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  • Guia de turismo ou agência de viagens, quem pode vender passeios turísticos?

    Guia de turismo ou agência de viagens, quem pode vender passeios turísticos?

    Há uma semana, estive na BTM (Brazil Travel Marketing), que aconteceu em Fortaleza. Parti de João Pessoa na caravana formada pela Abav (Associação Brasileira de Agentes de Viagens). Na volta, a coordenadora do grupo resolveu fazer um momento de integração, já dentro do ônibus, o que resultou em muito networking, com vistas a futuros negócios e parcerias. Todavia, durante as apresentações, uma fala me chamou a atenção, no que diz respeito à venda de passeios turísticos por guias de turismo. A afirmação era: “Quem vende passeio é a agência; o guia apenas faz o guiamento do turista durante o passeio.” Em virtude dessa afirmação, resolvi “pôr os pingos nos is” no que diz respeito aos papéis do guia de turismo e da agência de viagens em relação à venda de passeios turísticos.

    No Brasil, tanto guias de turismo quanto agências de viagens desempenham papéis importantes na cadeia produtiva do turismo, e a venda de passeios turísticos é regulamentada de forma distinta e depende das leis e regulamentos específicos em cada região. Entretanto, a pergunta que não quer calar é: O que impede um guia de turismo de vender passeios? Ou o que impede a agência de viagens de guiar seus turistas por conta própria? A resposta é simples: são os CNAEs, ou seja, a classificação das atividades econômicas que você habilita quando dá entrada no seu CNPJ.

    Dessa forma, todo guia de turismo cadastrado no Cadastur (Cadastro de Turismo do Brasil) e que tem CNPJ, ou seja, trabalha como Pessoa Jurídica e tem CNAE de agência de viagens, pode e deve vender seus passeios turísticos. De outro modo, a agência de viagens que também é cadastrada no Cadastur pode e deve vender seus passeios; entretanto, deve contratar um guia de turismo legal para realizar seus guiamentos. Agora nos deparamos com outro problema! Se é assim, os guias estão concorrendo diretamente com as agências?

    De acordo com o Cadastur, os guias de turismo são a segunda categoria com o maior número de cadastros, atrás apenas das agências de viagens. Hoje existem, no Brasil, cerca de 30.000 guias de turismo, distribuídos pelas 27 unidades da federação. E de acordo com o Sebrae, há cerca de 32.211 agências de viagens em todo o Brasil. A maioria está concentrada na região Sudeste (51,76%), enquanto o Nordeste conta com 19,28%, o Sul com 15,83%, o Centro-Oeste com 8,25% e o Norte com 4,88% desse total. Em relação ao porte, cerca de 99,5% das empresas são pequenos negócios.

    Se juntarmos esses números, teremos em média cerca de 60 mil prestadores de serviços turísticos no Brasil, que são potenciais vendedores de passeios, num país com uma demanda de turistas na marca de, segundo a Embratur, 365 mil turistas internacionais que desembarcaram no Brasil, somente em agosto de 2023. Nem irei buscar mais números, porque esses por si só já nos mostram que existe pouco prestador para muitos turistas. Por isso, diante dessa realidade, a preocupação sobre quem deve ou não vender passeios turísticos se torna irrelevante. Claro, não estou aqui incentivando a informalidade, mas a livre escolha do produto a ser vendido conforme a sua legalidade.

    Inclusive, para alguém se tornar guia de turismo, é necessário ter diplomação de nível técnico, no curso técnico em guia de turismo com duração mínima de 800 horas. O curso inclui duas categorias de formação: Regional e Excursão Nacional e também a América do Sul. Por isso, quem atuar como guia de turismo sem o registro profissional comete crime de exercício ilegal da profissão, descrito no Artigo 47 do Código Penal.

    Já para abrir uma agência de viagens, o requerente deve procurar um escritório de contabilidade, para orientação de como constituir uma empresa, ou ir direto na Junta Comercial. O empresário, portanto, deve ficar esperto na elaboração do ato constitutivo e na escolha dos CNAEs. Também é de suma importância observar a Lei das Agências de Turismo nº 12.974/2014. Depois disso, ele deve buscar capacitações na área, o que irá facilitar a sua prestação de serviço.

    Posto isso, tanto guias de turismo quanto agências de viagens têm a oportunidade de realizar seu trabalho de venda de passeios turísticos, inclusive em parceria e dentro da legalidade da sua região, cooperando com a economia, a geração de emprego e renda, e divulgando também suas potencialidades, uma vez que o turismo é entendido como uma prestação de serviços e faz parte de um segmento no qual a sociedade atual tem se apropriado principalmente por meio da internet e das redes sociais.

