Tag: mercado imobiliário

  • Saiba por que morar perto de um parque se tornou um dos atributos mais valorizados no mercado imobiliário

    Saiba por que morar perto de um parque se tornou um dos atributos mais valorizados no mercado imobiliário

    Durante muito tempo, a escolha de um imóvel passava principalmente pela planta, pela quantidade de quartos ou pela vaga de garagem. Hoje, uma nova pergunta surge entre compradores e investidores: como será a rotina de quem vai viver ali?

    A possibilidade de sair de casa para caminhar, correr, pedalar ou simplesmente passar alguns minutos em contato com a natureza fez com que imóveis próximos a parques deixassem de ser apenas um diferencial e passassem a representar um importante fator de valorização urbana. Não por acaso, bairros próximos a grandes parques estão entre os mais desejados em cidades como Nova York, Londres e São Paulo, onde equipamentos como Central Park, Hyde Park e Ibirapuera ajudam a transformar o estilo de vida de quem mora ao redor.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclusive reconhece que os espaços verdes urbanos contribuem para reduzir o estresse, estimular a prática regular de atividades físicas e fortalecer o convívio social. Já estudos científicos mostraram que moradores de áreas urbanas que são mais expostos a espaços verdes apresentam melhor bem-estar mental. 

    Essa lógica começa a ganhar força também em João Pessoa. A construção do Parque da Cidade, no bairro Aeroclube, promete criar um dos maiores espaços públicos de lazer, esporte e convivência da capital. Com 22 hectares e projeto paisagístico assinado pelo Escritório Burle Marx, o equipamento reunirá ciclovias, quadras esportivas, academia ao ar livre, lagos, áreas para piquenique, playgrounds e espaços destinados a eventos e convivência.

    A poucos metros dali está sendo erguido o OMNI Life & Health, futuro maior Medical Center do Norte e Nordeste. Previsto para ser entregue em 2027, o empreendimento une em uma única torre os segmentos residencial, médico e comercial. “Quando observamos os principais mercados imobiliários do mundo, percebemos que grandes parques urbanos costumam gerar valorização imobiliária consistente ao longo do tempo e, principalmente, melhorar a experiência de quem vive no entorno”, afirma o diretor comercial do OMNI, Jayme Veríssimo.

    Jayme defende que o impacto vai além de uma questão de valorização financeira. “Estamos falando de qualidade de vida. Ter um grande parque a poucos minutos de casa significa acesso facilitado a atividades ao ar livre, prática esportiva, convivência social e contato com a natureza”, completa. 

    Essa mudança acompanha uma transformação no comportamento do consumidor. Se antes o imóvel era analisado principalmente pelas características internas, hoje o entorno passou a fazer parte da decisão de compra.

    “O consumidor mudou bastante nos últimos anos. Bem-estar, mobilidade ativa, saúde e contato com áreas verdes passaram a fazer parte da equação. O OMNI responde a esse novo comportamento porque está inserido em uma região com forte potencial de transformação urbana e, agora, passa a ter a vantagem de estar próximo a um dos principais espaços de lazer e convivência da cidade”, observa Jayme.

    O OMNI Life & Health está em construção no bairro de Manaíra e tem previsão de entrega para 2027. Com uma imponente estrutura que alcançará cerca de 120 metros de altura e 67 mil metros quadrados de área construída, o OMNI será referência em bem-estar, saúde e acessibilidade.

  • Campanha da GHC Incorporações com premiações inéditas para corretores de imóveis entra em reta final

    Campanha da GHC Incorporações com premiações inéditas para corretores de imóveis entra em reta final

    Prêmios incluem estadia em resort internacional, MacBook Air e sorteios de carro elétrico e viagem em família para a Disney, ação segue até 31 de agosto

    Lançada em setembro de 2025 com uma proposta inédita de premiação para corretores de imóveis, a atual campanha “Go GHC” da GHC Incorporações entra em sua reta final. Até 31 de agosto, os profissionais que comercializam unidades dos empreendimentos Artus Vivence e Artus Blanc seguem na disputa por recompensas que incluem Apple Watch, iPhone, MacBook Air, viagem internacional e participação em sorteios de um carro elétrico e uma viagem para a Disney, em Orlando.

