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  • Associativismo, inovação e competitividade marcam participação de Adeilton Pereira no InvestMov Negócios

    Associativismo, inovação e competitividade marcam participação de Adeilton Pereira no InvestMov Negócios

    Vice-presidente da ABIMÓVEL e CEO do Grupo OFFICINA destacou os desafios e as oportunidades da indústria moveleira brasileira, reforçando o papel do associativismo como ferramenta estratégica para o fortalecimento do setor

    O vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e CEO do Grupo OFFICINA, Adeilton Pereira, participou, na manhã desta quarta-feira (29), do InvestMov Negócios, evento promovido pela Associação dos Fabricantes de Móveis da Paraíba (AMAP), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), no Centro de Educação Empreendedora do Sebrae, em João Pessoa. 

    A programação reuniu fabricantes de móveis da Paraíba para discutir tendências, desafios, oportunidades de mercado e soluções voltadas ao fortalecimento da indústria moveleira no estado.

    Convidado para conduzir o painel “Cenários da Indústria Moveleira no Brasil”, Adeilton Pereira apresentou uma análise sobre o momento vivido pelo setor, no qual abordou desafios econômicos, mudanças no ambiente tributário, tendências de mercado e oportunidades para a indústria nordestina.

    Em sua apresentação, o executivo destacou o trabalho desenvolvido pelas entidades representativas e ressaltou que o fortalecimento da indústria depende do engajamento dos próprios empresários. “O associativismo é uma ferramenta de competitividade. Quando trabalhamos pelo coletivo, fortalecemos todo o setor e, como consequência, fortalecemos também as nossas empresas”.

    Adeilton Pereira lembrou que é o primeiro nordestino a ocupar a vice-presidência da ABIMÓVEL, entidade nacional com mais de cinco décadas de atuação, e atribuiu essa conquista ao trabalho realizado pela AMAP na integração da indústria moveleira do Nordeste.

    “Essa representatividade institucional contribui para o nosso negócio, mas nunca foi esse o objetivo. O objetivo sempre foi trabalhar pelo coletivo. O benefício veio como consequência”. 

    Para ele, a união entre as entidades da região ampliou a representatividade do setor perante o mercado nacional e criou um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das empresas.

    O valor do setor e a comunicação com a sociedade

    Durante o painel, o CEO do Grupo OFFICINA também chamou a atenção para a necessidade de os empresários ampliarem sua visão sobre a concorrência. Para ele, o setor não disputa mercado somente internamente, mas compete pela preferência do consumidor diante de diferentes possibilidades de investimento.

    “O móvel está presente em todos os ambientes da vida das pessoas, sejam eles hospitais, escolas, igrejas, residências, empresas, hotéis, aeroportos e embarcações. É um produto essencial. Precisamos comunicar melhor essa importância para a sociedade e fortalecer a imagem da indústria moveleira brasileira”, afirmou.

    Segundo Adeilton Pereira, o segmento exerce um papel estratégico para a economia nacional, tanto pela geração de postos de trabalho quanto pela capacidade de movimentar toda uma cadeia produtiva. “Somos uma das maiores cadeias geradoras de empregos do país. Somos importantes pela economia, pelos empregos que geramos e pelo nosso produto. Precisamos mostrar isso para a sociedade”.

    Outro ponto de destaque foi a reforma tributária, considerada por Adeilton Pereira um dos principais temas que exigirão atenção das empresas nos próximos meses. O executivo alertou para a necessidade de planejamento, especialmente em relação às novas regras envolvendo IBS e CBS, recomendando que empresários avaliem os impactos da nova legislação.

    Ao analisar o cenário econômico, Adeilton Pereira apontou que fatores externos, como a reconfiguração do comércio internacional e a possibilidade de maior direcionamento da produção das indústrias do Sul e Sudeste ao mercado interno, podem aumentar a concorrência na região Nordeste. Em contrapartida, ressaltou que o momento também abre oportunidades importantes para o desenvolvimento da indústria regional.

    Entre elas, destacou o crescimento da economia paraibana, impulsionado pelo turismo e pela construção civil, setores que fortalecem diretamente a demanda por móveis e planejados.

