Categoria: Destaques

  • Atividades turísticas geram 38% das vagas formais no setor de serviços na Paraíba

    Atividades turísticas geram 38% das vagas formais no setor de serviços na Paraíba

    Em novembro de 2024, o turismo foi responsável por quase 38% das vagas formais no setor de serviços na Paraíba, segundo o Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. O estado registrou 1.028 novos postos no segmento, com destaque para as áreas de Alojamento e Alimentação, que cresceram 1,91%, criando 464 vagas.

    O setor cultural também apresentou expansão significativa, com a criação de 81 empregos formais, refletindo um crescimento de 2,50%. Ao todo, o estado gerou 2.720 novos empregos formais, resultado de 18.521 admissões e 15.801 desligamentos. João Pessoa liderou a geração de vagas, contribuindo com 1.529 novos postos e alcançando um total de 212.935 empregos formais na capital.

    Para Ferdinando Lucena, presidente da PBTur, o desempenho reflete esforços conjuntos entre governo e setor privado. “Os investimentos estratégicos no turismo estão tornando a Paraíba um destino ainda mais competitivo e essencial para a recuperação econômica”, afirmou.

    Rosália Lucas, secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, reforçou o papel do setor como motor da economia. “As políticas públicas voltadas ao turismo têm garantido resultados consistentes, e continuaremos investindo para ampliar os benefícios a todos os paraibanos”, destacou.

    Os números do Novo CAGED, obtidos a partir de sistemas como eSocial e Empregador Web, mostram a evolução do mercado formal de trabalho, permitindo acompanhar o impacto do desenvolvimento econômico na Paraíba e em outras regiões do Brasil.

    Redação, com informações da Secom-PB
    Foto: Thiago Japyassu (Pexels)

  • Porto do Capim tem projeto de requalificação no Centro Histórico de João Pessoa

    Porto do Capim tem projeto de requalificação no Centro Histórico de João Pessoa

    A Prefeitura de João Pessoa apresentou detalhes do projeto de requalificação do Porto do Capim, no Centro Histórico, em reunião com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. A iniciativa, contemplada pelo programa federal Periferia Viva, visa revitalizar a área com melhorias urbanísticas, preservação histórica e inclusão social, beneficiando diretamente cerca de 600 famílias.

    O projeto prevê obras de infraestrutura como pavimentação, saneamento, drenagem e abastecimento de água, além da construção e reforma de moradias e pontos comerciais. Prédios históricos serão recuperados, e pequenos portos serão construídos para facilitar o acesso à bacia do Rio Sanhauá. Com um investimento total de R$ 107 milhões, sendo R$ 7 milhões de contrapartida da Prefeitura, a intervenção reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável do Centro Histórico.

    Socorro Gadelha, secretária de Habitação, destacou a importância do projeto para resgatar a área histórica e melhorar a qualidade de vida dos moradores. “Essa intervenção urbanística trará infraestrutura e dignidade às famílias, sem removê-las da região, garantindo um impacto positivo para a comunidade do Porto do Capim e para toda João Pessoa.”

    A proposta inclui também um trabalho social integrado e regularização fundiária, reforçando o papel do Porto do Capim como símbolo da revitalização do Centro Histórico e da valorização do patrimônio cultural e humano da cidade.

    Redação, com informações da Secom-JP
    Foto: Assessoria Secom-JP

  • Embratur vai ao Benin para fortalecimento de relações culturais e turísticas

    Embratur vai ao Benin para fortalecimento de relações culturais e turísticas

    Ponto alto será a reunião do Comitê de Implementação da Cooperação Cultural Brasil-Benin-Brasil.

    Representando o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a coordenadora de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas da Agência, Tania Neres, iniciou, nesta quarta-feira (8), uma visita oficial ao Benin, na África Ocidental, com uma agenda voltada para o fortalecimento das relações culturais, turísticas e históricas entre os dois países.
     

    A missão, que segue até domingo (12), ocorre em um momento estratégico, dado o crescente interesse em aprofundar as conexões entre o Brasil e o continente africano, sobretudo no campo do turismo de raízes, segmento no qual os turistas viajam em busca do conhecimento sobre seus antepassados. Tania Neres será recebida em Cotonou, capital econômica do Benin, e participará de reuniões em Uidá e Porto-Novo, cidades de grande relevância histórica para a diáspora africana. Entre os compromissos, destacam-se encontros com autoridades locais e visitas a pontos emblemáticos, como o Couvent Sakpata e o Temple des Pythons. A agenda também inclui a participação no Festival das Culturas Ancestrais Vodun, uma celebração das tradições culturais e religiosas do Benin.
     

