Categoria: Brasil

  • Nova pesquisa da Abrasel aponta endividamento do setor

    Nova pesquisa da Abrasel aponta endividamento do setor

    A consulta foi realizada entre os dias 4 e 10 de maio em todo o país

    Pressionados pela queda no faturamento nos primeiros meses do ano em função do fechamento para conter o avanço da pandemia na maioria dos estados, bares e restaurantes acumulam dívidas. A reabertura gradual ainda traz pouco alívio, revela pesquisa nacional da Abrasel, realizada no começo de maio em todo o Brasil.

    No Rio Grande do Norte, quase metade dos empresários do setor apontam ter débitos vencidos. Destes, 79% estão em atraso no pagamento do Simples ou outros impostos federais (como IR e INSS). Mas não é só. Outros 43% dizem também ter problemas com impostos estaduais e municipais (como IPTU), 40% devem aluguel e 38% têm débitos vencidos de água/luz/gás.

    Para o presidente da entidade no Rio Grande do Norte, Paolo Passariello, a flexibilização do decreto, permitindo a ampliação do horário, especialmente à noite, trouxe um alento para o setor. No entanto, segundo ele, os tempos ainda estão muito difíceis.

    “A situação dos que trabalham com o almoço, no dia a dia, está mais tranquila, mas os estabelecimentos que têm foco no jantar do turismo, no jantar do lazer, da comemoração, e dos bares que trabalham com foco na noite, esses ainda vivem uma situação muito difícil. Os demais, apesar desse alento, ainda sofrem com o que ficou pra trás”, declara Passarielo.

    O alto endividamento e a luta para se manter respirando fazem com que a necessidade de crédito emergencial barato seja grande. Não à toa, 3 em cada 4 empresários recorreriam ao Pronampe (programa de crédito emergencial com juros mais baixos e condições mais favoráveis) neste momento.

    “Nós precisamos efetivamente, ainda, de auxílio do Governo. O Pronampe, por exemplo, ainda não foi regulamentado, as medidas de auxílio do Governo do Estado precisam ser mais enfáticas, e precisamos especialmente de auxílio da Prefeitura do Natal que ainda não assinou nenhuma medida que pudesse beneficiar o setor”, conclui Passariello.

    Fonte: Portal Turismo por Cristina Lira

  • MTur inicia mapeamento das iniciativas de Turismo Gastronômico no país

    MTur inicia mapeamento das iniciativas de Turismo Gastronômico no país

    A partir desta terça-feira (1), o Ministério do Turismo inicia um mapeamento dos principais programas, projetos, ações e eventos realizados no país relacionados ao Turismo Gastronômico. A ideia é construir um calendário com as iniciativas e atividades do segmento, que podem servir tanto para torná-las mais conhecidas aos visitantes quanto para o desenvolvimento de políticas públicas de apoio a essas agendas.

    A pesquisa estará disponível até o próximo dia 10 de junho e pode ser preenchida, de forma rápida e online, no endereço www.turismogastronômico.tur.br. Podem participar órgãos públicos da esfera federal, estadual e municipal, além de instituições de fomento, como o Sistema S, e outras organizações que desenvolvam iniciativas relacionadas ao segmento.

    O ministro do Turismo, Gilson Machado, convida organizações públicas e privadas a inscreverem suas ações e destaca que a iniciativa é mais um esforço do governo federal para o fortalecimento do segmento, que tem cada vez mais motivado viagens em todo o mundo.

    “Somos um país com sabores e temperos únicos. Temos um potencial enorme para nos destacar no segmento de turismo gastronômico, inclusive, no cenário internacional no pós-pandemia. É para isso que temos trabalhado e contamos com o apoio de todos para construirmos esse importante instrumento, que é o calendário nacional. Tenho certeza de que será um diferencial importante na busca por uma maior valorização das experiências autênticas no segmento e interação dos visitantes com a cultura local”, pontuou Machado Neto.

    Na plataforma online podem ser cadastradas iniciativas como eventos, festivais, projetos de qualificação profissional, roteiros e rotas, entre outras iniciativas diretamente ligadas ao Turismo Gastronômico.

    O Ministério do Turismo tem priorizado uma série de atividades estruturantes no âmbito do Programa Nacional de Turismo Gastronômico, como aponta o secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França. “Temos o objetivo de desenvolver o turismo gastronômico por meio de um conjunto de ações de estruturação, valorização e de promoção de iniciativas locais, e, assim, efetivar a vocação do Brasil neste segmento”, aponta.

    Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), apontam que a gastronomia é o terceiro maior impulsionador de viagens no mundo. No Brasil, a gastronomia movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano, segundo cálculos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). E é um dos itens mais bem avaliados por estrangeiros em visita ao Brasil; 8 em cada 10 turistas internacionais aprovaram a gastronomia brasileira em 2019, segundo estudo realizado pelo Ministério do Turismo com visitantes internacionais (Demanda Turística Internacional).

    O Brasil já tem quatro cidades reconhecidas internacionalmente pela inovação na gastronomia: Belo Horizonte/MG, Florianópolis/SC, Belém/PA e Paraty/RJ. Elas integram a Rede de Cidades Criativas da Unesco que, inclusive, está com inscrições abertas. No Brasil, outras seis cidades integram a rede nas seguintes áreas: design, artesanato e artes populares, música e cinema. Veja AQUI como se inscrever.

    INICIATIVAS – Na última semana, o Ministério do Turismo promoveu a oficina “Desafios e Oportunidades para o Turismo Gastronômico no Brasil”. O encontro, que ocorreu de forma online, reuniu especialistas em turismo e gastronomia de todo o país para identificar estratégicas que ajudem a estruturar e promover o turismo gastronômico. Entre as propostas levantadas na oficina estão a criação de uma rede colaborativa de especialistas no segmento, a realização de ações de divulgação dos atrativos e destinos gastronômicos e de valorização da riqueza da gastronomia brasileira, além de iniciativas de qualificação de toda a cadeia produtiva.

    A realização da oficina foi fruto de um acordo celebrado em 2020 pelo Ministério do Turismo e IFB para o desenvolvimento do projeto “Prospectivas para o Turismo Gastronômico no Brasil”, no âmbito do Programa Nacional de Turismo Gastronômico. Portanto, é uma das primeiras etapas do projeto, cujo objetivo é fomentar a pesquisa em turismo gastronômico para produção de conhecimento, identificação de tendências e sistematização de informações.

    A parceria também busca analisar o panorama atual do turismo gastronômico no Brasil, identificar prioridades e definir diretrizes para o Plano de Ação do Programa Nacional de Turismo Gastronômico, que deve contar também com planos regionais. E, com isso, estruturar e promover o segmento no Brasil, valorizando a vocação do país como destino de excelência em gastronomia.

    O Ministério do Turismo também selecionou, em abril, um profissional especializado no setor turístico, Richard Alves, para apoiar a Pasta na formulação de ações e estratégias voltadas ao desenvolvimento do turismo gastronômico no país. Entre as ações desenvolvidas está, justamente, o mapeamento que começará a ser realizado dos principais eventos gastronômicos nacionais, roteiros e produtos turísticos ligados à gastrônoma.

    Por Amanda Costa – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

  • Ministérios do Turismo e da Justiça se reúnem com Facebook e abrem frente contra fraudes no setor

    Ministérios do Turismo e da Justiça se reúnem com Facebook e abrem frente contra fraudes no setor

    Os ministros do Turismo, Gilson Machado Neto, e da Justiça, Anderson Torres, se reuniram quinta-feira (27.05), por videoconferência, com representantes do Facebook e do Instagram para debater o combate às contas falsas nas redes sociais. Participaram do encontro o presidente da Resorts Brasil, Sergio Souza, o presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Orlando de Souza; do diretor Financeiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional, José Odécio. Representantes do trade têm registrado a incidência, cada vez maior, da criação de perfis fakes de empresas de turismo para enganar o consumidor. Após a audiência, foi decidida a elaboração de um grupo de trabalho para definir a estratégia de atuação.

    Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, abriu a reunião questionando quais medidas poderiam ser tomadas para evitar a proliferação de perfis falsos nas redes sociais, principalmente de empreendimentos da hotelaria, agências de viagens e de transporte. Machado Neto sugeriu que os registros oficiais do Cadastur sejam usados pelo Facebook e Instagram para validação das contas das empresas. “Temos 128 mil credenciados na Cadastur e essa pode ser uma importante base de dados para verificação da veracidade do perfil na internet”, disse, sugerindo a criação de um grupo de trabalho para cuidar do tema.