    Nordeste ganha protagonismo na indústria moveleira

    O executivo também observou que o Brasil vive uma mudança histórica na distribuição da indústria moveleira, antes concentrada no Sul e Sudeste. Segundo ele, o Nordeste vem ganhando protagonismo tanto pela chegada de novos investimentos quanto pelo fortalecimento das empresas locais.

    Para Adeilton, fatores como o maior acesso à tecnologia, equipamentos e conhecimento, somados aos elevados custos logísticos enfrentados pelas empresas de outras regiões para atender o mercado nordestino, tornam a indústria local cada vez mais competitiva.

    “Há uma desconcentração da indústria moveleira no Brasil. O Nordeste deixa de ser apenas um grande mercado consumidor e passa a ocupar um espaço importante como produtor. Esse é um momento de oportunidades para as empresas da região crescerem, inovarem e conquistarem novos mercados”, concluiu.

  • Grupo OFFICINA abre processo seletivo para vagas em diferentes áreas na Grande João Pessoa

    Grupo OFFICINA abre processo seletivo para vagas em diferentes áreas na Grande João Pessoa

    Empresa está com processo seletivo aberto para funções nas áreas administrativa, criativa, operacional e logística

    Com quase 30 anos de história no setor moveleiro e reconhecido pela excelência em móveis planejados de alto padrão, o Grupo OFFICINA está com processo seletivo aberto para cinco funções em João Pessoa. As oportunidades de emprego abrangem áreas administrativa, criativa, operacional e logística, o que comprova o crescimento da empresa e a busca por profissionais que desejam desenvolver carreira em um ambiente pautado pela inovação, qualidade e valorização de pessoas.

    Segundo Matheus Lima, analista de RH do Grupo OFFICINA, a empresa busca profissionais alinhados à cultura organizacional e comprometidos com a excelência. “Nosso crescimento é resultado de equipes engajadas e capacitadas. Estamos em busca de pessoas que desejem desenvolver suas carreiras em uma empresa que valoriza o talento, a inovação e o compromisso com a qualidade”, afirma.

    Vagas abertas no Grupo OFFICINA

    OFFICINA – Social Media / Videomaker (1 vaga)

    O profissional será responsável pela produção de conteúdo audiovisual para redes sociais, planejamento e execução do calendário editorial, além da análise de métricas e proposição de melhorias nas estratégias de conteúdo.

    Requisitos:

    • Graduação completa em Marketing, Comunicação, Publicidade ou áreas correlatas;
    • Experiência comprovada na área;
    • Produção de conteúdo audiovisual para redes sociais;
    • Planejamento e execução do calendário editorial;
    • Análise de métricas e proposição de melhorias nas estratégias de conteúdo.

    Local: João Pessoa (PB)

    OFFICINA – Montador de Móveis (1 vaga)

    O profissional será responsável pela montagem e instalação de móveis planejados, seguindo projetos técnicos e garantindo qualidade na execução dos serviços e no atendimento ao cliente.

    Requisitos:

    • Ensino Fundamental completo;
    • Desejável curso de montagem de móveis, marcenaria ou áreas correlatas;
    • Experiência prévia em montagem de móveis planejados, modulados ou sob medida;
    • Leitura de projetos técnicos;
    • Manuseio de ferramentas manuais e elétricas;
    • Vivência em atendimento direto ao cliente durante entregas e montagens externas.

    Local: João Pessoa (PB)

    OFFICINA – Secretária Executiva (1 vaga)

    A vaga é destinada a profissionais que atuarão no suporte às atividades executivas, organização de rotinas administrativas e atendimento de alto padrão.

    Requisitos:

    • Ensino Superior completo;
    • Experiência prévia em funções administrativas ou recepção executiva;
    • Postura e discrição;
    • Empatia e atenção genuína ao cliente;
    • Autonomia e proatividade;
    • Cuidado com detalhes e organização;
    • Comunicação cordial e segura;
    • Espírito de cooperação e trabalho em equipe;
    • Desejável conhecimento em rotinas comerciais, atendimento de alto padrão e controle administrativo.