    De acordo com a coordenadora de Afroturismo da Embratur, o ponto alto será a reunião do Comitê de Implementação da Cooperação Cultural Brasil-Benin-Brasil. “O diálogo abordará iniciativas para fortalecer os laços bilaterais e explorar oportunidades no campo das artes, do patrimônio cultural e do audiovisual, alinhando-se ao Memorando de Entendimento Cultural assinado em 2024”, destacou.
     

    A visita de Tania Neres ao Benin simboliza um passo importante na reconstrução de laços históricos e culturais entre o Brasil e o continente africano. Com um foco no afroturismo e na ancestralidade, a missão reforça o compromisso de ambos os países em transformar suas conexões em oportunidades reais de cooperação, respeito mútuo e desenvolvimento.
     Afroturismo – Em março de 2024 o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, já havia ressaltado a importância de reconstruir laços históricos e culturais durante um encontro com dirigentes do Benin em Brasília. “Temos identidade, história e dois povos que compartilham uma alegria profunda. O mundo precisa disso”, declarou Freixo na ocasião. Além disso, temas como a isenção de vistos para brasileiros viajando ao Benin e a criação de projetos conjuntos de preservação do patrimônio cultural são vistos como potenciais catalisadores para o fortalecimento da relação.
     História e laços compartilhados – O Brasil e o Benin compartilham uma conexão ancestral profunda, marcada pela diáspora africana e pela contribuição cultural de povos africanos no Brasil. A cidade de Salvador (BA), com sua herança afro-brasileira, é um elo simbólico entre as duas nações. Para as autoridades beninenses, o turismo pode ser a principal ferramenta para reaproximar os dois países. “Queremos que o Benin seja o elo que conecte o Brasil à África, reconstruindo a fraternidade que nos une por meio de nossos ancestrais”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Benin, Olusgehun Bakari.
     O ministro de Estado da Economia e Finanças de Benin, Romuald Wadagni, reafirmou a importância de um projeto comum entre os dois países. “Seria interessante construirmos uma ‘passarela’ entre Brasil e África, uma vez que 56% dos brasileiros são de origem africana. Temos que reconstruir e reaproximar o que temos em comum: a nossa fraternidade, os nossos ancestrais. Queremos construir algo novo para que possamos compartilhar algo juntos”, afirmou.
     O ministro dos Negócios Estrangeiros de Benin, Olusgehun Bakari, também acredita que o turismo é o segmento que pode aproximar, ainda mais, o Brasil e o país africano. “Reforçar e apostar no turismo é necessário para uma ligação direta entre os dois países. Queremos que Benin seja o elo, a principal ligação do Brasil com a África. Queremos que os brasileiros sejam isentos de visto”, finalizou.

  • João Pessoa e os desafios de ser um destino em alta

    João Pessoa e os desafios de ser um destino em alta

    João Pessoa, nossa capital, tem se destacado no cenário internacional como um dos destinos turísticos mais promissores para 2025. De acordo com uma pesquisa do Booking.com, divulgada em 12 de dezembro de 2024, a cidade ocupa o terceiro lugar na lista dos destinos mais procurados por viajantes de todo o mundo, ficando atrás apenas de Sanya, na China, e Trieste, na Itália. Reconhecida por suas paisagens naturais deslumbrantes, praias paradisíacas e um rico patrimônio histórico-cultural, João Pessoa atrai olhares globais e se posiciona como um destino de destaque. No entanto, este status traz desafios importantes, como o planejamento estratégico e a implementação de políticas públicas que garantam um crescimento sustentável, que possa beneficiar não apenas o turista, mas, principalmente, os moradores da cidade.

    Algo que precisa ser dito, para início de conversa, é que, ao contrário do que subcelebridades paraibanas andam dizendo por aí, em tom de brincadeira ou não, sobre a “culpa” de a cidade estar na preferência de viagem da maioria dos turistas, o tão aguardado “boom” no turismo se deve a eles, há de se esclarecer que isso não é verdade. Houve muito trabalho por trás desse resultado, e que não começou agora. Foram anos de trabalho sério para promover o destino, e não se trata apenas de promover João Pessoa, mas toda a Paraíba.

