Categoria: Mundo

  • Sem restrições, Nova Zelândia realiza festival de música para mais de 120 mil pessoas

    Sem restrições, Nova Zelândia realiza festival de música para mais de 120 mil pessoas

    Sem restrições pela Covid-19, a Nova Zelândia realizou o maior festival ao ar livre do mundo desde o início da pandemia, em março de 2020. O CubaDupa é um dos festivais de rua mais tradicionais do país e teve a participação de mais de 120 mil pessoas durante os dois dias de realização. O evento aconteceu em Wellington durante 19 horas em 50 palcos que mesclaram apresentações e desfiles, incluindo cerca de 1.750 artistas. Em entrevista ao site ‘Scoop Culture’, o diretor do festival, Gerry Paul, falou sobre o evento. “A equipe e eu estamos agitados! Nós nos sentimos muito sortudos por poder hospedar o festival mais diverso e criativo da Nova Zelândia, e o que sabemos ser o maior festival de música e artes do mundo atualmente”, disse.

    Nas redes sociais, muitos dos participantes postaram imagens e vídeos do evento. Embora todas as restrições sociais tenham sido removidas na cidade, os participantes foram incentivados a usar códigos QR para compras. Um grupo patrulhou as ruas, fornecendo desinfetante para as mãos. Neste fim de semana, a cidade de Barcelona também realizou um show para cinco mil pessoas como parte de um experimento. Segundo Gerry Paul, essa edição do CubaDupa foi a mais movimentada. “Os artistas, o público, os fornecedores, os vendedores – todos sorriam de orelha a orelha, dançando e desfilando pelas ruas”, explicou.

    Fonte: Jovem Pan
    Foto: Wellington City Council

  • Turismo não pode esperar que cada pessoa seja vacinada, diz WTTC

    Turismo não pode esperar que cada pessoa seja vacinada, diz WTTC

    O World Travel & Tourism Council (WTTC) voltou a defender que o teste rápido de Covid-19 no embarque em aeroportos é a chave para desbloquear as viagens internacionais, em apresentação à Global Travel Taskforce do governo do Reino Unido. O órgão de turismo global afirma que, embora o lançamento da vacina deva ser aplaudido, o setor de viagens e turismo não pode esperar que cada membro seja vacinado para retomar suas atividades.

    Em vez disso, o WTTC pede que o governo do Reino Unido se concentre numa combinação de vacinas, testes, passes digitais de saúde e protocolos de saúde e segurança, como o uso obrigatório de máscara facial, como forma de abrir as portas para o turismo. A combinação de medidas, segundo o órgão, também ajudaria a salvar milhões de empregos, que dependem do setor, e a acelerar a tão necessária recuperação econômica.

    O WTTC também tem defendido fortemente que o governo mude sua avaliação de risco de países inteiros para a do viajante individual de “alto risco”, para permitir mais rapidamente o retorno de uma viagem segura. O retorno das viagens internacionais daria um impulso especial às pequenas e médias empresas, que foram particularmente afetadas por representarem 80% de todas as empresas do setor.

    O órgão, portanto, tem trabalhado com o governo do Reino Unido para produzir um roteiro claro no qual todo o setor de Viagens e Turismo possa trabalhar, permitindo-lhes se preparar para que possam aumentar as operações e garantir que aproveitem ao máximo a alta temporada de verão.

    “Não temos dúvidas de que o governo entende a importância crítica de fornecer um roteiro claro para que o setor de Viagens e Turismo encontre seu caminho de volta à operação plena e, essencialmente, à lucratividade”, disse Gloria Guevara, CEO do WTTC. “O governo do Reino Unido deve aproveitar a distribuição de vacinas e permitir a retomada de viagens internacionais seguras por meio de um programa abrangente de testes para britânicos não vacinados e, mais importante, a tempo para a importante temporada de verão”, completou a executiva.

    Na semana passada, o Relatório de Impacto Econômico (EIR) anual do WTTC revelou o impacto devastador da pandemia Covid-19 no setor global de viagens e turismo, que no ano passado sofreu uma perda de mais de US$ 4 bilhões.

    Fonte: Panrotas
    Foto: Imagem de LuAn Hunt por Pixabay

  • Iata pede aos países que aprovem testes de antígenos

    Iata pede aos países que aprovem testes de antígenos

    A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) voltou a pedir uma política de testagem de covid-19 eficiente com intuito de dar ao setor uma retomada internacional rápida. Apoiada na pesquisa feita em conjunta pela Oxera e a Edge Health, em parceria com a própria Iata, a entidade pediu às nações que utilizem e aceitem os melhores testes rápidos de antígeno como documento de entrada do viajante.

    De acordo com a Iata, os melhores testes de antígenos do mercado entregam resultados tão eficientes quanto os testes PCR no que tange ao coronavírus. “O teste de antígeno BinaxNOW, por exemplo, perde apenas um caso positivo a cada mil viajantes (com base em uma taxa de infecção de 1% entre os viajantes). São ainda tranquilamente comparáveis com o desempenho dos testes PCR em termos de falsos negativos, como aponta o estudo”, indica a Iata.

