Categoria: Destaques

  • Castro Desenvolvimento Imobiliário estreia segundo empreendimento em João Pessoa e apresenta Parque Lispector, no Aeroclube

    Castro Desenvolvimento Imobiliário estreia segundo empreendimento em João Pessoa e apresenta Parque Lispector, no Aeroclube

    A Castro Desenvolvimento Imobiliário marcou, na noite desta quarta-feira (14), a estreia de seu segundo empreendimento no mercado da construção civil em João Pessoa. A empresa é um desdobramento da trajetória sólida da pernambucana Castro Industrial, com mais de três décadas de atuação e reconhecida pela excelência na implantação, modernização e gerenciamento de obras industriais em todo o país.

    Corretores, fornecedores, parceiros e jornalistas estiveram presentes do evento, realizado no Parahyba Mall, que apresentou ao público o Parque Lispector, mais um empreendimento da Castro na capital paraibana. “A Castro escolheu João Pessoa e se consolida na Capital com vários empreendimentos e perspectiva de pelo menos três lançamentos em 2026. Com este boom imobiliário que a cidade vem vivenciando, temos um conjunto de empreendimentos, com planos de lançamentos para os próximos dez anos”, adiantou Marcos Castro, presidente da Castro Desenvolvimento Imobiliário.

    Parque Lispector, um empreendimento singular no Aeroclube

    Inspirado em Clarice Lispector, escritora de contos, romances e ensaios, o Parque Lispector será implantado no bairro do Aeroclube, em frente ao Parque Parahyba IV, um dos maiores e mais importantes parques urbanos da cidade e que valoriza o contato com o verde, o bem-estar e uma rotina mais equilibrada.

    “Essa essência artística da Clarice aparece nos materiais e, acima de tudo, no sentimento da empresa aplicado no Lispector, especialmente na fachada que recua em relação ao Parque Parahyba IV, para que se perceba que o parque é a extensão do empreendimento, ou que o empreendimento é a extensão do parque. São plantas versáteis, que dialogam com um público interessado no que há de mais contemporâneo, tanto nos materiais quanto na complexidade dos espaços de uso comum”, destacou Ricardo Nogueira, que assina o projeto arquitetônico.

    Gestão comercial e sucesso em vendas

    Para o diretor comercial da Castro Desenvolvimento Imobiliário, Eduardo Maciel, o empreendimento de estreia da Castro já é considerado um sucesso de vendas.   “Tudo que está sendo construído aqui é uma semente que foi plantada alguns anos atrás. Quando olhamos, o Lispector já nasce com sucesso. Estamos com 30% do prédio em reserva, e quisemos fazer esse evento para agradecer a João Pessoa por toda essa receptividade”, afirmou Eduardo.

    A equipe da Núcleo Consultoria Imobiliária, referência no mercado imobiliário do Nordeste, foi escolhida para estar à frente da gestão comercial do Parque Lispector.

    Segundo o sócio da Núcleo, Ivan Rocha, o projeto é seguro para quem quer viver e investir. “João Pessoa tem atraído investidores de diferentes regiões, e a escolha da Castro pela cidade reforça esse movimento. Os empreendimentos da Castro contam com garantia da Caixa Econômica Federal, o que traz segurança ao processo”, ressalta Ivan.

    Também presente no evento, o diretor da Invista Imóveis, Milton Barros, falou sobre a relação do empreendimento com o mercado local. “O Parque Lispector vem ocupar um espaço que já se tornou uma carência para um público que busca soluções habitacionais reais e encontra nesse produto uma resposta alinhada com localização, padrão construtivo e a segurança de ter a Caixa como garantidora”, ressaltou.

    ”Viva a obra da sua vida”

    A noite de apresentação do Parque Lispector também marcou a abertura da exposição fotográfica “Viva a obra da sua vida”, com imagens que contribuem diretamente para a construção do conceito apresentado pela Castro.