    A mecânica da campanha é baseada em categorias progressivas, chamadas de checkpoints, que oferecem premiações imediatas à medida que os corretores alcançam metas de vendas. Na categoria Core, o participante recebe um Apple Watch Series 10 e um cupom para os sorteios finais. Na Pulse, o prêmio é o iPhone do ano e dois cupons. Já na Power, o corretor conquista um MacBook Air e três cupons. A categoria máxima, Infinity, contempla uma viagem para Punta Cana, em resort all inclusive, com direito a acompanhante, além de quatro cupons.

    Outro diferencial da ação é que cada venda realizada garante cupons para os sorteios finais, independentemente do alcance das metas dos checkpoints. Caso a meta global estipulada pela GHC seja atingida, todos os participantes habilitados concorrerão a dois grandes prêmios: um carro elétrico BYD Yuan Plus e uma viagem em família para a Disney.

    “Estamos entrando nos últimos meses da ação e percebendo uma mobilização muito positiva dos corretores de imóveis. A campanha foi desenhada para reconhecer o desempenho dos profissionais e incentivar a busca por resultados cada vez melhores. Nossa expectativa é encerrar esse ciclo com a mesma energia e participação que marcaram a edição passada”, afirma Camilla Coriolano, gerente de Marketing da GHC Incorporações. 

    Para conhecer mais sobre a GHC Incorporações, acesse https://somosghc.com/ ou entre em contato pelo telefone (83) 98888-3756 e siga a GHC no Instagram: @somosghc.

  • Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Crescimento do consumo, expansão imobiliária, turismo e fortalecimento industrial consolidam a região como um dos principais motores do setor moveleiro brasileiro

    O mercado moveleiro nordestino atravessa um dos momentos mais relevantes de sua história recente. Sustentada pelo crescimento da construção civil, pela expansão do turismo, pela valorização imobiliária e por uma mudança demográfica que vem atraindo novos moradores para a região, a indústria de móveis passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na economia nordestina. Os números ajudam a dimensionar essa transformação.

    Segundo levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a Paraíba registrou crescimento de 205% na produção de móveis entre 2019 e 2024, o maior avanço do Nordeste e um índice mais de 13 vezes superior à média regional, que ficou em 15,7% no período. O estado também liderou o crescimento nacional no consumo de móveis e colchões, com alta de 11,2%, enquanto a média brasileira foi de 5,8%.

    Para Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, os dados macroeconômicos e as pesquisas setoriais mais recentes comprovam esse fenômeno de descentralização e amadurecimento comercial.

    “O Nordeste vem apresentando uma evolução consistente tanto no consumo quanto na produção de móveis. O que observamos é uma combinação de crescimento econômico regional, expansão imobiliária e fortalecimento da capacidade produtiva local. Estados como a Paraíba passaram a desempenhar um papel cada vez mais relevante dentro da cadeia moveleira nacional”.

    Ao mesmo tempo, a população continua crescendo. De acordo com o IBGE, João Pessoa alcançou 833.932 habitantes no Censo de 2022, crescimento de 15,26% em relação a 2010, tornando-se a capital nordestina que mais cresceu proporcionalmente no período. A estimativa para 2025 apontou uma população próxima de 898 mil habitantes. Em todo o estado, a população paraibana chegou a 4,16 milhões de pessoas.

    O avanço populacional impulsiona o mercado imobiliário local. Dados agregados do Índice Creci 360° apontam uma alta acumulada de 87,5% no número de unidades vendidas em João Pessoa e Cabedelo ao longo de 2025.

    Na avaliação de Marcelo Prado, o crescimento da população, o ritmo forte das construtoras e a chegada de novos moradores com maior renda criam um cenário ideal e lucrativo para os fabricantes de móveis e decoração.

    “João Pessoa é um caso particularmente interessante porque reúne diversos fatores que impactam diretamente o setor. Existe crescimento populacional acima da média, forte expansão imobiliária, aumento da atração de moradores de outras regiões e uma busca crescente por qualidade de vida. Tudo isso gera demanda por novos imóveis e, consequentemente, por mobiliário”.

    Vetor local e atração de investimentos

    Para Adeilton Pereira, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e sócio-diretor do Grupo OFFICINA, o salto produtivo das indústrias moveleiras locais reflete uma engrenagem econômica muito mais robusta.