    A entidade ainda defende a conveniência dos testes de antígeno, alegando que são 100 vezes mais rápidos do que os de PCR, e ainda reforça seu preço: 60% mais baratos na comparação com os testes PCR.

    “A retomada da aviação internacional dará energia para a recuperação econômica necessária à crise da covid-19. Juntamente das vacinas, os testes desempenharão um papel essencial em dar aos governos a confiança de reabrir suas fronteiras aos viajantes. A prioridade máxima dos governos é a assertividade de testes. Porém, os viajantes também necessitarão que os testes sejam convenientes e que caibam em seus bolsos. O estudo feito pela Oxera e Edge Health nos mostra que os melhores testes de antígeno podem preencher todos esses requisitos. É importante que os governos os considerem para planejarem suas retomadas”, solicita o diretor geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

    MAIS OPÇÕES = RETOMADA MAIS RÁPIDA
    Ainda na visão da Iata, a exigência de testes está fragmentada, pois cada país tem suas regras, o que confunde os viajantes. Além disso, muitos governos não autorizam o uso de testes rápidos de antígeno e, se os testes de PCR forem a única opção, a retomada será ainda mais árdua e lenta, devido ao seu alto custo e dificuldades para serem realizados, uma vez que os testes de antígeno se mostraram tão eficientes quanto, como mostra o estudo. Não obstante, a entidade destaca que em algumas partes do mundo a testagem PCR é limitada e seu uso prioritário acaba sendo corretamente dedicado aos hospitais.

    “Viajantes precisam de opções. Incluir os testes de antígeno entre os aprovados pelos governos certamente dará força para a recuperação. A União Europeia aceita oficialmente a testagem de antígeno, o que dá ao mundo uma boa base para a aprovação deste tipo de provas ao redor do mundo. Precisamos agora que os governos implementem essas recomendações. O objetivo é claramente ter uma linha mais ampla de testagem que são efetivas cientificamente, acessíveis financeiramente e disponível para praticamente todos os possíveis viajantes”, reforça de Juniac.

    CUSTOS MAIS ACESSÍVEIS
    A reprovação dos testes rápidos pelos governos pode representar uma barreira importante de custos e de conveniências na retomada das viagens, ressalta a Iata.

    “Segundo o estudo Oxera-Edge Health, o custo do teste PCR pode mexer completamente com a economia em uma viagem. Uma família de quatro integrantes viajando do Reino Unido para as Ilhas Canárias teria de arcar com um total de 16 testes, o que totalizaria 1,85 mil euros apenas em testagem, o que dá aproximadamente 160% a mais do que o tíquete médio aéreo para o trecho”, aponta a Iata. “Uma viagem comum de negócios entre Londres e Frankfurt fica 59% mais cara com as exigências de testes PCR”.

    O estudo ainda revela que, em cinco rotas internacionais estudadas, o impacto da testagem PCR é uma redução de demanda 65% dos passageiros, enquanto, substituindo o PCR pelo antígeno, essa redução seria menor do que a metade. As rotas em questão são Londres-Nova York, Londres-Frankfurt, Reino Unido-Singapura, Reino Unido-Paquistão e Manchester-Ilhas Canárias.

    CONVENIÊNCIA
    A atual capacidade de testes PCR no Reio Unido cobriria apenas 25% do total de passageiros de 2019. Isso pode causar gargalos à medida que o número de viajantes aumenta em uma retomada. Adicionar o teste de antígeno como uma opção legal internacionalmente ajudaria a aliviar esses gargalos, aponta a associação.

    Por Rodrigo Vieira – Panrotas

  • MTur discute parceria com a China, incluindo isenção de visto

    MTur discute parceria com a China, incluindo isenção de visto

    O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, reuniram-se na última semana para debater ações de parceria para o fortalecimento do Turismo nos dois países com foco na ampliação do fluxo turístico. Na ocasião, algumas medidas e estratégias específicas foram discutidas. Entre elas: a promoção de ações de qualificação para melhor receber os turistas, a isenção de vistos para turistas chineses e, também, a abertura de um escritório da Embratur no país asiático e de um escritório de promoção da China no Brasil, que será instalado em São Paulo. O presidente da Embratur, Carlos Brito, participou do encontro virtual.

    Segundo o embaixador chinês, apesar de o país ser responsável pela emissão de 150 milhões de turistas para o mundo, apenas 60 mil escolhem o Brasil que, apesar do número ainda pequeno, é o principal destino dos chineses na América Latina. Por outro lado, 90 mil brasileiros visitam a China por ano, número também aquém do potencial brasileiro.

    Para ampliar esse número já no momento pós-pandemia, o ministro do Turismo reforçou a necessidade do aumento de conectividade aérea entre Brasil e China logo na retomada das atividades, além da isenção de vistos de entrada no Brasil para os turistas chineses. O ministro anunciou, ainda, que a China foi o país escolhido para sediar a representação da Embratur no continente asiático auxiliando, assim, a promoção do Brasil em toda a região.

    “Temos na China um grande e importante parceiro em todos os setores e tenho certeza de que, no momento pós-pandemia, teremos plenas condições de receber um número crescente de viajantes chineses. Esse potencial foi confirmado pela revista Voyage que afirmou que o Brasil é o melhor destino para os chineses”, comentou Neto.