    Assinam a mostra os fotógrafos Max Brito, Ismael Pessoa e Higor Pereira, com registros de paisagens urbanas, cenas humanas e perspectivas aéreas da capital paraibano. Max Brito destacou o caráter espontâneo da fotografia de paisagem apresentada na mostra. A mostra reúne mais de 20 obras e permanece em cartaz até o dia 3 de março, no primeiro andar do mall. A entrada é gratuita, com visitação de segunda a sábado, das 10h às 22h e domingo, das 12h às 22h.

    Para conhecer mais sobre a Castro DI, acesse https://castrodi.com.br/ou e siga no Instagram: @castrodi_oficial.

  • Arnaldo Junior Farias, ex-prefeito de Cabaceiras, analisa transformação de João Pessoa pelo Turismo

    Arnaldo Junior Farias, ex-prefeito de Cabaceiras, analisa transformação de João Pessoa pelo Turismo

    Neste artigo, Arnaldo Junior Farias, ex-prefeito do município de Cabaceiras e atualmente consultor nas áreas de Gestão de Políticas Públicas, Desenvolvimento Territorial e Turismo, credenciado no Sebrae Nacional, apresenta uma análise da transformação da capital paraibana de periférica para cidade de escolha que atrai migrantes de diferentes regiões, examinando como o crescimento populacional acelerado redesenha a dinâmica urbana e os desafios estruturais de planejamento, mobilidade, habitação e governança territorial, argumentando que a cidade chegou a um ponto de decisão crítico que definirá seu futuro desenvolvimento.

    Para compreender a análise completa de Arnaldo Junior Farias sobre o futuro de João Pessoa, leia o artigo abaixo.

    João Pessoa no Limiar – Por Arnaldo Júnior Farias

    Durante décadas, João Pessoa foi vista como uma capital periférica no cenário nacional. Uma cidade bonita, tranquila, acolhedora, mas fora do eixo dos grandes fluxos econômicos e populacionais do Brasil. Isso mudou.

    Os dados do Censo 2022 do IBGE revelam uma virada histórica no mapa da migração interna brasileira. Estados como Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná passaram a ser os grandes pólos de atração populacional. São Paulo e Rio de Janeiro, pela primeira vez em muitas décadas, perderam centralidade como destino natural da mobilidade social.

    No Norte e Nordeste, um dado chama ainda mais atenção: a Paraíba foi o único estado com saldo migratório positivo. E isso não é obra do acaso. Esse crescimento é puxado de forma clara por João Pessoa — a capital que mais cresceu no Nordeste na última década.

    João Pessoa entrou definitivamente no clube das cidades de escolha.

    Uma cidade que passou a ser escolhida — não apenas herdada

    Hoje, João Pessoa atrai pessoas que já consolidaram suas trajetórias profissionais e familiares. Aposentados, famílias em transição de vida, investidores imobiliários, profissionais em trabalho remoto e pessoas em busca de qualidade de vida passaram a enxergar a cidade como destino permanente de moradia.

    A cidade reúne atributos que pesam muito mais do que o tamanho da metrópole: litoral urbano com praias balneáveis, qualidade ambiental, serviços estruturados, custo de vida mais competitivo, escala humana, população acolhedora e educada

    João Pessoa é, ao mesmo tempo, grande o suficiente para oferecer oportunidades e pequena o suficiente para oferecer tranquilidade.

    Esse novo perfil migratório — vindo de fora, com renda, expectativas e poder de escolha — passou a pressionar profundamente o território.

    O turismo deixou de ser setor. Virou força que redesenha a cidade.

    O turismo, que por décadas foi uma atividade relevante, tornou-se agora vetor estruturante da forma urbana.

    Isso significa que ele passou a moldar: o mercado imobiliário, o custo de vida, a ocupação do solo, o padrão de serviços, a mobilidade e a própria geografia social da cidade

    O Polo Turístico Cabo Branco é o símbolo mais evidente dessa virada.

    Um complexo turístico de escala bilionária, com resorts, hotéis de grandes bandeiras, parques temáticos e estruturas de entretenimento, projetado para inserir João Pessoa no circuito nacional e internacional do turismo de alto padrão.