    Local: João Pessoa (PB)

    OFFICINA – Auxiliar de Serviços Gerais (1 vaga)

    O profissional atuará na conservação e limpeza dos ambientes, organização dos espaços e apoio às rotinas operacionais da empresa.

    Requisitos:

    • Ensino Médio completo;
    • Experiência anterior como auxiliar de serviços gerais;
    • Boa capacidade física e disposição;
    • Agilidade na execução das atividades;
    • Proatividade e iniciativa;
    • Controle de estoque;
    • Boa capacidade de organização;
      Disponibilidade para trabalhar em horários flexíveis, inclusive aos finais de semana.

    Local: João Pessoa (PB)

    ESSANTO – Motorista de Caminhão (1 vaga)

    O profissional será responsável pelo transporte de materiais e produtos, garantindo segurança, pontualidade e cumprimento das normas de trânsito.

    Requisitos:

    • Carteira Nacional de Habilitação categoria D;
    • Experiência comprovada na função de motorista de caminhão;
    • Conhecimento das leis de trânsito;
    • Disponibilidade para viagens;
    • Boa capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal.

    Local: Santa Rita (PB)

    Como se candidatar

    Para participar do processo seletivo, os interessados devem acessar o site oficial de recrutamento do Grupo OFFICINA, pelo endereço https://grupoofficina.vagas.solides.com.br/. Na plataforma, é possível conferir todas as vagas disponíveis, os requisitos detalhados e realizar o cadastro do currículo de forma online.

    Sobre o Grupo OFFICINA

    Com quase três décadas de atuação no setor moveleiro, o Grupo OFFICINA é referência no Nordeste em móveis planejados e soluções sob medida, reunindo as marcas ESSANTO, fábrica especializada em móveis sob medida e referência em qualidade, capacidade produtiva e tecnologia; OFFICINA, marca de móveis planejados de alto padrão com foco em design, personalização e experiência do cliente; e VIVA Móveis.com, marca digital voltada para uma jornada de compra mais prática, customizada e inovadora.

    Movido por propósito, talento e evolução contínua, o Grupo OFFICINA valoriza as pessoas como parte essencial da sua trajetória de crescimento. A empresa investe no desenvolvimento dos colaboradores por meio de treinamentos, formações internas, oportunidades de aprendizado e possibilidades de evolução profissional dentro do grupo.

    Com uma cultura baseada em tradição, inovação, paixão e cuidado, a empresa busca construir um ambiente de trabalho colaborativo, onde os talentos tenham espaço para desenvolver habilidades, assumir novos desafios e crescer junto com a organização. Para mais informações, acompanhe o Instagram @grupoofficina.

  • Grupo OFFICINA participa da ForMóbile 2026 e potencializa conexão com inovação e tendências da indústria moveleira

    Grupo OFFICINA participa da ForMóbile 2026 e potencializa conexão com inovação e tendências da indústria moveleira

    Sócio-diretores Adeilton Pereira e Soni Cassiano acompanham principais novidades do setor durante a maior feira de móveis e madeira da América Latina

    A busca constante por inovação, tecnologia e novas soluções para o mercado moveleiro levou os sócio-diretores do Grupo OFFICINA, Adeilton Pereira e Soni Cassiano, à participação na ForMóbile 2026, realizada na última semana, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. Considerada a maior feira de móveis e madeira da América Latina, a iniciativa reuniu grandes marcas, fornecedores, profissionais e especialistas para apresentar tendências, lançamentos e caminhos para o futuro da indústria.

    Com uma programação voltada ao desenvolvimento do setor, a feira contou com palestras, painéis, demonstrações práticas, espaços de design, sustentabilidade, rodadas de negócios e reconhecimento de empresas e profissionais que contribuem para a evolução da cadeia moveleira. Durante o evento, os representantes do Grupo OFFICINA acompanharam de perto novas tecnologias, materiais, processos produtivos e soluções que impactam diretamente a criação de ambientes de alto padrão.

    A participação reforça uma trajetória de atualização contínua construída ao longo de 22 anos. Desde as primeiras edições da ForMóbile, Soni Cassiano e Adeilton Pereira mantêm presença ativa no evento, acompanhando transformações do setor e fortalecendo conexões estratégicas com empresas que são referência no mercado, como Duratex, Cyncly, Häfele e Alternativa Componentes.