    Ao longo da reunião, o ministro ainda agradeceu a parceria do governo chinês e propôs a criação de um grupo de trabalho para otimização do fluxo de turistas.

    “O Brasil é parceiro estratégico da China não só na América Latina como no mundo e aprofundar a cooperação no setor turístico. A distância geográfica não impede o intercâmbio entre os nossos povos que têm contribuído para o crescimento dos dois países”, afirmou Yang Wanming.

    WEBNÁRIO
    Está previsto para o próximo dia 15 de abril o 1º Webinário – Turismo Internacional da China: Potencial do Mercado com foco na capacitação para agências de turismo brasileiras interessadas em atuar no receptivo de turistas chineses que será realizada pela Pasta e pela Embratur.

    Por Filip Calixto – Panrotas

  • Turismo global perde US$ 4,5 trilhões e mais de 62 milhões de empregos em 2020

    Turismo global perde US$ 4,5 trilhões e mais de 62 milhões de empregos em 2020

    O World Travel & Tourism Council (WTTC) revelou o impacto devastador da Covid-19 no setor global de viagens e turismo no ano de 2020, com um prejuízo astronômico de quase US$ 4,5 trilhões. Em seu Relatório de Impacto Econômico (EIR) anual, que representa o setor privado de viagens e turismo, o WTTC mostrou que a contribuição do setor para o PIB caiu 49,1%, em comparação com a economia global geral, que caiu apenas 3,7%.

    Ao todo, a contribuição do setor para o PIB global despencou para US$ 4,7 trilhões em 2020 (5,5% da economia global), de quase US$ 9,2 trilhões no ano anterior (10,4%). O relatório também revela uma perda grande nos gastos com viagens internacionais, que caíram 69,4% em relação ao ano anterior. Os gastos com viagens domésticas caíram 45%, um declínio menor devido a algumas viagens internas em vários países.

    No ano passado, quando a pandemia atingiu o centro de Viagens e Turismo, mais de 62 milhões de empregos foram perdidos, representando uma queda de 18,5%, deixando apenas 272 milhões empregados em toda a indústria globalmente.

    Em 2019, quando as viagens e turismo globais estavam prosperando e gerando um em cada quatro de todos os novos empregos em todo o mundo, o setor contribuiu com 10,6% (334 milhões) de empregos globalmente. No entanto, no ano passado, quando a pandemia atingiu o centro de Viagens e Turismo, mais de 62 milhões de empregos foram perdidos, representando uma queda de 18,5%, deixando apenas 272 milhões empregados em toda a indústria globalmente.

    No entanto, a ameaça persiste, pois muitos desses empregos são atualmente apoiados por políticas momentâneas de governo e redução de carga horária, que sem uma recuperação completa do setor poderiam ser perdidos.

    “Devemos elogiar a ação imediata dos governos em todo o mundo por salvar tantos empregos e meios de subsistência em risco, graças a várias decisões, sem as quais os números de hoje seriam muito piores”, disse Gloria Guevara, CEO do WTTC. “No entanto, o Relatório de Impacto Econômico anual do WTTC mostra toda a extensão da dor que nosso setor teve de suportar nos últimos 12 meses, que devastou tantas vidas e negócios, grandes e pequenos”.

    O caminho para a recuperação pode ser rápido

    Embora 2020 e o inverno boreal de 2021 tenham sido desastrosos para Viagens e Turismo, a pesquisa do WTTC mostra que se a mobilidade internacional e as viagens forem retomadas até junho deste ano, aumentará significativamente o PIB global e nacional – e empregos.

    De acordo com a pesquisa, a contribuição do setor para o PIB global pode aumentar acentuadamente este ano, até 48,5% no comparativo anual. A pesquisa mostra ainda que sua contribuição poderá quase atingir os mesmos níveis de 2019 em 2022, com um novo aumento ano-a-ano de 25,3%.

    Se o lançamento global da vacina continuar em ritmo acelerado e as restrições às viagens forem relaxadas pouco antes da temporada de verão, os 62 milhões de empregos perdidos em 2020 podem retornar até 2022

    O WTTC também prevê que, se o lançamento global da vacina continuar em ritmo acelerado e as restrições às viagens forem relaxadas pouco antes da temporada de verão, os 62 milhões de empregos perdidos em 2020 podem retornar até 2022.

    O WTTC defende fortemente a retomada de viagens internacionais seguras em junho deste ano, se os governos seguirem seus quatro princípios de recuperação, que incluem um regime de teste internacional coordenado abrangente na partida para todos os viajantes não vacinados, para eliminar a quarentena.

    Também inclui protocolos aprimorados de saúde e higiene e uso obrigatório de máscara; mudança para avaliações de risco de viajantes individuais em vez de avaliações de risco-país; e apoio continuado ao setor, incluindo fiscal, liquidez e proteção ao trabalhador. O WTTC diz que a introdução de passes de saúde digitais, como o recentemente anunciado “Digital Green Certificate”, apoiará a recuperação do setor.

    Por Pedro Menezes – Mercado & Eventos