    É, ao mesmo tempo, oportunidade e alerta.

    Experiências semelhantes em várias regiões do Brasil mostram que grandes resorts frequentemente funcionam como ilhas econômicas, com baixa integração à economia urbana local, pouca absorção de mão de obra qualificada da cidade e reduzida circulação de renda no território.

    O risco é claro: criar enclaves turísticos que concentram valor sem irradiar desenvolvimento.

    A metrópole silenciosa que já existe — sem projeto

    João Pessoa já não é apenas João Pessoa. Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Conde, Lucena e Cruz do Espírito Santo, tornaram-se a válvula de escape da capital. É para essas cidades que migram as famílias pressionadas pelo aumento dos aluguéis e do valor dos imóveis.

    Forma-se, silenciosamente, uma região metropolitana com quase 1,5 milhão de habitantes, sem governança metropolitana efetiva, sem planejamento integrado e sem projeto urbano comum.

    A conurbação acontece — mas sem comando.

    A infraestrutura de ontem para a cidade de amanhã.

    A BR-230 cortando João Pessoa é o símbolo mais visível da ausência de uma malha estrutural moderna de mobilidade urbana e metropolitana. Uma rodovia federal, pensada para o tráfego de longa distância e cargas pesadas, tornou-se eixo urbano cotidiano de deslocamento.

    Com basicamente dois viadutos fazendo a ligação entre a cidade antiga e a cidade das praias, o resultado é previsível: congestionamentos crescentes, aumento do tempo de deslocamento, perda de qualidade de vida e desgaste da cidade que justamente cresceu por ser tranquila.

    João Pessoa virou outra cidade — sem que sua espinha dorsal urbana tivesse sido redesenhada.

    O paradoxo: o crescimento que ameaça o próprio diferencial

    João Pessoa cresce porque é tranquila, bonita, humana e funcional. Mas cresce de forma que começa a ameaçar exatamente esses atributos.

    Sem intervenção estratégica, a cidade corre o risco de repetir trajetórias já conhecidas de Recife, Salvador, Fortaleza e Natal: espraiamento urbano, gentrificação acelerada, perda de identidade, conflitos silenciosos e colapso progressivo da mobilidade e da qualidade de vida.

    João Pessoa chegou ao seu ponto de decisão

    A cidade não está mais no tempo das escolhas espontâneas. Ela entrou no tempo das decisões estruturais.

    Ou João Pessoa assume um novo ciclo de: planejamento metropolitano integrado, redesenho estrutural da mobilidade, política ativa de habitação, regulação do adensamento, governança territorial compartilhada, ou entrará no ciclo da perda de seu próprio diferencial.

    O crescimento é uma oportunidade rara. Mas só vira desenvolvimento quando é planejado.

    João Pessoa não é mais apenas uma cidade em crescimento. Ela é, agora, uma cidade em decisão.

    Arnaldo Junior Farias é consultor nas áreas de Gestão de Políticas Públicas, Desenvolvimento Territorial e Turismo. Credenciado no Sebrae Nacional. Ex-Prefeito do município de Cabaceiras PB. Ganhador do Prêmio Nacional Prefeito Empreendedor da Região Nordeste e do Prêmio Gestão e Cidadania da FGV/BNDES – 2004 como uma das cinco melhores experiências de Gestão Inovadora do País.

  • Fórum Costa das Falésias vence Prêmio Nacional do Turismo 2025

    Fórum Costa das Falésias vence Prêmio Nacional do Turismo 2025

    Iniciativa destaque conquistou o 3º lugar na categoria Governança e Gestão do Turismo

    O Fórum Regional de Turismo Sustentável Costa das Falésias conquistou o 3º lugar do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Governança e Gestão do Turismo”, principal reconhecimento público do país às iniciativas que transformam o turismo em vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

    A distinção, concedida pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com o Conselho Nacional do Turismo (CNT), reconhece o modelo de governança regional que articula poder público, empreendedores e comunidades dos municípios de Conde, Pitimbu e Caaporã, no litoral sul da Paraíba, e que se consolidou como referência nacional em gestão colaborativa do turismo.