    Para Adeilton Pereira, presidente do Grupo OFFICINA e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (ABIMÓVEL), a participação na feira representa uma oportunidade de acompanhar de perto os movimentos que direcionam o futuro do segmento.

    “Estar presente na ForMóbile é uma forma de manter o Grupo OFFICINA conectado ao que existe de mais atual na indústria. Ao longo de mais de duas décadas acompanhando o evento, percebemos como a tecnologia, o design e a inovação transformam a maneira como produzimos e entregamos soluções para o consumidor. Essa troca constante com grandes empresas e profissionais do setor é fundamental para seguirmos evoluindo”, destaca Adeilton Pereira.

    Já Soni Cassiano ressalta que a feira também contribui para ampliar referências criativas e estratégicas para o mercado de alto padrão.

    “A ForMóbile é um espaço de inspiração, conhecimento e relacionamento. Cada edição apresenta novas possibilidades para o design, para a gestão e para o desenvolvimento de produtos. Estar próximo dessas tendências permite que possamos trazer novos olhares para nossas marcas e continuar oferecendo soluções alinhadas às expectativas de um mercado cada vez mais exigente”, afirma Soni Cassiano.

    Além de acompanhar novidades e lançamentos, a presença do Grupo OFFICINA na feira também fortalece sua atuação institucional no setor, além de ampliar diálogos sobre inovação, sustentabilidade, produtividade e desenvolvimento de novas aplicações para a indústria moveleira.

  • Gestão de resíduos e economia circular contribuem sustentabilidade na indústria moveleira paraibana

    Gestão de resíduos e economia circular contribuem sustentabilidade na indústria moveleira paraibana

    Com iniciativas voltadas ao reaproveitamento de materiais, à destinação ambientalmente adequada de resíduos e à qualificação profissional, a ESSANTO busca avançar na eficiência produtiva, na responsabilidade ambiental e no impacto social

    Separar resíduos, organizar a logística de coleta, destinar corretamente materiais recicláveis e reduzir desperdícios fazem parte da rotina da ESSANTO, indústria do Grupo OFFICINA especializada na fabricação de móveis planejados. Na fábrica, localizada em Santa Rita (PB), a sustentabilidade está integrada ao processo produtivo e envolve desde a gestão de resíduos até iniciativas de formação profissional voltadas para o setor moveleiro.

    A atuação da ESSANTO está baseada em um modelo de produção sob demanda. A indústria desenvolve soluções para lojas parceiras, construtoras, incorporadoras, hotéis, hospitais e empreendimentos corporativos, fabricando móveis a partir das necessidades específicas de cada projeto.

    O modelo alia escala industrial, tecnologia e personalização, contribuindo para o uso mais eficiente de matérias-primas e para a redução de desperdícios. A unidade também conta com iniciativas voltadas à eficiência energética, incluindo o uso de energia solar, que contribui para a redução do impacto ambiental da operação industrial.

    As operações de corte, usinagem e acabamento são pontos críticos de perda de matéria-prima no setor moveleiro. Nesse contexto, a gestão eficiente dos resíduos tornou-se parte essencial da competitividade e da responsabilidade ambiental da indústria.

    Gestão de resíduos como parte da operação industrial

    A preocupação com a destinação correta dos resíduos gerados durante a produção faz parte das operações diárias da empresa. Materiais como plástico, papel, alumínio, vidro e sobras de MDF passam por processos de segregação e armazenamento antes de serem encaminhados para reciclagem, reaproveitamento ou destinação adequada.

    Parte dessas sobras também é destinada a iniciativas internas de reaproveitamento criativo, como produção de artesanato e itens institucionais e gifts, ampliando o ciclo de uso dos materiais dentro da própria cadeia produtiva e em ações de relacionamento e responsabilidade social. Atualmente, a fábrica gera cerca de 4,5 toneladas por mês entre resíduos recicláveis e materiais reaproveitáveis, além de 40 litros mensais de tinta encaminhados para descarte especializado.

    Segundo a sócia-diretora das empresas ESSANTO, VIVA e OFFICINA Móveis Planejados, Soni Cassiano, a gestão dos resíduos exige planejamento contínuo e uma estrutura capaz de garantir que cada material siga o destino correto.

