Autor: redação

  • Saiba por que morar perto de um parque se tornou um dos atributos mais valorizados no mercado imobiliário

    Saiba por que morar perto de um parque se tornou um dos atributos mais valorizados no mercado imobiliário

    Durante muito tempo, a escolha de um imóvel passava principalmente pela planta, pela quantidade de quartos ou pela vaga de garagem. Hoje, uma nova pergunta surge entre compradores e investidores: como será a rotina de quem vai viver ali?

    A possibilidade de sair de casa para caminhar, correr, pedalar ou simplesmente passar alguns minutos em contato com a natureza fez com que imóveis próximos a parques deixassem de ser apenas um diferencial e passassem a representar um importante fator de valorização urbana. Não por acaso, bairros próximos a grandes parques estão entre os mais desejados em cidades como Nova York, Londres e São Paulo, onde equipamentos como Central Park, Hyde Park e Ibirapuera ajudam a transformar o estilo de vida de quem mora ao redor.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclusive reconhece que os espaços verdes urbanos contribuem para reduzir o estresse, estimular a prática regular de atividades físicas e fortalecer o convívio social. Já estudos científicos mostraram que moradores de áreas urbanas que são mais expostos a espaços verdes apresentam melhor bem-estar mental. 

    Essa lógica começa a ganhar força também em João Pessoa. A construção do Parque da Cidade, no bairro Aeroclube, promete criar um dos maiores espaços públicos de lazer, esporte e convivência da capital. Com 22 hectares e projeto paisagístico assinado pelo Escritório Burle Marx, o equipamento reunirá ciclovias, quadras esportivas, academia ao ar livre, lagos, áreas para piquenique, playgrounds e espaços destinados a eventos e convivência.

    A poucos metros dali está sendo erguido o OMNI Life & Health, futuro maior Medical Center do Norte e Nordeste. Previsto para ser entregue em 2027, o empreendimento une em uma única torre os segmentos residencial, médico e comercial. “Quando observamos os principais mercados imobiliários do mundo, percebemos que grandes parques urbanos costumam gerar valorização imobiliária consistente ao longo do tempo e, principalmente, melhorar a experiência de quem vive no entorno”, afirma o diretor comercial do OMNI, Jayme Veríssimo.

    Jayme defende que o impacto vai além de uma questão de valorização financeira. “Estamos falando de qualidade de vida. Ter um grande parque a poucos minutos de casa significa acesso facilitado a atividades ao ar livre, prática esportiva, convivência social e contato com a natureza”, completa. 

    Essa mudança acompanha uma transformação no comportamento do consumidor. Se antes o imóvel era analisado principalmente pelas características internas, hoje o entorno passou a fazer parte da decisão de compra.

    “O consumidor mudou bastante nos últimos anos. Bem-estar, mobilidade ativa, saúde e contato com áreas verdes passaram a fazer parte da equação. O OMNI responde a esse novo comportamento porque está inserido em uma região com forte potencial de transformação urbana e, agora, passa a ter a vantagem de estar próximo a um dos principais espaços de lazer e convivência da cidade”, observa Jayme.

    O OMNI Life & Health está em construção no bairro de Manaíra e tem previsão de entrega para 2027. Com uma imponente estrutura que alcançará cerca de 120 metros de altura e 67 mil metros quadrados de área construída, o OMNI será referência em bem-estar, saúde e acessibilidade.

  • Como pedir férias sem culpa e realmente descansar: especialista explica por que o descanso é essencial para a saúde mental

    Como pedir férias sem culpa e realmente descansar: especialista explica por que o descanso é essencial para a saúde mental

    Psicóloga explica como a dificuldade de se desconectar do trabalho pode comprometer a saúde mental e reduzir os benefícios das férias

    As férias são um direito do trabalhador, mas para muitas pessoas esse período ainda é acompanhado por um sentimento difícil de ignorar: a culpa. A preocupação com as demandas da empresa, o receio de sobrecarregar os colegas e a necessidade de estar sempre disponível fazem com que muitos profissionais não consigam aproveitar o descanso de forma plena.

    Para a psicóloga especialista em Recursos Humanos e CEO da Roots Talent, Márcia Peixoto, essa dificuldade em se desconectar é reflexo de uma cultura que associa produtividade ao trabalho constante.