    “O que explica esse crescimento tão significativo da produção de móveis na Paraíba é o desenvolvimento das indústrias locais, puxado pelo desenvolvimento do turismo e da construção civil no estado como um todo, mas principalmente em João Pessoa”, avalia.

    Segundo ele, a quebra de antigos estigmas geográficos abriu espaço para uma leitura realista sobre a competitividade regional, o que atraiu olhares de investidores atentos à diversificação econômica e à sustentabilidade de novos projetos comerciais.

    “Hoje, percebemos exatamente o oposto do passado: pessoas dos grandes centros buscando qualidade de vida no Nordeste. Muitos vêm em fase de aposentadoria, outros procuram mais tranquilidade, e há também os nômades digitais, que conseguem atuar em grandes mercados.”

    Construção civil, turismo e novos investimentos ampliam demanda

    A expansão do mercado imobiliário paraibano ocorre paralelamente a um ciclo histórico de investimentos turísticos. Dados da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) posicionam o Polo Turístico Cabo Branco como o hub de uma transformação sem precedentes, concentrando alguns dos projetos de maior relevância em desenvolvimento no Brasil.

    “O Polo Turístico Cabo Branco é um produto diferente no Nordeste. Além de sol e mar, o complexo está cercado pela maior reserva de Mata Atlântica da Paraíba. O Centro de Convenções é o maior do Nordeste e já temos 15 mil leitos e quatro parques temáticos contratados”, afirma Rômulo Polari, presidente da Cinep, durante o Sindepat Summit 2026, realizado em Lisboa.

    Esse movimento amplia a demanda por mobiliário e fortalece a indústria moveleira regional, que passa a atender uma parcela cada vez maior dos empreendimentos residenciais, hoteleiros e corporativos em desenvolvimento no Nordeste.

    Para a diretora-executiva da ABIMÓVEL, Cândida Cervieri, o fortalecimento dos centros regionais é um movimento estratégico para reduzir custos logísticos, otimizar operações e aumentar a competitividade das empresas nordestinas.

    “Móveis e colchões são produtos de grande volume físico, com custo logístico relevante. Por isso, a presença de polos regionais no Nordeste ajuda a explicar o desenvolvimento da região e amplia sua competitividade dentro do mercado brasileiro.”

    Consumidor busca personalização, funcionalidade e identidade

    O crescimento econômico vem sendo acompanhado por mudanças importantes no comportamento de consumo. Para Cândida Cervieri, a reconfiguração dos lares modernos após a consolidação de modelos de trabalho híbridos alterou profundamente a relação emocional e prática dos indivíduos com o mobiliário.

    “Em ambientes menores, mais integrados ou que precisam cumprir muitas funções, o mobiliário assume o protagonismo e passa a organizar a vida dentro de casa. Isso desloca parte da decisão de compra de uma lógica puramente transacional para uma lógica de projeto, valor e experiência”.

    Para ela, a valorização da identidade local tornou-se uma das principais características do design brasileiro contemporâneo. “Hoje existe uma percepção mais madura de que a identidade regional pode ser contemporânea, elegante, funcional e competitiva. O repertório nordestino conversa muito bem com a agenda contemporânea do design porque nasce do território, do clima, da cultura e da vida cotidiana”.

    Indústria regional amplia escala e capacidade produtiva

    O fortalecimento da indústria paraibana também vem sendo acompanhado por investimentos em tecnologia, automação e profissionalização dos processos produtivos.
    Adeilton Pereira destaca que o estreitamento dos laços comerciais entre as grandes construtoras e o chão de fábrica local eliminou a antiga dependência de fretes distantes e aumentou a velocidade de entrega dos projetos.

    “Hoje, temos uma cadeia de produção sob medida na própria região, voltada diretamente para atender às demandas de grandes construtoras e incorporadoras. Antes, eles precisavam buscar fornecedores no Sul do país e tinham pouco contato com as indústrias. Agora existe proximidade, troca constante e capacidade de adaptação muito mais rápida”, afirma.