    “Todo o material precisa ser separado, armazenado e recolhido dentro dos prazos adequados. Se isso não acontece, o volume acumulado se torna um problema operacional. Por isso, mantemos uma rotina organizada e um relacionamento próximo com as cooperativas responsáveis pela coleta”, destaca.

    Dentro da fábrica, os resíduos são separados em áreas específicas antes de serem encaminhados para parceiros responsáveis pela coleta. Plásticos, papelão, alumínio, vidro e outros materiais recicláveis são armazenados em baias destinadas a cada categoria, facilitando a logística de destinação.

    Atualmente, a empresa mantém parceria com a Pep Recicláveis, responsável pela coleta de papelão e plástico, a RTR Ambiental, que recolhe a tinta, e a Rebrite, que destina o pó e o vidro gerados na produção, sempre seguindo padrões ambientais. Somente de plástico, são destinados aproximadamente 80kg por mês. Já o papelão representa cerca de 40kg mensais do volume reciclado pela operação.

    Economia circular transforma resíduos em novos insumos

    Na ESSANTO, parte desse trabalho está associada aos princípios da economia circular, modelo que busca prolongar o ciclo de vida dos materiais por meio do reaproveitamento. Além da separação e encaminhamento dos recicláveis para cooperativas parceiras, a empresa também adota soluções para os resíduos gerados durante o processamento dos painéis de MDF.

    O pó proveniente desse processo é encaminhado a aterro sanitário adequado, seguindo os critérios ambientais exigidos para esse tipo de resíduo. As sobras de MDF são encaminhadas para um processo de aproveitamento energético em caldeira, onde são utilizadas como fonte de energia para o funcionamento de máquinas de uma operação industrial de trituração de ossos bovinos, destinados à produção de farinha de osso.

    “Nosso objetivo é garantir que cada material tenha a destinação correta e volte para a cadeia produtiva sempre que possível. Sustentabilidade não acontece apenas quando o resíduo sai da fábrica; ela começa no planejamento de todo o processo produtivo”, afirma Soni Cassiano.

    Além da destinação do pó de MDF, as sobras geradas durante a produção são enviadas a uma instituição parceira, que recebe mensalmente entre 6 e 10 bags com pedaços de MDF. Isso totaliza de 480 kg a 1.200 kg, ampliando o aproveitamento dos materiais e reduzindo o descarte.

    Sustentabilidade que também passa pela formação de pessoas

    Na ESSANTO, a sustentabilidade também está relacionada ao desenvolvimento social e à formação de profissionais para o setor moveleiro. Há mais de 12 anos, o Grupo OFFICINA mantém, por meio do Centro de Formação Educativo Comunitário (CEFEC), cursos de marcenaria e montagem de móveis voltados para a qualificação profissional de jovens e adultos da região.

    “O curso nasceu porque percebemos que não existia formação específica para marcenaria. Nós estruturamos o programa, fornecemos os equipamentos, a matéria-prima e mantemos toda a operação funcionando até hoje”, explica a empresária.

    Além da capacitação técnica, os alunos produzem móveis durante o período de formação. As peças são desenvolvidas como parte do processo de aprendizagem e posteriormente destinadas a ações comunitárias e comercializadas em bazares sociais, ampliando o alcance social da iniciativa.

    O projeto também contribui para a formação da mão de obra que hoje integra a operação da ESSANTO e fortalece o vínculo entre qualificação profissional e desenvolvimento da indústria. “Hoje temos cerca de 40 colaboradores que vieram diretamente dos cursos. Alguns estão conosco desde as primeiras turmas e ajudaram a construir a história da fábrica ao longo desses anos”, afirma Soni Cassiano.

    Uma indústria além do móvel pronto

    Por trás de cada móvel entregue existe uma operação industrial que envolve planejamento, engenharia, logística, controle de produção, gestão de materiais e responsabilidade ambiental. Diferentemente de indústrias que produzem para estoque, a ESSANTO trabalha a partir da demanda de lojas parceiras e de projetos desenvolvidos para diferentes segmentos do mercado. Essa dinâmica exige um acompanhamento rigoroso dos processos, desde a entrada da matéria-prima até a destinação dos resíduos gerados durante a fabricação.