    “Infelizmente, muitas pessoas ainda acreditam que descansar é sinal de falta de comprometimento. Na realidade, acontece justamente o contrário. O descanso é uma necessidade fisiológica e emocional. Quando respeitamos esse tempo, voltamos ao trabalho mais criativos, produtivos, concentrados e emocionalmente equilibrados”, explica.

    Segundo a especialista, o cérebro precisa de períodos de pausa para reduzir os níveis de estresse acumulados ao longo dos meses. Quando isso não acontece, aumentam as chances de desenvolver ansiedade, esgotamento emocional e até quadros mais graves, como a síndrome de Burnout.

    “Não fomos feitos para funcionar em alta performance o tempo inteiro. Assim como um atleta precisa recuperar a musculatura entre um treino e outro, o profissional também precisa de pausas para restaurar sua energia mental. As férias cumprem exatamente esse papel”, afirma Márcia.

    Por que tanta gente sente culpa ao tirar férias?

    A psicóloga explica que o sentimento costuma estar relacionado à necessidade de provar valor dentro das organizações.

    “Muitas pessoas acreditam que precisam estar sempre disponíveis para demonstrar comprometimento. Elas respondem mensagens durante as férias, acompanham e-mails e permanecem conectadas ao trabalho por medo de perder espaço ou parecerem desinteressadas. Esse comportamento impede que o cérebro entre em um estado real de descanso.”

    Ela ressalta que cabe também às empresas incentivar uma cultura organizacional saudável, na qual o período de férias seja respeitado por líderes e equipes.

    “Quando a empresa respeita o direito ao descanso, ela transmite uma mensagem importante: cuidar das pessoas faz parte da estratégia do negócio. Colaboradores descansados produzem melhor, tomam decisões mais assertivas e constroem relações profissionais mais saudáveis”.

    Os erros que impedem a recuperação mental

    Embora estejam oficialmente de férias, muitas pessoas mantêm hábitos que dificultam a recuperação física e emocional. Entre os principais erros, Márcia destaca:

    Continuar respondendo e-mails e mensagens de trabalho;

    Participar de reuniões durante as férias;

    Levar notebook para viagens “caso seja necessário”;

    Planejar uma agenda intensa, sem tempo para descansar;

    Permanecer conectado às redes sociais e ao celular durante todo o dia;

    Passar as férias pensando apenas nas tarefas que encontrará ao retornar.

    “Descansar não significa apenas mudar de ambiente. É preciso permitir que a mente desacelere. Se a pessoa continua resolvendo problemas do trabalho ou permanece em estado permanente de alerta, ela volta das férias tão cansada quanto saiu”, alerta.

    Como aproveitar melhor esse período

    Para que as férias realmente cumpram sua função, a especialista recomenda planejamento antes da saída e desconexão durante o período de descanso. “O ideal é organizar as entregas com antecedência, alinhar expectativas com a equipe, delegar atividades e confiar que os processos continuarão acontecendo. Depois disso, é importante se permitir viver esse momento sem culpa.”

    Ela reforça que descansar não significa necessariamente viajar ou manter uma programação cheia.

    “Existe uma pressão para que as férias sejam extremamente produtivas, com viagens, cursos e inúmeras atividades. Mas descansar também pode ser ficar em casa, dormir mais, passar tempo com a família, ler um livro ou simplesmente não fazer nada por algumas horas. O ócio também é saudável.”

    Para Márcia Peixoto, mudar a forma como enxergamos as férias é um passo importante para construir carreiras mais sustentáveis. “Quem entende que o descanso faz parte da produtividade cuida melhor da própria saúde e também entrega melhores resultados no trabalho. As férias não interrompem uma carreira de sucesso; elas ajudam a sustentá-la ao longo dos anos”, explica Márcia.

  • Casa GHC Altiplano recebe arquitetos para apresentação do portfólio da E-Home 

    Casa GHC Altiplano recebe arquitetos para apresentação do portfólio da E-Home 

    Marca premium da GHC Imports promoveu coquetel para apresentar soluções de alto padrão para casas e escritórios

    Empreendimentos de alto padrão exigem produtos à altura. Com esse propósito, a Casa GHC Altiplano, espaço de relacionamento da GHC Incorporações, recebeu um grupo seleto de arquitetos para um coquetel promovido pela E-Home, marca premium da GHC Imports.