    O que é o Prêmio Nacional do Turismo

    Criado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Conselho Nacional do Turismo, o Prêmio Nacional do Turismo é um tributo às iniciativas inovadoras, à excelência na gestão e ao impacto positivo de projetos e profissionais que fortalecem o setor em todo o país. Segundo o MTur, a premiação busca reconhecer quem faz o turismo brasileiro crescer, gerar emprego e renda, ao mesmo tempo em que promove inclusão social e sustentabilidade ambiental.

    Na categoria Governança e Gestão do Turismo, o Fórum Costa das Falésias concorreu ao lado da Grande Reserva Mata Atlânticae do Programa de Turismo no Espaço Rural Caminhos do Campo, o que reforça o peso do reconhecimento para a governança paraibana.

    Governança regional com base em participação e sustentabilidade

    O Fórum Regional de Turismo Sustentável Costa das Falésias é uma instância de governança regional criada a partir da articulação entre gestores públicos, empreendedores, associações comunitárias e representantes do trade turístico dos três municípios em uma parceria com o Sebrae Paraíba e Governo do Estado da Paraíba, por meio da consultoria do Programa Agentes de Roteiros Turísticos.

    Estruturado como organização da sociedade civil, o Fórum opera como espaço permanente de planejamento conjunto, cooperação intermunicipal e fortalecimento da identidade turística da Costa das Falésias.

    A governança é sustentada por uma base associativa que reúne mais de 70 empreendimentos formais de hospedagem, alimentação, agências e guias de turismo, além de produtores culturais, artesãos e organizações comunitárias. Essa rede se articula com parceiros como Sebrae Paraíba, Governo do Estado, Banco do Nordeste, UFPB, PBTUR e prefeituras municipais, alinhando a atuação do território ao Programa de Regionalização do Turismoe ao Plano Nacional de Turismo.

    Nos últimos anos, o Fórum consolidou um conjunto de entregas estruturantes: criação de identidade visual integrada, site e redes sociais do destino, assinatura de termos de parceria com as prefeituras de Conde, Pitimbu e Caaporã, apoio à formalização de negócios, qualificação em ESG, empreendedorismo feminino, marketing, linhas de crédito e Cadastur, inserção dos municípios no Mapa do Turismo Brasileiro e apoio na criação e fortalecimento dos Conselhos Municipais de Turismo.

    Entre os resultados para o mercado e para as comunidades está o roteiro integrado “Raízes da Cultura”, que diversifica a oferta turística, valoriza comunidades tradicionais e gera novas oportunidades de renda, além da participação em feiras, rodadas de negócios e roadshows que ampliaram o fluxo de visitantes e a visibilidade da Costa das Falésias em âmbito nacional

    Para Marília Melo, presidente do Fórum Costa das Falésias, o prêmio consolida um ciclo de amadurecimento institucional do território:

    O Fórum construiu, passo a passo, um trabalho de governança e roteirização que começa ouvindo as comunidades e empreendedores, organiza a oferta em produtos integrados, como o roteiro ‘Raízes da Cultura’, e só depois vai para o mercado. Esse troféu pertence às comunidades tradicionais, aos artesãos, aos guias, às pousadas, restaurantes e a todos que acreditaram que a Costa das Falésias podia se organizar como destino e falar com uma só voz”, afirma Marília Melo.

    Parceiro histórico do Fórum, o Sebrae Paraíba foi decisivo na estruturação da governança e na modelagem dos roteiros turísticos integrados. Para Regina Amorim, gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae-PB, o prêmio confirma a potência da combinação entre regionalização e economia criativa:

    “A Costa das Falésias mostra que é possível articular governança regional, economia criativa e turismo de base comunitária num mesmo arranjo. O Sebrae apostou em um processo continuado de consultoria, qualificação e design de experiências para pequenos negócios, e o resultado aparece agora, com um destino mais competitivo, mais diverso e com forte identidade cultural. Esse prêmio reforça que modelos como esse são replicáveis em outros territórios da Paraíba e do Brasil”, destaca Regina Amorim.

