato sentado, em pé ou híbrido.

    A experiência gastronômica segue a mesma lógica de adaptação. O Sea Rooftop trabalha com serviço de buffet e opções de open bar, a partir de menus sugeridos que funcionam como base para criações sob medida. Há liberdade para ajustes, inclusão de pratos específicos e até o desenvolvimento de drinks autorais em parceria com a equipe de bar, de acordo com a  identidade e a proposta do evento.

    No campo estrutural, o Sea Rooftop conta com sistema de som para apresentações ao vivo e ambientação musical, gerador de energia, climatização nas áreas internas e ambientes integrados entre espaços externos e internos. “O Sea Rooftop reúne, em um único endereço, estrutura pronta para eventos e uma vista para o mar que se estende de forma contínua do nascer ao pôr do sol. À noite, especialmente em períodos de lua cheia, o cenário ganha outra dimensão. Essa integração entre ambiente, serviço e paisagem cria uma atmosfera que dificilmente se reproduz em salões tradicionais”,  comenta o gerente Osmildo Estrela.
    Além da vista panorâmica para o oceano, uma das principais características do espaço é a operação simplificada, com mobiliário, equipamentos de som, estrutura técnica e serviços de buffet e bar que já fazem parte da entrega, o que reduz etapas logísticas a quem realiza o evento no local.

    Localizado no topo do Oceana Atlântico Hotel, na Avenida Governador Argemiro de Figueiredo, 2100, no Bessa, o Sea Rooftop funciona de terça a domingo, das 17h às 23h. As reservas podem ser feitas pelo link https://reservation.getin.app/91aywO1v ou pelo Instagram @searooftop.

  • Tauá lança administradora hoteleira e amplia atuação para gestão de ativos de terceiros

    Tauá lança administradora hoteleira e amplia atuação para gestão de ativos de terceiros

    O Grupo Tauá, rede brasileira especializada em resorts, hotéis de lazer e eventos, está ampliando seu modelo de negócios e passa a atuar também na gestão de ativos hoteleiros de terceiros. A companhia lançou neste mês a Tauá Administradora Hoteleira, nova frente voltada à administração de empreendimentos turísticos em diferentes regiões do país.

    A iniciativa marca um novo estágio na trajetória da empresa, que completa 40 anos em 2026, e ocorre em um momento de consolidação financeira do grupo. Em 2025, o Tauá registrou faturamento bruto de R$ 769 milhões, crescimento de 14% em relação aos R$ 672 milhões registrados em 2024. Desde 2021, quando a receita era de R$ 270 milhões, o grupo triplicou seu faturamento.

    Segundo Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá, o lançamento da administradora reflete a maturidade da operação e a consolidação de um modelo de gestão estruturado ao longo das últimas décadas. “Construímos uma operação robusta, com governança corporativa, conselho independente, disciplina financeira, aliada a preservação patrimonial. A administradora nasce justamente para levar essa expertise adquirida nesses 40 anos a investidores e proprietários de hotéis que buscam gestão profissional, geração consistente de resultados com valorização de seu ativo”, afirma.

    A nova operação do grupo atuará na gestão de resorts e hotéis de lazer e eventos pertencentes a terceiros, atendendo proprietários de empreendimentos turísticos, incorporadoras e desenvolvedores de novos projetos hoteleiros.

    Para a CEO, a criação da administradora também faz parte da estratégia de expansão e nacionalização do Tauá. “Acreditamos muito no potencial de crescimento do turismo no Brasil nos próximos anos. Por isso, queremos ampliar a presença da marca no país, contribuindo para o desenvolvimento do setor”, comenta.

    Especialização em turismo de lazer e eventos

    A aposta da companhia está baseada na especialização em um segmento ainda pouco explorado por administradoras nacionais: a hotelaria de lazer com foco em entretenimento e eventos.

    Segundo a executiva, o Tauá é hoje o único grupo hoteleiro nacional especializado em resorts e hotéis de lazer e eventos que também passa a oferecer o serviço de administradora hoteleira, com abrangência no país.

    “A hotelaria de lazer tem uma lógica operacional e distribuição própria, com forte integração entre entretenimento, experiência do hóspede e gestão de grandes estruturas de serviços. Desenvolvemos esse know-how ao longo de décadas operando resorts e acreditamos que há espaço para aplicar esse modelo em outros empreendimentos”, diz Lizete.

    Além da gestão de novos projetos, a administradora também pretende atuar em hotéis já existentes que buscam reposicionamento de marca ou troca de bandeira.

    Crescimento e eficiência operacional

    O lançamento da nova frente de negócios ocorre em meio a um ciclo de expansão da companhia. Em 2025, o grupo recebeu mais de 1 milhão de hóspedes, crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

    O nível de satisfação dos clientes também avançou. O Net Promoter Score (NPS) da rede atingiu 82,3 pontos, indicador considerado de excelência global e que mede o grau de recomendação espontânea dos hóspedes.

    No início de 2026, os indicadores operacionais continuaram positivos. Em janeiro, o grupo registrou 43,5% de margem de lucro operacional bruto (GOP), refletindo ganhos de eficiência na gestão de custos e na ocupação dos resorts.

    Parte desse desempenho está associado ao Sistema de Gestão Integrado Tauá, modelo que conecta cultura organizacional, padrões operacionais, ESG, Tech e Inovação, além dos indicadores de satisfação do cliente e gestão de performance. A estrutura reúne quatro frentes: talento e cultura, padrões e processos, qualidade e satisfação do cliente e eficiência operacional, acompanhadas por métricas contínuas que orientam melhorias nas operações.

    “Esses resultados reforçam a consistência do nosso sistema de gestão integrado. Um investidor que busca uma administradora hoteleira procura exatamente isso: governança sólida, eficiência operacional e capacidade comprovada de geração de receita”, afirma a CEO.

    Expansão geográfica

    Atualmente, o Grupo Tauá opera empreendimentos no Sudeste e Centro-Oeste, incluindo os resorts Tauá Caeté (MG), Tauá Atibaia (SP) e Tauá Alexânia (GO), além do Alegro Hotel, no interior paulista, e da administração do Grande Hotel Termas de Araxá (MG).

    Entre as unidades em desenvolvimento está o Tauá Resort João Pessoa, na Paraíba, empreendimento que ampliará a presença do grupo no Nordeste. O projeto prevê investimento de cerca de R$ 700 milhões e será o maior resort da companhia. A abertura para o público está prevista para 1º de julho.

    Com a nova vertical de negócios, o grupo passa a combinar expansão própria com a gestão de ativos de terceiros, movimento que amplia a escala de atuação da companhia no país. A estratégia reforça o posicionamento do Tauá como operador especializado em hotelaria de lazer e eventos, segmento que ganha relevância diante do crescimento do turismo doméstico e da demanda por experiências completas de entretenimento e hospitalidade.