    Entre coquetel e música ambiente, os convidados circularam pelos ambientes da casa e conheceram o portfólio da marca. Cubas, kits sanitários, rodapés, ralos, válvulas e painéis ripados estavam distribuídos em mostruários, que permitiu aos profissionais observar o design e os acabamentos das peças.

    Integrante do Grupo Henriques Crispim, a E-Home oferece soluções de alto padrão para casas e escritórios. A marca reúne um portfólio que alia design, funcionalidade e tecnologia, atendendo às demandas de arquitetos, construtoras e consumidores que buscam sofisticação nos acabamentos.

    Anfitriã do evento, Anna Karina Crispim, Chief Design Officer do Grupo Henriques Crispim, explicou que a criação da E-Home nasceu da necessidade de oferecer ao mercado peças compatíveis com o padrão dos empreendimentos desenvolvidos pelo grupo.

    “Na GHC Incorporações desenvolvemos empreendimentos com esse posicionamento e sentimos a necessidade de oferecer produtos que entregassem o mesmo nível de excelência exigido pelos nossos projetos”, afirmou.

    Para Édipo Júnior, diretor da E-Home, o maior diferencial da marca está em reunir qualidade, design e tecnologia com preços competitivos dentro do segmento premium. “No nosso portfólio, buscamos reunir tendências de mercado, tecnologia e critérios de sustentabilidade, fatores que agregam valor aos itens. Também investimos em design, uma ampla cartela de cores, garantia e assistência técnica. Temos muito cuidado na importação e na distribuição de produtos cuja qualidade conhecemos e confiamos”, ressaltou.

    Excelência reconhecida pelos profissionais

    A ideia do encontro surgiu a partir de uma conversa entre Anna Karina e a arquiteta, urbanista e designer de interiores Leila Azzouz, que se impressionou com os produtos da marca e sugeriu aproximá-los dos profissionais de arquitetura.

    “João Pessoa merece uma marca desse porte, que oferece peças de alto padrão, com valor justo e pronta entrega. Eu disse a Anna que as pessoas precisavam conhecer mais esses materiais. Falo isso a partir do olhar de arquiteta, que reconhece essa qualidade, e também como paraibana, porque gosto de incentivar as marcas locais. Sempre que puder, vou valorizá-las”, comentou.

    Quem também participou do evento foi a arquiteta e paisagista Bruna Lago, do Estúdio Lago. Para ela, a presença de empresas que trazem novidades ao mercado local fortalece o trabalho dos profissionais da área.

    “É muito importante contar com uma empresa que apresente ao mercado local as novidades lançadas dentro e fora do país. No nosso escritório estamos sempre em busca de novos materiais para áreas internas e externas, que aliem valor de sustentabilidade, facilidade de aplicação e velocidade na entrega. São muitos benefícios associados à marca”, avaliou.

    Já Raphael Barbosa, do escritório Ponto3 Arquitetura, parceiro da GHC Incorporações, ressaltou a importância da qualidade das peças de acabamento para o segmento de alto padrão.

    “A E-Home chega a um mercado que ainda enfrenta escassez desse tipo de produto disponível para pronta entrega. Isso faz toda a diferença, porque não precisamos mais nos programar com 90 ou 120 dias de antecedência para comprar determinados itens. Além disso, a excelência do acabamento é essencial em empreendimentos de alto padrão. Ela traz segurança para arquitetos, engenheiros, construtores e, principalmente, para o cliente final. A E-Home chega para atender exatamente essa demanda”, analisou.

    Com capacidade para atender clientes em todo o país, a E-Home está presente nas regiões Norte e Nordeste por meio de home centers, lojas de materiais de construção e lojas de decoração. Nas demais regiões, a marca comercializa as peças por meio do e-commerce.

  • Grau Educacional João Pessoa oferece bolsas integrais por meio de programa social

    Grau Educacional João Pessoa oferece bolsas integrais por meio de programa social

    Programa Grau Social oferece oportunidades gratuitas de qualificação em todo o país; inscrições seguem até 24 de julho

    A educação como ferramenta de transformação social é o propósito de mais uma edição do Grau Social, programa de responsabilidade social do Grau Educacional, maior rede de ensino técnico e profissionalizante do Brasil. A iniciativa está com inscrições abertas para a oferta de mais de 1.200 bolsas de estudo integrais em cursos técnicos e profissionalizantes distribuídos pelas unidades da instituição em todas as regiões do país.As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 24 de julho, por meio do site www.grausocial.com.br, onde também está disponível o edital completo com todas as regras do processo seletivo.