    A estratégia de organização da oferta e das experiências turísticas da Costa das Falésias foi desenvolvida pelo Programa Agentes de Roteiros Turísticos (ART), do Sebrae-PB, através do consultor Danylo Aguiar, consultor de turismo responsável pelo trabalho na Costa das Falésias. Ele ressalta o papel do desenho de experiências e da governança na conquista:

    “Sermos reconhecidos nacionalmente numa categoria que olha para governança e gestão mostra que o que construímos aqui não é apenas um projeto pontual, mas uma política regional de turismo. É o reconhecimento de uma construção coletiva, que envolve empreendedores, lideranças comunitárias, prefeituras e parceiros técnicos. O Prêmio Nacional do Turismo reconhece justamente essa coerência entre planejamento, participação social e resultado em fluxo turístico, geração de renda e fortalecimento da identidade territorial. A Costa das Falésias prova que governança não é reunião em ata: é método, escuta e entrega concreta”.

    Na leitura de Claudio Soares, gerente da agência Sebrae Sul, a conquista reforça o papel do Fórum como articulador de políticas públicas e negócios:

    “Do ponto de vista do desenvolvimento regional, o que mais impressiona na Costa das Falésias é a capacidade de transformar um território em marca, produto e oportunidade de negócio. O Fórum articula prefeitura, iniciativa privada e comunidades para que as ações de qualificação, acesso a crédito, inovação e ESG cheguem na ponta. Quando o Ministério do Turismo reconhece essa governança, está reconhecendo também o trabalho em rede, com protagonismo local e visão de longo prazo.”

    Próximos passos: do reconhecimento à consolidação de um destino inteligente

    Com o reconhecimento nacional, o desafio do Fórum Costa das Falésias será transformar o prêmio em alavanca de consolidação do destino: ampliar a rede de associados, aprofundar a qualificação em sustentabilidade e inovação, fortalecer o monitoramento de indicadores (fluxo turístico, geração de renda, formalização de negócios) e avançar na integração com políticas públicas estaduais e federais.

    A expectativa dos parceiros é que a premiação contribua para atrair novos investimentos, ampliar a presença do destino em feiras e campanhas nacionais e acelerar o processo de consolidação da Costa das Falésias como destino turístico inteligente, capaz de combinar governança sólida, economia criativa, inclusão social e preservação ambiental.

    Assessoria

  • IA generativa e IA agêntica: como funcionam e por que importam para o turismo

    IA generativa e IA agêntica: como funcionam e por que importam para o turismo

    A inteligência artificial evoluiu rapidamente e trouxe dois conceitos importantes: IA generativa e IA agêntica. Embora muitas vezes mencionadas juntas, cada uma tem funções diferentes e impacto direto na forma como viajamos, planejamos e recebemos serviços no setor de turismo.

    A IA generativa cria conteúdos novos com base em grandes volumes de dados. Ela produz textos, imagens, sugestões de roteiros, descrições de destinos e respostas personalizadas. É usada principalmente para planejamento, atendimento inicial e comunicação com viajantes, ajudando empresas a oferecer informações rápidas, claras e adaptadas ao perfil de cada pessoa.

    A IA agêntica vai além da criação de conteúdo e realiza ações completas por conta própria. Ela pode reservar voos, ajustar hospedagens em caso de imprevistos, monitorar viagens e ativar protocolos de segurança. Nesse contexto, entra o conceito de duty of care, que é a responsabilidade das empresas em garantir segurança, orientação e suporte ao viajante durante toda a viagem. A IA agêntica ajuda a cumprir esse dever porque reage rapidamente a mudanças e oferece soluções imediatas.