    Se existem “culpados”, é fundamental mencionar nomes como: Wills Leal (in memoriam), fundador da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, Seccional Paraíba (Abrajet – PB), idealizador da “Roliúde Nordestina”, em Cabaceiras, Cariri paraibano e autor de vários livros; Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba que, possibilitou a construção de estradas que interligaram praticamente todos os municípios da Paraíba, criando acessos que contribuíram para o desenvolvimento do turismo; Ivan Burity que, na década de 1980, quando era o diretor-presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), criou o projeto Costa do Sol, hoje conhecido como Polo Turístico Cabo Branco, e em 2015, quando voltou ao governo conseguiu destravar essa importante área destinada ao turismo.

    Se existem “culpados”, é necessário, mencionar Ruth Avelino, ex-presidente da PBTur, que, ao longo dos 12 anos em que esteve à frente do órgão, fez um excelente trabalho de promoção da Paraíba e agora, Ferdinando Lucena, atual presidente não tem medido esforços para promover o Estado em feiras e rodadas de negócios no Brasil e no exterior; Regina Amorim, gerente de Turismo e Economia Criativa do Sebrae – PB que, tem incansavelmente investido na formalização das micro e pequenas empresas do setor e na criação de roteiros turísticos como o “Encantos do Rio Paraíba” e a “Rota Terra dos Potiguara”, incluídos no “Projeto Vitrine Visit Brasil”, da Embratur.

    Se existem “culpados”, é muito importante considerar o trabalho dos jornalistas de turismo, que estão há anos escrevendo, formando opinião e fomentando a cadeia produtiva; também os influenciadores digitais que levam a sério a divulgação das potencialidades do Estado, assim como os profissionais, as empresas, as associações e os sindicatos ligados ao setor do turismo. Esses “atores” contribuíram de maneira significativa para que a Paraíba atingisse o patamar onde está hoje. O resultado atual é fruto de décadas de dedicação, planejamento e ações conjuntas, que agora colocam a Paraíba, especialmente João Pessoa, como referência no turismo regional, nacional e internacional.

    Inclusive, e não menos importante, é o mercado imobiliário, que anda lado a lado com o turismo. Com seus construtores arrojados e visionários e com sede de expansão, esse setor tem ampliado a oferta na cidade, proporcionando infraestrutura de qualidade para atender à crescente demanda de turistas e novos moradores. Além de oferecer apartamentos, studiosflats e espaços comerciais, essas iniciativas têm transformado a paisagem urbana, criando um ambiente ainda mais atrativo e valorizado para visitantes e investidores.

    Essa sinergia entre turismo e mercado imobiliário é impulsionada por investimentos de grande porte, como a construção de novos hotéis e resorts no Polo Turístico Cabo Branco. O presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Rômulo Polari Filho, em entrevista à Radio Correio FM em 14 de novembro de 2024, destacou que João Pessoa está prestes a dobrar sua capacidade de leitos de hospedagem nos próximos cinco anos. Essa expansão inclui empreendimentos como o Resort Tauá, que sozinho adicionará mais de 5 mil novos leitos, com a primeira etapa prevista para ser concluída em dezembro de 2025. Além disso, o desenvolvimento do Polo Turístico deverá gerar cerca de 12 mil empregos diretos, evidenciando o impacto positivo desse crescimento na economia local e no fortalecimento da imagem de João Pessoa como um destino de excelência.

    No entanto, essa expansão acarreta algumas preocupações. A falta de planejamento adequado pode comprometer a experiência do turista e a qualidade de vida dos moradores. Ontem, primeiro dia do ano, observei um exemplo claro dessa ausência de planejamento: fui a uma padaria em Tambaú, possivelmente a única aberta na redondeza, que estava superlotada de turistas, consumindo e trazendo ativos para nossa economia. Enquanto isso, também observei que outros pontos comerciais permaneceram fechados, o que me fez questionar a falta de planejamento para atender à crescente demanda da alta temporada. Além disso, quando fui pagar a conta de um lanche simples, pão com queijo e suco de laranja, o preço estava elevado e desproporcional aos rendimentos dos moradores. Esse é um problema que pode impactar negativamente o turismo.

    Por causa disso, a capacitação de empresários e trabalhadores do setor turístico é crucial para evitar o amadorismo, tanto no atendimento quanto na precificação de produtos. A crescente demanda por experiências autenticas e por um turismo de qualidade exige investimentos contínuos em qualificação profissional e um planejamento estratégico bem estruturado, que integra os diversos setores do turismo, até mesmo o trânsito. Com esse foco, João Pessoa atingirá o potencial para se consolidar como um dos destinos mais procurados do mundo. Suas belezas naturais, aliadas à riqueza cultural e a um setor turístico cada vez mais preparado, são os pilares para garantir um crescimento sustentável.