    Esse cenário tem favorecido a expansão de indústrias especializadas em móveis sob medida e com capacidade para atender diferentes frentes do mercado. É o caso da ESSANTO, fabricante nordestina que desenvolve soluções para lojas parceiras, construtoras, incorporadoras, hotéis, hospitais e empreendimentos corporativos, levando escala industrial, tecnologia e personalização para diferentes perfis de clientes.

    “A ESSANTO nasceu na Paraíba, mas já atua em oito estados da região Nordeste e pretende fechar os nove estados em breve. Nossa atuação acontece tanto por meio de parceiros comerciais que levam nossos produtos ao consumidor quanto no atendimento direto a grandes empreendimentos. Temos experiência, tecnologia, capacidade produtiva e uma logística facilitada por estarmos na própria região. Precisamos apenas que o mercado conheça mais essa capacidade produtiva do Nordeste”.

    Expansão e tendências industriais

    O avanço fabril e comercial ganha respaldo com indicadores sólidos de mercado. Guilherme Brito, diretor administrativo da Móveis São Carlos, empresa sediada em Pernambuco, detalha esse cenário de atração de novos investimentos e descentralização econômica, que gera empregos e altera dinâmicas sociais históricas.

    Para manter a relevância no mercado, a flexibilidade fabril para absorver as transformações rápidas de design e comportamento torna-se essencial. Guilherme aponta que acompanhar essa evolução estética é o caminho para suprir as novas demandas do público e fortalecer a própria indústria regional.

    “Nós observamos, dentro do nosso leque de produtos, quais necessidades do consumidor estamos deixando de suprir para eliminar esses gaps. As tendências vão e vem de uma forma interessante: o consumidor adquire móveis muito retos, agora vemos mais formas arredondadas. Participar da evolução da nossa região é formidável, o Nordeste é peça fundamental para o futuro da indústria nacional”, ressalta.

    Design regional enfrenta gargalos mas ganha espaço

    O fortalecimento da criação nordestina ocorre em paralelo a um severo choque de realidade estrutural. Representando a operação baiana da Tidelli Outdoor Living, a sócia Roberta Mandelli detalha que o setor enfrenta uma complexidade operacional considerável no ambiente atual da região, o que exige resiliência por parte das empresas locais.

    “Apesar dos entraves, o Nordeste tem apresentado um design regional que está ganhando espaço, tanto no Brasil como fora. A região se autoconsome, devido ao crescimento das cidades e do turismo, e a demanda aumenta proporcionalmente ao crescimento imobiliário.”

    A empresária identifica uma forte guinada no comportamento do público comprador, que passa a valorizar a ancestralidade e a exclusividade na composição dos ambientes. Para atender a essa exigência por refinamento técnico e customização, o monitoramento de mercado precisa ser rigoroso e contínuo.

    “A grande trend da decoração atual é o resgate de valores, de tradição, memórias afetivas, e isto acaba gerando um consumo regional maior, uma valorização do feito à mão, de materiais naturais, o que aumenta o consumo por uma produção artesanal. A pesquisa de comportamento é constante, tendências mundiais e nacionais sempre são observadas, pois nós valorizamos design, qualidade e tendência”, comenta Roberta.

    O desafio é fortalecer a percepção de mercado

    Embora o setor reconheça os avanços conquistados, ainda existe o desafio de estabelecer nacionalmente a percepção sobre a capacidade industrial nordestina. Adeilton Pereira avalia que o nível de automação, os selos de qualidade e o padrão de acabamento das fábricas nordestinas atuais não possuem qualquer desvantagem técnica em relação aos centros tradicionais localizados nas regiões Sul e Sudeste.

    “O Nordeste sempre teve uma identidade muito forte. O que mudou foi que começamos a expor essa identidade ao mundo. Levamos um pedacinho da Paraíba para eventos internacionais e mostramos que somos capazes tanto quanto qualquer outro polo produtor.”

    Para o executivo, as marcas que pretendem liderar as próximas décadas precisam adotar posturas corporativas humanizadas, focadas na governança socioambiental e no bem-estar de toda a sua rede de profissionais, parceiros e clientes.

    “Nosso papel é evoluir continuamente para atender às novas exigências e superar as expectativas dos clientes com entregas de alto padrão ”, afirma.