    No turismo, as duas formas de IA já fazem diferença. A generativa apoia agentes, operadoras e hotéis na criação de mensagens, atendimento personalizado e melhoria da comunicação. A agêntica assume tarefas mais complexas, como reorganizar viagens após cancelamentos, sugerir rotas alternativas e gerenciar reservas adicionais com base em dados atualizados.

    A combinação dessas tecnologias traz benefícios claros. A IA generativa aumenta a personalização e reduz tarefas repetitivas, enquanto a agêntica agiliza processos e melhora a eficiência operacional. Juntas, elas podem elevar a qualidade da experiência do viajante e tornar o setor mais seguro, rápido e inteligente.

    O desafio é garantir uso responsável, com respeito à privacidade, transparência nos dados e adoção ética. Se aplicadas de forma equilibrada, IA generativa e IA agêntica fortalecem a confiança entre empresas e viajantes e ajudam a construir um turismo mais eficiente e preparado para o futuro.

    Por Fabiano Vidal – Turismólogo, Jornalista de Turismo, Especialista em Marketing e Publicidade, Doutor em Ciência da Informação e ex-presidente da ABRAJET-PB (2020-2022)

  • Catálogo digital trilíngue sobre Sivuca é lançado em Campina Grande após projeto integrador da UNIFACISA

    Catálogo digital trilíngue sobre Sivuca é lançado em Campina Grande após projeto integrador da UNIFACISA

    A turma pioneira do curso de Design Gráfico Digital da UNIFACISA lançou na noite de terça-feira (18) o catálogo multimídia “Sivuca Digital”. O lançamento aconteceu às 19h no Cinema UNIFACISA, em Campina Grande. O projeto, coordenado pelo professor Daniel Leite e orientado pelo jornalista Romero Rodrigues, vice-presidente da Abrajet-PB, produziu catálogo digital e vídeo sobre o Espaço Cultural Sivuca de Itabaiana. A iniciativa contou com apoio da Prefeitura de Itabaiana, da Secretaria de Cultura municipal, do Inovalab e da Abrajet-PB. O catálogo está disponível em três idiomas: português, inglês e espanhol, com acesso via QR Code.

    O desenvolvimento começou em setembro, quando o prefeito Dr. Cláudio Neto, o secretário de Cultura Fábio Rodrigues e Vilma de Oliveira, sobrinha de Sivuca, participaram da apresentação do projeto em sala de aula. Em outubro, a jornalista Rosa Aguiar, da Abrajet-PB, que produziu documentário com Sivuca nos anos 1990 em Campo Grande, Itabaiana, foi convidada pelos alunos. “Acredito que é importante que as pessoas saibam quem foi esse gênio e como conseguiu chegar tão longe, com o seu talento. Então, essas informações são fundamentais”, declarou Rosa Aguiar. Ela apresentou exemplos de museus digitais como Anne Frank e Ipiranga.

    José Vieira Neto, presidente da Abrajet-PB, destacou o caráter histórico do projeto. “O que vemos diante de nós não é apenas um catálogo multimídia. É um gesto vanguardista, histórico, que honra a memória de um dos maiores artistas que a Paraíba já deu ao mundo: Sivuca”, afirmou. O presidente reconheceu o trabalho do professor Romero Rodrigues. “Há projetos que nascem grandes, este aqui nasceu gigante”, declarou. Ele também destacou o papel da Prefeitura de Itabaiana. “É assim que se faz política cultural: unindo universidade, poder público e comunidade”, afirmou. A Abrajet-PB completa 40 anos em 2026.

    O secretário municipal destacou a importância do projeto para a economia, inovação tecnológica, cultura e turismo de Itabaiana. Romero Rodrigues também coordenou projeto pioneiro do Casarão Zé Rufino em Areia. O QR Code será disponibilizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Espaço Cultural Sivuca), Secretaria de Cultura de Itabaiana, Prefeitura e outros órgãos públicos. Sivuca foi músico e instrumentista paraibano de Itabaiana com reconhecimento internacional.