    Em João Pessoa, a unidade vai oferecer bolsas para os cursos técnicos de Administração, Segurança do Trabalho, Eletrotécnica e Informática. Também serão oferecidas vagas em cursos livres nas áreas de Informática e Tecnologia, Administração e Cooperativismo, além de aprimoramento pessoal e profissional.

    O programa é voltado para pessoas que desejam se qualificar profissionalmente, mas enfrentam dificuldades financeiras para investir nos estudos. Para participar da seleção, é necessário ter concluído o Ensino Médio ou equivalente por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escola pública, ter idade mínima de 18 anos, estar desempregado e possuir disponibilidade para frequentar as aulas presenciais e participar das atividades práticas, como visitas técnicas às empresas parceiras.

    Além da formação teórica, os estudantes terão acesso a laboratórios especializados, infraestrutura moderna e uma metodologia voltada para a prática profissional, ampliando as oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

     “O Grau Social é uma oportunidade concreta de mudar histórias por meio da educação. Sabemos que muitas pessoas têm o desejo de se qualificar, mas encontram dificuldades para dar esse primeiro passo. Nosso compromisso é abrir portas para que esses alunos tenham acesso a uma formação de qualidade e possam conquistar novas oportunidades no mercado de trabalho, contribuindo também para o desenvolvimento da nossa cidade”, explica a gestora da unidade de João Pessoa, Patricia Fernandes.

    Os candidatos deverão acessar o site oficial e informar o CPF e a data de nascimento para verificar se foram selecionados nas consultas feitas nos dias 3 de agosto e 9 de agosto de 2026. O resultado final do processo seletivo será divulgado em 9 de setembro de 2026, e o início das aulas está previsto para os meses de setembro e outubro, conforme o calendário de cada unidade.


    Serviço
    Grau Social 2026
    Inscrições: até 24 de julho
    Bolsas: mais de 1.300 bolsas integrais
    Inscrições e edital: www.grausocial.com.br

    Sobre o Grau Educacional
     
    O Grau Técnico, principal marca do grupo, está presente em mais de 140 unidades no Brasil, com mais de 60 cursos nas áreas de saúde, tecnologia, indústria, gestão e negócios, atendendo cerca de 200 mil alunos. O Grau Profissionalizante, fundada em 2015 (anteriormente Nível A), oferece cursos rápidos e práticos, como bombeiro civil, cuidador de idosos, eletricista predial, beleza, gastronomia e informática, capacitando alunos para o mercado de trabalho com eficiência.


    Em João Pessoa, a unidade fica localizada na Avenida Princesa Isabel – 141, no Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, de 8h às 16h. Para mais informações, acessem @graup.joaopessoa @grautecnico.joaopessoa ou entre em contato no (83) 99686-3882.

  • André Pepitone destaca cooperação entre países como base da nova segurança energética durante abertura do EVEx Brasil 2026

    André Pepitone destaca cooperação entre países como base da nova segurança energética durante abertura do EVEx Brasil 2026

    Diretor Financeiro Executivo da Itaipu Binacional participou do painel de abertura do maior fórum ibero-americano sobre transição energética, realizado em João Pessoa

    A cooperação entre países, a estabilidade institucional e o planejamento de longo prazo foram apontados como pilares para garantir a segurança energética diante dos desafios da transição para uma economia de baixo carbono. A avaliação foi feita pelo diretor Financeiro Executivo da Itaipu Binacional, André Pepitone, durante sua participação no painel de abertura do EVEx – Energy Virtual Experience Brasil 2026 , realizado nesta terça-feira (1º), no Paço dos Leões, em João Pessoa.

    Com o tema ” Pulsar Ibero-Americano: Segurança e Independência Energética na Nova Era da Transição” , o debate reuniu lideranças do setor elétrico brasileiro e internacional, entre elas Alexandre Fernandes, presidente da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), de Portugal; Alexandre Ramos, presidente da CEMIG; e Gerusa Côrtes, diretora de Operação de Mercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A mediação foi conduzida por Maria João Rolim, embaixadora do EVEx.

    Ao abrir sua participação, André Pepitone ressaltou o significado pessoal de retornar à Paraíba para discutir os rumos da energia em um encontro internacional.