    Para a direção da empresa, um dos principais desafios do setor é ampliar a compreensão sobre a complexidade da atividade industrial. Muitas vezes, o público percebe apenas o produto final, sem visualizar toda a estrutura necessária para que ele chegue ao mercado.

    “A indústria moveleira envolve muito mais do que a fabricação do móvel. Existe toda uma estrutura de gestão, logística, sustentabilidade e desenvolvimento de pessoas trabalhando para que o produto chegue ao cliente com qualidade e responsabilidade”, ressalta Soni Cassiano.

    Com uma operação estruturada, a ESSANTO alia eficiência produtiva, gestão responsável de resíduos, formação profissional e economia circular, fortalecendo seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da cadeia moveleira paraibana.

  • Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Nordeste ganha força na indústria moveleira e amplia espaço para marcas premium e produção regional

    Crescimento do consumo, expansão imobiliária, turismo e fortalecimento industrial consolidam a região como um dos principais motores do setor moveleiro brasileiro

    O mercado moveleiro nordestino atravessa um dos momentos mais relevantes de sua história recente. Sustentada pelo crescimento da construção civil, pela expansão do turismo, pela valorização imobiliária e por uma mudança demográfica que vem atraindo novos moradores para a região, a indústria de móveis passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na economia nordestina. Os números ajudam a dimensionar essa transformação.

    Segundo levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a Paraíba registrou crescimento de 205% na produção de móveis entre 2019 e 2024, o maior avanço do Nordeste e um índice mais de 13 vezes superior à média regional, que ficou em 15,7% no período. O estado também liderou o crescimento nacional no consumo de móveis e colchões, com alta de 11,2%, enquanto a média brasileira foi de 5,8%.

    Para Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, os dados macroeconômicos e as pesquisas setoriais mais recentes comprovam esse fenômeno de descentralização e amadurecimento comercial.

    “O Nordeste vem apresentando uma evolução consistente tanto no consumo quanto na produção de móveis. O que observamos é uma combinação de crescimento econômico regional, expansão imobiliária e fortalecimento da capacidade produtiva local. Estados como a Paraíba passaram a desempenhar um papel cada vez mais relevante dentro da cadeia moveleira nacional”.

    Ao mesmo tempo, a população continua crescendo. De acordo com o IBGE, João Pessoa alcançou 833.932 habitantes no Censo de 2022, crescimento de 15,26% em relação a 2010, tornando-se a capital nordestina que mais cresceu proporcionalmente no período. A estimativa para 2025 apontou uma população próxima de 898 mil habitantes. Em todo o estado, a população paraibana chegou a 4,16 milhões de pessoas.

    O avanço populacional impulsiona o mercado imobiliário local. Dados agregados do Índice Creci 360° apontam uma alta acumulada de 87,5% no número de unidades vendidas em João Pessoa e Cabedelo ao longo de 2025.

    Na avaliação de Marcelo Prado, o crescimento da população, o ritmo forte das construtoras e a chegada de novos moradores com maior renda criam um cenário ideal e lucrativo para os fabricantes de móveis e decoração.

    “João Pessoa é um caso particularmente interessante porque reúne diversos fatores que impactam diretamente o setor. Existe crescimento populacional acima da média, forte expansão imobiliária, aumento da atração de moradores de outras regiões e uma busca crescente por qualidade de vida. Tudo isso gera demanda por novos imóveis e, consequentemente, por mobiliário”.

    Vetor local e atração de investimentos

    Para Adeilton Pereira, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e sócio-diretor do Grupo OFFICINA, o salto produtivo das indústrias moveleiras locais reflete uma engrenagem econômica muito mais robusta.

    “O que explica esse crescimento tão significativo da produção de móveis na Paraíba é o desenvolvimento das indústrias locais, puxado pelo desenvolvimento do turismo e da construção civil no estado como um todo, mas principalmente em João Pessoa”, avalia.

