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  • Associativismo, inovação e competitividade marcam participação de Adeilton Pereira no InvestMov Negócios

    Associativismo, inovação e competitividade marcam participação de Adeilton Pereira no InvestMov Negócios

    Vice-presidente da ABIMÓVEL e CEO do Grupo OFFICINA destacou os desafios e as oportunidades da indústria moveleira brasileira, reforçando o papel do associativismo como ferramenta estratégica para o fortalecimento do setor

    O vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL) e CEO do Grupo OFFICINA, Adeilton Pereira, participou, na manhã desta quarta-feira (29), do InvestMov Negócios, evento promovido pela Associação dos Fabricantes de Móveis da Paraíba (AMAP), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), no Centro de Educação Empreendedora do Sebrae, em João Pessoa. 

    A programação reuniu fabricantes de móveis da Paraíba para discutir tendências, desafios, oportunidades de mercado e soluções voltadas ao fortalecimento da indústria moveleira no estado.

    Convidado para conduzir o painel “Cenários da Indústria Moveleira no Brasil”, Adeilton Pereira apresentou uma análise sobre o momento vivido pelo setor, no qual abordou desafios econômicos, mudanças no ambiente tributário, tendências de mercado e oportunidades para a indústria nordestina.

    Em sua apresentação, o executivo destacou o trabalho desenvolvido pelas entidades representativas e ressaltou que o fortalecimento da indústria depende do engajamento dos próprios empresários. “O associativismo é uma ferramenta de competitividade. Quando trabalhamos pelo coletivo, fortalecemos todo o setor e, como consequência, fortalecemos também as nossas empresas”.

    Adeilton Pereira lembrou que é o primeiro nordestino a ocupar a vice-presidência da ABIMÓVEL, entidade nacional com mais de cinco décadas de atuação, e atribuiu essa conquista ao trabalho realizado pela AMAP na integração da indústria moveleira do Nordeste.

    “Essa representatividade institucional contribui para o nosso negócio, mas nunca foi esse o objetivo. O objetivo sempre foi trabalhar pelo coletivo. O benefício veio como consequência”. 

    Para ele, a união entre as entidades da região ampliou a representatividade do setor perante o mercado nacional e criou um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das empresas.

    O valor do setor e a comunicação com a sociedade

    Durante o painel, o CEO do Grupo OFFICINA também chamou a atenção para a necessidade de os empresários ampliarem sua visão sobre a concorrência. Para ele, o setor não disputa mercado somente internamente, mas compete pela preferência do consumidor diante de diferentes possibilidades de investimento.

    “O móvel está presente em todos os ambientes da vida das pessoas, sejam eles hospitais, escolas, igrejas, residências, empresas, hotéis, aeroportos e embarcações. É um produto essencial. Precisamos comunicar melhor essa importância para a sociedade e fortalecer a imagem da indústria moveleira brasileira”, afirmou.

    Segundo Adeilton Pereira, o segmento exerce um papel estratégico para a economia nacional, tanto pela geração de postos de trabalho quanto pela capacidade de movimentar toda uma cadeia produtiva. “Somos uma das maiores cadeias geradoras de empregos do país. Somos importantes pela economia, pelos empregos que geramos e pelo nosso produto. Precisamos mostrar isso para a sociedade”.

    Outro ponto de destaque foi a reforma tributária, considerada por Adeilton Pereira um dos principais temas que exigirão atenção das empresas nos próximos meses. O executivo alertou para a necessidade de planejamento, especialmente em relação às novas regras envolvendo IBS e CBS, recomendando que empresários avaliem os impactos da nova legislação.

    Ao analisar o cenário econômico, Adeilton Pereira apontou que fatores externos, como a reconfiguração do comércio internacional e a possibilidade de maior direcionamento da produção das indústrias do Sul e Sudeste ao mercado interno, podem aumentar a concorrência na região Nordeste. Em contrapartida, ressaltou que o momento também abre oportunidades importantes para o desenvolvimento da indústria regional.

    Entre elas, destacou o crescimento da economia paraibana, impulsionado pelo turismo e pela construção civil, setores que fortalecem diretamente a demanda por móveis e planejados.

    Nordeste ganha protagonismo na indústria moveleira

    O executivo também observou que o Brasil vive uma mudança histórica na distribuição da indústria moveleira, antes concentrada no Sul e Sudeste. Segundo ele, o Nordeste vem ganhando protagonismo tanto pela chegada de novos investimentos quanto pelo fortalecimento das empresas locais.

    Para Adeilton, fatores como o maior acesso à tecnologia, equipamentos e conhecimento, somados aos elevados custos logísticos enfrentados pelas empresas de outras regiões para atender o mercado nordestino, tornam a indústria local cada vez mais competitiva.

    “Há uma desconcentração da indústria moveleira no Brasil. O Nordeste deixa de ser apenas um grande mercado consumidor e passa a ocupar um espaço importante como produtor. Esse é um momento de oportunidades para as empresas da região crescerem, inovarem e conquistarem novos mercados”, concluiu.