    O ministro da Justiça, Anderson Torres, manifestou sua preocupação com o assunto e afirmou que vai acionar a área de inteligência da Pasta para analisar quais medida podem ser tomadas e quais força policiais poderão fazer parte dessa atuação conjunta. “A gente precisa pensar numa solução específica para essa realidade dos hotéis e das operadoras de turismo”, disse. “O mais importante é trabalhar para não deixar que esse tipo de crime aconteça para não desestimular o turismo”, comentou.O gerente de Relações Institucionais do Facebook/Instagram, Eduardo Lopes, elencou várias medidas adotadas pelas empresas para combater esse tipo fraude. “Estamos investindo para coibir esse tipo de comportamento. Queremos proporcionar segurança para ter a confiança de usuários de das empresas”, disse. Lopes elencou duas formas de combate a essas falsificações: a automatizada, por meio de robôs; e por meio de uma equipe com mais de 30 mil funcionários que verificam contas nas plataformas digitais. “Estamos do mesmo lado do problema, o que facilita a resolução dele”, declarou.

    O presidente da Resorts Brasil, Sérgio Souza, reforçou que esse tipo de ato tem se tornado cada vez mais constante e que ele é duplamente prejudicial. Para ele, a certificação da conta ou a verificação por parte das plataformas podem ser a solução. “Além de perder dinheiro, existe a perda da credibilidade. Isso tem isso extremamente recorrente, lesando os cidadãos brasileiros”, comentou.

    Nos próximos dias, um grupo de trabalho formado com os ministério do Turismo e da Justiça, com representantes do trade turístico e com membros do Facebook/Instagram deve ser criado para estudar a melhor forma de validar a autenticidade de empreendimentos turísticos.

    Por Rafael Brais – Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

  • Paraíba participa da BNT Mercosul, em Balneário Camboriú (SC) a partir desta segunda-feira

    Paraíba participa da BNT Mercosul, em Balneário Camboriú (SC) a partir desta segunda-feira

    A Paraíba, por meio da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo), participa da BNT Mercosul, evento que será aberto nesta segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28), em Balneário Camboriú (SC). A feira será promovida no formato híbrido e contará com palestras, capacitações, gamificação para os famtours e também o tradicional Business Center, que acontecerá de maneira virtual.

    As atividades começam com a solenidade de abertura, nesta segunda, às 19h. Os participantes podem assistir e acompanhar todo o evento virtual pela plataforma oficial da BNT com login e senha obtidos no momento da inscrição. As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://bntmercosul.com.br/inscricoes/.

    Seguindo todos os protocolos de biossegurança, a BNT Mercosul promoverá as capacitações para agentes de viagens com os conteúdos apresentados na plenária, ao vivo, para os profissionais logados na plataforma da feira. O Destino Paraíba será apresentado, na terça-feira (25), a partir das 15h30.

    Durante uma hora, a coordenadora de Marketing da PBTur, Débora Luna, mostrará os diferenciais dos roteiros pela Paraíba, reforçando que o estado é um destino seguro, nesse período de retomada das atividades econômicas. As inscrições para o evento continuam abertas e são gratuitas através do link BNT Mercosul (crdlive.com.br)

    Além da capacitação, de acordo com a presidente da PBTur, Ruth Avelino, o Destino Paraíba participará de rodadas de negócios com os 40 principais operadores do Brasil e América do Sul durante os três dias do evento. “Apesar da situação da pandemia da Covid-19 continuar preocupante, precisamos estar presentes nos eventos que começam a ser realizados, priorizando a segurança de todos, porque o setor de Turismo foi um dos mais afetados neste período”, pontuou a executiva.

    Na última edição da BNT Mercosul, participaram mais de 5,5 mil profissionais da área, 329 cidades brasileiras de 23 estados e seis países. Circularam pela feira mais de 3,3 mil operadores de turismo e agentes de viagens, 120 jornalistas, nos corredores que contaram com 96 estandes institucionais de empresas públicas e privadas. O perfil da BNT é formado, em sua maioria (60%), por operadores e agentes de viagens; 37% do trade turístico; e 3% de jornalistas especializados.

    Secom-PB

  • Restaurantes devem recuperar faturamento a níveis pré-pandemia em outubro, diz Sebrae

    Restaurantes devem recuperar faturamento a níveis pré-pandemia em outubro, diz Sebrae

    Apesar da lenta campanha de vacinação com as sucessivas interrupções de produção por falta de insumos importados, a recuperação do faturamento de bares e restaurantes a níveis pré-pandemia deve mesmo ocorrer ainda em outubro deste ano.

    É o que prevê a segunda edição de uma análise feita pelo Sebrae sobre a volta do movimento de clientes às micro e pequenas empresas após a imunização, divulgada nesta semana.