    Na avaliação de Adeilton, a superação de visões defasadas sobre o mercado e a ampla divulgação da maturidade fabril do Nordeste são fundamentais para o atual momento do setor. “A capacidade produtiva nós já temos. O que precisamos agora é que o mercado perceba que o Nordeste mudou e que hoje possui estrutura, tecnologia e competitividade para atender sua própria demanda com excelência”, defende Adeilton.

  • “O imóvel continua sendo um dos instrumentos mais tradicionais de proteção patrimonial”, aponta especialista sobre cenário de 2026

    “O imóvel continua sendo um dos instrumentos mais tradicionais de proteção patrimonial”, aponta especialista sobre cenário de 2026

    Consultor financeiro Matheus Galvão analisa o impacto de anos eleitorais, explica o que sustenta a resiliência do setor e aponta os principais cuidados para investir com mais segurança

    Em cenário de ano eleitoral e transformações econômicas, o comportamento do investidor tende a mudar. No entanto, isso não significa, necessariamente, retração no mercado imobiliário. Historicamente associado à segurança e à preservação de patrimônio, o setor segue ativo, ainda que com decisões mais criteriosas e um olhar mais técnico por parte de quem investe.

    O consultor financeiro Matheus Galvão, especialista em gestão financeira empresarial e com atuação direta junto a incorporadoras e empresas em crescimento, como a GHC Incorporações, em João Pessoa, analisa como esse movimento se desenha na prática. 

    Atualmente, à frente da Witurn (@witurnfinance), Matheus analisa os efeitos dos anos eleitorais, explica o que sustenta a resiliência do setor e aponta os principais cuidados para investir com mais segurança em 2026. A seguir, confira a entrevista.

    Em anos eleitorais, é comum observar maior cautela por parte dos investidores? De que forma esse comportamento impacta o mercado imobiliário?

    Sim, é natural que em anos eleitorais o investidor fique um pouco mais cauteloso. O período costuma trazer incertezas sobre política fiscal, trajetória de juros e confiança na economia. No mercado imobiliário, porém, esse efeito tende a ser mais moderado. Diferentemente de ativos financeiros de alta liquidez, o imóvel é um investimento de ciclo longo e normalmente está ligado a necessidades reais, como moradia, renda ou diversificação patrimonial. Por isso, o que geralmente acontece não é uma paralisação do mercado, mas sim um processo de decisão mais criterioso por parte do comprador.

    O imóvel ainda é visto como uma ferramenta de proteção patrimonial? Quais fatores tornam o setor mais resiliente em momentos de incerteza?

    Sem dúvida. O imóvel continua sendo um dos instrumentos mais tradicionais de proteção patrimonial no Brasil. Ele é um ativo real, que tende a preservar valor ao longo do tempo e que pode gerar renda por meio de locação. Além disso, o setor imobiliário tem uma característica importante: ele está conectado a uma demanda estrutural da economia, que é a necessidade de moradia. O Brasil ainda possui um déficit habitacional relevante, o que cria uma base de demanda relativamente constante. Essa combinação de ativo real, geração de renda e demanda estrutural faz com que o mercado imobiliário seja, em muitos momentos, mais resiliente do que outros tipos de investimento.

    O que o investidor deve analisar antes de fechar negócio? Como identificar se um empreendimento possui bases financeiras sólidas?

    Antes de fechar negócio, o investidor precisa olhar além do produto e avaliar a qualidade do projeto como um todo. Isso envolve analisar a localização, o perfil da demanda naquela região e o potencial de liquidez ou valorização do imóvel. Mas um ponto que muitas vezes é ainda mais importante é a estrutura financeira do empreendimento. É fundamental observar se a incorporadora possui planejamento financeiro sólido, financiamento adequado da obra, auditoria, seguro, cronograma realista e governança mínima de acompanhamento. Empreendimentos bem estruturados costumam ter fluxo de caixa equilibrado, boa velocidade de vendas e capacidade de absorver eventuais oscilações de custo ou de mercado.

    Quais são as perspectivas para o mercado imobiliário em 2026?

    As perspectivas para 2026 indicam um cenário de continuidade do mercado, embora com seletividade. O setor imobiliário tem mostrado resiliência mesmo em ambientes de juros mais elevados, muito por conta da demanda estrutural por moradia e da profissionalização crescente das incorporadoras.