  • Mais de 3,1 milhões de pessoas devem viajar no feriado de Corpus Christi

    Mais de 3,1 milhões de pessoas devem viajar no feriado de Corpus Christi

    Aeroportos paulistas devem ser os mais movimentados, com a previsão de receber mais de um terço do total de passageiros no período

    Os aeroportos do país vão estar bastante movimentados durante o feriadão de Corpus Christi. Dados do Ministério do Turismo, divulgados nesta quarta-feira (07.06), apontam que 3,1 milhões de pessoas devem voar pelo país no período. O número é 55% maior do que o registrado no feriado do ano passado, quando 2 milhões de pessoas transitaram pelo Brasil. De acordo com o levantamento, os aeroportos paulistas devem ser os mais movimentados, ultrapassando a marca de 1,3 milhão de passageiros no período.

    A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, completa que, além do feriado, o mês deve de junho vai movimentar o setor com as festividades juninas e o dia dos namorados. “Junho promete para o turismo! Além do Corpus Christi, teremos celebrações juninas em diversos cantos do país, e ainda a data dos namorados que sempre traz ganhos para diversos segmentos do nosso setor como hotéis e restaurantes. Mais turismo para o Brasil é mais emprego, renda e desenvolvimento para os cidadãos brasileiros”, celebra.

    Somente nos aeroportos da Infraero, mais de 750 mil pessoas deverão transitar pelos terminais da Rede. O número é 34% maior em relação ao movimento do ano passado, quando 560,7 mil pessoas embarcaram e desembarcaram nos locais. No aeroporto de Brasília serão aproximadamente 235 mil passageiros. Entre os destinos mais procurados partindo da capital federal estão as principais capitais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte).

    Nos terminais operados pela CCR, a projeção é de um crescimento 16% no fluxo de passageiros. São estimados cerca de 273 mil passageiros, contra os 236 mil registrados no mesmo feriado do ano passado. Entre os aeroportos que devem atrair maior movimentação estão o de Curitiba (PR) e o de Goiânia (GO). Em Belo Horizonte (MG), a expectativa é de que 155 mil pessoas transitem no terminal, alta de 10% em relação a 2022.

    De acordo com buscadores online, os principais destinos dos viajantes serão as cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Gramado (RS), Campos do Jordão (SP) e Natal (RN).

    TURISMO RODOVIÁRIO – No segmento rodoviário, o terminal rodoviário do Rio de Janeiro deve movimentar cerca de 220 mil passageiros. Em Belo Horizonte, são esperadas 142 mil pessoas embarcando e desembarcando no local. No Nordeste, a capital Fortaleza (CE) tem a expectativa de receber 30 mil e 60 mil pessoas, respectivamente. No Sul, Londrina (PR) e Curitiba (PR) devem contar com 80,5 mil passageiros e Campo Grande (MS) deve receber 13 mil pessoas.

    As rodovias federais também estarão movimentadas no período. No estado de São Paulo, pelo menos 3 milhões de veículos deverão circular pelas rodovias. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que 830 mil veículos trafeguem pelas BR’s 101, 290, 386 e 448.


  • Bode reinou na festa de Cabaceiras

    Bode reinou na festa de Cabaceiras

    A Roliúde Nordestina fica no município de Cabaceiras, região do Cariri paraibano. A terra onde o bode é o rei, é cenário de mais de 50 produções, entre documentários e longas nacionais, dentre elas o Auto da Compadecida e Onde Nascem os Fortes. Um grande letreiro com o nome “Roliúde Nordestina”, fica instalado logo na estrada que dá acesso ao município, ideia do falecido jornalista Wills Leal, por conta do projeto turístico-cinematográfico implantado por ele no município.

    Mas é o Bode Rei, apresentando a majestade da caprinovinocultura como responsável pela cadeia produtiva do município. Todos os anos a tradicional Festa do Bode Rei atrai milhares de pessoas ao município durante três dias de realização no mês de junho. Nacionalmente conhecida, ela evidencia a produção caprina pela gastronomia e cultura, realizando exposições e feiras de animais, mostras de artesanato, apresentação de danças folclóricas, competições, palestras e cursos, além de shows.