    Ainda assim, essa conquista depende de ações concretas e coordenadas entre o poder público, o setor privado e a sociedade civil. É fundamental que hoje, não futuramente, o turismo na capital paraibana e em todo o estado não se limite apenas a atrair turistas, mas promova um desenvolvimento equilibrado. Um turismo planejado para toda a Paraíba deve ser inclusivo e sustentável, buscando integrar regiões e comunidades, para que o crescimento econômico venha acompanhado de benefícios reais para todos os paraibanos.

    Ana Macêdo

    Imagem caminhosmelevem.com

  • Turismo inclusivo e as inovações que transformam viagens em experiências com acessibilidade

    Turismo inclusivo e as inovações que transformam viagens em experiências com acessibilidade

    Viajar é, para mim e para muitos, uma forma de explorar o mundo, conectar-se com diferentes culturas e criar memórias inesquecíveis. No entanto, para pessoas com deficiências, o ato de viajar ainda enfrenta barreiras que limitam essa experiência. Apesar dos desafios, as iniciativas e inovações estão transformando o turismo, promovendo acessibilidade e garantindo que a atividade seja inclusiva. Neste artigo, compartilho algumas experiências e exemplos que mostram como tecnologias e adaptações na infraestrutura estão moldando um futuro com mais acessibilidade.

    A acessibilidade no turismo não é apenas um direito; é uma oportunidade de ampliar o impacto econômico e social. Segundo a Open Doors Organization, entre 2013 e 2015, mais de 26 milhões de adultos com deficiência viajaram, movimentando US$ 17,3 bilhões em gastos em todo o mundo. Este dado reforça que o turismo com acessibilidade atende não apenas um público significativo, mas também impulsiona o desenvolvimento econômico.

    No Brasil, vemos avanços importantes. De Norte a Sul, destinos como o Parque Nacional do Iguaçu, com passarelas acessíveis e a Praia de Iracema, que oferecem caminhadas e cadeiras anfíbias, são exemplos de inclusão. Museus como o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e o Teatro Amazonas, em Manaus, se destacam por suas iniciativas inclusivas, como passeios com intérpretes em Libras e visitas virtuais.

    Recentemente, em João Pessoa, foi inaugurado o Centro de Atendimento ao Turista Adaptado, o primeiro equipamento deste tipo no Brasil. O CAT foi projetado para atender pessoas com deficiências (PCD) e mobilidade reduzida. O espaço inclui passarelas acessíveis, chuveiros adaptados, áreas para cadeirantes aproveitarem o banho de mar e atendimento especializado para pessoas com autismo. Com um investimento de R$ 746 mil, a estrutura é um exemplo de como o turismo pode ser inclusivo, proporcionando acesso digno e seguro às belezas naturais da cidade.

    Além das infraestruturas físicas, a tecnologia também está revolucionando a acessibilidade no turismo. Ferramentas como sites otimizados para leitores de tela, audioguias e plataformas de reservas inclusivas garantem mais autonomia para PCDs. Projetos como o App “Giulia Mãos que Falam”, que traduz Libras em áudio, modernizam a experiência de visitação a pontos turísticos. Essas inovações não apenas facilitam o acesso às informações e serviços, mas também promovem maior independência para os viajantes, tornando as experiências turísticas mais inclusivas, personalizadas e satisfatórias.

    Entretanto, apesar dos avanços, no Brasil os desafios persistem. Segundo o Ministério do Turismo, 53,5% dos turistas com deficiências já deixaram de viajar por falta de acessibilidade. Barreiras físicas, como calçadas irregulares e ausência de rampas, além da falta de treinamento de profissionais do setor, ainda limitam o acesso de muitos viajantes.

    Urge que as empresas e os gestores públicos invistam em infraestrutura, capacitação e inovação tecnológica. Inclusive, o MTur lançou Cartilhas de Turismo Acessível que orientam a capacitação do setor para atender esse público com empatia e de forma mais eficiente.

    Transformar o turismo em uma experiência com acessibilidade para todos é um compromisso ético, social e econômico. Acredito que, ao investir em tecnologia, infraestrutura e treinamento, podemos romper barreiras e garantir que todas as pessoas tenham igualdade de oportunidades.

    João Pessoa e outros destinos já estão mostrando que é possível criar um turismo inclusivo, com acessibilidade. Esses exemplos nos inspiram a continuar buscando soluções que valorizem a diversidade e promovam a integração social. Afinal, viajar deve ser um direito universal de todos, e a única barreira deveria ser a decisão de escolha para o próximo destino.

    Ana Macêdo