    “Estar hoje em João Pessoa tem, para mim, um significado que vai muito além da participação em mais um evento de energia. Estou na Paraíba, terra da minha família, das minhas referências afetivas e de parte importante da minha identidade. Voltar para discutir o futuro da energia aqui tem um significado muito especial”, afirmou.

    O executivo também destacou que acompanhou desde o início, ao lado do fundador do EVEx, Caio Cavalcante, a construção do projeto de trazer o evento para João Pessoa. Segundo ele, a escolha da capital paraibana reflete o protagonismo que o Nordeste vem assumindo na agenda energética mundial.

    “Compartilhamos a convicção de que a Paraíba reúne todas as condições para sediar um evento internacional dessa grandeza, pela qualidade de sua infraestrutura, pela força de suas instituições e, principalmente, pelo protagonismo que o Nordeste brasileiro vem assumindo na transição energética. Hoje, ao ver este auditório reunindo autoridades, empresários, reguladores e especialistas de diversos países, tenho a alegria de ver esse sonho concretizado”.

    Durante o painel, André Pepitone fez um paralelo entre sua trajetória à frente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), onde enfrentou momentos como a pandemia da covid -19, a crise hídrica de 2021 e o apagão do Amapá, sua experiência na presidência da Associação Ibero-Americana de Entidades Reguladoras de Energia (ARIAE) e o atual trabalho na Itaipu Binacional.

    Segundo ele, essas experiências evidenciaram que os principais desafios do setor ultrapassam fronteiras nacionais.

    “Aprendi que, independentemente das diferenças entre os países, os desafios são essencialmente os mesmos: garantir segurança energética, promover uma transição sustentável, atrair investimentos e preservar a modicidade tarifária. Nenhum país enfrenta sozinho os desafios da transição energética”.

    Para o diretor da Itaipu, a previsibilidade das regras e a cooperação entre agentes e governos são pilares mais estratégicos do que a tecnologia isolada para assegurar a estabilidade do setor.

    “Segurança energética não depende somente de infraestrutura ou de tecnologia. Ela depende de confiança. Confiança nas instituições, na estabilidade das regras e na capacidade de cooperação entre os países. Cooperação, previsibilidade regulatória e planejamento continuam sendo os principais alicerces da segurança energética”.

    André Pepitone destacou ainda que a própria Itaipu representa um exemplo concreto dessa integração internacional. Há mais de cinco décadas, Brasil e Paraguai mantêm uma parceria que demonstra como a cooperação pode gerar desenvolvimento, estabilidade e segurança para ambos os países.

    “A maior contribuição da Itaipu talvez não seja apenas a energia que produz, mas o exemplo que representa. É a demonstração concreta de que confiança entre nações, estabilidade institucional e visão de longo prazo podem transformar cooperação em desenvolvimento e integração em prosperidade compartilhada”.

    Nova fase da Itaipu

    Ao longo do debate, o diretor também apresentou iniciativas que marcam o novo ciclo vivido pela Itaipu após a quitação da dívida de construção da usina, concluída em fevereiro de 2023.

    Segundo ele, a empresa passa a direcionar esforços para novos investimentos voltados à inovação e à diversificação da matriz energética. Entre os projetos em desenvolvimento estão estudos para ampliação da capacidade instalada da usina, iniciativas na produção de biometano por meio do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e uma planta-piloto de geração solar flutuante associada a sistemas de armazenamento em baterias.

    André Pepitone também destacou que a energia produzida por Itaipu passou a beneficiar ainda mais os consumidores brasileiros. “Hoje, Itaipu é produtora de energia limpa, renovável e uma das fontes mais competitivas do portfólio das distribuidoras brasileiras, contribuindo diretamente para a modicidade tarifária”.

    EVEx reúne lideranças internacionais em João Pessoa

    Realizado nos dias 1º e 2 de julho, o EVEx Brasil 2026 reúne autoridades, reguladores, empresas e especialistas do Brasil, Portugal, Espanha, Chile e outros países ibero-americanos para discutir os principais desafios da transição energética, inovação, segurança do sistema elétrico e integração entre mercados.

    Na abertura do encontro, o CEO e fundador do EVEx, Caio Cavalcante, destacou que trazer o evento para João Pessoa representa o reconhecimento do protagonismo que a Paraíba e o Nordeste conquistaram na nova economia da energia. O executivo também agradeceu publicamente o apoio de André Pepitone para que a edição brasileira fosse realizada na capital paraibana.