    O investidor que olhar com atenção para localização, fundamentos econômicos do projeto e credibilidade da incorporadora tende a continuar encontrando boas oportunidades. O mercado talvez não esteja em um momento de euforia, mas continua sendo um ambiente consistente para quem pensa em investimento imobiliário com visão de médio e longo prazo.

  • João Pessoa acompanha alta do mercado imobiliário de bem-estar no Brasil

    João Pessoa acompanha alta do mercado imobiliário de bem-estar no Brasil

    Tendência impulsionada no pós-pandemia já influencia novos empreendimentos na capital paraibana

    Durante décadas, fatores como localização, metragem e padrão construtivo foram os principais critérios para definir o valor de um imóvel. Esse cenário, no entanto, passa por uma transformação notável nos últimos anos. O chamado Mercado Imobiliário de Bem-Estar, um conceito que integra saúde física, mental e emocional à forma de morar, tem ganhado espaço no mundo, e no Brasil.

    Impulsionado principalmente no período pós-pandemia, esse modelo prioriza projetos que vão além da funcionalidade, com elementos que promovem qualidade de vida no dia a dia. Entre as características mais valorizadas estão o contato com a natureza, iluminação natural, ventilação cruzada, conforto térmico e acústico, além de espaços voltados ao descanso, movimento e convivência.

    Crescimento acelerado no cenário global

    Dados do relatório de 2025 do Global Wellness Institute (GWI) mostram que o segmento imobiliário lidera o crescimento dentro da economia do bem-estar. A expectativa é que o setor mantenha uma taxa média de expansão de 15,2% ao ano, alcançando a marca de US$ 1,1 trilhão até 2029.

    Atualmente, os empreendimentos classificados nesse nicho já representam 3,3% da produção global da construção civil. Entre 2019 e 2024, o avanço foi de 19,5% ao ano, um desempenho superior ao da construção convencional, que registrou crescimento médio de 5,5% no mesmo período.

    O levantamento também aponta a América Latina como a região com maior expansão do Mercado Imobiliário de Bem-Estar, com crescimento de 24%, tendo o Brasil como principal destaque.

    João Pessoa acompanha tendência e se destaca no setor

    A cidade de João Pessoa, que teve a segunda maior valorização imobiliária entre as capitais em 2025, segundo o Índice FipeZap, não fica de fora do movimento. Os novos empreendimentos em construção na cidade ganham contornos cada vez mais alinhados à tendência.

    Entre os exemplos, o OMNI Life & Health, tem previsão de entrega para 2027 e já nasce com este conceito no bairro de Manaíra, um dos mais pulsantes da capital. Com uma imponente estrutura que alcançará cerca de 120 metros de altura e 67 mil metros quadrados de área construída, o OMNI será referência em bem-estar, saúde e acessibilidade. O empreendimento une os segmentos comercial, médico e residencial em uma só torre.

    A estrutura conta ainda com o Healing Garden, primeiro jardim de cura da cidade, e o Átrio, área de convivência ao ar livre que prioriza vegetação, iluminação e ventilação naturais. A proposta é oferecer um refúgio onde pacientes, profissionais de saúde e acompanhantes possam se conectar com a tranquilidade e a sensação de cura proporcionadas pela natureza.

    Qualidade de vida como fator decisivo

    De acordo com Lucas Silveira, gestor comercial e de Marketing da Massai, que lidera a construção do empreendimento, o conceito tem sido bem recebido pelo público local.

    “O cliente busca imóveis que traduzem a qualidade de vida que ele deseja. Desde a arquitetura até a localização, tudo se torna decisivo em cidades cada vez mais adensadas. Essa proximidade com o bem-estar não é uma tendência passageira. Os investidores já entendem como esses elementos impactam positivamente a rotina”, afirma.

    Segundo ele, a tendência deve se consolidar nos próximos lançamentos da construtora. “Nosso propósito é entregar desenvolvimento urbano aliado à experiência e à qualidade de vida. Esse é o caminho para evoluir com consistência e responsabilidade”, completa.

    Para conhecer melhor a Massai e suas atividades, o site é https://www.massai.com.br. Outras informações podem ser conferidas no perfil do Instagram @massaioficial ou pelo (83) 3044-7881.