    Segundo ele, a quebra de antigos estigmas geográficos abriu espaço para uma leitura realista sobre a competitividade regional, o que atraiu olhares de investidores atentos à diversificação econômica e à sustentabilidade de novos projetos comerciais.

    “Hoje, percebemos exatamente o oposto do passado: pessoas dos grandes centros buscando qualidade de vida no Nordeste. Muitos vêm em fase de aposentadoria, outros procuram mais tranquilidade, e há também os nômades digitais, que conseguem atuar em grandes mercados.”

    Construção civil, turismo e novos investimentos ampliam demanda

    A expansão do mercado imobiliário paraibano ocorre paralelamente a um ciclo histórico de investimentos turísticos. Dados da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep) posicionam o Polo Turístico Cabo Branco como o hub de uma transformação sem precedentes, concentrando alguns dos projetos de maior relevância em desenvolvimento no Brasil.

    “O Polo Turístico Cabo Branco é um produto diferente no Nordeste. Além de sol e mar, o complexo está cercado pela maior reserva de Mata Atlântica da Paraíba. O Centro de Convenções é o maior do Nordeste e já temos 15 mil leitos e quatro parques temáticos contratados”, afirma Rômulo Polari, presidente da Cinep, durante o Sindepat Summit 2026, realizado em Lisboa.

    Esse movimento amplia a demanda por mobiliário e fortalece a indústria moveleira regional, que passa a atender uma parcela cada vez maior dos empreendimentos residenciais, hoteleiros e corporativos em desenvolvimento no Nordeste.

    Para a diretora-executiva da ABIMÓVEL, Cândida Cervieri, o fortalecimento dos centros regionais é um movimento estratégico para reduzir custos logísticos, otimizar operações e aumentar a competitividade das empresas nordestinas.

    “Móveis e colchões são produtos de grande volume físico, com custo logístico relevante. Por isso, a presença de polos regionais no Nordeste ajuda a explicar o desenvolvimento da região e amplia sua competitividade dentro do mercado brasileiro.”

    Consumidor busca personalização, funcionalidade e identidade

    O crescimento econômico vem sendo acompanhado por mudanças importantes no comportamento de consumo. Para Cândida Cervieri, a reconfiguração dos lares modernos após a consolidação de modelos de trabalho híbridos alterou profundamente a relação emocional e prática dos indivíduos com o mobiliário.

    “Em ambientes menores, mais integrados ou que precisam cumprir muitas funções, o mobiliário assume o protagonismo e passa a organizar a vida dentro de casa. Isso desloca parte da decisão de compra de uma lógica puramente transacional para uma lógica de projeto, valor e experiência”.

    Para ela, a valorização da identidade local tornou-se uma das principais características do design brasileiro contemporâneo. “Hoje existe uma percepção mais madura de que a identidade regional pode ser contemporânea, elegante, funcional e competitiva. O repertório nordestino conversa muito bem com a agenda contemporânea do design porque nasce do território, do clima, da cultura e da vida cotidiana”.

    Indústria regional amplia escala e capacidade produtiva

    O fortalecimento da indústria paraibana também vem sendo acompanhado por investimentos em tecnologia, automação e profissionalização dos processos produtivos.
    Adeilton Pereira destaca que o estreitamento dos laços comerciais entre as grandes construtoras e o chão de fábrica local eliminou a antiga dependência de fretes distantes e aumentou a velocidade de entrega dos projetos.

    “Hoje, temos uma cadeia de produção sob medida na própria região, voltada diretamente para atender às demandas de grandes construtoras e incorporadoras. Antes, eles precisavam buscar fornecedores no Sul do país e tinham pouco contato com as indústrias. Agora existe proximidade, troca constante e capacidade de adaptação muito mais rápida”, afirma.

    Esse cenário tem favorecido a expansão de indústrias especializadas em móveis sob medida e com capacidade para atender diferentes frentes do mercado. É o caso da ESSANTO, fabricante nordestina que desenvolve soluções para lojas parceiras, construtoras, incorporadoras, hotéis, hospitais e empreendimentos corporativos, levando escala industrial, tecnologia e personalização para diferentes perfis de clientes.