    De acordo com o estudo, a recuperação do comércio em geral entre as MPE’s vai atrasar em duas semanas e começar em meados de setembro, mas não deve afetar tanto o setor de alimentação fora do lar. O Sebrae estima que até 9,5 milhões de pequenos negócios devem ver o nível de atividade recuperar ao equivalente de antes da pandemia – cerca de 54% do universo de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas brasileiras.

    A análise aponta para uma recuperação a partir do início de setembro para atividades como comércio de alimentos, logística, negócios pet, oficinas e peças, construção, indústria de base tecnológica, educação, saúde e bem-estar e serviços empresariais.

    Depois, a partir de 5 de outubro, entram na lista os segmentos de bares e restaurantes, artesanato e moda, quando 100% das pessoas com mais de 25 anos devem estar imunizadas se os planos do governo federal efetivamente forem cumpridos.

    Carlos Melles, presidente do Sebrae, ressalta que a vacina é o único meio capaz de devolver a economia ao eixo da normalidade. E, por isso, lamenta que os números do novo estudo tenham algum atraso.

    “Nossas projeções foram atualizadas e, como nesse curto prazo o programa de vacinação não acelerou o tanto que gostaríamos, as micro e pequenas empresas terão de buscar fôlego por pelo menos mais duas semanas”, explica.

    O atraso na vacinação, embora mantenha o cronograma de algumas atividades, joga para o final do ano e 2022 a recuperação de outros segmentos que tem algum tipo de ligação com a alimentação fora do lar. Turismo e economia criativa, por exemplo, devem retornar ao patamar de faturamento anterior à pandemia apenas em 2022 mesmo que 100% da população já tenha sido vacinada até dezembro deste ano.

    Matemática da recuperação

    Os técnicos do Sebrae explicam que a previsão de retomada do comércio foi feita com base na capacidade de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), que pode chegar a três milhões de doses diárias – atualmente está em 750 mil, em média. Com isso, de acordo com a nova análise, 100% das pessoas com mais de 60 anos e profissionais de saúde estarão imunizados até o dia 24 de junho.

    “Já no dia 27 de agosto, esse grupo seria ampliado com o restante dos grupos prioritários, que incluem profissionais da educação, segurança, transportes, industriais e pessoas com comorbidades. Assumindo que a vacinação seguiria por grupos de idade, no dia 22 de outubro, 100% das pessoas com mais de 40 anos teriam sido imunizadas. Também nessa data, chegaríamos a dois terços da população imunizada com duas doses”, explica uma nota emitida pelo Sebrae.

    Melles ressalta que é imprescindível que o governo federal amplie a vacinação para a capacidade máxima do SUS e cumpra o cronograma, pois apenas assim a economia poderá ser retomada.

    Apoio

    Para a retomada da economia a níveis pré-pandemia, o Sebrae elaborou um plano de apoio que acompanha a evolução da vacinação e a gradativa recuperação dos diversos setores do comércio.

    São três fases que já estão em vigor, sendo a primeira a do isolamento, com ações para apoiar os pequenos negócios na abertura de novos mercados, como a digitalização das empresas, melhora nas finanças dos negócios e pressão por medidas efetivas do governo federal.

    Já a fase 2 prevê o reforço da atenção aos pequenos negócios no estágio de flexibilização das medidas de isolamento social, com a adoção de protocolos de saúde e orientação para a renegociação de dívidas e empréstimos, além de demais adaptações necessárias nos negócios.

    Por fim, na fase 3 pós-vacina, o Sebrae pretende atuar no fomento do mercado e na melhoria da produtividade das empresas com as mudanças de comportamento dos consumidores.

    “Nossa expectativa é que, no momento em que a população esteja vacinada, muitos empreendedores que fecharam as portas por conta da crise resolvam abrir novas empresas, assim como devem surgir novos empresários, movidos pelas oportunidades que serão criadas nesse novo momento da sociedade e da economia”, finaliza Carlos Melles.

    O avanço da vacinação e o apoio do governo nas três esferas de poder são tidos como de extrema necessidade para estancar a quebradeira que o segmento vem sofrendo desde o início da pandemia do coronavírus no país. Só em 2020, pelo menos quatro em cada dez negócios encerraram as atividades de vez, e a flexibilização das medidas sanitárias de abril com a chegada do frio neste mês de maio já estão provocando um aumento no número de casos e, consequentemente, a volta de restrições.

    Estudo recente divulgado pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR) junto de outras entidades aponta que novas medidas mais restritivas podem ser fatais para o setor.

    Fonte: Gazeta do Povo
    Foto: Pixabay