     No último sábado (03), o Governo do Estado, através da Empresa Paraibana de Turismo – PBTur, realizou um Fampress com um grupo de jornalistas e digital influencers para vivenciar a 24ª Edição da Festa do Bode Rei, com objetivo de divulgar o destino Cabaceiras e sua famosa festa, que une muita cultura, forró e alegria. Os visitantes conheceram o município, seus aspectos socioculturais e principais pontos de visitação turística, e também um pouco da tradicional festa, a exemplo da feirinha com artesanatos feito com couro de bode, a degustação da cachaça Xixi de Cabrita, e a visitação aos principais lugares que foram gravadas cenas do filme “O Auto da Compadecida”.

    Foto: Evandro Pereira

    O criador da Roliúde Nordestina também criou, em parceria com a Prefeitura de Cabaceiras, um pequeno museu na cidade (com imagens de duas dezenas de filmes lá realizados). Agregado à iniciativa, está o turismo rural, cultural e ecológico, com foco no Lajedo de Pai Matheus, formação rochosa de 1,5 quilômetro quadrado, que se assemelha a um prato fundo virado para baixo, há mais de 100 pedras. Cada uma chega a pesar 45 toneladas. Esses blocos arredondados de granito são marcas do clima e guardam rastros do homem no Sertão do Cariri, na Paraíba.

    De acordo com o vice-prefeito Ricardo Aires, cerca de 150 mil pessoas passaram pela festa que gerou 950 empregos diretos e indiretos nos dias de realização da festa. Cabaceiras conta atualmente com mais de 500 leitos e, no período da festa eles se esgotam. Os cuidados e o carinho com os animais também fazem um diferencial na festa, “existe uma liminar sobre as competições com os animais e nós acatamos, então, nós sempre tivemos esse cuidado é tanto que dentro do nosso regulamento existe uma determinação para que os competidores não toquem nos animais; por exemplo a competição Pega o Bode, que é a mais divertida e tradicional, nós escondemos um bode de plástico ou madeira para o competidor achar”, informou Ricardo Aires.

    No ano de 2019 Cabaceiras foi premiada pelo Ministério do Turismo, ficando com o terceiro lugar pela realização da Festa do Bode Rei. A cadeia produtiva do Bode Rei também está presente na Artesa – Curtume Coletivo Miguel de Souza Meira, no Distrito da Ribeira, que é referência na qualidade no processo de curtimento do semiacabado de couro do bode e do boi. Foi com a formação da Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro Ribeira Cabaceiras, através de um trabalho de pesquisa e estudo para eliminar o mau cheiro das peles dos animais tratadas e transformadas em peças de artesanato, que os levou a ser reconhecido nacionalmente pela qualidade do produto.

    Saiba Mais:

    Onde fica: Cabaceiras fica a 180 km da capital João Pessoa e 70 km de Campina Grande.

    Teresa Duarte

  • ABRAJET disponibiliza curso de inglês on-line para jornalistas de turismo

    ABRAJET disponibiliza curso de inglês on-line para jornalistas de turismo

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    A ABRAJET Nacional assinou um convênio com a AT do Brasil e passa a oferecer um curso de inglês voltando exclusivamente para aqueles que atuam na área do Turismo.

    O curso é de ensino à distância, on-line, com 150 vídeo aulas que tem atividades e exercícios do nível básico ao intermediário, proporcionando um aprendizado de qualidade. A metodologia adotada segue as orientações da Common European Framework of Reference.

    Com a duração de seis meses, ao final, aqueles que se dedicarem e obtiverem aprovação, receberão um certificado Nível A1 com a chancela do Ministério do Turismo que será disponibilizado digitalmente.

    Pelo convênio que dá exclusividade à ABRAJET Nacional, os associados pagam R$ 200,00 em parcela única, no boleto (o que dá pouco mais de R$ 33 por mês).

    Num primeiro momento, o curso é exclusivo para associados da ABRAJET, mas se a entidade atingir a marca de trinta inscritos, a AT do Brasil deixou aberta a possibilidade para que familiares dos associados também possam ter acesso às aulas on-line e aprender, rememorar ou reciclar seu inglês.

    As aulas começam no próximo dia 1º de março e as inscrições podem ser feitas até 28 de fevereiro, terça-feira, neste link: http://www.englishfortourism.tur.br utilizando o código ABRAJETNAC2023.

    Ao iniciar o curso, o aluno terá acesso a um portal que dá acesso às aulas e terá um prazo de seis meses para completar o curso. O aluno poderá assistir as aulas no dia e horário que desejar.

    Abrajet PR com Abrajet PB

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