    “A ESSANTO nasceu na Paraíba, mas já atua em oito estados da região Nordeste e pretende fechar os nove estados em breve. Nossa atuação acontece tanto por meio de parceiros comerciais que levam nossos produtos ao consumidor quanto no atendimento direto a grandes empreendimentos. Temos experiência, tecnologia, capacidade produtiva e uma logística facilitada por estarmos na própria região. Precisamos apenas que o mercado conheça mais essa capacidade produtiva do Nordeste”.

    Expansão e tendências industriais

    O avanço fabril e comercial ganha respaldo com indicadores sólidos de mercado. Guilherme Brito, diretor administrativo da Móveis São Carlos, empresa sediada em Pernambuco, detalha esse cenário de atração de novos investimentos e descentralização econômica, que gera empregos e altera dinâmicas sociais históricas.

    Para manter a relevância no mercado, a flexibilidade fabril para absorver as transformações rápidas de design e comportamento torna-se essencial. Guilherme aponta que acompanhar essa evolução estética é o caminho para suprir as novas demandas do público e fortalecer a própria indústria regional.

    “Nós observamos, dentro do nosso leque de produtos, quais necessidades do consumidor estamos deixando de suprir para eliminar esses gaps. As tendências vão e vem de uma forma interessante: o consumidor adquire móveis muito retos, agora vemos mais formas arredondadas. Participar da evolução da nossa região é formidável, o Nordeste é peça fundamental para o futuro da indústria nacional”, ressalta.

    Design regional enfrenta gargalos mas ganha espaço

    O fortalecimento da criação nordestina ocorre em paralelo a um severo choque de realidade estrutural. Representando a operação baiana da Tidelli Outdoor Living, a sócia Roberta Mandelli detalha que o setor enfrenta uma complexidade operacional considerável no ambiente atual da região, o que exige resiliência por parte das empresas locais.

    “Apesar dos entraves, o Nordeste tem apresentado um design regional que está ganhando espaço, tanto no Brasil como fora. A região se autoconsome, devido ao crescimento das cidades e do turismo, e a demanda aumenta proporcionalmente ao crescimento imobiliário.”

    A empresária identifica uma forte guinada no comportamento do público comprador, que passa a valorizar a ancestralidade e a exclusividade na composição dos ambientes. Para atender a essa exigência por refinamento técnico e customização, o monitoramento de mercado precisa ser rigoroso e contínuo.

    “A grande trend da decoração atual é o resgate de valores, de tradição, memórias afetivas, e isto acaba gerando um consumo regional maior, uma valorização do feito à mão, de materiais naturais, o que aumenta o consumo por uma produção artesanal. A pesquisa de comportamento é constante, tendências mundiais e nacionais sempre são observadas, pois nós valorizamos design, qualidade e tendência”, comenta Roberta.

    O desafio é fortalecer a percepção de mercado

    Embora o setor reconheça os avanços conquistados, ainda existe o desafio de estabelecer nacionalmente a percepção sobre a capacidade industrial nordestina. Adeilton Pereira avalia que o nível de automação, os selos de qualidade e o padrão de acabamento das fábricas nordestinas atuais não possuem qualquer desvantagem técnica em relação aos centros tradicionais localizados nas regiões Sul e Sudeste.

    “O Nordeste sempre teve uma identidade muito forte. O que mudou foi que começamos a expor essa identidade ao mundo. Levamos um pedacinho da Paraíba para eventos internacionais e mostramos que somos capazes tanto quanto qualquer outro polo produtor.”

    Para o executivo, as marcas que pretendem liderar as próximas décadas precisam adotar posturas corporativas humanizadas, focadas na governança socioambiental e no bem-estar de toda a sua rede de profissionais, parceiros e clientes.

    “Nosso papel é evoluir continuamente para atender às novas exigências e superar as expectativas dos clientes com entregas de alto padrão ”, afirma.

    Na avaliação de Adeilton, a superação de visões defasadas sobre o mercado e a ampla divulgação da maturidade fabril do Nordeste são fundamentais para o atual momento do setor. “A capacidade produtiva nós já temos. O que precisamos agora é que o mercado perceba que o Nordeste mudou e que hoje possui estrutura, tecnologia e competitividade para atender sua própria demanda com excelência”, defende Adeilton.